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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:15

2 Coríntios 4:15 - Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.
PORQUE TUDO ISTO É. O autor se refere a todas as suas labutas, que ele já havia desempenhado em prol do evangelho de Cristo, para que a igreja da cidade de Corinto existisse. Bem como os momentos de dificuldades que o apóstolo dos gentios já havia também enfrentado para fundar e edificar aquela comunidade Cristã, que neste momento, estava sendo assediada por quem não tinha feita nada em prol dos seguidores de Cristo naquele lugar, para que eles aceitassem a Cristo Jesus, o Salvador.

POR AMOR. Suportar o que Paulo já havia passado e continuar defendendo aquela gente sofrida, somente por amor. Enquanto os oponentes de Paulo estavam rondando a comunidade cristã de Corinto por outros interesses, Paulo havia cuidado dos seus filhos na fé, naquele lugar, por amor que sentia por eles todos. Ninguém podia apagar a forma amorosa com que o fundador daquela igreja tinha os tratado desde o começo.

DE VÓS. Estas palavras profundas e marcantes de Paulo era um ataque direto a amnésia na mente e no coração dos seguidores de Cristo na cidade de Corinto. É como se o apóstolo dos gentios olhasse nos olhos de todos eles, e face a face, fizesse lembrar que os tratou com o mesmo amor fraternal, que Cristo havia tratado aqueles que lhe eram mais chegados. Paulo cumpriu para com eles o mandamento de Cristo.

PARA QUE A GRAÇA. Neste ponto, é bem provável que as palavras do autor estejam direcionadas para aqueles que defendiam o legalismo judaico no meio do cristianismo. Porque Paulo defendia que, os seguidores do evangelho de Cristo dependiam completamente desta graça de Deus para entrarem para a família de Divina. O evangelho transmitido por Paulo trazia uma mensagem sublime que ensinava que ninguém era salvo por méritos próprios, mas precisava inteiramente da graça de Deus.

MULTIPLICADA POR MEIO DE MUITOS. Este foi o grande esforço de Cristo, trazer ao encontro de muitos a graça salvadora de Deus Pai, com o objetivo de levar muitos aos braços de Deus. Com Paulo não foi diferente, suas atividades sempre estavam voltadas para levar esta graça aos milhares que ainda não conheciam o evangelho libertador da graça de Deus. Somente pela graça divina, o homem pode ser salvo e ter vida eterna.

FAÇA ABUNDAR A AÇÃO DE GRAÇAS. A gratidão de Paulo a Deus, pela sua chamada para o ministério e principalmente para o seu reino, era motivos suficientes para que o apóstolo reconhecesse que Deus trabalhava ao seu favor. E isso ele também ensinou aos seus filhos na fé, na igreja em Corinto. Em vez de darem ouvidos aos oponentes do apóstolo, os servos de Cristo deviam render graças a Deus por serem salvos em Cristo.

PARA GLÓRIA DE DEUS. Tudo que falarmos ou fizermos deve ser para glória de Deus, e Paulo diz que, o fato dos seguidores do evangelho darem graças a Deus pela graça recebida, o nome do Criador era glorificado. Por que o escritor dava glórias a Deus? Porque o Senhor é digno de toda glória, louvor e ações de graças, isso porque, ele é o todo poderoso, e o Deus de amor, bondade e misericórdia. O fato de que, o escritor passava por perseguições por amor aos seus filhos na fé, isso era para glória de Deus.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:14

2 Coríntios 4:14 - Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.
SABENDO QUE. Mas uma vez, o autor mostra a possibilidade de que, neste momento em que escreve essa sua carta, havia o eminente perigo de sua morte, por causa de suas atividades em prol do cristianismo. Se Paulo era consciente do que estava acontecendo contra sua pessoa e ministério, também desejava que seus leitores tomassem conhecimento dos fatos que lhe ocorriam. Sabendo da sua história, aprendemos que depois de Cristo, o apóstolo dos gentios foi o mais perseguido.

O QUE. Quem foi que ressuscitou ao Senhor Jesus? O evangelho declara que foi o Criador de todas as coisas, o Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A vida e o ministério de Cristo foi uma caminhada rumo à santidade e perfeição, é tanto que, o evangelho diz que, ele não pecou, não errou e nem falhou. Com isso, ele acumulou virtudes, no sentido de vencer definitivamente a morte, o último inimigo.

RESSUSCITOU. A ressurreição de Cristo Jesus foi fundamental para a existência do cristianismo sobre a terra, porque deu credibilidade a tudo que o Senhor Jesus falava e fazia durante seu ministério. Observamos que, até mesmo seus apóstolos voltaram as suas atividades seculares, com a morte de Jesus na cruz do Calvário. Isso quer dizer que, se Jesus não tivesse ressuscitado, tudo tinha encerrado naquele momento.

O SENHOR JESUS. E a ressurreição de Cristo de entre os mortos, foi um golpe fatal contra o império das trevas, contra a morte e em favor da vida e da salvação da igreja remida do Cristo ressurrecto. Mas uma vez, o autor aponta em direção ao senhorio de Cristo, certamente, dizendo que o seu Senhor era Jesus e também da igreja, e não os seus oponentes em todas as igrejas. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus, ele que é o Salvador da humanidade, nosso Advogado, bom Pastor e Redentor.

NOS RESSUSCITARÁ TAMBÉM. Na sua primeira carta aos Coríntios, Paulo dedica um capítulo inteiro de sua correspondência para falar justamente sobre este tão significativa tema, a ressurreição dos remidos de Cristo. Mas neste caso, deste texto, ele fala especificamente sobre seus caso, dizendo aos seus leitores que, se os seus inimigos chegassem a lhe matar, ele tinha certeza de sua ressurreição futura.

POR JESUS. O grande Deus, que é o Senhor da vida, ressuscitou o Senhor Jesus, e agora, o escritor declara que este mesmo Jesus, que foi ressuscitado por Deus Pai é quem vai ressuscitar os seus remidos que já estiverem mortos, quando de sua vinda para arrebatar a sua igreja. Com isso, se cumprirá aquela palavra que disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida, quem crer em mim, ainda que esteja morto viverá. O arrebatamento da igreja mostrará a glória e a majestade do Senhor Jesus Cristo.

E NOS APRESENTARÁ CONVOSCO. Refazendo a mensagem, Paulo quis dizer o seguinte: Se eu tiver que partir desta terra antes de vós, não se preocupem, porque Cristo vai voltar, eu vou ressuscitar e nós nos encontraremos nas mansões celestiais. Paulo esperava a volta de Cristo a qualquer momento, sem, no entanto, saber que haveria um grande hiato de tempo entre a ascensão e a volta de Cristo Jesus.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:12-13

2 Coríntios 4:12-13 - De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida. E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.
DE MANEIRA QUE EM NÓS OPERA A MORTE. Este texto é uma continuação do que o autor vinha falando nos textos anteriores, em que por conta dele ser um legítimo representante do cristianismo na terra passava por muitas tribulações, perseguições e perigos de morte. Há quem diga que neste momento, o apóstolo estava passando grande perigo com a possibilidade de ter que enfrentar a morte, em consequência das perseguições e aflições impostas pelos seus opositores, o que não é descartado.

MAS EM VÓS A VIDA. Verdade é que para o apóstolo dos gentios, viver era para Cristo e o morrer era ganho. Se fosse necessário morrer pela causa do evangelho, para Paulo não tinha problema algum, desde que, seja pela sua vida, seja pela sua partida da terra, o evangelho estava sendo pregado por ele, e que muitas vidas já haviam sido transformadas pelas suas pregações do evangelho glorioso de Cristo Jesus.

E TEMOS, PORTANTO, O MESMO ESPÍRITO DE FÉ. Essa expressão da parte do apóstolo dos gentios fala da comunhão de propósito que havia entre ele e os seus leitores que eram os seguidores de Cristo em Corinto. Esse espírito de fé é o conjunto de crenças no evangelho de Cristo e em tudo que faz parte da nova aliança de Deus com a igreja remida de Cristo. Já a fé, é a entrega absoluta aos cuidados de Cristo.

COMO ESTÁ ESCRITO. Certamente, o apóstolo tem em mente o (Salmos 116:10), em um contexto sem conexão com o que ele vinha falando anteriormente, mas que pode servir de introdução para seu novo tema, que é justamente o propósito das aflições que nós temos que passar e os resultados das provações permitidas em nossas vidas, que tais eventos estão de acordo com a vontade permissiva de Deus. Aprendemos ainda que o escritor confirma suas palavras com o que já estava escrito.

CRI, POR ISSO FALEI. No caso do salmista, com uma simples leitura, não entendemos o porquê que ele falou tais palavras. O que podemos conjecturar é que por conta de sua fé, que na antiga dispensação era sinônimo de confiança em Deus, ele se utilizava de suas palavras para expressar seu testemunho de que, o Senhor lhe havia dado grandes livramentos. O salmista testemunhava assim, porque acreditava em seu Deus.

NÓS CREMOS TAMBÉM. Já quanto a Paulo, ele vivia pela fé, como está escrito que, o justo viverá da sua fé (Romanos 1:17). E quanto aos leitores de Paulo e a igreja de Cristo na cidade de Corinto, ela só existia, porque creram no evangelho pregado por Paulo e no Cristo de Deus. De forma que, o apóstolo testemunha de sua fé de que fazia a obra de Cristo de fé em fé, porque humanamente falando era impossível.

POR ISSO TAMBÉM FALAMOS. De que o escritor estava falando? Que suas atividades em prol dos seguidores de Cristo em Corinto era uma obra de fé. Isso porque, foi enfrentando as perseguições, tribulações e perigos de morte, que ele executou missões naquele lugar. Tendo a certeza de que, mesmo que fosse necessário morrer pelo evangelho de Cristo, o resultado seria alcançado, porque ali havia uma igreja.

2 Coríntios 4:11

2 Coríntios 4:11 - E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.
E ASSIM NÓS, QUE VIVEMOS. Este texto é uma continuação dos textos anteriores em que, o autor vinha falando sobre os perigos que enfrentava por ser o apóstolo dos gentios, e que vivia a pregar as boas novas do evangelho de Cristo. E que por conta disto, ora estava passando tribulações, ora estava sendo perseguido e sempre passando por perigo de morte. Mas que ainda estava vivo para o bem da obra de Deus.

ESTAMOS SEMPRE. Os passos do apóstolo eram vigiados permanentemente pelos seus opositores e inimigos do evangelho de Cristo, no sentido de lhe pegarem em alguma falha, conforme as leis religiosas dos judeus e dos romanos, para então, levarem a Paulo a julgamento e a morte pelas autoridades romanas. Grande parte desta carta de Paulo foi justamente para se defender dos seus acusadores, que tanto vinham de fora da igreja, como também dos falsos irmãos que estavam contra ele.

ENTREGUES A MORTE. Este tratado de Paulo aos coríntios, nos faz saber o amontoado de problemas que o apóstolo dos gentios teve que passar por ser um defensor das verdades fundamentais do evangelho. Não fora os cuidados de Deus pela vida de Paulo, ele não teria exercido um longo ministério em prol do evangelho de Cristo. Veja que Cristo só passou no exercício do seu ministério três anos e meio e o mataram.

POR AMOR DE JESUS. Por que Paulo passava tanto perigo de morte? Porque ele havia deixado o judaísmo e se convertido ao cristianismo. Preparou-se, pouco mais de três anos, e saiu por todos os lugares pregando sobre Jesus de Nazaré, como sendo o Messias de Deus, cumprindo assim as profecias messiânicas do Velho Testamento. Esse amor que o apóstolo dos gentios tinha por Cristo, fazia com que os inimigos do reino de Cristo se levantassem constantemente contra seu ministério e a sua vida.

PARA QUE A VIDA DE JESUS. Tudo que Paulo vinha atravessando de aflições, tribulações, perseguições e perigos de morte a todo o momento, tinha como objetivo levar as pessoas ao encontro da vida, que está em Cristo Jesus, ele que é a ressurreição e a vida. Certamente esta vida de Cristo, sobre a qual fala o escritor, podemos conjecturar como sendo a vida ressurecta do Filho de Deus, ele que ressuscitou.

SE MANIFESTE TAMBÉM. Cristo ressuscitou várias pessoas de entre os mortos, mas estas pessoas, depois tornaram a morrer. Com Cristo foi deferente, ele morreu, ressuscitou ao terceiro dia, pelo poder de Deus, para nunca mais morrer. Se Jesus não houvera ressuscitado, seria mais um profeta na terra. Mas a sua ressurreição o coroou como Senhor da vida. Esta mesma vida, Paulo quer, que se manifesta em seus leitores.

NA VOSSA CARNE MORTAL. Não que o escritor ache que os seus leitores não irão participar da morte física, apesar de que Paulo pregava que Cristo haveria de voltar ainda no seu tempo, porque ele não tinha noção do hiato de tempo que haveria entre a ascensão de Cristo e sua volta para arrebatar a igreja. O autor se refere à transformação do corpo dos seguidores de Cristo, o que ele escreveu em (1 Coríntios 15:53-54). Isto porque, a igreja primitiva esperava a volta de Cristo naquele tempo.

sábado, 19 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:10

2 Coríntios 4:10 - Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos.
TRAZENDO SEMPRE. Este texto confirma o que escreveu Paulo em Gálatas 2:20 - Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Desde que o apóstolo se dedicou a fazer missões em prol do reino de Cristo, e até o final de sua vida, que ele sempre esteve sendo perseguido, maltratado, e por fim, morreu por amor a pregação do evangelho de Cristo.

POR TODA A PARTE. Quando o apóstolo se converteu, passados mais ou menos três anos, ele foi até a Jerusalém para buscar apoio do grupo apostólico para sua missão, que era pregar o evangelho aos gentios. Não teve o apoio das lideranças da igreja mãe de Jerusalém, e a partir de então, começou a ser perseguido de cidade em cidade, por onde passava levando as boas novas de Cristo, ao mundo gentílico.

A MORTIFICAÇÃO. O que o autor tenta dizer com essa frase é que as mesmas coisas que Cristo teve que enfrentar dos seus compatriotas judeus, ele também sempre e em todos os lugares passava as mesmas coisas. Os judaizantes, não satisfeitos com a morte que provocaram do Senhor Jesus, sempre estavam desfechando seu ódio contra Paulo, que era um representante e embaixador de Cristo por onde passava.

DO SENHOR JESUS. Este Jesus, do qual Paulo trazia em seu corpo as marcas, era aquele mesmo Jesus que os judeus perseguiram, humilharam, e por fim, mataram de morte dolorosa na cruz do Calvário. Mas também é o mesmo Jesus que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todos os joelhos, dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e que toda língua confessara como Senhor, conforme (Filipenses 2-9-11).

NO NOSSO CORPO. O escritor tinha uma compreensão profunda do que lhe acontecia, como reprodução gradual do que ocorreu com o seu Mestre, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Alias, o apóstolo achava que era um privilégio ter que passar por muitas coisas que o Senhor Jesus tinha passado. Isso era uma prova de que ele andava nas pisadas do Mestre, e como seu discípulo, tinha que seguir seu exemplo de vida também.

PARA QUE A VIDA DE JESUS. Esta vida de Cristo, sobre a qual o apóstolo se refere, diz respeito à vida incorruptível, da qual o Cristo de Deus se tornou participante após a sua ressurreição. Quem nesta vida faz a vontade de Deus e sofre ou morre com Cristo, tem a certeza de que será também participante do tipo de vida que Cristo tem e que veio produzir para os seus remidos. Esta é a vida eterna, vida abundante e plena.

SE MANIFESTE TAMBÉM NOS NOSSOS CORPOS. Certamente, o escritor fala do que ele escreveu em 1 Coríntios 15:53-54 - Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi à morte na vitória. Isso vai acontecer no momento do arrebatamento da igreja de Cristo.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:8-9

2 Coríntios 4:8-9 - Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.
EM TUDO SOMOS ATRIBULADOS. O autor fala no plural, usando uma redundância, mas é claro que ele se refere as suas muitas lutas que já havia passado por conta de pregar o evangelho de Cristo e ser um dos principais líderes do cristianismo no mundo gentílico. Nenhum dos outros apóstolos teve tanta dificuldade para exercer seu apostolado do que Paulo, até porque, os demais apóstolos já pegaram uma igreja pronta por Cristo. Mas Paulo teve que fundar as igrejas em campos missionários.

MAS NÃO ANGUSTIADOS. É perceptível que esta carta foi escrita com o objetivo de Paulo defender o seu apostolado, porque nesta igreja de Corinto, que foi fundada por Paulo, alguns estavam se levantando contra a autoridade do apóstolo. E isso causava muitas tribulações para Paulo, uma vez que, tinha sempre alguém lhe causando tribulações, no entanto, isso não lhe deixava angustiado nem triste.

PERPLEXO, MAS NÃO DESANIMADOS. Por que muitas vezes Paulo se sentia perplexo? Porque de onde ele não esperava, era justamente onde surgiam os problemas. Nem o partido ligado a Simão, Pedro, nem os discípulos de Apolo tinham razão de se levantarem contra Paulo. Até porque foi ele que conquistou os coríntios para o reino de Cristo, e Simão e Apolo, deviam ser seus amigos de ministério, por meio de Cristo.

PERSEGUIDOS. Essas perseguições vinham de todos os lados, o império das trevas arregimentava seus instrumentos diversos, que eram: Os judaizantes, os líderes das seitas pagãs, o império romano, o mundo com suas forças hostis e os falsos irmãos, que dentro das igrejas faziam oposição ao ministério de Paulo. O fato de Paulo ter um ministério independente dos demais apóstolos, isso lhe trouxe muitos problemas.

MAS NÃO DESAMPARADOS. Quando Cristo chamou a Paulo para ser um pregador das boas novas do evangelho e apóstolo dos gentios, é porque o Senhor tinha missões importantes para que ele cumprisse. Portanto, as forças do reino de Deus estavam mobilizadas para que o apóstolo executasse, o que a seu respeito era o plano de Cristo. E nesta confiança é que Paulo fazia a obra, sempre com a ajuda de Deus.

ABATIDOS. Muitas vezes sendo tão perseguidos de maneira injusta, que não se via uma saída para as dificuldades. O missionário não tinha descanso, quando um problema era resolvido, logo surgiam muitos outros, mas ele não desistia de batalhar em prol da causa do reino de Cristo. Certamente, o escritor fala do cansaço que suas atividades lhe causavam, que por trabalhar tanto, muitas vezes se sentia abatido. Era como se as forças contrária o jogasse no chão, como que vencido, mas se levantava.

MAS NÃO DESTRUÍDOS. Conhecendo o que Paulo teve que enfrentar pela causa do evangelho de Cristo, podemos conjecturar que, muitas vezes foi como se Paulo chegasse a beira da morte, mas era como se Cristo o ressuscitasse para a vida. Não que ele morresse fisicamente, mas os seus inimigos achavam que ele estivesse derrotado. Todavia, ele sempre se erguia, batia a poeira e dava sempre à volta por cima.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:7

2 Coríntios 4:7 - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
TEMOS, POREM. Paulo se inclui, entre aqueles que tinham dentro dos seus corações o mais preciso, que era o conhecimento do evangelho das boas novas de Cristo. Muito mais preciso do que os conhecimentos da legislação de Moisés, no caso dos cristãos legalistas, ligados ao partido de Simão Pedro, que representava o grupo apostólico de Jerusalém. Bem como dos conhecimentos das ciências e da religião, que representava o partido de Apolo. Ninguém tem a Cristo, sem ter também o evangelho de Cristo.

ESTE TESOURO. Que tesouro é este? É o evangelho da verdade! Que contem a mensagem das boas novas sobre o Messias de Deus e tudo que envolvem as doutrinas da nova aliança da graça de Deus com a humanidade, e principalmente com a igreja remida de Cristo. Para a igreja de Cristo, o que deve funcionar como fundamento de fé e prática cristã, é justamente a mensagem gloriosa do evangelho do Filho de Deus.

EM VASO DE BARRO. Quem é o vaso de barro? Certamente o apóstolo pensa em (Gênesis 2:7), que declara que o homem foi feito do pó, ou seja, do barro. E muito mais, o autor fala da fragilidade do homem, em comparação com o valor do evangelho e o poder de Deus. No entanto, o escritor destaca a importância que Deus tem dado aos verdadeiros seguidores de Cristo, por depositar dentro de cada um de nós, algo de muito valor, que é justamente o ministério de pregação do evangelho.

PARA QUE A ESCELÊNCIA. Esta é mais uma das alegorias ou ilustrações que Paulo se utiliza para falar de verdades profundas no relacionamento de Deus com os seus embaixadores nesta terra. O homem visto como algo frágil, limitado, até certo ponto desprezível. Mas que, o Deus de bondade resolve valorizar, depositando nele suas preciosas dádivas. O que o homem precisa reconhecer é que a excelência é de Deus.

DO PODER. Provavelmente, os opositores de Paulo em Corinto se gabavam de que eram poderosos em se expressarem, porque tinham respaldo no conhecimento da legislação de Moisés e nas literaturas dos judeus, bem como das filosofias e das ciências. Enquanto que Paulo se alicerçava no poder de Deus, e ele era consciente de que nem merecia todos os privilégios que tinha, porque foi um perseguidor da igreja.

SEJA DE DEUS. O apóstolo dos gentios demostra a sua humildade em atribuir a Deus o seu conhecimento do evangelho de Cristo. Mas, ao que tudo indica, os seus oponentes na igreja em Corinto, se gabavam de ter conhecimento próprio. A título de hoje, o que mais se ver são pregadores ou ministros do evangelho auto se promovendo, em demonstração de exaltação do seu nome ou de seu sistema religioso denominacional.

E NÃO DE NÓS. Precisamos sempre reavaliar o que estávamos pregando e como estamos nos comportando diante do que fazemos para o reino de Deus, e com sentimento de humildade reconhecer que tudo provem de Deus e não de nós mesmos. O conhecimento ou revelação, pouca ou muita que temos dos mistérios de Deus, não é potencial próprio de nenhum ser humano. Deus é que por bondade e misericórdia confia a nós, o privilégio de sermos seus representantes na terra, como embaixadores.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:6

2 Coríntios 4:6 - Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
PORQUE DEUS, QUE DISSE. Certamente o autor se refere ao ato da criação da luz por Deus, que trouxe a tudo a existência. Gênesis 1:3-5 - E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. Antes de criar outras coisas, Deus criou a luz, porque sem luz, o que prevalece são as trevas, e trevas é sinônimo de morte, e Deus é vida, e vida com abundancia.

QUE DAS TREVAS RESPLANDECESSE A LUZ. Antes de criar a luz, diz a bíblia que havia trevas sobre a face do abismo. Gênesis 1:2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Percebe-se que antes da luz, o que prevalecia era o caos, porque abismo neste caso, pode ser compreendido como buraco negro. Por isso a terra era sem forma e vazia.

É QUEM RESPLANDECEU. “E quem” se refere a Deus, que disse: Haja luz, e houve luz (Gênesis 1:3). O autor fala da intervenção de Deus em iluminar sua vida, que antes de se converter ao cristianismo era treva pura, mas que, ao ter um encontro feliz com o Filho de Deus, Jesus Cristo, sua alma foi iluminada com a luz, que é Cristo Jesus. João 1:4 - Nele estava à vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Deus enviou a luz, que é Cristo Jesus.

EM NOSSOS CORAÇÕES. Há quem diga que Paulo estava desfazendo alguns maus entendidos do grupo partidário de Apolo na igreja em Corinto, ou quem sabe o partido dos gnósticos que haviam chegado também naquela igreja. Porque o grupo de Apolo, segundo alguns comentaristas, exaltava o conhecimento acima de qualquer coisa. Quando sabemos que para a igreja de Jesus, Cristo está acima de tudo e de todos.

PARA ILUMINAÇÃO DO CONHECIMENTO. Não que Paulo fosse contra Apolo, pelo contrário, eles eram amigos de ministério. Mas, como a igreja de Corinto estava dividida em partidarismo, Pedro, Apolo, Paulo e Jesus Cristo aqueles que eram do partido de Apolo, e não o próprio Apolo, defendiam que, o conhecimento era mais importante do que o evangelho com sua mensagem, e do que o próprio Cristo.

DA GLÓRIA DE DEUS. Esse conhecimento da glória de Deus, nos ensina da sua presença na vida e nos corações de Paulo e dos seguidores do evangelho de Cristo. Como também nos faz compreender que em Cristo Deus estava manifestando sua presença entre os homens, por isso que, mesmo antes da sua vinda a terra, o Messias já era chamado de Emanuel, ou seja, Deus entre os homens, Jesus é Deus.

NA FACE DE CRISTO. O próprio Jesus falou: Eu e o Pai somos um (João 10:30). Em um diálogo com Filipe, Jesus disse que, quem lhe visse, estava vendo Deus. João 14:8-9 - Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? A glória de Deus resplandecia na face de Cristo.

2 Coríntios 4:5

2 Coríntios 4:5 - Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.
PORQUE NÃO NOS PREGAMOS. Paulo faz um ataque ousado contra aqueles que estavam tentando distorcer o evangelho por ele pregado na igreja de Corinto. Porque aqueles supostos pregados, quando pregavam para os leitores de Paulo, não era para falar a respeito de Cristo, nem do seu evangelho, mas buscavam glória para si mesmo. Hoje, o que mais têm, são pregadores desse tipo, que estão mais em busca de glórias pessoais do que exaltar de fato e na verdade o nome de Cristo, o Filho de Deus.

A NÓS MESMOS. Quando o apóstolo dos gentios chegava, em um novo campo missionário, a sua grande preocupação era pregar sobre Cristo Jesus, para torna-lo conhecido dos seus ouvintes. Diferente dos que buscam fazer prosélitos para se mesmo. E na igreja de Corinto era fato de que, os opositores de Paulo buscavam fazer seguidores para si mesmo, e a prova disto é que haviam lá grupos distintos.

MAS A CRISTO JESUS. Paulo carregava consigo uma mensagem Cristocêntrica, em que o seu conteúdo principal era pregar sobre Cristo Jesus, nosso Senhor. Os que trabalhavam contra Paulo em Corinto, ao que tudo indica, tinham vergonha de falar sobre Jesus de Nazaré. Falavam mais da lei de Moisés e outros falavam mais de filosofias do que sobre o plano da salvação pela fé em Cristo Jesus, o Verbo de Deus.

O SENHOR. Aqueles que pregavam sobre si mesmo para fazerem prosélitos para seu partido, mais queriam ser exaltados do que exaltarem a Cristo. O que tem de denominação, que mais parece reino dos homens do que reino de Deus é algo de ficar assombrado, e as pessoas nem percebem isso. E nestes casos, quem é o senhor, não é Cristo Jesus, mais sim, o líder principal ou os líderes locais. Quando sabemos que, da igreja espiritual de Deus, quem é o Senhor dela é Cristo Jesus, o Príncipe da paz.

E NÓS MESMOS SOMOS. Os oponentes de Paulo na igreja em Corinto se gabavam de serem eles, mais importantes do que Paulo, e até certo ponto, do que o próprio Cristo, porque não o exaltava como Senhor. Se o apóstolo se refere a Simão, Pedro, que tinha um grupo de seguidores em Corinto, certamente o apóstolo, quando chegava naquela igreja, se alto promovia, por pertencer à igreja mãe de Jerusalém e ser apóstolo.

VOSSOS SERVOS. Aqueles que buscavam glória para si mesmo em Corinto, tinham como intenção fazer para si mesmo muitos prosélitos, e com isso, buscavam servos para si mesmo. Já com Paulo, era diferente, porque o apóstolo, com seus amigos de ministério, quanto estavam com seus filhos na fé, em Corinto, tinham prazer em serem servos dos filhos de Deus. E é assim que deve proceder um ministro de Cristo.

POR AMOR A JESUS. Tem muitos pseudos ministros que desprezam essa frase, quando fazem a obra de Deus por interesse próprio, por amor ao dinheiro e para se tornar poderoso perante a igreja de Cristo. Deus honrou o ministério de Paulo, porque ele não buscava se transformar em um ídolo para a igreja de Cristo, não tirava proveito financeiro da igreja, trabalhava com suas próprias mãos para sustentar seu ministério e para não depender da igreja, ele trabalhava por amor a Cristo Jesus, o seu Senhor.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:4

2 Coríntios 4:4 - Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
NOS QUAIS O DEUS DESTE SÉCULO. Nos quais, se refere aos que se perdem, porque para eles, o evangelho pregado por Paulo, estava como que encoberto. O deus deste século é o diabo com os seus demônios, que tem exercido de maneiro forte suas influencia sobre os que se perdem. Este século, sobre o qual fala Paulo, não se refere apenas ao primeiro século de nossa era cristã, mas diz respeito a esta era, até a segunda etapa da vinda de Cristo para estabelecer seu governo milenial sobre a terra.

CEGOU OS ENTENDIMENTOS. Esta frase representa a cauterização por parte das trevas, que por sua vez fala da influencia do diabo com os seus demônios na mente dos que se perdem, aqueles que o evangelho chama de filhos da perdição. Esta cegueira não é da visão física, mas sim, do entendimento, da inteligência embotada para que não recebam a luz do evangelho das boas novas de Cristo Jesus, o libertador.

DOS INCRÉDULOS. Estes são os que se perdem, porque se deixam dominar pela influência do império das trevas. A maioria das pessoas que compõem a sociedade contemporânea são ateus confessos ou não, isso porque, estas pessoas vivem mais para as coisas materiais desta vida, do que para o reino da luz e de Cristo. Os incrédulos são aqueles que rejeitam a Cristo e a mensagem iluminadora do seu evangelho. Ninguém tem desculpa em dizer que não tem ouvido o evangelho.

PARA QUE NÃO LHES RESPLANDEÇA. Para que, que o deus deste século tem cegado o entendimento dos incrédulos? Encontramos a resposta nesta frase! Para que suas mentes não sejam iluminadas com a luz do evangelho. O apóstolo dos gentios via as trevas densas tomando conta da mente dos incrédulos, em que o domínio de seus pensamentos estava sobre a influência de satanás com os seus malignos demônios.

A LUZ DO EVANGELHO. Os profetas da velha dispensação ascenderam focos de luz na história da humanidade, quando anunciavam a vinda do Messias de Deus. Porem, o sol da justiça divina resplandeceu fulgurantemente sobre a terra, quando o Filho de Deus veio a este mundo, porque ele era a luz da verdade. E quando Cristo foi assunto aos céus, deixou o seu evangelho e enviou o Espirito Santo para iluminar os homens.

DA GLÓRIA DE CRISTO. Quando se fala desta glória de Cristo, está se referindo ao seu resplendor, seu poder e tudo que ele representa para toda a criação, mas principalmente para sua igreja. No entanto, quando se fala no evangelho da glória de Cristo, o escritor está revelando sobre uma mensagem poderosa das boas novas de salvação, que representa o propósito mais sublime de Deus, por meio de Cristo.

QUE É A IMAGEM DE DEUS. Já em muitas passagens do Velho Testamento, se falava da epifania de Cristo, como em uma representação do anjo do Senhor, bem como Deus estava representado nos homens, ou em outras ocasiões pelos seus anjos. Todavia, a expressão exata da imagem de Deus, pode ser vista pela humanidade, na pessoa de Cristo, o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens, por meio de Jesus.

2 Coríntios 4:3

2 Coríntios 4:3 - Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.
MAS, SE AINDA. Os opositores ou oponentes de Paulo em Corinto, lhe acusavam de pregar um evangelho difícil de se entender, quando confrontado com a legislação de Moisés, defendida pelos cristãos legalistas ou ainda pela filosofia dos gnósticos, que misturavam ciência com religião. No dizer do escritor, se eles ainda não entenderam o evangelho simples pregado por Paulo, é porque eles se faziam de tolos, para dar a entender para as pessoas que, suas teses teológicas eram mais importantes.

O NOSSO. O autor não está dizendo que o evangelho por ele pregado era dele próprio, mas ele estava tentando dizer que, o evangelho por ele pregado e pelos seus amigos de ministério era diferente do outro evangelho pregado com subterfúgio e adulteração pelos seus oponentes em Corinto. O evangelho pregado por Paulo aos gentios tinha uma mensagem revelada pelo Espírito Santo de Deus, e não por homem algum.

EVANGELHO. Simão Pedro pregava em Corinto um evangelho misturado com a lei de Moisés, porque ele ainda era legalista. O partido de Apolo pregava um evangelho baseado em sabedoria humana. No entanto, o evangelho pregado por Paulo era um evangelho de boas novas, anunciando que em Cristo, os seus remidos são salvos pela graça de Deus, porque Cristo já havia pago o preço da redenção pela sua igreja.

ESTÁ ENCOBERTO. Nem Simão, nem Apolo e nenhum outro haviam pregado um evangelho de forma mais clara e honesta do que Paulo em Corinto. Percebe-se que os oponentes de Paulo o acusavam de transmitir uma mensagem incompreensível. Quando na verdade, eram eles que pregavam um evangelho misterioso. É tanto que, o evangelho pregado por Simão tinha mais elemento do judaísmo, do que o âmago e a essência das boas novas de Cristo e Apolo pregava um evangelho muito profundo.

PARA OS QUE. Não compreendia a mensagem de Paulo, quando ele pregava o evangelho, quem realmente não queria aceitar a nova realidade de Deus para a humanidade por Cristo Jesus. Está provado pelo Novo Testamento que, o apóstolo dos gentios foi, em sua época, o maior missionário transcultural, pregando as boas novas e fundando igrejas no mundo inteiro, não entendeu sua mensagem, quem não quis.

SE PERDEM. Nem todos querem aceitar as boas novas do evangelho da libertação. A prova disto é que, o próprio Cristo veio para o que era seu, e os seus não o receberam. A realidade histórica da igreja é que, infelizmente, a maior parte da humanidade rejeita a mensagem do evangelho, porque o mesmo evangelho diz que existem os filhos da perdição. E o inimigo cega o entendimento dos incrédulos.

ESTÁ ENCOBERTO. Assim sendo, nenhum pregador pode esperar que seus ouvintes irão todos acreditarem em sua mensagem. Cristo disse que, suas ovelhas ouvirão a sua voz e o seguirão, e haverá um Pastor, ele próprio, e um rebanho, que é a sua igreja remida. Mais, claro fica pela realidade que muitos, não querem nem ouvir as boas novas do evangelho. Muitos outros até dão ouvidos, mas não aceitam o compromisso de viver uma vida digna perante Deus, porque o caminho é apertado e a porta estreita.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

2 Coríntios 4:2

2 Coríntios 4:2 - Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
ANTES, REJEITANDO AS COISAS QUE POR VERGONHA SE OCULTAM. No versículo primeiro deste capítulo, o autor disse que, não desanimava diante das dificuldades que surgiam diante dele, porque sabia de que seu ministério era conforme a vontade de Deus. Agora, ele diz que rejeitava todas as coisas que eram reprovadas pela verdade, porque tinha consciência de que Deus sabia e conhecia todas as coisas a seu respeito.

NÃO ANDANDO COM ASTÚCIA. Os opositores de Paulo na igreja de Corinto, sejam eles os defensores das ciências religiosas como o grupo ligando a Apolo ou os legalistas do cristianismo ligados a Simão Pedro, não estavam andando com sinceridade diante da igreja de Cristo naquele lugar. Mas estavam buscando glória para si mesmo, e para isso, tentavam rebaixar a autoridade apostólica de Paulo naquela igreja.

NEM FALSIFICANDO A PALAVRA DE DEUS. Ao que tudo indica, os dois grupos que se levantaram contra o apóstolo dos gentios e fundador da igreja cristã em Corinto, andavam falsificando a palavra de Deus, para tirarem proveito da igreja do Senhor Jesus, buscando prejudicar a Paulo. O grupo ligado ao legalismo de Jerusalém tentava provar que tinha que guardar a lei de Moisés. Enquanto que, os defensores das ciências na religião, falavam mais em mistérios do que no evangelho de Cristo.

E ASSIM NOS RECOMENDAMOS. Porem, Paulo, como homem de Deus, enquanto esteve entre os seguidores de Cristo naquela igreja, teve a honestidade de pregar as boas novas do evangelho, não segundo as ideologias dos homens, mas sim, de acordo com a vontade de Deus. Por isso que, o evangelho pregado por Paulo era diferente do outro evangelho pregado por aqueles que buscavam seus próprios interesses.

A CONSCIÊNCIA DE TODO O HOMEM. A mensagem transmitida por Paulo e seus companheiros de ministério chegava à mente dos seus ouvintes, com clareza e com objetividade, que era justamente levar as pessoas a Cristo, e não fazer prosélitos para se mesmo. Quem ouvia as boas novas do evangelho de Cristo pregadas pelo escritor desta carta, não se tornava um mero religioso, mas aceitava a Cristo como Salvador.

NA PRESENÇA DE DEUS. Depois de Cristo, o apóstolo dos gentios foi um dos que teve a honestidade de levar as pessoas a terem um verdadeiro encontro com Jesus, porque Paulo não fundava as igrejas para ele mesmo, mas sim, para que os novos convertidos vivessem para Cristo. E a prova disto é que Paulo fundava uma comunidade cristã, estabelecia lideranças locais e já partia para outros campos missionários.

PELA MANIFESTAÇÃO DA VERDADE. As atividades evangelísticas executadas, pelo autor desta carta, eram realizadas na presença de Deus, e suas pregações eram a mais pura manifestação da verdade. E esta verdade defendida por Paulo, era a mensagem do evangelho de Cristo, mantendo em seu conteúdo tudo aquilo que de bom fez Cristo em prol da humanidade, bem como os parâmetros da nova dispensação da graça.

2 Coríntios 4:1

2 Coríntios 4:1 - Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos.
POR ISSO. O tema que temos a nossa frente é o foco do ministério de Paulo e o forte dos seus trabalhos. Aprendemos pois, que, Jesus Cristo ocupa o centro das atividades de Paulo e que suas mensagens são sempre Cristocêntricas, isso porque, foi Cristo quem chamou e deu todas as condições para que Paulo servisse ao reino de Deus, e com isso, sua gratidão era a Cristo que o valorizou. Por isso que, o evangelho diz que, tudo que nós fizermos, assim, devemos fazer, em nome de Cristo e para glória do seu nome. O espírito Santo tem esta função em nossa vida, glorificar a Cristo (João 16:14).

TENDO ESTE. Antes de se converter, Paulo foi criado aos pés de Gamaliel, aprendendo tudo que dizia respeito às regras do judaísmo. Ele foi preparado e enviado para perseguir a igreja de Cristo. Até que, de caminho para Damasco, quando tinha carta branca dos chefes dos sacerdotes, para perseguir, prender e até matar aos Cristãos, Paulo teve um encontro feliz com o Senhor Jesus ressurrecto, e este encontro mudou totalmente o rumo de sua vida, traçando uma nova trajetória para o resto de sua vida. E Paulo era consciente da importância desta chamada em sua vida e seu ministério.

MINISTÉRIO. Tendo se convertido ao cristianismo, e, por conseguinte, rompendo com o tradicional judaísmo, agora, se preparava para sua missão em dedicar o resto de sua vida ao reino de Deus, pregando as boas novas de Cristo no mundo gentílico. Mas antes, ele teve a convite de Pedro em Jerusalém, para quem sabe, fazer parte do ministério da igreja mãe de Jerusalém, porem, como não era esse o caminho que Deus havia traçado para seu destino, então, foi ele rejeitado pelo grupo dos doze, vindo então, a cumprir seu ministério como apóstolo dos gentios, missão transcultural.

SEGUNDO A MISERICÓRDIA. Por que o apóstolo diz que exercia seu ministério por misericórdia de Deus? Porque ele sabia quem era, antes de se converter ao cristianismo, e quais eram suas intenções, em tentar destruir a religião fundada pelo Senhor Jesus. Além do mais, ele também era consciente de que, estava vivo, pela misericórdia de Deus, uma vez que, os seus próprios compatriotas judaizantes, tudo fizeram para impedir de Paulo exercer o seu ministério em servir a Cristo, sem falar das muitas perseguições e perigos de morto que Paulo teve que passar e atravessar.

QUE NOS FOI DADA. Paulo também era consciente de que exercia seu ministério, por iluminação direta de Deus, mediante a revelação do Espírito Santo, porque ele não tinha capacidade própria para fazer a grande obra que vinha executando em prol do evangelho de Cristo, não fora a capacitação dada por Deus. Percebe-se também que o apóstolo faz sua defesa contra aqueles que o acusavam de que Paulo não tinha capacidade de ser apóstolo de Cristo, porque não havia convivido com o Senhor Jesus, como os demais apóstolos, nem havia sido instruído na igreja mãe em Jerusalém.

NÃO DESFALECEMOS. Diante de todos os desafios que o apóstolo enfrentava, nem por isso, ele desanimava, mas estava sempre de cabeça erguida, tendo a certeza de sua chamada por Deus e por Cristo para este tão importante ministério. Paulo sabia do que estava fazendo, e ele tinha seu programa de realizações com objetivos bem definidos.

sábado, 12 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:18

2 Coríntios 3:18 - Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.
MAS TODOS NÓS. Paulo fala de se mesmo, como participante desta excelente plenitude do reino de Cristo, bem como de todos os líderes da igreja primitiva, e ainda de todos os seus filhos na fé da igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto, sem deixar de for a todos aquele que em qualquer lugar e em qualquer tempo, nasceram de novo, foram transformados pela regeneração espiritual, estão buscando o reino de Deus em primeiro lugar e as coisas que são de cima, em Cristo Jesus, nosso Salvador.

COM ROSTO DESCOBERTO. Moisés precisou colocar um véu para que os filhos de Israel não vissem que a glória de Deus que estava temporariamente sobre a pele do seu rosto esvanecia. Os próprios filhos de Israel se deixaram levar por aquela dissimulação, como que apontando para a fragilidade da antiga dispensação, que do mesmo modo era transitória. Mas nós não precisamos usar nenhum véu.

REFLETIMOS COMO UM ESPELHO. O véu utilizado por Moisés e aceito pelos filhos de Israel era um tipo de empecilho para que não se percebesse algo que estava se acabando. Todos aqueles que fazem parte da igreja espiritual de Cristo, agem diferente, porque em vez do brilho de Cristo diminuir sobre a nossa face, o cristianismo fala é em progresso e desenvolvimento. O espelho reflete justamente a exatidão do que está diante dele. Não temos que esconder nada, mas sim refletir.

A GLÓRIA DO SENHOR. Este “Senhor” sobre o qual fala o escritor, diz respeito a Cristo Jesus, o filho de Deus, ele que está sendo duplicado em cada um de nós. E quando se fala sobre a glória de Cristo sobre a nossa face, é que quanto mais buscamos imitar ao nosso Mestre, Cristo Jesus, mais e mais, nos tornamos parecidos com ele. Quando alguém olha para um servo de Cristo, logo pensa no Senhor Jesus imediatamente.

SOMOS TRANSFORMADOS DE GLÓRIA EM GLÓRIA. A glória que estava sobre a face de Moisés, tinha a tendência de ir se esvaindo, e isso falava da transitoriedade da velha dispensação. Com os cristãos verdadeiros funciona o contrário, porque a glória de Cristo vai aumentando cada vez mais sobre a face dos seus servos. O Espírito de Deus vai mais e mais avivando o brilho de Cristo na vida dos que lhe são fieis.

NA MESMA IMAGEM. O homem, nos começos, foi feito a imagem e semelhança de Deus, veio o pecado, e suas consequências apagou o brilho de Deus na vida dos seres humanos. A obra de redenção feita por Cristo e a regeneração feita pelo Espírito Santo na vida dos remidos de Cristo tem o poder de restituir a glória ofuscada. A santificação e a glorificação dos filhos de Deus é um caminho de volta do homem para Deus.

COMO PELO ESPÍRITO DO SENHOR. Cristo fez a sua parte mais importante na redenção do homem para Deus. E o Espírito Santo tem um papel fundamental em guiar os remidos no caminho da regeneração, até que os escolhidos de Cristo sejam acolhidos nos braços do Pai. Ninguém tem, pela sua própria capacidade, força para dar nenhum passo rumo ao acesso a Deus, isso é obra do Espírito de Deus.

2 Coríntios 3:17

2 Coríntios 3:17 - Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
ORA, O SENHOR. Nas páginas do Velho Testamento, a palavra Senhor, sempre é dirigida ao Deus Pai, Criador de todas as coisas. Já dentro do Novo Testamento, tanto pode estar se referindo a Deus Pai, quanto ao Deus Filho. Mas, neste caso, certamente o autor se refere a Cristo Jesus, ele que também é o Filho de Davi, e, portanto, Rei dos reis e Senhor dos senhores. O profeta (Daniel 7:14) já anunciava sobre o senhorio de Cristo e Paulo escrevendo aos (Filipenses 2:9-11), diz como Cristo se tornou o Senhor.

É ESPÍRITO. Declara o escritor: O Senhor é Espírito. A palavra espírito dentro das Escrituras, pode se referir ao espírito que há em cada ser humano, pode também se referir a espírito desencarnado, como o diabo com os seus demônios, como também pode se referir aos anjos de luz. E quando com sua inicial maiúscula, pode se reportar ao Espírito Santo, ou ao Espírito de Cristo, como um ser divino, porque ele é Deus.

E ONDE ESTÁ. Um pouco antes ou em textos anteriores, o autor vinha abordando a questão do véu que estava sobre a face de Moisés, para esconder uma situação que representava o elemento transitório da antiga dispensação. Enquanto que, agora, o autor fala dos termos da nova dispensação da graça de Deus, pela fé em Cristo, como algo mais sólido, porque está baseado em coisas espirituais, e, portanto, permanentes.

O ESPÍRITO. Esta nova dispensação da graça de Deus foi implantada por Cristo, e com a ascensão do Cristo de Deus para se assentar a destra de Deus, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, ele enviou o Espírito de Deus, para dar sustentabilidade a nova dispensação. Neste caso, o escritor está falando do Espírito Santo, que conforme a doutrina da trindade, é a terceira pessoa da divindade, uma pessoa em essência. O mesmo Espírito de Deus que esta preparando a igreja para o dia do arrebatamento.

DO SENHOR. O Espírito do Senhor, tanto está se referindo a Deus, como também a Cristo, porque o Espírito Santo está ligado diretamente a Deus Pai e a Deus Filho, e isso porque há absoluta unidade de propósito, objetivos e finalidades na trindade divina. Enquanto a velha dispensação funcionava por força da lei, a nova dispensação de Deus com a igreja de Cristo funciona pela força do Espírito de Deus e de Cristo Jesus.

AI HÁ. Porque onde há o Espírito do Senhor, ai há liberdade. A lei de Moisés tinha o propósito de abençoar os filhos de Israel, o que terminou por não abençoar, por conta da desobediência dos mesmos. E isso porque se tornou um fardo insuportável para os seguidores do judaísmo. Mas, o evangelho de Cristo, é aplicado pelo Espírito de Deus na vida dos seguidores do cristianismo, de tal maneira que gera libertação e paz.

LIBERDADE. Os seguidores do judaísmo se tornaram reféns dos seus próprios erros, porque a mesma lei que abençoava, também era condicionada a amaldiçoar os desobedientes. Enquanto que, a nova dispensação de Deus em Cristo para a igreja remida, tem como proposta a libertação dos filhos de Deus, com maiores e melhores promessas, já para esta vida presente (Mateus 6:33), mas principalmente para a vida eterna, o que o evangelho chama de salvação, vida plena e abundante com Deus.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:15-16

2 Coríntios 3:15-16 - E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.
E ATÉ HOJE. Os escritos de Moisés, bem como toda a literatura religiosa dos judeus, que faziam parte do judaísmo, e é a isso que se refere ao autor, ainda é lida por todos como se fosse uma literatura normal para a igreja de Cristo, o que não deve ser, conforme a teologia de Paulo. Quase todas as lideranças do cristianismo não fazem diferença entre o que deve ser conteúdo bíblico para a igreja e o que era literatura religiosa dos judeus, que dava sustentação ao judaísmo, mesmo sabendo ou não.

QUANDO É LIDO MOISÉS. Essa frase do escritor é a mesma coisa que dizer: Tudo que se refere aos elementos do judaísmo, quando é lido nos dias de hoje. Ler Moisés é ler qualquer literatura dos judeus, que sustentava o judaísmo. A bíblia é dividida em duas religiões, o judaísmo, composto pelo Velho Testamento e o cristianismo apoiado pelo Novo Testamento. Quem não ver assim é porque tem seus interesses contrariados.

O VÉU ESTÁ POSTO. Este ponto clareia mais ainda o ponto de vista do escritor, porque existe o tal do véu envolvendo tais interesses contrariados dos que não enxergam a verdade. O véu representava um artifício de Moisés para tentar encobrir algo que o povo não deveria saber. Hoje, este véu representa uma máscara na vida daqueles que tem interesse em misturar os elementos do judaísmo abolido com o cristianismo.

SOBRE O CORAÇÃO DELES. Em texto anterior, o escritor afirma que o véu estava sobre a mente, ou seja, sobre o entendimento deles, mas agora, ele aprofunda mais ao afirmar que, este véu esta sobre o coração dos defensores do judaísmo. Os líderes legalistas da igreja primitiva não entenderam que Cristo veio justamente libertar a sua igreja do judaísmo, e hoje não é deferente, muitos são cristãos legalistas, que mais vivem os parâmetros da velha dispensação, do que a liberdade do evangelho de Cristo.

MAS QUANDO SE CONVERTEREM. Quem vive sem fazer distinção entre o cristianismo e o judaísmo precisa de uma coisa, que é ser converter ao evangelho de Cristo. Quem é gentio, convertido ao cristianismo e que segue os elementos do judaísmo ou da velha dispensação, tem rejeitado a Cristo, como aconteceu com os judeus que rejeitaram a Cristo para continuarem na sua antiga religião judaica.

AO SENHOR. Se converter ao Senhor, neste caso, é deixar o judaísmo pelo cristianismo, coisa que muitos ainda não fizeram, e isso porque, são mais judaizantes do que seguidores do evangelho das boas novas de Cristo. Se converter a Cristo é aceitar a salvação pela graça de Deus e ter a certeza e a fé de que vai chegar como bem-aventurado na presença de Deus, porque a redenção de Cristo foi suficiente.

ENTÃO O VÉU SE TIRARÁ. Enquanto os judaizantes, não aceitarem a perfeita obra de expiação e propiciação do Cristo de Deus, o véu vai permanecer sobre seus corações. Tem muita gente aceitando um sistema religioso do reino dos homens, pensando que estão se convertendo a Cristo. E porque as pessoas não percebem isso? Por causa do véu, que está posto sobre a mente e o coração de muitos. Ninguém se iluda, ou a pessoa segue o cristianismo ou o judaísmo, ou a lei de Moisés ou o evangelho.

2 Coríntios 3:14

2 Coríntios 3:14 - Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido.
MAS OS SEUS SENTIDOS. O que o autor escreveu neste versículo não foi aceito pelos judeus, e até os dias de hoje, quase a totalidade dos cristãos também não aceitam, porque existe um mistério, chamado “véu” que encobre o entendimento das pessoas, para que não percebam as verdades deste texto. Existem muitos interesses contrariados, quando se colocam estas verdades diante de qualquer líder religioso, no sentido de barrar o que é dito neste versículo do Novo Testamento, como verdade.

FORAM ENDURECIDOS. O escritor ver corações de pedras, mentes embotadas e olhos cegos para que não recebam o que é dito neste versículo. Nunca se ver nos púlpitos das igrejas alguém pregando a verdade sobre este capítulo três de 2 Coríntios e principalmente sobre o que é dito neste versículo. O fato é que existem interesses econômicos envolvidos, por isto escondem a verdade do que é dito aqui.

PORQUE ATÉ HOJE. Todos que conhecem as verdades da palavra, de Deus sabem que, desde a vinda do Messias de Deus, Jesus Cristo, que a lei de Moisés foi abolida, quanto à igreja de Cristo, e que a realidade do evangelho é que deve prevalecer. Mas os líderes do cristianismo fazem vista grossa quanto a isso, porque os seus interesses econômicos serão afetados, se tirassem a lei e os costumes do judaísmo da igreja.

O MESMO VÉU. Porque Moisés usava o véu, quando a glória do seu rosto ia se desvanecendo? Para que os filhos de Israel não percebesse que aquela glória não pertencia a ele! Hoje não é diferente, o uso dos artifícios em esconder a verdade da igreja é para que os líderes religiosos mantenham seus interesses preservados. Hoje, este véu representa o engano religioso daqueles que estão em eminência diante da igreja, no sentido de deterem para si mesmo, a glória que pertence a Deus e a Cristo.

ESTÁ POR LEVANTAR. O véu está por levantar, e isso nos ensina de que, a verdade não vem à tona, e quem se dispuser a revelar estes segredos, pode se preparar para a revanche, daqueles que terão seus interesses contrariados. Esconder as verdades sobre tais realidades é uma questão de sobrevivência para muitos que se utilizam do engano religioso para fazer o comercio da fé e tirar proveito financeiro da igreja.

NA LIÇÃO DO VELHO TESTAMENTO. Qualquer comentarista ou pregador que revelar o que está escrito de verdade neste versículo do Novo Testamento será tido por herege ou louco. Mas a realidade é que o Velho Testamento foi escrito para os seguidores do judaísmo, enquanto que o Novo Testamento foi escrito para os seguidores do cristianismo. A igreja de Cristo faz parte do judaísmo ou do cristianismo?

O QUAL FOI POR CRISTO ABOLIDO. O que Paulo está dizendo? Que o Velho Testamento foi abolido por Cristo! A igreja de Cristo não tem nenhum compromisso com o judaísmo, e o que deve servir de regra e prática cristã para a igreja de Cristo é o Novo Testamento e tudo que faz parte da nova aliança da graça de Deus com a igreja. Quem conhece a verdade sabe que, muitos elementos do judaísmo são adotados pelos líderes do cristianismo, por causa dos interesses econômicos dos mercenários da fé.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:13

2 Coríntios 3:13 - E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.
E NÃO SOMOS. Paulo fala, não somente de sua pessoa, mas de todos aqueles que estão envolvidos com o grande projeto de salvação pela graça de Deus e fé na pessoa bendita de Cristo Jesus. Pelo contrário de Moisés, que era criticado por viver a parte do povão, reservado em seu próprio mundo. Nós que servimos a Cristo e ao seu reino temos prazer em mostrar ao mundo que a glória de Cristo rebrilha em nossa face. Porque quando falamos alguma coisa sobre o evangelho, mostramos a glória de Cristo.

COMO MOISÉS. Essa mensagem demonstra a coragem de Paulo em declarar os pontos fracos da vida de Moisés, o que poucos ou quase nenhum dos demais apóstolos tiveram a coragem de fazer. Como nos dias de hoje, poucos são aqueles que têm a coragem de apontar os erros dos que estão em eminência, para não serem perseguidos. Neste caso, Moisés estava escondendo seu ponto fraco neste negócio.

QUE PUNHA UM VÉU. Aquele véu, que foi posto na face de Moisés, Paulo vê como um artifício de engano da parte de Moisés para com os filhos de Israel, a fim de que o povo não percebesse que aquela glória ia se desvanecendo, o que apontava para uma fraqueza do líder, bem como de sua própria legislação. O que mais se ver são pessoas contando suas vantagens e sucessos, e muitas vezes, para esconder o fracasso.

SOBRE SUA FACE. O que estava acontecendo no pé do Monte Sinai? Moisés entrava na glória de Deus, que estava sobre o Monte, e quando descia de lá, a pele de sua face vinha carregada daquela glória que era de Deus, porque ele entrava na presença de Deus. Mas com pouco tempo fora da presença de Deus, aquele brilho de sua face ia desvanecendo, então, para que o povo não percebesse, ele colocava um véu.

PARA QUE OS FILHOS DE ISRAEL. Não vendo os filhos de Israel, que aquela glória ia se dissolvendo aos pouco, então, Moisés cobria o rosto, e os hebreus continuavam achando que aquela glória continuava sobre Moisés. O que Paulo tenta explicar neste ponto é que Moisés estava fazendo isso de forma consciente, querendo até certo ponto, enganar os filhos de Israel, para que o povo pensasse que a glória era dele.

NÃO OLHASSEM FIRMEMENTE PARA O FIM. De forma que, o véu funcionava como um filtro e ninguém percebia, que aquela glória havia se dissolvido, pelo fato de Moisés ficar algum tempo fora da presença de Deus. Paulo fala deste véu como um artifício de artimanha da parte de Moisés, no sentido de reter para se a glória devida a Deus, até porque aquela glória não era de Moisés, mas de Deus e de sua presença. A bíblia diz que o Senhor não dá a sua glória a ninguém e ninguém a toma para si.

DAQUILO QUE ERA TRANSITÓRIO. O elemento transitório daquele brilho que estava sobre a pele da face de Moisés, nos ensina sobre a fraqueza dos seres humanos, quando em comparação com as coisas de Deus. Além de que, o escritor também aponta em direção ao tempo de desgaste da antiga dispensação da lei, que veio depois a dar lugar a nova dispensação da graça de Deus e fé em Cristo Jesus.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:11-12

2 Coríntios 3:11-12 - Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.
PORQUE, SE O QUE ERA TRANSITÓRIO. O apóstolo foi taxativo neste capítulo de sua carta aos Coríntios, quanto ao que ele pesava sobre a antiga aliança da lei. Bem como em sua carta aos Gálatas, o que aprendemos também e principalmente com o escritor anônimo da carta aos Hebreus. Paulo deixa bem claro que a lei de Moisés era transitória, que sua duração se deu até a vinda do Messias de Deus, quando este estabeleceu uma nova ordem de coisas, implantando a nova dispensação da graça.

FOI PARA GLÓRIA. No entanto, ele não deixa de dar o devido valar daquela aliança para o tempo antes da implantação do Novo Testamento, como sendo o evangelho da nova aliança. O momento em que foi entregue a lei, teve o seu momento de glória na face de Moisés, o que com o passar do tempo ia se desvanecendo, e isso já apontava para o tempo do fim da antiga dispensação e da legislação de Moisés também.

MUITO MAIS É EM GLÓRIA. Chegando o tempo do Messias, quando Deus cumpria em Jesus Cristo suas promessas de um novo pacto, então, Paulo teve uma compreensão profunda da glória deste novo tempo, em que a dispensação da graça de Deus, por meio de Cristo estava em vigor, não somente com o Israel de Deus, mas com todas as nações do mundo, por meio da igreja remida de Cristo, os salvos e remidos do Senhor.

O QUE É PERMANENTE. A lei de Moisés teve o seu tempo de durabilidade, porem, era fundamentalizada na transitoriedade. Mas o que é permanente, neste caso, é justamente a nova aliança da graça de Deus, por meio de Cristo, com a igreja remida, composta de judeus e gentios de todas as nações do mundo. A nova aliança tem uma glória permanente, porque não cessará a sua validade, como aconteceu com a lei. E sua glória é superior, porque está baseada em maiores e melhores promessas.

TENDO, POIS, TAL ESPERANÇA. A esperança citada pelo autor diz respeito a tudo que nos garante o evangelho da verdade de Cristo. Promessas essas que terão o seu fiel cumprimento na vida da igreja, porque foi Deus quem deu a sua palavra e foi Cristo quem veio consumar e implantar a nova aliança de Deus com sua igreja. A esperança da igreja amada de Cristo é tomar posse das heranças propostas no evangelho.

USAMOS DE MUITA OUSADIA. Os apóstolos originais de Cristo e as lideranças do cristianismo ligadas às igrejas em Israel, não tiveram a mesma revelação da nova aliança de Deus em Cristo, o quanto Paulo teve para a igreja gentílica. Por isso que, o escritor fala de sua ousadia em anunciar as boas novas de Cristo, baseadas em melhores e maiores promessas para os remidos do Senhor Jesus, e isso é confiança.

NO FALAR. O escritor tanto fala de suas próprias pregações do evangelho do Senhor Jesus, bem como dos seus escritos, que trazem revelações bombásticas, quanto ao judaísmo, que para ele era coisa do passado. Conforme aprendemos com as cartas de Paulo, e os escritos do Novo Testamento, ninguém mais do que o apóstolo dos gentios tinha coragem de falar verdades profundas sobre a nova dispensação de Deus.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:10

2 Coríntios 3:10 - Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória.
PORQUE TAMBÉM. Talvez os leitores desta mensagem não tivessem a mesma visão de que o escritor tinha deste assunto, mas o seu opositor na igreja em Corinto entendesse o que o autor estava falando. Isso porque o opositor do apóstolo naquela igreja, ao que tudo indica, era um dos líderes legalista da igreja mãe de Jerusalém. Mas nenhum dos líderes da igreja primitiva teve maior visão do que Paulo das boas novas do evangelho e de tudo que envolvia a nova dispensação da graça de Deus para a igreja.

O QUE FOI. Certamente o autor aponta em direção a o grande líder de Israel, conhecido como Moisés, ele que foi chamado e comissionado pelo Senhor para tirar os filhos de Israel do Egito, da casa da servidão, e os introduzir na terra de Canaã, a terra da promessa, terra de fartura, que manava leite e mel. Este Moisés, que no momento da entrega da lei, figurou como personagem de grande importância no Monte Sinai.

GLORIFICADO. O autor fala daquela glória que resplandecia na pele do rosto de Moisés, quando ele falava com Deus, no meio da glória e que vinha falar com os filhos de Israel. Êxodo 34:30-35 - Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar-se a ele. Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele.

NESTA PARTE. O fato daquela glória desvanecer com o passar do tempo, o escritor ver um ponto de fraqueza na antiga aliança de Deus com Israel da parte humana, e não da parte de Deus e de sua glória. Isso porque, enquanto Moisés estava na presença da glória de Deus, a pele do seu rosto brilhava, mas se afastando daquela glória, que representava a presença de Deus, a glória do seu rosto ia se desvanecendo.

NÃO FOI GLORIFICADO. Com isso, não somente o escritor percebe que o que foi glorificado, ou seja, Moisés, não tinha poder sobre aquela glória, é tanto que, quando ele percebia que a glória do seu rosto ia se apagando, ele cobria o seu rosto com um véu para que os filhos de Israel não percebessem o ofuscar do seu brilho. Mas todos sabiam que, assim era, porque Deus não dá sua glória a ninguém.

POR CAUSA DESTA. Moisés não foi glorificado, e isso fala muito mais do que se possa imaginar, porque se aquela glória fosse permanente no rosto de Moisés, talvez os filhos de Israel começassem a idolatrar o líder que se tornou Moisés para aquele povo. Deus permitiu pontos fracos em Moisés, como sua desobediência em não glorificar a Deus diante da congregação de Israel, bem como o fato dele não entrar na terra de Canaã, para mostrar aos filhos de Israel que somente o Criador é digno de glória.

EXCELENTE GLÓRIA. O fato que ocorreu com Moisés, e o esvanecer da glória que estava sobre a pelo de seu rosto passou a impressão para o povo de Israel de que, em tudo Moisés dependia de Deus, e que ele não tinha poder próprio, mas que era Deus que estava operando por seu intermédio. Diferente do Mediador da nova aliança, Cristo Jesus, que é o Emanuel de Deus, ele que quando na terra era a glória de Deus.

2 Coríntios 3:8-9

2 Coríntios 3:8-9 - Como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.
COMO NÃO SERÁ DE MAIOR GLÓRIA. O mediador da antiga aliança entrava na glória e quando saia seu rosto brilhava, porem ia se desvanecendo, é tanto que ele colocava o véu. Mas o Mediador na nova aliança deu uma pequena demonstração de sua glória, quando seu corpo por inteiro foi transfigurou em glória diante de seus apóstolos. E isso fala da grandeza do novo pacto que teve Cristo, o filho de Deus como implantador da nova aliança da graça de Deus com sua igreja remida, com seu precioso sangue.

O MINISTÉRIO. Tanto o antigo pacto ou aliança da lei é chamado um ministério, quanto à nova aliança também, porque é um serviço em prol das pessoas, no caso do velho pacto, em prol dos judeus e no caso do novo pacto, em prol da igreja amada de Cristo Jesus. Sendo que, o ministério foi de Moisés, com a sua lei para os filhos de Israel, enquanto que, a nova aliança de Deus com a igreja, foi Cristo que serviu.

DO ESPÍRITO? Mas depois da ascensão de Cristo para se assentar a destra de Deus como Sumo Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, é o Espírito Santo quem está executando este ministério em prol da igreja de Cristo. Cristo quando ainda estava com seus discípulos prometeu que ao chegar a presença de Deus enviaria um outro Consolador, o Paráclito, para então preparar a sua igreja para o grande dia do arrebatamento dos remidos, por isso que Paulo chama o ministério do Espírito.

PORQUE SE O MINISTÉRIO. Paulo está sendo claro em chamar à velha dispensação da lei de ministério da condenação, e isso ele faz porque tem a compreensão de que, a lei de Moisés em vez de gerar a salvação para os filhos de Israel, por causa da desobediência deles, teve como resultado a reprovação. De forma que, a ministração da lei, primeiro por Moisés e depois pelos sacerdotes e sumos sacerdotes foi em vão.

DA CONDENAÇÃO FOI GLORIOSO. Não que a lei em si mesmo gere a condenação, mas é que a aplicabilidade dela na vida de um povo obstinado ao erro teve como efeito a condenação deles. Quando diz que este ministério foi glorioso se refere à amostragem da glória, ainda que transitória no rosto de Moisés. Porem, o fato da glória desvanecer, já apontava que era passageira e fraca, como o tempo cuidou em mostrar isso.

MUITO MAIS EXCEDERÁ EM GLÓRIA. A glória da nova aliança foi demonstrada em Cristo, pelo muito poder com que ele fez seus milagres, prodígios e sinais. E desde a vinda do Espírito Santo que esta mesmo glória vem sendo demonstrada na vida dos seguidores de Cristo, porque nesta mesma carta, e neste mesmo capítulo, está escrito que, estamos sendo transformado de glória em glória, na mesma imagem do Senhor Jesus. E a promessa do evangelho é que iremos ser cheios da plenitude de Cristo.

O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Na antiga dispensação a justiça era própria, daqueles que buscavam obedecer às regras da lei, e no que se trata ao julgamento, se aplicava a justiça da lei, o que ninguém tinha condições de cumprir. Agora, na nova dispensação, a justiça é a de Cristo, ele que cumpriu toda a lei, para nos justificar diante de Deus.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:7

2 Coríntios 3:7 - E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória.
E, SE O MINISTÉRIO DA MORTE. Essa frase usada pelo escritor foi muito forte, quanto ao que ele diz representar a lei de Moisés, mas que de fato era a realidade do que ocorreu com os filhos de Israel, que não tiveram condições de atender as exigências da lei, portanto, aquilo que era para abençoar, terminou foi gerando morte. A intenção de Deus era aperfeiçoar o povo de Israel pela obediência a legislação de Moisés, porem, do lado humano, teve efeito contrário, desobedeceram e vieram às consequências.

GRAVADO COM LETRAS EM PEDRAS. Neste caso, o apóstolo se reporta diretamente aos dez mandamentos dados por Deus a Moisés, e que foram gravados nas tábuas de pedras. Essa era especificamente a lei espiritual de Deus para Israel. Sem falar que, as demais leis escritas por Moisés foram inspiradas por Deus, mas que foram escritas por Moisés como legislação para o povo de Israel como uma nação independente. Um povo que agora tinha uma pátria e que precisava de leis que as regessem.

VEIO EM GLÓRIA. O autor se refere ao que está registrado em Êxodo 34:29 - E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho em suas mãos, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele. Esse foi o resultado de ele ter ficado dias envolvido na glória de Deus, que desceu sobre o Monte Sinai, na entrega da lei.

DE MANEIRA QUE OS FILHOS DE ISRAEL. Já esta frase diz respeito a Êxodo 34:30 - Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar-se a ele. O que Deus fez com Moisés foi para demostrar aos filhos de Israel que aqueles mandamentos escritos nas tábuas, não era uma invenção de Moisés, mas que a presença de Deus era vista em sua glória.

NÃO PODIAM FITAR OS OLHOS NA FACE DE MOISÉS. O povo de Israel se achava tão desprezível diante do que aconteceu no Monte Sinai, que estavam como que anestesiado com as cenas fortes, que se deram naquele lugar. O temor era demasiado ao ponto de pensarem de que não suportaria a presença de Deus, ainda que indireta, pela manifestação de sua glória na face de Moisés, que esteve com Deus no Monte.

POR CAUSA DA GLÓRIA DO SEU ROSTO. O povo de Israel estava espantado, não era com Moisés, nem pelo fato de ele se encontrar diferente. O que chamava a atenção dos filhos de Moisés era a glória de Deus que resplandecia na face do patriarca. Como o povo estava cheio de temor, de que coisas piores acontecessem, buscava evitar de olhar para aquele brilho forte que estava sobre a pelo do rosto de Moisés.

A QUAL ERA TRANSITÓRIA. Paulo aponta diretamente para o ponto fraco deste momento marcante na história dos judeus, em que ele destaca justamente o elemento transitório daquela glória. Êxodo 34:33 - Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto. Moisés percebeu que aquela glória ia se esvanecendo, então colocava o véu, para que os filhos de Israel não percebessem sua fragilidade.

2 Coríntios 3:6

2 Coríntios 3:6 - O qual, nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
O QUAL, NOS FEZ TAMBÉM CAPAZES. Outra vez o autor atribui sua capacidade em realizar uma grande obra pelo evangelho ao Deus Onisciente, ele que é o Deus de toda sabedoria e que distribui sua sabedoria com que lhe apraz. Paulo sabia das dificuldades que teve que enfrentar, principalmente no início de seu ministério, porque não teve o apoio do grupo apostólico de Jerusalém, no entanto, Deus lhe deu as condições necessárias para que ele cumprisse com sucesso sua missão, a que não foi fácil.

DE SER MINISTROS. Na verdade, Paulo era um dos mais conceituados apóstolo de Cristo no mundo gentílico, porque foi chamado diretamente por Cristo, quando de viagem para Damasco para perseguir os seguidores do Senhor Jesus. Mas, neste ponto, ele se classifica de ministro, porque estava tratando do assunto de transmitir sua mensagem para um povo que ainda não conhecia a Cristo, em missão transcultural.

DE UM NOVO TESTAMENTO. Moisés foi um dos mediadores da velha aliança entre Deus e o seu povo Israel, escrevendo a sua legislação para o povo judeu. Cristo foi o único Mediador entre Deus e os homens na nova aliança da graça de Deus. Mas ele constituiu seus ministros para transmitirem sua mensagem depois de sua ascensão às mansões celestiais. E Paulo foi um dos mais importantes ministro no mundo gentílico.

NÃO DA LETRA. Na realidade, o Novo Testamento é a constituição celestial para a igreja de Cristo como legislação que orienta o novo Israel quanto aos planos de Deus para a igreja de Cristo. Mas de fato, sua mensagem é diferente das exigências da legislação de Moisés, em que os filhos de Israel viviam condicionados as suas regras, como algo que com o passar do tempo se tornou em um fardo insuportável.

MAS DO ESPÍRITO. Apesar da palavra espírito não está com sua inicial maiúscula, mas o sentido da expressão nos fala do princípio espiritual que norteia a nova aliança da graça de Deus com a igreja de Cristo. Cristo subiu aos céus para se assentar a destra de Deus e enviou o seu Santo Espírito para ajudar a sua igreja até que ele venha para arrebatar os seus escolhidos. Isso é o que prevalece na atualidade.

PORQUE A LETRA MATA. O escritor começa a delinear a diferença da velha dispensação da lei de Moisés com a nova aliança da graça de Deus com a igreja de Cristo. A letra mata, e isso ele trata do que norteava a legislação de Moisés com seus resultados sobre a vida dos israelitas. E isso se pode dizer sobre suas regras impraticáveis, que gerava a morte dos desobedientes, mas principalmente no sentido de que não aperfeiçoou os judeus quanto ao caminho rumo à vida eterna.

E O ESPÍRITO VIVIFICA. O sentido mais profundo da nova aliança da graça de Deus com a igreja remida de Cristo é justamente a vida eterna. De forma que a função preponderante das boas novas do evangelho de Cristo é levar os homens a desfrutarem de uma eternidade feliz. A nova aliança com sua mensagem de vida tem como resultado final encaminhar o povo de Cristo para a felicidade eterna, o que se traduz por salvação e vida eterna. O Novo Testamento tem uma mensagem de vida.

sábado, 5 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:4-5

2 Coríntios 3:4-5 - E é por Cristo que temos tal confiança em Deus. Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus.
E É POR CRISTO. Neste mesmo tempo, o autor desta carta já era de fato uma autoridade bem conceituada como líder das igrejas gentílicas, e como tal poderia usar de tal autoridade para deliberar qualquer coisa, principalmente no caso da igreja de Cristo que estava em Corinto, já que ele era o seu fundador. Mas, nem por isso, o apóstolo dos gentios usou de sua própria autoridade para tomar decisões quanto ao que estava ocorrendo na igreja de Corinto, mas invocou o nome de Cristo Jesus.

QUE TEMOS TAL CONFIANÇA. O autor está se referindo a sua ousadia para escrever suas admoestações para os líderes da igreja em Corinto, quanto a resolverem os problemas internos daquela comunidade cristã, sem a necessidade dele ter que ir pessoalmente naquele lugar. Como antes deixou bem claro, não queria estar presente para não lhes ser desagradável com suas palavras, preferiu então escrever.

EM DEUS. Além de invocar o nome de Cristo, no início deste texto, como sendo uma autoridade maior e mais importante do que a do próprio fundador daquela igreja. Agora, o escritor também coloca a assinatura de Deus, o dono de todas as coisas, inclusive da igreja de Cristo que estava em Corinto. Um apanhado geral nas cartas de Paulo nos faz chegar à conclusão de que ele dependia em tudo de Deus para fazer a obra do evangelho de Cristo, cumprindo assim a missão que o Senhor lhe designou.

NÃO QUE SEJAMOS CAPAZES. Mais um toque de humildade da parte do apóstolo, em declarar que não fazia a obra de Deus com sua própria capacidade ou sabedoria, mas que dependia completamente de Deus para executar suas atividades em torno do reino de Cristo. Fazer em prol da igreja primitiva, o que Paulo fez, só com a força que vem de Deus, porque ele não teve o apoio de nenhuma liderança de Jerusalém.

POR NÓS, DE PENSAR ALGUMA COISA. Há quem diga que, o escritor dirige, ainda que indiretamente, uma crítica contra aquele que estava se movimentando na igreja de Corinto contra o apostolado de Paulo, porque o tal se dizia cheio de capacidade, inteligência e autoridade. Mas boa parte do restante deste mesmo capítulo nos faz entender que o tal opositor de Paulo poderia ser um dos líderes legalista de Jerusalém.

COMO DE NÓS MESMOS. O autor fala de autossuficiência, o que não habitava em sua mente, uma vez que, em tudo, ele sempre demostrou que dependia de Deus, e que o Espírito Santo era o seu orientador naquilo que ele fazia em prol da igreja de Cristo. Há quem diga também que seu opositor na igreja em Corinto demostrava sua prepotência e soberba, em querer se projetar como o mais sábio e mais inteligente de todos.

MAS A NOSSA CAPACIDADE VEM DE DEUS. Ser como era, o grande apóstolo Paulo e fazer uma declaração desta envergadura, só nos mostra o quanto a humildade vai à frente da honra. Finaliza então o escritor este texto fazendo um cheque mate, no sentido de reconhecer que dependia absolutamente de Deus para fazer qualquer coisa. Isso é um exemplo de humildade que poucos líderes têm demonstrado.

2 Coríntios 3:3

2 Coríntios 3:3 - Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
PORQUE JÁ É MANIFESTO. Não tinha como apagar o que já era manifesto no meio da comunidade cristã da época, porque todos sabiam da relação que havia entre o apóstolo Paulo e a igreja de Cristo em Corinto. Se bem que, alguns, que chegaram depois tentavam confundir a mente do povo de Deus naquele lugar, afirmando que apesar de ser o fundador, mas o apóstolo havia desprezado aquela igreja, o que não era verdade. O fato era que Paulo era um missionário em muitas partes do mundo.

QUE VÓS SOIS A CARTA DE CRISTO. Mesmo não podendo estar sempre presente naquela igreja, por ser um missionário transcultural, levando as boas novas do evangelho onde Cristo ainda não era conhecido. Porem, foi Cristo quem concedeu ao apóstolo dos gentios o privilégio de ser o fundador daquela comunidade cristã, coisa esta que ninguém podia mudar, nem mesmo os opositores de Paulo naquele lugar.

MINISTRADA POR NÓS. É provável que o escritor tenha neste momento em sua mente, os momentos memoráveis de quando chegou com o evangelho libertador do Senhor Jesus naquela cidade, e pôde ver com os próprios olhos os cidadãos daquela cidade se convertendo ao cristianismo. Certamente, o apóstolo por onde passava dava testemunho de como os cidadãos de Corinto se converteram das trevas para a luz.

E ESCRITA, NÃO COM TINTA. O autor volta a criticar as tais cartas de recomendação apresentadas por determinadas autoridades eclesiásticas, que certamente vinham de Jerusalém como sendo apóstolos da igreja matriz ou trazendo cartas de recomendação das autoridades da igreja mãe de Jerusalém. Paulo não precisava de tais cartas escritas com tinta e papel, porque aquela igreja foi fundada por ele e seus cooperadores.

MAS COM O ESPÍRITO DO DEUS VIVO. Todos os labores e atividades evangelísticas do apóstolo Paulo naquela cidade, ganhando vidas para o reino de Cristo, teve a ajuda direta e poderosa do Espírito de Deus. Quem dava testemunho da legitimidade do ministério de Paulo em Corinto era o Espírito Santo e também o Deus vivo, que não dorme nem tosqueneja, mas que está sempre presente e conhece todas as coisas.

NÃO EM TÁBUAS DE PEDRA. Há, ainda que de forma subliminar um tom de crítica da parte do escritor àqueles que estavam invadindo seu campo missionário. Nisto entende-se que o tal opositor de Paulo na igreja de Corinto era alguém que representava o grupo legalista da igreja de Jerusalém. Paulo deixa transparecer em sua carta aos Gálatas que os líderes da igreja de Jerusalém, se converteram ao cristianismo, mas não totalmente, porque ainda estavam presos a lei de Moisés.

MAS NAS TÁBUAS DE CARNE DO CORAÇÃO. O escritor faz um contraste entre o antigo regime da legislação de Moisés com a nova dispensação da graça de Deus por Cristo. As tábuas de pedra representava a lei de Moisés, mas na nova dispensação não se trata de um código de letras mortas, mas sim, de sentimento e vontades que residem no mais íntimo dos seguidores de Cristo, na alma, no espírito e no coração.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

2 Coríntios 3:2

2 Coríntios 3:2 - Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
VÓS. A igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto era um dos cartões postais do cristianismo no primeiro século de nossa era cristã, dada a sua importância, como resultado dos trabalhos evangelísticos de Paulo e seus companheiros de ministério. A prova disto é que, outras lideranças, quem sabe vinda de Jerusalém, tentavam invadir este campo missionário. E um outro fato que comprova a importância desta igreja é o de que, o apóstolo dedicou duas grande epístolas a esta igreja amada por ele.

SOIS. Certamente, lembrando do rosto de cada um dos irmãos daquela igreja, o autor descreve com felicidade o seu testemunho, do quanto todos eles representavam no seu ministério, como comprovação de suas campanhas evangelísticas em prol do reino de Cristo. Paulo não se envergonhava de falar em todas as partes sobre que foi um dos principais fundadores daquela igreja querida, e por onde passava falava bem dela.

A NOSSA CARTA. O contexto das duas cartas de Paulo a esta igreja nos faz entender que, várias outras lideranças do cristianismo estavam chegando na cidade de Corinto para ministrarem a palavra de Deus naquele lugar. Inclusive alguns de elevados status estavam querendo se tornar líderes daquela comunidade cristã, o que foi rechaçado pelo apóstolo Paulo. Ele que tinha aquela igreja como seu cartão postal.

ESCRITA. As demais lideranças que se chegavam naquela comunidade cristã traziam consigo cartas de recomendações das lideranças de Jerusalém, objetos escritos com tinta e com papel. Enquanto isso, o apóstolo não precisava de carta de recomendação para ser quem ele era para aquela grande igreja. Todos conheciam de perto ao fundador principal daquela igreja, que foi justamente o apóstolo dos gentios, com seus trabalhos de evangelização no mundo gentílico, fazendo missões transculturais.

EM NOSSOS CORAÇÕES. Percebe-se que havia um imenso afeto de Paulo para com os irmãos que faziam parte desta igreja, era algo que superava qualquer ativismo religioso, era um apego de pai para filhos e vice versa. E este amor do apóstolo pelos seguidores de Cristo em Corinto podia ser visto no resultado de seus labores em ganhar vidas para o reino de Cristo naquele lugar. Este era de fato amor fraternal.

CONHECIDAS E LIDAS. A Europa inteira, bem como a Ásia e a Palestina tinham conhecimento da forte ligação que havia entre a igreja de Cristo que estava em Corinto e o apóstolo Paulo, porque quem olhava para aquela igreja via as marcas missionárias do apóstolo dos gentios. É provável que já haviam documentos de cunho religioso circulando por todas as partes, em que neles continham informações sobre os trabalhos de Paulo para ganhar vidas para Cristo na cidade de Corinto.

POR TODOS OS HOMENS. As lideranças de Jerusalém tinha conhecimento de que a igreja de Corinto foi fundada pelo apóstolo Paulo. Até porque, no capítulo dois de Gálatas o escritor fala de um acordo entre ele e as colunas da igreja de Jerusalém para que Paulo ficasse responsável pela evangelização dos gentios, enquanto que Pedro ficou responsável pelo evangelho da circuncisão, ou seja, dos seguidores do judaísmo.

2 Coríntios 3:1

2 Coríntios 3:1 - Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?
PORVENTURA COMEÇAMOS. Ao que tudo indica, o tal do opositor de Paulo fez um grande estrago no que tange a sua autoridade apostólica, porque do contrário, não precisava o apóstolo lembrar deste assunto. Por essa razão é que, alguns comentaristas chegam a afirmarem de que, esse opositor que se levantou contra o apostolado de Paulo era uma das autoridades da igreja mãe de Jerusalém, como vindo da parte de Tiago, o que aconteceu na carta escrita por Paulo aos Gálatas.

OUTRA VEZ A LOUVAR-NOS. O apóstolo foi um dos principais fundadores daquela comunidade cristã que estava na cidade de Corinto, portanto, era conhecido pessoalmente por todos aqueles que compunham aquela igreja de Cristo naquele lugar. Com isso, não precisava de ser recomendado por ninguém, até porque era o pai na fé de quase todos. Não havia a necessidade de Paulo dizer quem ele era.

A NÓS MESMOS? A conversão de Saulo de Tarso ao cristianismo teve uma repercussão enorme no meio cristão, ao ponto deste acontecimento se espalhar por todas as partes. Desta forma, não precisava nem do apóstolo dizer quem ele era, nem o que estava fazendo agora em prol do reino de Deus, porque todos conheciam o seu testemunho, principalmente aquelas igrejas fundadas por ele e seus auxiliares.

OU NECESSITAMOS COMO ALGUNS. Neste mesmo tempo, houve um movimento muito grande de falsos pregadores itinerantes, que se dizendo cristãos, se aproveitavam da boa vontade dos convertidos ao cristianismo para ganharem dinheiro, pregando um outro evangelho. Os mestres gnósticos se diziam ser cristãos para se infiltrarem no seio da igreja com o objetivo de distorcerem o evangelho.

DE CARTAS DE RECOMENDAÇÃO. De forma que, estavam falsificando cartas de recomendação para dizerem que estavam fazendo missões com o apoio de Paulo ou dos apóstolos de Jerusalém. Quem era judaizante dizia que vinha recomendado pelos apóstolos e quem vinha do mundo gentílico dizia que era representante de Paulo. Mas, no caso de Paulo e dos seus cooperadores direto, não necessitavam de cartas, porque eram conhecidos de rostos das igrejas por eles fundadas no mundo gentílico.

PARA VÓS. É provável que o opositor de Paulo na igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto defendia de que Paulo precisava de carta de recomendação dos apóstolos originais, coisas que ele não conseguia, porque faziam missões a revelia, de princípio. E por esse motivo foi que no capítulo dois de Gálatas, Paulo teve que viajar até a igreja mãe e resolver esta causa, e saiu de lá autorizado a fazer missões no mundo gentílico.

OU DE RECOMENDAÇÃO DE VÓS? Por fim, o grande apóstolo dos gentios certifica seus leitores de que, não precisava como alguns de carta de recomendação para chegar e ser bem recebido pelos que faziam parte daquela igreja, nem tão pouco precisava de carta de recomendação daquela igreja para se apresentar em outras comunidades cristãs espalhadas pelo mundo gentílico, ele era bem conhecidos de todos e por todos.