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quinta-feira, 27 de julho de 2017

2 Coríntios 2:1-2

2 Coríntios 2:1-2 - Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza. Porque, se eu vos entristeço, quem é que me alegrará, senão aquele que por mim foi contristado?
MAS DELIBEREI ISTO COMIGO MESMO. Na introdução deste segundo capítulo o autor não interrompe os assuntos que ele vinha abordando no capítulo anterior, falando sobre sua volta a coríntios, e o porquê da sua mudança de atitude. De forma que, diante dos fatos que estavam ocorrendo na igreja de Corinto, sobre as acusações veladas dos opositores do apóstolo naquele lugar é que ele tomou determinadas atitudes, em no momento não visitar aquela comunidade cristã.

NÃO IR MAIS TER CONVOSCO. Não que o apóstolo não desejasse viajar para Corinto, porque sua preocupação é demonstrada, e seu coração estava voltado para o povo de Cristo naquele lugar. Mas é que no momento, não seria bom nem para a igreja de Cristo naquele lugar nem para o próprio apóstolo. Durante a fundação da igreja de Cristo em Corinto, o apóstolo se demorou por lá mais ou menos três anos.

EM TRISTEZA. Depois, ele visitou aquela comunidade cristã algumas vezes, não se sabe quantas, porem, mesmo enfrentando batalhas pesadas, por conta de ser um representante do reino da verdade, mas ele fez os trabalhos com alegria de alma. No entanto, neste momento, ele não contava com a mesma disposição para voltar aquele lugar, porque tinha conhecimento de oposição ao seu ministério em Corinto.

PORQUE, SE EU VOS ENTRISTEÇO. Por que o apóstolo fala em que ele poderia entristecer aos coríntios? Porque se neste momento de seu ministério, se ele retornasse a cidade de Corinto, certamente seria levado a desabafar contra os líderes locais que estavam falando mal do apóstolo. Assim sendo, em vez de edificar a igreja de Cristo, o escritor neste momento não seria útil como das outras vezes.

QUEM É QUE ME ALEGRARÁ. O apóstolo estava desta forma, se poupando de fermentar mais ainda as controvérsias entre os líderes locais daquela igreja e ele, bem como se poupando também do peso na consciência de ter que falar alguma coisa que viesse a ferir a alguém. Cautela é o que se percebe da parte do apóstolo, no sentido de não cometer excessos no falar e entristecer alguém com suas palavras. Como também ele reconhece que, os seus leitores eram o motivo de sua alegria.

SENÃO AQUELE QUE POR MIM. Pelo menos a igreja de coríntios, o escritor queria poupar de seus discursos inflamados, e de suas exortações mais pesadas, até porque, a comunidade como corpo de Cristo, não tinha nada a ver com as divisões que estavam ocorrendo na igreja de coríntios. Se o autor chegasse a visitar neste momento aquela igreja, iria causar um mal estar muito grande, e seria tristeza por tristeza e não alegria.

FOI CONTRISTADO? A própria fundação dos trabalhos naquele lugar havia sido de bons frutos, até pela receptividade da mensagem do evangelho transmitido pelo apóstolo, bem como as outras visitas também. Porem, se Paulo fosse agora e pelo menos procurasse se defender dos ataques, poderia causar muitas desavenças, e destruir a afeição que ele tinha por todos e vice versa, deles pelo apóstolo.

2 Coríntios 1:24

2 Coríntios 1:24 - Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé.
NÃO QUE TENHAMOS. Paulo acabara de dizer que para poupar os irmãos de Corinto de serem duramente repreendidos pessoalmente por ele, não tinha ainda ido ter com os seus filhos e filhas na fé em Corinto. O apóstolo era um missionário constituído por Cristo como pregador do evangelho e fundador de Igrejas. E qual é o papel do missionário? Ele é constituído por Cristo e enviado pela igreja para fundar novas comunidades cristãs onde ainda não existem igrejas. Fundando a igreja local, ele deve preparar obreiros locais para dar continuidade a obra e partir para outro campo. Por isso que Paulo afirma, não que tenhamos domínio sobre vós.

DOMÍNIO SOBRE. Não que tenhamos domínio sobre. O missionário não é dono da igreja, o dono da igreja é Cristo. É preocupante o que se ver e se percebe nos dias atuais com os que se acham líderes das igrejas. Quem defende a verdade sabe muito bem que uma instituição religiosa não é a mesma coisa que a igreja de Cristo. Por isso que têm surgido inúmeras novas denominações, porem a igreja de Cristo é uma só, porque a igreja de Cristo não é templo religioso, mas sim pessoas transformadas pelo poder do evangelho glorioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A VOSSA FÉ. Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé. É sempre bom lembrar que nos primeiros três séculos da era cristã, não haviam templos religiosos pertencentes ao cristianismo. O império romano não permitia a edificação de templos religiosos dedicados ao cristianismo, até o casamento entre a igreja e o Estado, que se deus em 312 de nossa era cristã. Por isso que Paulo não se refere a algo material como um templo ou uma instituição religiosa, mas ele se refere a algo espiritual, empírico, tal qual a fé. Ele se refere à fé dos irmãos de Corinto. A fé não é uma coisa material que se ver, mas é a prova do que não se ver (Hebreus 11:1). A fé é algo invisível, espiritual.

MAS PORQUE SOMOS COOPERADORES. Paulo não se achava no direito de dizer que tinha domínio sobre a igreja de Corinto, apesar de ter feito o que foi possível fazer pela igreja de Cristo naquele lugar, uma vez que, ele foi o seu principal fundador. Mas ele se classifica como “cooperador” da igreja de Cristo. Não é o que se ver com muitos líderes nas igrejas de hoje, onde se acham no direito de imporem domínio sobre os fieis. Qualquer líder que tentar impor sobre a igreja de Cristo uma ditadura religiosa pode ser classificado de falso cristo (Mateus 24:5). Porque querem tomar o lugar de Cristo, se ufanando de serem ungidos de Deus ou enviados de Deus, mas estão errados.

DO VOSSO GOZO. Mas somos cooperadores do vosso gozo. Com isso Paulo quis dizer que tinha apenas a missão de ajudar para que a igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto, sentisse muita alegria. Essa é a responsabilidade do obreiro do reino de Deus, promover a felicidade dos que seguem ao Senhor Jesus e não lhes servir de carrasco dominador. O papel do líder é proporcionar o bem estar da igreja de Cristo.

PORQUE PELA FÉ ESTAIS EM PÉ. O apóstolo reconhece humildemente que não tem mérito na existência da igreja em Coríntios, ele é apenas um produtor de alegria, ao dizer que os irmãos estão de pé, pelos seus próprios méritos, a fé deles, e nada mais.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

2 Coríntios 1:22-23

2 Coríntios 1:22-23 - O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. Invoco, porém, a Deus por testemunha sobre a minha alma, que para vos poupar não tenho até agora ido a Corinto.
O QUAL TAMBÉM NOS SELOU. O qual se refere a Deus que selou a Paulo com o Espírito Santo. Este selo ao qual se refere o apóstolo diz respeito ao batismo com Espírito Santo de Deus. Ele que produz nos nossos corações a certeza e a convicção de que fomos aceitos por Deus para pertencermos ao seu reino. Quem tem este selo tem a garantia de que todas quantas promessas são feitas por Deus serão cumpridas por Cristo Jesus nosso Senhor. Este selo é a marca da presença permanente do Espírito de Deus sobre as nossas vidas. Ele que habita em nossos corações e nos guia sempre.

E NOS DEU O PENHOR DO ESPÍRITO. O penhor se refere à garantia de um acordo celebrado e uma promessa feita. A palavra Espírito com a letra inicial maiúscula diz respeito ao Espirito Santo de Deus, e não ao espírito humano, nem aos espíritos do mau. O selo e o penhor do Espírito em nossos corações representa o pacto de Deus conosco de nos preparar para a volta gloriosa do seu Filho Jesus para nos arrebatar para as mansões celestiais. Isso produz em nossos corações a fé de que, participaremos das bodas do Cordeiro, quando ele vier buscar os seus redimidos.

EM NOSSOS CORAÇÕES. Isso fala da sede do nosso ser e do homem essencial. Muitas vezes as escrituras se referem ao coração como sendo a sede das convicções e de nossa fé inabalável. Na verdade é no mais intimo de cada um de nós que guardamos as promessas de Deus e a certeza de que pelo seu grande amor Cristo nos comprou para si mesmo com o seu precioso sangue, e como prova disto, nos dá o penhor do seu Espírito em nossos corações. O Espírito santo habita em nossos corações.

INVOCO A DEUS. Invocar é adorar, é buscar por meio da oração, é venerar da forma mais profunda, é clamar quando se mais precisa, é pensar e refletir com plenitude de corpo, alma e espírito. A quem devemos invocar? Essa deve ser a grande pergunta que cada um deve fazer para si mesmo. A resposta é: “a Deus”. Devemos invocar unicamente a Deus, por meio de Cristo, mediante o Espírito Santo. Porque não adianta invocar aos mortos nem aos santos mortos, uma vez que, eles não são divinos, somente a Deus pertence os atributos: Onipotência, Onipresença e Onisciência.

POR TESTEMUNHA SOBRE A MINHA ALMA. O que Paulo vai afirmar nas linhas seguintes, ele toma o Deus de Israel como sua testemunha, de que não deseja realmente repreender pessoalmente os Coríntios, mas esta fazendo isso por carta. O que o apóstolo vai testificar aos seus filhos e falhas na fé, que fazem parte da igreja de Cristo que está na cidade de Corinto, ele assim o faz, colocando todo o peso de suas palavras sobre a sua própria alma, que representa o que ele é de fato, porque a nossa alma é o que há de muito precioso em cada um de nós. A alma é a própria vida.

QUE PARA VOS POUPAR NÃO TENHO ATÉ AGORA IDO A CORINTO. As informações trazidas pelos da família de Cloe até Paulo, sobre o que estava acontecendo com a comunidade cristã na cidade de Corinto, davam conta de vários problemas que precisavam ser resolvidos. Paulo desejava poupa-los das repreensões previsíveis.

2 Coríntios 1:20-21

2 Coríntios 1:20-21 - Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele, o Amém, para glória de Deus por nós. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus.
TODAS QUANTAS PROMESSAS HÁ DE DEUS. Uma coisa que devemos buscar enquanto servos de Deus é a promessa do senhor. Quando se ler nas Escrituras sobre as promessas de Deus, logo aprendemos que todas quantas promessas foram feitas pelo Senhor ele se encarregou de cumpri-las. Agora, às vezes entre o fazer a promessa e cumpri-la vêm às provações para nos preparar para depois de recebermos a bênção. E o cumprimento destas promessas feitas por Deus é a prova maior de sua fidelidade para conosco, se formos fieis a ele. Quem tem promessa de Deus é só esperar.

SÃO NELE SIM. Todas quantas promessas há em Deus, por Cristo são sempre sim. Todas as coisas foram entregues por Deus nas mãos de Cristo. Por isso que, a bíblia diz que Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens 1 Timóteo 2:5 - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. Todas as decisões do reino de Deus são executadas e governadas pelo Cristo de Deus, até porque, a ele foi entregue todo domínio Daniel 7:14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. É Cristo quem põe em prática o cumprimento das promessas de Deus ao seu povo.

E POR ELE, O AMÉM. Essa expressão nos remete a dizer que, o cumprimento das promessas de Deus nos dias de hoje e sempre, tem que ter a assinatura de Cristo. Como o Filho unigênito de Deus Pai é Jesus Cristo quem dá o aval naquilo que envolve as atividades do reino de Deus. A palavra “amém” quer dizer assim seja, e representa neste texto, a permissão de Cristo para que o que se tem dito se cumpra realmente. A palavra final é de Cristo, e o que ele decide é o que deve prevalecer. A vontade do Filho de Deus deve ser soberana na vida dos seus seguidores e de sua igreja.

PARA GLÓRIA DE DEUS POR NÓS. Nisto se percebe a união perfeita entre Pai e Filho, entre Deus e Cristo. União esta que deve ser uma extensão na vida de todos aqueles que vivem para Deus e em Cristo. Todas as determinações de Cristo redundam em glória ao Deus Pai, assim como tudo que fizermos por palavras e por obras deve render em glória para Deus em Cristo. O que Jesus fez e realizou foi para manifestar o poder e a plenitude de Deus. Nós também que somos embaixadores do reino de Deus devemos agir da mesma forma, e que tudo seja para glória de Deus em Cristo Jesus.

MAS O QUE NOS CONFIRMA CONVOSCO EM CRISTO. A afeição que havia entre os coríntios por Paulo e os seus cooperadores, vinha de Cristo por Deus. Se não fora a intervenção de Cristo na vida do apóstolo, sua história seria outra, sem rumo, mas o Senhor Jesus entrou em sua vida, e o tornou em um importante missionário fundador de comunidades cristãs por onde passava, inclusive em Corinto.

E O QUE NOS UNGIU, É DEUS. O ministério frutífero exercido por Paulo tinha o selo de Deus, que além de chamá-lo, o ungiu como pregador e ensinador das boas novas do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Tudo pela vontade de Deus (1 Coríntios 1:1).

terça-feira, 25 de julho de 2017

2 Coríntios 1:18-19

2 Coríntios 1:18-19 - Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não. Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim, Silvano e Timóteo, não foi sim e não; mas nele houve sim.
COMO DEUS É FIEL. A fidelidade de Deus. As Escrituras nos ensinam a respeito da fidelidade de Deus. Deuteronômio 7:9 - Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. E a fidelidade de Deus é incondicional, 2 Timóteo 2:13 - Se formos infiéis, ele permanece fiel; Porque não pode negar-se a si mesmo. Podemos depositar toda a nossa confiança no Senhor porque jamais seremos decepcionados por ele. Quem confia em Deus pode ter a certeza de ser correspondido.

A NOSSA PALAVRA PARA CONVOSCO NÃO FOI SIM E NÃO. Não se sabe ao certo, se havia um convite da parte dos coríntios para que Paulo fosse os visitar. Ou se na sua primeira epístola eles entenderam de que Paulo lhes fizera uma promessa de ir ter com a igreja cristã na cidade de Corinto. Certamente, o apóstolo expressava por onde passava, que tinha uma afinidade peculiar com a igreja em Corinto, e que o seu desejo era de retornar ali para compartilhar com eles a graça de Deus em seu ministério.

PORQUE O FILHO DE DEUS. Jesus é Filho de Deus. Já nas profecias Messiânicas classificavam o Cristo como sendo Filho de Deus. E a forma como ele foi gerado no ventre de sua mãe comprova isto. Ele foi gerado pelo Espírito do Senhor. José foi o pai adotivo de Jesus, todavia o Pai verdadeiro de Cristo Jesus é o próprio Deus Todo-poderoso. Jesus Cristo é o unigênito de Deus Pai de forma especial (João 3:16). O próprio Deus de Israel testificou de que Jesus é seu filho (Marcos 1:11)

JESUS CRISTO. Jesus “O Cristo”. O Jesus histórico, também chamado de Nazareno, o filho do carpinteiro e de Maria, é o mesmo Messias, de quem falaram os profetas e as Escrituras do Velho Testamento. Jesus é o nome próprio e podemos dizer que Cristo e o adjetivo que fala de suas qualidades e principalmente de sua missão, porque Cristo quer dizer o enviado, ou ungido de Deus para executar o plano da salvação. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus e o sobrenome Cristo fala de quem Jesus de Nazaré realmente é. Ele é o Messias de Deus, o Emanuel, que é Deus conosco.

QUE ENTRE VÓS FOI PREGADO POR NÓS. A pregação de Paulo era absolutamente Cristocêntrica. Essa é em verdade a essência das boas novas do evangelho de Cristo Jesus. O apóstolo tinha um conhecimento extraordinário de tudo que envolve a nova aliança de Deus com os homens, por meio do Messias de Deus, Jesus de Nazaré. Paulo e os seus cooperadores focalizavam suas mensagens tanto para os Judeus como para os gentios lhes explicando de que, aquele Jesus de Nazaré, que foi crucificado em Israel, era o Messias prometido, o Emanuel, Deus conosco, Deus entre os homens.

ISTO É, POR MIM, SILVANO E TIMÓTEO, NÃO FOI SIM E NÃO; MAS NELE FOI SIM. Paulo era o grande missionário e um dos fundadores da igreja em Corinto, Silvano era um dos seus cooperadores no seu ministério e Timóteo era um dos auxiliares de Paulo, que recebeu desde criança os ensinos do evangelho e que, é provável que tenha sido um dos líderes da igreja em Éfeso. Cristo é o sim de Deus, conforme (2 Coríntios 1:20).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

2 Coríntios 1:16-17

2 Coríntios 1:16-17 - E por vós passar à Macedônia, e da Macedônia ir outra vez ter convosco, e ser guiado por vós à Judeia. E, deliberando isto, usei porventura de leviandade? Ou o que delibero, o delibero segundo a carne, para que haja em mim sim, sim, e não, não?
E POR VÓS PASSAR A MACEDÔNIA. A vontade de Paulo era durante a viagem missionária que pretendia fazer a Macedônia passar uns dias com a igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto. Matar a saudade dos seus filhos e filhas na fé, aproveitando a estadia ali para lhes comunicar a certeza do grande amor e afeição que o apóstolo sentia por todos. Para isso, ele já havia planejado diversas vezes, sendo, portanto, impedido até o momento. Nos planos de Paulo, a igreja de Corinto seria uma parceira importante na condução do missionário ao seu destino final, que seria a Macedônia, onde tinha uma missão a cumprir pelo do reino de Deus e de Cristo.

E DA MACEDÔNIA IR OUTRA VEZ TER CONVOSCO. A Macedônia era uma província romana situada ao norte da Grécia, que foi várias vezes visitada por Paulo, conforme (Atos 16:9-40, 17:1-15,20:1-6). É provável que essa viagem missionária que Paulo pretendia realizar fosse ao chamamento de uma visão que ele teve, conforme Atos 16:9 - E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. A igreja cristã que estava na Macedônia era uma comunidade generosa (Romanos 15:26). O apóstolo depois que estivesse na Macedônia pretendia retornar a Corinto mais uma vez.

E SER GUIADO POR VÓS A JUDÉIA. Passando mais alguns dias com a comunidade cristã que estava na cidade de Corinto, Paulo pretendia seguir viagem a Judéia. Além de missionário e pregador das boas novas de Cristo por onde passava, Paulo também fazia um trabalho social entre as igrejas. Ele recolhia doações com as igrejas mais ricas para distribuir com as igrejas que estivesse passando por dificuldades. A igreja de Cristo que estava na Judeia estava sendo perseguida, ao ponto dos cristãos terem os seus bens confiscados pelo império romano. Era um momento de solidariedade.

E DELIBERANDO ISSO. O escritor desta carta estava deliberando sua rota de viagem missionária por onde deveria passar, conforme era o seu desejo. Tudo isso fazia parte dos seus planos e ele planejava, de acordo com a vontade de Deus e conforme a boa vontade daqueles, que eram tocados em ajudar as comunidades cristãs, que estavam passando dificuldades financeiras, em consequências das perseguições.

USEI PORVENTURA DE LEVIANDADE? A pergunta de Paulo tem o intuito de rechaçar as críticas dos seus opositores, de que ele não gostava da igreja de Corinto, sendo ele um dos seus mais influentes fundadores. Não era por parte do apóstolo leviandade, o que ele estava deliberando em fazer. Não era que ele não quisesse ficar por mais tempo com a igreja em Corinto, nem era orgulho de sua parte, de forma alguma.

OU O QUE DELIBERO É SEGUNDO A CARNE? PARA QUE HAJA EM MIM, SIM, SIM, E NÃO, NÃO. Mas uma interrogação de Paulo aos seus leitores. Será que faço a minha própria vontade? Para que eu possa decidir sobre as minhas atividades missionárias? Paulo havia ensinado aos coríntios, de que fazia sempre a vontade de Deus.

2 Coríntios 1:14-15

2 Coríntios 1:14-15 - Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus. E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça.
COMO TAMBÉM JÁ EM PARTE CONHECESTES EM NÓS. É provável que houvesse uma certa divisão na igreja de Corinto sobre os que aceitavam o ministério de Paulo e os que não aceitavam. Na sua primeira epístola ele deixa transparecer justamente isso. Haviam alguns que se classificavam de discípulos de Cefas, outros de Apolo, outros de Paulo e outros de Cristo. O mais provável é que pelo fato do ministério de Paulo não ser apoiado completamente pelo grupo apostólico, isso até certo ponto dificultava a credibilidade do apóstolo entre os que se achavam líderes do cristianismo.

QUE SOMOS A VOSSA GLÓRIA. Mas nem tudo era negativo para Paulo, uma vez que a maioria ou uma grande parte dos membros da comunidade cristã que estavam em Corinto reconheciam a autoridade de Paulo como apóstolo de Jesus Cristo, chamado, não pelos homens, mas sim, pelo próprio Senhor Jesus. Todos aqueles que foram ensinados pelo grande apóstolo continuavam com suas convicções de que Paulo não era nenhum forasteiro, nem aventureiro nas atividades evangelísticas e discipuladoras que exerceu na Igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto.

COMO TAMBÉM VÓS SEREIS A NOSSA. Certamente o apóstolo é levado a lembrar de quantos trabalhos e perseguições teve que enfrentar para ser um dos fundadores daquela igreja. E dando um olhar visionário para o futuro vislumbra os seus filhos e filhas na fé sendo salvos na vinda de Cristo Jesus. E com confiança focaliza no seu galardão em perceber e reconhecer de que não terá trabalhado em vão naquela região Ásia, porque o resultado será a vida eterna para os que são de Cristo, o Salvador.

NO DIA DO SENHOR JESUS CRISTO. Este dia do Senhor Jesus Cristo a que se refere o escritor desta carta, diz respeito ao dia do arrebatamento dos salvos e redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É o dia da volta de Cristo para buscar os que ele comprou com o seu precioso sangue de todas as tribos, nações e povos. No entanto, existem aqueles que dizem que este dia do Senhor se refere ao dia em que Cristo vai galardoar os seus seguidores (2 Coríntios 5:10). Seja como for, este dia de Cristo Jesus nosso Senhor será um dia de vitória para a sua igreja remida.

E COM ESTA CONFIANÇA. A confiança de Paulo é que diante do reconhecimento de que ele representava um bom resultado pelo seu trabalho missionário na cidade de Corinto, o levava a ser um presente de Deus para aquela comunidade. Assim como tinha em mente a certeza de que na vinda de Cristo não seria decepcionado com um baixo resultado pela sua obra feita e executada naquela comunidade cristã.

QUIS PRIMEIRO IR TER CONVOSCO PARA QUE TIVÉSSEIS UMA SEGUNDA GRAÇA. Todavia, simplesmente ter tudo isso em mente e como parte de suas convicções não era suficiente para tranquiliza-lo. O seu maior desejo era de fato verificar em loco, com sua presença pessoalmente, se efetivamente estava certo naquilo que esperava e confiava ser entre os Corintos. Além do mais, o apóstolo não se contentava com o que já havia feito pelos seguidores de Cristo em Corinto, ele queria fazer ainda muito mais.

domingo, 23 de julho de 2017

2 Coríntios 1:13

2 Coríntios 1:13 - Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.
PORQUE NENHUMA OUTRA COISA. Há quem diga que alguns opositores de Paulo na cidade de Corinto buscavam descredenciar as palavras, os ensinos e os escritos do apóstolo, razão porque ele diz ter inimigos até dentro da comunidade cristã. Todavia, para rechaçar estas opiniões em contrário foi que ele escreveu essa segunda carta, tentando autenticar com a veracidade a primeira. Conjectura-se de que alguns dos líderes influentes de Corinto queriam mesmo sustentar a tese de que a primeira missiva de Paulo não teria sido escrita por ele, mas sim por um outro qualquer.

VOS ESCREVEMOS. O que Paulo havia escrito na sua primeira epístola tinha em seu conteúdo os mesmos princípios que ele havia ensinado e pregado para a comunidade cristã que estava na cidade de Corinto. Como o apóstolo estava em outro lugar, mas não se esquecia dos seus filhos e filhas na fé de Corinto, ele se utilizou da escrita para lembrar aquela igreja, as mesmas coisas que, quando presente lhes ensinava. Com isso ele dava provas de amor por eles, porque mesmo estando ausente no corpo, porem não estava desassociado daqueles que ele amava de todo o seu coração e mente.

SENÃO AS QUE JÁ SABEIS. Como um bom discipulador e mestre do conteúdo essencial da nova aliança de Deus com os homens, por meio de Cristo Jesus, Paulo por muito tempo transmitiu plenamente as novas regras da dispensação da graça de Deus, como sendo uma nova aliança. E, diga-se de passagem, que ele foi um dos líderes da igreja primitiva que mais recebeu luz e conhecimento sobre o novo tratado de Deus com a humanidade. Recebeu e transmitiu os ensinos da ética cristã, como sendo a revelação da vontade de Cristo sobre a sua igreja. Além de evangelizar, Paulo também ensinava.

OU TAMBÉM CONHECEIS. Quando Paulo se refere ao “saber”, na colocação anterior, ele esta se reportando ao saber teórico e memorial. Nesta parte, ao dizer que os Coríntios “conheciam” ai ele se refere ao conhecimento posto em prática. Com isso ele trazia a lembrança dos seus filhos e filhas na fé, que além dos ensinos teórico que havia lhes transmitido, teve a habilidade de lhes transformarem em praticantes daquilo que eles tinham aprendido com Ele, com Silvano e com Timóteo. Até porque, Paulo e os seus cooperadores não eram apenas discipuladores teóricos, mas também praticavam aquilo que eram objeto dos seus ensinos, e isso faziam para ensinar.

E ESPERO. Percebe-se uma certa preocupação do apóstolo, no tocante a um enfraquecimento na fé dos Coríntios. Não se sabe como, mas é certo se pensar que alguma informação havia chegado a Paulo, de que alguns daquela igreja estavam como que duvidosos, no que diz respeito ao que dele tinham aprendido. No entanto, a sua esperança é de que, os irmãos e irmãs permanecessem naquilo que tinham aprendido. Não foi nada fácil implantar uma comunidade cristã na cidade de Corinto, até porque ela tem o significado de cidade depravada, o que prevalecia ali era muita prostituição.

QUE TAMBÉM ATÉ AO FIM RECONHECEREIS. A esperança de Paulo é que a igreja de Cristo naquela cidade, não parasse no meio da caminhada, mas que permanecesse até o fim da jornada. Porque o segredo é “quem perseverar até o fim será salvo”.

2 Coríntios 1:12

2 Coríntios 1:12 - Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco.
PORQUE A NOSSA GLÓRIA É ESTA. A partir deste ponto e até o final deste mesmo capítulo o apóstolo Paulo tenta explicar o porquê da sua demora em ir ter com a igreja de Cristo, que estava na cidade de Corinto. E ele começa essa narrativa apelando para o bom censo dos seus filhos na fé, no sentido de que, ele Paulo, estava usando de transparência para com todos eles. Ao ponto de citar palavras tais como consciência, simplicidade e sinceridade, tudo isso diante de Deus e diante deles também.

O TESTEMUNHO DA NOSSA CONSCIÊNCIA. Havia de fato uma prontidão de espírito muito grande da parte do apóstolo dos gentios, em poder retornar para aquela cidade. A prova disto é que Paulo exponha os seus sentimentos mais íntimos, como o testemunho da sua própria consciência de que havia de sua parte empenho em estar com os irmãos em Corinto. Paulo não contava com o apoio financeiro do grupo apostólico para realizar suas tarefas missionárias, por isso tinha dificuldades.

DE QUE COM SIMPLICIDADE. Não era por uma questão de orgulho de sua parte, que o apóstolo ainda não tinha retornado a cidade de Corinto. É bem verdade que neste tempo em que Paulo escreveu sua segunda carta aos Coríntios, ele já era um grande líder da igreja primitiva. Mas nem por isso, o tornava indiferente, ao ponto de ser prepotente, em não atender ao desejo da comunidade cristã que estava em Corinto.

E COM SINCERIDADE DE DEUS. O que o autor desta expressão quis dizer é que, com sinceridade diante de Deus, ele expunha suas rações em ainda não ter retornado aquele campo missionário, onde tinha muitos filhos na fé. Paulo, Silvano e Timóteo, desbravaram aquela região, com as boas novas do evangelho glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo. Com isso, o líder da igreja cristã de Corinto testemunhava na presença de Deus com sinceridade, de que suas informações eram verdadeiras e transparentes.

NÃO COM SABEDORIA CARNAL. O que ele estava afirmando para os seus filhos na fé, não era segundo a carne, nem por sabedoria humana. Até porque seja sempre todo homem mentiroso e apenas Deus verdadeiro (Romanos 3:4). O testemunho maior era a veracidade do espírito e não da carne. Porque a carne busca as coisas terrenas, mas o espírito busca trilhar o caminho rumo à presença de Deus (Romanos 8:5-9).

MAS NA GRAÇA DE DEUS, TEMOS VIVIDO NO MUNDO. Pelos casos marcantes de perigos de morte que o servo de Deus já havia passado, ele era consciente de que estava vivo por causa da graça de Deus. Quem examina o Novo Testamento com o intuito de estuda-lo de forma mais criteriosa sabe que, a história de Paulo é um testemunho forte, que ele foi um dos líderes da igreja cristã do primeiro século que mais foi perseguido por causa do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

E DE MODO PARTICULAR CONVOSCO. Esta mesma graça de Deus, que sustentava Paulo vivo entre as feras humanas, era a mesma que o tornava um missionário abençoado no meio dos seus filhos na fé. Isso porque Deus era com ele sempre.

sábado, 22 de julho de 2017

2 Coríntios 1:11

2 Coríntios 1:11 - Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.
AJUDANDO-NOS. Paulo sabia que, de todos os livramentos que Deus o havia livrado tinha um ponto de referência também, que era a intercessão dos Coríntios em seu favor ao Senhor. Todo o serviço que ele tinha prestado a comunidade cristã naquela cidade não era em vão, pois eles lhes retribuíam com orações em seu benefício, a fim de que o Senhor lhe guardasse. Imagine um exercito de seguidores do reino de Cristo de joelhos em terra clamando pelo missionário, por isso que Deus abençoou a sua vida lhe concedendo livramentos das perseguições e perigos de morte.

TAMBÉM VOS. Era o momento de reconhecimento por parte do apóstolo, pelas orações da igreja por ele, como também agradecer as intercessões dos santos em seu favor. Trazendo a lembrança em forma de pedido indireto de que continuassem orando por ele, porque a obra missionária continuava. De forma que para que tudo transcorresse como se desejava era mais que necessário, à ajuda intercessora dos seus filhos e filhas na fé. Não somente dos que estavam em Corinto, mas em todas as igrejas. É comum encontrarmos Paulo pedindo oração por ele em suas epístolas.

COM ORAÇÕES POR NÓS. Com isso, o apóstolo dos gentios estava efetivamente solicitando as orações da comunidade cristã que estava na cidade de Corinto em seu favor, para que ele pudesse cumprir sua missão de levar as boas novas de Cristo por onde passasse, mesmo que tivesse que enfrentar as perseguições, tribulações e perigos de morte. A oração cristã, conforme as escrituras é uma conversa que temos com Deus, em forma de adoração, ações de graças e petições daquilo que necessitamos. A oração monoteísta e teocrática é dirigida ao Deus único e verdadeiro e não aos mortos, nem aos ídolos e nem as imagens de escultura.

PARA QUE PELA MERCÊ. A palavra “mercê” neste texto diz respeito a “favor, ajuda, intercessão”, e nos fala da ajuda e intercessão dos Coríntios em favor de Paulo. Neste ponto, Paulo declara que é indispensável às intercessões dos irmãos em seu benefício, porque isso vai resultar em graça diante de Deus, no sentido do Senhor atender as orações e lhe conceder livramento das perseguições, das quais ele sempre era alvo. Era a mesma coisa que Paulo dizer aos seus leitores, não se esqueçam de orar por mim, porque sou muito carente das orações de todos vocês.

QUE POR MUITAS PESSOAS NOS FOI FEITA. Certamente os leitores desta epístola ao receberem esta missiva ficaram contentes pelo reconhecimento do grande apóstolo Paulo, as orações feitas por eles em seu favor. Como o apóstolo conhecia os irmãos e irmãs daquela comunidade cristã, ele tinha certeza que uma grande quantidade deles vinham intercedendo pelo seu pai na fé, a fim de que o Senhor o guardar em suas atividades missionárias mundo a fora por onde passava, pregando o evangelho.

POR MUITAS TAMBÉM SEJA DADAS GRAÇAS A NOSSO RESPEITO. Ao lerem estas palavras em Coríntio, muitos destes que vinham orando por Paulo, certamente já começavam a render graças a Deus, por saber dos livramentos que o Senhor lhe deu.

2 Coríntios 1:9-10

2 Coríntios 1:9-10 - Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda.
MAS JÁ EM NOS TÍNHAMOS A SENTENÇA DE MORTE. Paulo foi um dos líderes da igreja primitiva que mais sofreu perseguição das autoridades romana, das autoridades locais por onde passava e dos Judeus seus compatriotas. E muitas vezes chegou a passar momentos bem perto da morte. Certamente nesta expressão em que ele “já estava sentenciado à morte”, foi um dos momentos mais difícil do seu ministério. As autoridades políticas e também as religiosas deste período tinham o poder de decisão entre a vida e a morte das pessoas. Temos o caso de Jesus que foi condenado à morte pelas autoridades políticas e religiosas, tanto do império romano como de Israel.

PARA QUE NÃO CONFIÁSSEMOS EM NOS. O apóstolo tinha consciente de que, ainda estava vivo pela misericórdia de Deus e nada mais. Com isso ele não confiava mais em si mesmo como alguém que pudesse se defender de tais perigos que tinha que enfrentar. Para ele não adiantava ser influente perante as autoridades, nem ser um grande líder, como realmente era. Ser israelita ou ter cidadania romana não adiantava nada diante dos riscos de vida que ele já havia enfrentado pelo evangelho de Cristo.

MAS EM DEUS. Por todos os casos e testemunhos que Paulo já havia passado e que ainda estava vivo, é que ele chegou à conclusão de que somente Deus é quem nos protege dos nossos perseguidores, e do perigo da morte. Deus é o nosso protetor de todo o mal e é ele que nos proporciona segurança diante do perigo eminente. Um dos piores momentos da vida de um ser humano é quando ele se vê a beira da morte. Mas é justamente nestes momentos em que o Senhor entra em ação para dar livramento aos seus servos, que nele depositam a sua confiança. Deus é o nosso protetor.

QUE RESSUSCITA OS MORTOS. Deus é quem ressuscita os mortos. Há no Velho Testamento alguns casos destas ressurreições. Já no Novo Testamento, que é a continuidade do Velho, temos vários casos de ressurreição de mortos, realizadas por Deus mediante Cristo Jesus. Porem, o que merece maior destaque foi à ressurreição de entre os mortos do próprio Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus. Paulo confiava de que, se os seus perseguidores o tivesse matado Deus poderia ressuscitá-lo dos mortos.

O QUAL NOS LIVROU DE TÃO GRANDE MORTE, E LIVRA. A mão de Deus sempre esteve agindo na vida de Paulo para livrá-lo dos seus perseguidores, dos perigos e da morte que o perseguia a todo o momento. Ele se refere aos casos passados de livramento de morte que Deus lhe deu ao usar o verbo no passado “livrou”, mas também se refere ao presente, quando diz: “e livra”. Lembrando-se dos livramentos que já passou ele diz que não tem mais medo de nada, porque Deus continua no presente, ainda dando livrando do perigo e da morte, isso quando ele quer.

EM QUE ESPERAMOS QUE TAMBÉM NOS LIVRARÁ AINDA. Neste ponto, o apóstolo olha para o seu futuro e destino e com esperança afirma convictamente de que se tiver de enfrentar perigos e até a morte em suas viagens missionárias, está preparado, porque sabe que assim como Deus já o livrou, vai continuar livrando ainda.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

2 Coríntios 1:8

2 Coríntios 1:8 - Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.
PORQUE NÃO QUEREMOS IRMÃOS. Paulo realmente era super cuidadoso com aquelas igrejas que ele teve sua participação na fundação. Mesmo ausente, por estar envolvido na obra missionário, mas, ele tanto desejava saber de tudo que ocorria na comunidade cristã de Corinto, como também tinha a preocupação de manter os seus filhos na fé bem informados do que lhe acontecia por onde passava. A prova disto é que, ele foi um dos líderes da igreja primitiva, que mais enviou cartas para as igrejas que teve sua participação como fundador. Não era desejo do apóstolo dos gentios que a igreja de Cristo que estava em Corinto ficasse desenformada dos fatos sobre ele.

QUE IGNOREIS A TRIBULAÇÃO. Paulo tinha tanta estima pelos seus filhos na fé que estavam em Corinto que fazia questão de lhes comunicar tudo que ele tinha passado na Ásia por causa do evangelho de Cristo. Quando ele diz: Não quero que ignoreis, é porque ele destaca duas situações, a primeira é que eles deveriam tomar conhecimento, e a segunda é que eles não podiam fazer de conta que Paulo não tinha passado por nada na Ásia. Estas tribulações a que se refere o apóstolo, dizem respeito às perseguições que ele enfrentou por causa do nome de Cristo e de seu evangelho.

QUE NOS SOBREVEIO NA ÁSIA. Tais tribulações que sobreveio sobre Paulo é possível que tenha acontecido na cidade de Éfeso, que era a principal cidade da Ásia menor. E esta palavra sobreveio no grego expressa uma carga pesada além das forças de quem a leva. No que diz respeito à Ásia, se refere a uma província romana onde estavam localizadas as sete igrejas mencionadas em Apocalipse 1-3. Sua capital era Éfeso (Atos 20:16). Era limitada ao norte pela Bitínia; a leste, pela Galácia; ao sul, pela Lícia; e a oeste pelo mar Egeu. Ásia, no Novo Testamento é sempre essa província romana.

POIS FOMOS SOBREMANEIRA AGRAVADOS. É provável que Paulo se refira as fortes oposições que ele tenha passado na cidade de Éfeso, ao ponto de, conforme alguns comentarista defenderem que ele foi preso naquela cidade. Em 1 Coríntios 15:32 ele afirma que teve que combater ali contra as feras, não que fossem os animais ferozes das arenas, mais ele se refere a homens bestiais. Em 2 Coríntios 11:23 – Ele fala sobre açoites, prisões e perigos de morte. Tudo isso para levar as boas novas de Cristo a toda criatura, como determinou Cristo Jesus nosso Senhor no evangelho de (Marcos 16:15).

MAIS DO QUE PODERÍAMOS SUPORTAR. Descobrimos neste ponto do conteúdo desta epístola aos Coríntios de que, estamos vivendo em um bom tempo para pregar o evangelho de Cristo e fazer a obra de Deus. Isso porque não há nos dias atuais quase que nenhuma perseguição para quem anuncia as boas novas de salvação. Se comparado ao tempo da igreja primitiva e ao que o apóstolo dos gentios teve que passar para cumprir sua missão como semeador do evangelho libertador de Cristo.

DE TAL MODO QUE ATÉ DA VIDA DESESPERAMOS. O que Paulo passou de perseguição nas suas viagens missionárias foram às provas mais duras que alguém pode suportar. Ao ponto de quase perder a esperança de sair vivo nas perseguições.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

2 Coríntios 1:7

2 Coríntios 1:7 - E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.
A NOSSA ESPERANÇA. A palavra esperança é sinônima de confiança no cumprimento de um desejo ou de uma expectativa. É a segunda virtude mencionada em (1 Coríntios 13:13), que se baseia na confiança em Deus (Romanos 15.13). Cristo é a nossa esperança (1 Timóteo 1:1; Colossenses 1:27). O símbolo da esperança é a âncora (Hebreus 6:18-19). A confiança de Paulo como um dos fundadores da igreja de Cristo que estava na cidade de Corinto é de que eles não se movessem daquilo que tinham aprendido com os seus ensinos sobre o evangelho da graça de Deus e de Cristo. E esperava que eles superassem o período de aflições que certamente estavam enfrentando para lá na frente serem participantes das consolações mutuas.

A CERCA DE VÓS. Muitas comunidades cristãs foram fundadas e acompanhadas pelo apóstolo dos gentios. No entanto, a que estava causando preocupação no pensamento de Paulo neste momento era a de Corinto. Uma vez que esta igreja estava, ao que tudo indica, passando por um momento de desconforto. Certamente enfrentando aflições, tribulações e perseguições. Todavia, Paulo deixa transparecer a sua tranquilidade de que no final das lutas e perseguições os coríntios seriam vencedores, sendo consolados pelo Deus de toda consolação. Afinal, as tribulações e aflições que estavam atravessando eram por conta de seguirem o reino do Senhor Jesus Cristo.

É FIRME. Paulo fala de suas convicções sobre o resultado do seu trabalha na comunidade de Corinto, de que não seria em vão. Uma coisa que não passava pela cabaça do apóstolo dos gentios era de que houvesse nenhum prejuízo para a igreja de Coríntio em consequência dos problemas que estavam ocorrendo por lá. Sua fé em Deus era de que tudo ia terminar bem, e que as aflições que eles estavam passando iam servir de fundamento para lhes firmarem cada vez mais nos caminhos do evangelho do Senhor Jesus. As provações que Deus permite em nossas vidas não são para prejuízo, senão para nos edificar nos caminhos do Senhor Jesus.

COMO SOIS PARTICIPANTES DAS AFLIÇÕES. Assim como o fundador do cristianismo, Jesus Cristo, teve que passar por tantas tribulações, aflições e perseguições. Assim como as demais comunidades cristãs vinham tendo que enfrentar as oposições dos inimigos de Cristo. E assim como Paulo um dos fundadores da igreja em Corinto já havia também passado e enfrentado tantas batalhas, não era diferente com a igreja que estava naquela cidade de Corinto. O que eles estavam enfrentando era o reflexo do que ocorria com toda a igreja de Cristo espalhada no mundo. Os coríntios faziam parte da igreja perseguida dos primórdios do cristianismo, portanto, participantes das mesmas aflições que ocorriam em todo o domínio do império romano.

ASSIM O SEREIS TAMBÉM DA CONSOLAÇÃO. Mas, assim como o Deus de toda consolação agiu em dar vitória ao seu Filho Jesus sobre os seus inimigos e opositores. Como também estava o Senhor dando vitória as demais Igrejas que também estavam sendo perseguidas pelo império romano. Do mesmo modo o Senhor ia dar consolações aos seus servos e servas que na igreja de Corinto estavam passando por tribulações, aflições e perseguições. Essa consolação era o resultado da grande vitória final.

2 Coríntios 1:6

2 Coríntios 1:6 - Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.
MAS, SE SOMOS ATRIBULADOS. O apóstolo Paulo, foi na realidade um dos maiores missionários da igreja primitiva. E por causa da sua missão ele teve que sofrer dentro e fora da igreja para levar as boas novas de salvação. Por não ser reconhecido como fazendo parte do grupo apostólico ele teve que sofrer tribulações dos líderes do cristianismo do primeiro século de nossa era cristã. E como missionário enviado aos gentios para pregar as boas novas de Cristo teve que enfrentar as perseguições das autoridades romanas, que não aceitavam a nova religião fundada por Cristo Jesus o Salvador da humanidade. Por tudo isso ele teve que passar por muitas tribulações.

É PARA VOSSA CONSOLAÇÃO E SALVAÇÃO. No entanto, as perseguições que o apóstolo enfrentava no seu dia a dia por revelar os planos de Deus na nova aliança com os homens, serviam de consolação para os filhos na fé que Paulo ganhava para Cristo e o seu reino. Porque isso servia de testemunho de que não adianta perseguir um servo de Deus, porque ninguém consegue vencê-lo. Também servia de salvação para os que estavam aceitando as boas novas do evangelho, porque percebiam de que Paulo mesmo enfrentando perigo de morte, não desistia de pregar nem de dizer que o caminho para a vida eterna é Cristo Jesus, o Messias de Deus e Salvador da igreja.

OU SE SOMOS CONSOLADOS. Em meio aos turbilhões de inimigos do evangelho se via as boas novas triunfarem e vencer as trevas. Mesmo enfrentando as dificuldades em cumprir a sua missão por motivos de falta de apoio e dificuldades financeiras. Tendo que trabalhar na construção de tendas para manter o seu ministério. Com tudo isso, e outras coisas, mas, o apóstolo de Cristo era consolado por ver o progresso do evangelho mesmo nos lugares mais improváveis. Paulo era confortado por ver vidas sendo resgatadas pelo poderoso evangelho do Senhor Jesus o nosso Redentor.

É PARA VOSSA CONSOLAÇÃO E SALVAÇÃO. A tranquilidade que se via no rosto do missionário aos gentios refletia em outras vidas em forma de satisfação. Aqueles que sabiam das lutas enfrentadas por Paulo, mas que nunca o derrotava eram cheios de alegria em ter a certeza de que Deus trabalha pelos seus. Com isso se agregavam mais e mais pessoas para desfrutarem desta mesma salvação pregada por Paulo e aceita por tantos quanto o viam vitorioso em seus labores pelo reino de Deus e de Cristo. Foi ele quem escreveu que “em Cristo somos mais que vencedores”.

SUPORTANDO COM PACIÊNCIA AS MESMAS AFLIÇÕES QUE NÓS TAMBÉM PADECEMOS. A suportabilidade faz parte dos planos daqueles que buscam o reino de Deus em primeiro lugar, por saber que ainda que as coisas estejam difíceis, no final da tudo certo, porque o Senhor luta pelos seus. A paciência também faz parte do caráter cristão, por sabermos que Deus tem o seu tempo de agir em nosso favor.

2 Coríntios 1:5

2 Coríntios 1:5 - Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.
PORQUE, COMO AS AFLIÇÕES. São muitas as aflições dos justos. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Salmos 34:19). Cristo nos advertiu que no mundo seríamos afligidos, isso porque o mundo nos odeia, simplesmente porque amamos a Cristo. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33). O segredo da nossa vitória sobre os problemas da vida é que suportamos as dificuldades. De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais (II Tessalonicenses 1:4). O que passamos aqui na terra não pode ser comparado com o que está preparado para nós no futuro. Porque para mim tenho por certo que, as aflições deste tempo presente, não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Romanos 8:18).

DE CRISTO. As aflições de Cristo foram muito maiores do que as nossas. Quando estivermos passando por qualquer tipo de dificuldade basta olharmos para o exemplo do Senhor Jesus e o que ele teve que sofrer, que vamos tirar força da fraqueza para ultrapassarmos os obstáculos que forem surgindo. Ele nunca pecou nem errou em tudo que fez e que disse, no entanto, teve que enfrentar as mais duras provas que a vida pode proporcionar. Cristo não teve uma vida nada fácil, nem teve facilidade em nada do que viveu. Foi o homem mais perseguido da terra, porem venceu e triunfou sobre todos.

SÃO ABUNDANTES EM NÓS. As aflições que Cristo teve que enfrentar e atravessar, são parecidas com as mesmas aflições que passamos em nossas vidas, como seguidores do reino de Deus e de Cristo. Assim como o império das trevas arregimentou todos os seus instrumentos humanos para lutar contra o Filho de Deus, Jesus Cristo, não é diferente nos dias de hoje, com os seus seguidores, que buscam o reino de Deus em primeiro lugar. Somos a todo o momento atacados de todas as formas por aqueles que são instigados pelo império do mal para tentar nos atingir com os seus ardis.

ASSIM TAMBÉM É ABUNDANTE. Do mesmo modo que as aflições de Cristo respingam em nós, do mesmo jeito somos banhados no rio das consolações que nos sobrevém da parte de Cristo. Ele nos prometeu que estaria conosco todos os momentos da nossa vida para nos ajudar no que fosse necessário. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mateus 28:20). Transbordamos de felicidade ao sabermos que temos um aliado forte e poderoso que faz o que for possível e impossível para que vivamos como vencedores. As aflições que enfrentamos não tira de nós a alegria de servir ao senhor, porque sabemos que podemos contar com sua amizade (João 15:15).

A NOSSA CONSOLAÇÃO EM CRISTO. A nossa consolação vem de Cristo. Ele cuida dos nossos sentimentos para que a tristeza não venha afetar a nossa fé. Em meio à guerra ele se apresenta como general para lutar em nosso favor e nos dá vitória (1 Coríntios 15:57). Quando nos perseguem, ele nos protege para que nenhum mal nos alcance.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

2 Coríntios 1:4

2 Coríntios 1:4 - Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
QUE NOS CONSOLA. Quem é que nos consola? No texto anterior diz que é “o Deus de toda a consolação”. Todo aquele que escolhe viver buscando o reino de Deus em primeiro lugar, não tem uma vida nada fácil, isso porque, o caminho é estreito e a parta é apartada (Mateus 7:14). E todo aquele que vive piamente para Cristo Jesus padecerão perseguição (2 Timóteo 3;12). ora é o inimigo e sua corja de demônios que se levantam contra nós para nos entristecer, outra ora é o mundo que nos odeia e que faz oposição marcada para nos atribular. No entanto, em todos os embates e tribulações somos mais que vendedores por Cristo (1 Coríntios 15:57). E Romanos 8:37 - Mas em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Não somos órfãos, temos conosco o Consolador amado, o Deus de consolação.

EM TODA A NOSSA TRIBULAÇÃO. O Deus de toda consolação nos consola em todas as nossas tribulações. Ser atribulado, sempre faz parte de nossas batalhas, mais sabemos que não seremos derrotados porque Deus trabalha por nós. Isaías 64:4 - Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera. O Senhor supre todas as nossas necessidades, é isso que nos garante a palavra de Deus em Filipenses 4:19 - O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. Vencemos as tribulações da vida, porque o Senhor faz por nós muito mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3:20). Essa é a grande promessa do Pai.

PARA QUE TAMBÉM POSSAMOS CONSOLAR. Assim como somos consolados pelo Senhor, também somos convidados a consolar os outros também. Esse é o conselho do apóstolo Paulo escrevendo a 1 Tessalonicenses 4:18 – Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. Tudo que passamos de tribulação na vida (Romanos 8:28), nos serve de experiência para que possamos fortalecer uns aos outros. O nosso testemunho de vitória sobre as tribulações que nos sobrevém, faz com que os nossos irmãos sejam fortalecidos na fé para também vencerem os seus problemas. Por isso que, sempre devemos testemunhar sobre as nossas vitórias em Cristo Jesus.

OS QUE ESTIVEREM EM ALGUMA TRIBULAÇÃO. Quando soubermos que algum dos nossos irmãos esta passando por algum tipo de tribulação em sua vida ou em sua família, devemos sempre lhe transmitir uma palavra de encorajamento. E nunca jamais, julga-lo como se ele estivesse passando pela prova em consequência de estar fazendo alguma coisa errada. Todos nós passamos por tribulações, e se Deus nos consola quando estamos atribulados, é justamente para que possamos da mesma forma, consolar o nosso semelhante nos seus momentos de lutas e batalhas. É melhor sempre ter uma palavra de apoio e de ânimo do que uma palavra negativa.

COM A CONSOLAÇÃO COM QUE NÓS MESMOS SOMOS CONSOLADOS POR DEUS. Da mesma forma como Deus age conosco, em nos alegrar e nos consolar é que devemos agir para com os outros. É muito confortante quando estamos passando por uma luta e alguém nos dá uma palavra de apoio. Isso nos ensina a sermos consoladores.

2 Coríntios 1:3

2 Coríntios 1:3 - Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.
BENDITO SEJA. Paulo usa essa doxologia para mostrar que somente o nosso Deus Criador é digno de toda a nossa adoração, Somente ele é digno de que o honremos com todas as nossas forças. Ele é digno do nosso louvor. É para ele e por ele que vivemos e existimos. A palavra “bendito” significa falar bem de; louvar a; exaltar a. Deus é bendito porque ele é a fonte de toda vida. Ele é digno de todas as nossas ações de graças porque dele é que provem todos os benefícios que alcançamos.

O DEUS. Quem é o bendito? É o Deus único e verdadeiro Criador de todas as coisas que há nos céus e na terra e em todo o universo. Ele é o Deus de Israel que governa teocraticamente sobre os corações dos seus adoradores. É o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que movido pelo seu grande amor enviou o seu Filho Jesus para reconciliar consigo mesmo todas as coisas. Também é o nosso pai, porque na bíblia está escrito que, todos que aceitam a Cristo como Salvador se tornam filhos de Deus.

E PAI. Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Cristo é Filho de Deus. Já nas profecias Messiânicas classificavam o Cristo como Filho de Deus. E a forma como ele foi gerado no ventre de sua mãe comprova isto, Ele foi gerado pelo Espírito do Senhor. José foi o pai adotivo de Jesus, todavia o Pai verdadeiro de Cristo Jesus é o próprio Deus Todo-poderoso. O próprio Deus declara que Jesus é seu filho. Marcos 1:11 - E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo. E como Filho de Deus, gerado pelo Espírito do Senhor Ele é o unigênito Filho de Deus Pai (João 3:16).

DE NOSSO SENHOR. O senhorio de Cristo é reconhecido em toda a extensão do conteúdo neotestamentário. E uma das passagens mais conhecidas é a de Filipenses 2:9-11 - Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. Cristo é nosso Senhor porque reino sobre os nossos corações e nossas vidas por completo. Além de que Ele é Rei dos reis.

JESUS CRISTO. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus e Cristo é o adjetivo que fala de suas qualidades e missão. Porque Cristo quer dizer o enviado, ou ungido de Deus para executar o plano da salvação em favor dos homens. Jesus é um nome próprio e a palavra Cristo fala de quem é Jesus de Nazaré, o Messias. Que é o mesmo que Emanuel, Deus conosco. O nome “Jesus” foi dado pelo próprio Deus Pai, por meio do seu anjo, e significa: Aquele que veio para salvar o seu povo dos seus pecados.

O PAI DAS MISERICÓRDIAS E O DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO. O nosso Deus é o Deus das misericórdias. Lamentações 3:22 - As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. É Deus quem nos consola em todas as nossas tribulações (2 Coríntios 1:4), confirma justamente isto.

2 Coríntios 1:2

2 Coríntios 1:2 - Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
GRAÇA A VÓS. A palavra graça era uma saudação grega ou dos gentios convertidos ao cristianismo. Representando o modo gracioso como foram alcançados pelo evangelho das boas novas e receberam a Cristo como único Salvador. Na realidade os gentios ou os não Judeus eram povos que viviam separados da comunidade de Israel e não eram alcançados pela antiga aliança de Deus com o seu povo. Na nova aliança, todos foram alcançados pela graça de Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

E PAZ. Em termos de Saudação era e sempre foi à saudação judaica dos filhos de Israel. Como sabemos, todos os bons elementos da antiga aliança foram transportados para o cristianismo, até porque, o fundador da nova aliança de Deus com a humanidade é um Israelita da gema, Jesus de Nazaré. Incluir a palavra paz na saudação cristã tem todo o sentido, uma vez que, o Messias de Deus veio justamente estabelecer a paz entre Deus e os homens, e isto foi possível, mediante a reconciliação realizada pelo Senhor Jesus. Romanos 5:11 - E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.

DA PARTE DE DEUS. Tanto a graça que é um favor não merecido quanto à paz que representa a reconciliação do homem com o seu Criador provem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo, conforme 2 Coríntios 5:18 - E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Os gentios não mereciam a graça divina e nem se interessavam pelo reino de Deus. Todavia, o Senhor pela sua grande misericórdia abril esta porta da graça para toda a humanidade. E a obra de expiação proporcionada pelo Cordeiro de Deus provocou esta paz tão boa que hoje nós temos todos com o Deus de bondade.

NOSSO PAI. Deus é o nosso Pai celeste. Todo ser humano tem um progenitor conforme a carne e o sangue. Porem, o nosso Deus é de fato o nosso verdadeiro Pai Criador. Todos aqueles que receberam a Cristo em suas vidas por crerem no seu nome são feitos filhos de Deus, estes que foram gerados segundo a vontade de Deus, João 1:12-13 - Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Pertencemos a família de Deus e somos realmente irmãos de Cristo Jesus, o Primogênito do Pai.

E DO SENHOR. Graça e paz da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Sem Cristo não seria possível recebermos esta graça divina que nos alcançou. O Senhor Jesus Cristo foi o condutor e executor desta tão feliz paz que desfrutamos com o nosso Pai celestial. O mesmo Jesus de Nazaré que veio humildemente também é o nosso Senhor e Rei eterno. O senhorio de Cristo é reconhecido em toda a extensão no Novo Testamento.

JESUS CRISTO. Jesus é o nome próprio e podemos dizer que Cristo é o adjetivo que fala de suas qualidades e principalmente de sua missão. Porque Cristo quer dizer o enviado, ou ungido de Deus para executar o plano da salvação. Jesus é um nome próprio do filho de Deus e Cristo fala de quem é Jesus de Nazaré, o Messias de Deus.

2 Coríntios 1:1

2 Coríntios 1:1 - Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.
PAULO, APÓSTOLO DE JESUS CRISTO. O apóstolo Paulo é conhecido pela tradição cristã como um grande missionário da igreja primitiva, com a implantação de comunidades cristãs em muitos lugares. Considerado e reconhecido como apóstolo de Jesus Cristo, pelas principais lideranças cristãs de todos os tempos, apesar de não ter feito parte do grupo dos doze apóstolos. Há quem diga e defenda que o grupo apostólico agiu precipitadamente na escolha de Matias, e não de Paulo, para ocupar o lugar deixado por Judas Iscariotes, aquele que traiu seu Mestre, Jesus de Nazaré.

PELA VONTADE DE DEUS. Se não foi da vontade do grupo apostólico, nomear a Paulo como apóstolo de Cristo, no entanto, foi da vontade de Deus, que ele fosse classificado e confirmado pela história do cristianismo como apóstolo do Jesus Cristo. Foi o Senhor quem o chamou e o capacitou para cumprir uma missão tão importante ou mais importante quanto aos demais apóstolos. O chamado de Paulo como apóstolo de Cristo não dependia de nenhuma organização religiosa, mas foi direta de Deus, Quando Cristo lhe nomeou de forma exclusiva como apóstolo dos gentios.

E O IRMÃO TIMÓTEO. O nome Timóteo significa “Honrado por Deus ou aquele que honra a Deus”. Ele foi companheiro e ajudante do apóstolo Paulo. Conforme pode ser visto em todas essas referencias (Atos 16:1-5; 17:10-15; 18:5; 19:21-22; 20:3-5). Recebeu instrução religiosa de sua mãe e de sua avó (2 Timóteo 1:5; 3:15). Foi pastor da Igreja de Éfeso (1 Timóteo 1:3). Quando Paulo fala “E o irmão Timóteo” é que ele estava juntamente com o seu ajudante escrevendo esta carta à igreja de Corinto.

A IGREJA DE DEUS. Nesta época em que Paulo escreveu esta epístola não havia templos como igrejas. Onde havia o domínio do império Romano, não era permitida a construção de templos cristãos. Até porque o império Romano se tornou o maior inimigo do cristianismo de todos os tempos. Quando o Novo Testamente se refere à igreja de Deus ou igreja de Cristo, não está se referindo a um templo religioso, mas sim, a comunidade dos salvos e remidos pelo sangue de Cristo. Até porque a igreja de Cristo não é um templo ou uma organização religiosa, mas somos todos nós que fomos comprados e redimidos pelo sangue precioso do Cordeiro de Deus, Cristo Jesus.

QUE ESTÁ EM CORINTO. O destinatário da carta era “a igreja de Deus”. Mas o endereço era a cidade de “Corinto”. Cidade da Grécia, cheia de pecado e corrupção, destruída pelos romanos em 146 a.C. e reconstruída em 46 d.C. “Coríntio” era sinônimo de “imoral”, “depravada”. Em Corinto havia um templo dedicado ao culto de Afrodite, deusa do amor. Nesse templo havia mil prostitutas cultuais, que atraíam adoradores de todo o mundo antigo, com a prática deliberada da prostituição.

COM TODOS OS SANTOS QUE ESTÃO EM TODA A ACAIA. Não somente a igreja cristã que estava na cidade de Corinto devia receber as instruções enviadas por esta epístola de Paulo, mas também toda a Grécia. Na realidade a Grécia era composta por duas grandes regiões a Acaia e a Macedônia, que eram províncias romanas daquela época.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Hebreus 13:24-25

Hebreus 13:24-25 - Saudai a todos os vossos líderes e a todos os santos. Os da Itália vos saúdam. A graça seja com todos vós. Amém.
SAUDAI A TODOS OS VOSSOS. No fechamento desta carta ou conclusão, certamente o autor se dar por satisfeito em ter tido o privilégio de repassar sua mensagem aos hebreus, povo de Deus que fizeram parte da antiga aliança da lei, e que agora também faziam parte da nova aliança por meio do cristianismo. Apesar de não ter iniciado com uma saudação de introdução, o que é comum nas cartas do Novo testamento, mas o escritor finaliza sua correspondência enviando saudações a todos.

LÍDERES. Estes líderes sobre os quais o autor se dirige dizem respeito a todos aqueles que estavam direta ou indiretamente envolvidos na obra de Deus e com a igreja de Cristo Jesus. De princípio, podemos dizer que eram os apóstolos, os bispos, os evangelistas, os doutores, os presbíteros e os pastores. A função pastoral, só teve o seu desenvolvimento de forma mais contundente após a reforma protestante.

E A TODOS OS SANTOS. A saudação do autor também é extensiva a todos os que faziam parte da igreja remida de Cristo Jesus, sejam das igrejas em Israel, ou daquelas espalhadas em todo o mundo da época. A palavra “santos” não se refere a pessoas mortas e canonizadas por um líder de uma instituição religiosa, mas são todos aqueles que estavam vivos e que faziam parte naquela época da igreja de Cristo Jesus.

OS DA ITÁLIA VOS SAÚDAM. Esta frase nos faz pensar na origem de onde foi enviada esta correspondência para os hebreus, que foi justamente de Roma. Roma é um país dentro de outro país, isto é, Roma que é um pequeno país, fica dentro do território do grande país chamado Itália. O que podemos conjecturar é que, o escritor que provavelmente se encontrava preso em Roma, enviava saudação aos leitores deste tratado em seu nome, como também dos que com ele estavam neste momento.

A GRAÇA. O fechamento desta carta favorece mais uma vez a autoria Paulina deste tratado, apensar de que ninguém tem como provar que isto seja realidade, por conta de ser uma correspondência anônima. A graça é um favor não merecido da parte de Deus para os remidos de Cristo. É paradoxal o autor ter colocado a palavra graça e não paz, que era a saudação comum entre os hebreus, desde o tempo do judaísmo.

SEJA COM TODOS VÓS. Em determinados momentos do conteúdo desta carta, o escritor nos deixa transparecer que havia a possibilidade real do desvio dos seus leitores, no sentido de deixarem o cristianismo e retornarem ao judaísmo. Neste sentido, o que os destinatários desta epístola precisavam mesmo era da graça de Deus para permanecerem nos caminhos do evangelho, fazendo parte da igreja de Cristo.

AMÉM. Na maioria das cartas de Paulo ele termina suas correspondências com esta palavra, ora como ponto final, ora como sendo a sua assinatura e ora por invocar a autoridade de Cristo, ele que é o Amém de Deus. Por fim, esta é uma das epístolas do Novo Testamento mais profunda, em termos de teologia orientada, no sentido de explicar a grande mudança que a nova dispensação da graça sobrepõe sobre a velha dispensação da lei. É realmente apaixonante o estudo mais profundo desta epístola.

Hebreus 13:22-23

Hebreus 13:22-23 - Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis a palavra desta exortação; porque abreviadamente vos escrevi. Sabei que já está solto o irmão Timóteo, com o qual, se ele vier depressa, vos verei.
ROGO-VOS, PORÉM, IRMÃOS. Mais uma vez, o autor usa a palavra rogo, desta vez para fazer um pedido especial sobre o conteúdo desta carta, em que ele pela revelação divina trata com os hebreus de assuntos de relevante importância, no que concerne a Cristo Jesus e a nova dispensação da graça. O fato do escritor chamar os seus leitores de irmãos, se assemelha em muito ao tratamento que Paulo dava aos seus leitores, como também nos ensina sobre a humildade do escritor deste tratado.

QUE SUPORTEIS A PALAVRA. A verdade é que, nesta carta existem muitos temas tratados que para os hebreus eram muito fortes, até porque, os judeus tinham muita estima pelas coisas concernentes ao judaísmo. A prova disto é que, mesmo tendo se convertido ao cristianismo, as lideranças da igreja mãe de Jerusalém, bem como toda a comunidade cristã de Israel e da palestina, continuavam defendendo muitos pontos do judaísmo no cristianismo, diferente do que ocorria nas igrejas gentílicas.

DESTA EXORTAÇÃO. Para nós, os leitores desta carta, neste tempo em que estamos vivendo, nem tanto, mas para os hebreus que vieram do judaísmo, as teses defendidas pelo escritor deste tratado são mensagens de arrepiar os cabelos. Entendemos que por meio dos assuntos tratados nesta carta, o autor desmontou completamente os principais elementos do judaísmo tradicional, dos judeus ortodoxos de sua época.

PORQUE ABREVIADAMENTE VOS ESCREVI. Por que o autor fala desta maneira? Porque ele entende que, teria muito mais temas a serem desenvolvidos para com os seus leitores, com o objetivo de apagar definitivamente da mente deles qualquer resquício do velho judaísmo. O tratado aos Hebreus está mais para uma epístola do que para uma simples carta com poucas recomendações, mas o autor acha pequeno.

SABEI QUE JÁ ESTÁ SOLTO. Este versículo vinte e três, tem levado a muitos comentaristas bíblicos a pensarem na possibilidade real de Paulo ser o escritor desta carta aos Hebreus, muito mais forte a evidência do que qualquer outro dos apóstolos de Jerusalém. O aviso de que, o irmão Timóteo já está solto é mais provável que ele estivesse por um curto período, se tornado prisioneiro em Roma, como muitos outros.

O IRMÃO TIMÓTEO. Timóteo era filho de mãe judia e de pai grego, ele foi instruído desde pequeno por sua mãe Eunice e sua avó Lóide nas tradições dos judeus, mas nunca se converteu de verdade ao judaísmo, pelo fato de que, quando foi alcançado por Paulo, com o evangelho da libertação, ainda não havia sido circuncidado. Foi um dos jovens ministros consagrado por Paulo ao ministério e se tornou líder em Éfeso.

COM O QUAL, SE ELE VIER DEPRESSA, VÓS VEREI. Já neste ponto é levantado um questionamento sobre o destino geográfico para onde foi enviada esta correspondência, uma vez que, não se ver no Novo Testamento o envolvimento de Timóteo nas igrejas de Israel, mas sim, no mundo gentílico. Há quem defenda que o autor enviou sua correspondência para os hebreus espalhados em todo o mundo.

Hebreus 13:21

Hebreus 13:21 - Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém.
VOS APERFEIÇOE. O grande pastor das ovelhas vos aperfeiçoe. A morte expiatória e propiciatória de Cristo teve efeito aperfeiçoador em nossa alma, conforme está escrito em (Isaías 53:5). Uma vez que, a morte redentora do Filho de Deus resolveu o problema dos nossos pecados. Porem, da nossa parte, precisamos buscar a santificação de vida, até porque, estamos no caminho do aperfeiçoamento, coisa que só se concretizará na eternidade com Deus e com Cristo, mediante a glorificação.

EM TODA A BOA OBRA. Não que as boas obras sejam condição para a salvação, até porque a salvação, de acordo com a nova dispensação é pela graça. Mas, as boas obras imprimem na alma dos discípulos de Cristo, as características do Senhor Jesus, ele que só fez o bem a todos. Além do mais, a prática da das boas obras, é o amor fraternal em ação, um dos mandamentos fundamentais da lei de Cristo Jesus nosso Senhor.

PARA FAZERDES A SUA VONTADE. Os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que fazem a vontade do Pai celestial. Para tanto, se faz necessário renunciar tudo que o mundo oferece, mas que desagrada a Deus. Bem como, se faz necessário renunciar as concupiscências da carne e a soberba da vida. E quem faz a vontade de Deus toma sempre a decisão de ajudar aqueles que mais precisam, principalmente, os domésticos da fé. A vontade de Deus em Cristo Jesus é que façamos e bem a todos.

OPERANDO EM VÓS. O autor nos faz saber que, as coisas boas que realizamos em prol do nosso semelhante, é uma operação de Deus, e neste sentido, precisamos deixar que o Espírito do Senhor nos ensine, e nos guie por meio das boas atitudes em benefício do nosso próximo. Por isso que, o evangelho declara que estamos sendo transformados pelo Espírito de Deus, na imagem de Cristo, parecidos com Cristo.

O QUE PERANTE ELE É AGRADÁVEL. Aqueles que foram verdadeiramente regeneradas pelo poder transformador do evangelho da verdade, tudo que fazem e falam é no sentido de agradarem ao coração de Deus. Os servos de Cristo não são melhores do que os homens naturais, no entanto, são diferentes, porque o grande esforço dos discípulos de Cristo é justamente para sempre buscarem agradar ao Pai.

POR JESUS CRISTO. Essa é uma frase que nos faz ver que, tudo é para Cristo e em Cristo Jesus. Ninguém faz nada de bom, que não seja pela força que vem de Cristo, em que ele é o exemplo supremo que seguimos. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus e quer dizer: Aquele que veio para salvar o seu povo dos seus pecados. Já o sobrenome Cristo nos ensina sobre o Messias que veio como sendo o ungido de Deus para implantar a nova dispensação da graça. Jesus Cristo é o mesmo que Jesus de Nazaré.

AO QUAL SEJA GLÓRIA PARA TODO O SEMPRE, AMÉM. “Ao qual” fala sobre o Senhor Jesus, ele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores. A ele seja glória, porque ele é digno de todo louvor e adoração. Essa seria para os judeus, seguidores do judaísmo uma blasfêmia, mas não para os hebreus convertidos ao Cristianismo, os cristãos.

domingo, 16 de julho de 2017

Hebreus 13:20

Hebreus 13:20 - Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas.
ORA, O DEUS DE PAZ. Desde os tempos da conquista de Israel a terra prometida, Canaã, que os filhos de Israel ficaram chamando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, de o Deus de Paz, porque os hebreus atribuíam ao seu Deus às conquistas em todos os embates enfrentados pelo povo de Deus. Já na nova dispensação, Deus é assim conhecido, por estabelecer a reconciliação com os homens, por meio do seu Filho Jesus, que pela propiciação, aplacou a ira de Deus com a humanidade, pela paz.

PELO SANGUE DA ALIANÇA ETERNA. Ao se referir ao sangue, neste ponto do texto, o autor está se reportando ao sacrifício de Cristo em prol de sua igreja amada, porque foi pelo sangue do Cordeiro de Deus, ou seja, pela sua vida, que ele deu na cruz do Calvário, que se tornou possível a redenção da humanidade. E ao se referir à aliança eterna, o escritor fala a respeito da nova dispensação da graça de Deus, por meio de Cristo. Até porque, o seu sacerdócio seria eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.

TORNOU A TRAZER DOS MORTOS. A ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos foi fundamental, no que diz respeito ao cumprimento de todas as profecias messiânicas, que a seu respeito estavam escritas. O evangelho proclama que, o Senhor ressuscitou de entre os mortos, passou quarenta dias com os seus, falando das coisas do reino do Pai, subiu ao céu para se assentar a destra da majestade celestial.

A NOSSO SENHOR. Antes mesmo de sua vinda, como sendo o Messias prometido de Deus, já estava previsto que o Cristo seria Senhor para glória de Deus Pai, isso porque, ele seria Rei de descendência de Davi. Além do mais, o profeta Daniel escreveu sobre o seu governo e domínio, que seriam eternos, e que jamais chegariam ao fim. Já o Novo Testamento diz como Jesus se tornou Senhor dos senhores, para glória de Deus Pai.

JESUS CRISTO. O nome Jesus é uma transliteração do nome de Josué, hebraico para o grego do Novo Testamento. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus e traduzido quer dizer: Aquele que veio salvar o seu povo dos seus pecados. Já o sobrenome Cristo, nos fala do Messias de Deus, como sendo o enviado de Deus e ungido do Senhor para implantar a nova dispensação da graça. Jesus Cristo é o mesmo Jesus de Nazaré.

GRANDE PASTOR. No evangelho de João está escrito que Jesus é o Bom Pastor, porque ele deu a sua vida pelas suas ovelhas. E quando se diz que Cristo é o grande Pastor, é porque a ele pertence todo o rebanho que faz parte da igreja remida. Mas, ele é o grande pastor em termos de verdade, uma vez que, ele cuida devidamente dos que fazem parte do povo de Deus, protegendo, abençoando e guiando sempre.

DAS OVELHAS. Estas ovelhas, sobre a quais o escritor fala, não diz respeito a animais, como conhecemos. No entanto, diz respeito aos remidos do Senhor Jesus, todos aqueles que ele comprou com seu sacrifício de amor. Estas ovelhas de Cristo são todos aqueles que no exercício da verdadeira fé, se arrependeram dos seus pecados, aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador, nasceram de novo pelo Espírito Santo, isso porque foram regenerados pelos poder do evangelho libertador de Cristo Jesus.

Hebreus 13:19

Hebreus 13:19 - E rogo-vos com instância que assim o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído.
E ROGO-VOS. Anteriormente, o autor pede oração por ele e por aqueles que estavam com ele, e agora, ele faz saber que a causa pela qual ele roga as orações dos seus leitores era muito séria. Porque também o problema era urgente, e precisava de uma resposta rápida da parte de Deus, e sabemos que o Senhor responde rápido, quando sua igreja levanta um clamor. Tem momento em que o homem de Deus não tem condições nem de orar, dada à gravidade de suas dificuldades, precisa pedir oração.

COM INSTÂNCIA. E rogo-vos com instância. Neste ponto do texto o escritor demonstra de maneira mais incisiva sobre o seu pedido, porque como homem de Deus, não estava tende a liberdade almejada para realizar a sua missão, em fazer a obra de Deus. Essa expressão diz respeito a insistir sem desistir de uma causa, esperando o efeito, até pela necessidade de uma resposta urgente. O objetivo tinha que ser alcançado.

QUE ASSIM. Este texto tem gerado bastante especulação quanto à autoria desta carta, porque tem assunto parecido com o que Paulo escreveu em Filemom 1:22 - E juntamente prepara-me também pousada, porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser restituído. Com isso, reforça a tese daqueles que defendem que Paulo foi o escritor deste tratado, alegando ainda que o que estava ocorrendo com o autor bate com muitas das ocasiões em que o apóstolo dos gentios se encontrava, preso.

O FAÇAIS. O autor esperava que os hebreus considerassem o seu pedido de oração em seu favor, por isso que ele diz: Rogo-vos. O seu desejo era ver que sua solicitação tocasse na sensibilidade dos seus leitores, a fim de que todos se prostrassem de joelhos perante a presença do Deus Todo-poderoso, para que o Senhor viesse a tomar as devidas providências no sentido de lhe conceder ser liberto da prisão.

PARA QUE EU. Ver-se que o problema era pessoal com o escritor, quando ele se posta na primeira pessoa do singular. Ao mesmo tempo percebemos a humildade do autor em reconhecer que precisa da ajuda dos seus leitores. Descobrimos ainda que a igreja primitiva praticava o amor fraternal até mesmo por meio da oração, intercedendo uns pelos outros, compreendendo que muitos orando, a oração fica mais forte.

MAIS DEPRESSA. O autor tinha pressa em voltar as suas atividades em prol da obra de Deus, até porque os líderes da igreja primitiva tinham presa em levar o evangelho aos que ainda não conheciam o Senhor Jesus, bem como edificar a igreja do Senhor Jesus, porque eles viviam como que esperando a qualquer momento a volta de Cristo para arrebatar a sua igreja remida. Essa expectativa da volta de Cristo gerava o desejo de cumprir a missão ordenada por Cristo: Pregai o evangelho a toda criatura.

VOS SEJA RESTITUÍDO. Não se sabe ao certo, sobre o que estava detendo o escritor desta carta, mas a maioria dos comentaristas bíblicos concordam de que, na realidade ele se encontrava preso, por ser um representante do reino de Cristo. Todos os que faziam parte da igreja primitiva foram de alguma forma perseguidos, mas principalmente as lideranças da igreja de Cristo (ora pelos judeus ou por Roma).

sábado, 15 de julho de 2017

Hebreus 13:18

Hebreus 13:18 - Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.
ORAI. A oração é um diálogo instantâneo com Deus, em que os seus servos invoca o seu nome para expor suas necessidades ou de outros, bem como agradece pelas bênçãos recebidas. A oração também é um momento de adoração, porque podemos simplesmente enaltecer a Deus por meio de palavras que engrandecem ao nome do Senhor. Oramos ao Deus vivo e verdadeiro, porque temos a certeza de que ele nos ouve e ao mesmo tempo temos a esperança de que ele vai nos responder.

POR NÓS. Não se sabe que tipo de dificuldade o escritor desta carta estava passando, todavia, se percebe que ele precisava das orações da igreja de Cristo, como também aqueles que estavam com ele. Quando o autor coloca o pronome “nós” no plural, é porque certamente haviam outros líderes juntamente com ele, na hora de escrever esta carta ou ele fazia parte de um colegiado de líderes da igreja primitiva de Cristo.

PORQUE CONFIAMOS. O autor age com humildade para com seus leitores, primeiro, por solicitar suas orações, e depois não quis usar sua autoridade de liderança nesta frase. Ele simplesmente dissolve suas influências para confiar na avaliação que os destinatários desta carta pudessem fazer de sua credibilidade. O testemunho de alguém só encontra eco, se houver da parte externa credibilidade naquilo que se diz.

QUE TEMOS. Assim como os heróis da fé tinham a credibilidade dos leitores deste tratado, porque eram testemunhas da veracidade dos fatos narrados no capítulo onze desta carta. Do mesmo modo, o escritor esperava que os destinatários de sua correspondência dessem também crédito no seu testemunho, bem como daqueles que estavam do seu lado. Certamente, o escritor era bem conhecido dos seus leitores.

BOA CONSCIÊNCIA. Isso fala da vida digna que um homem de Deus deve ter para consigo mesmo, diante de seu Deus como também para com a sociedade e com a igreja de Cristo. Já próximo da conclusão de sua carta, o escritor expõe suas convicções de que só escreveu aquilo que fazia parte da vontade de Deus, e podia ter a tranquilidade de que era digno de credibilidade por parte dos seus leitores.

COMO AQUELES QUE EM TUDO. Um verdadeiro servo de Cristo busca em tudo fazer a vontade de Deus, seja por meio da sua vida pessoal, no serviço do reino de Cristo, na vida de oração, e no seu convívio com a igreja de Cristo. Além de que, a vida de um servo de Deus, suas palavras faladas, e principalmente suas ações, se constituem na bíblia daqueles que ainda não fazem parte da igreja do Senhor Jesus Cristo. Desta forma, o escritor desta carta se esforçava ao máximo pelo seu bom testemunho.

QUEREM PORTAR-SE HONESTAMENTE. O escritor de maneira transparente dilata seu coração, no sentido de mostrar suas intenções mais profundas ao escrever este tratado. Não que ele desejasse apenas rebaixar os elementos da antiga dispensação, mas, falava a verdade sobre os melhores desdobramentos da nova dispensação. Na defesa de cada argumento exposto neste tratado, o escritor mostra com detalhes suas provas, usando inúmeros textos de testes, das sagradas Escritoras dos judeus.

Hebreus 13:17

Hebreus 13:17 - Obedecei a vossos líderes, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.
OBEDECEI A VOSSOS LÍDERES. No capítulo onze deste tratado, o autor fala abundantemente dos heróis da fé, incentivando aos seus leitores que imitassem os seus testemunhos de fé. Agora, ele também faz ver aos hebreus a necessidade de olharem para os seus líderes atuais, bem como aqueles que mesmo tendo partido, mas que lhes ajudaram por meio da palavra, dos ensinamentos e das exortações.

E SUJEITAI-VOS A ELES. Todo líder da igreja local dispões de um grande esforço para que a obra da igreja se desenvolva da melhor maneira possível, e o que ele espera dos membros do corpo de Cristo é que se submetam ao seu modo de administrar a obra de Deus. Cada obreiro da casa de Deus tem o seu modo próprio de administrar a obra da igreja, o que tem que haver nos membros da igreja e compreensão ao seu trabalho.

PORQUE VELAM. O verdadeiro homem de Deus tem como principal missão, quanto à obra de Deus, cuidar com todo empenho possível do rebanho do Senhor. Muitas vezes, o líder da igreja local deixa de cumprir com determinadas obrigações pessoas para fazer valer seus serviços em prol da igreja de Cristo. O autor está mostrando o cuidado que o verdadeiro líder cristão tem para com as ovelhas do rebanho de Cristo.

POR VOSSAS ALMAS. Cada um é responsável pelos seus deveres pessoais, familiares e financeiros. Mas o líder local da igreja de Cristo, desempenha, dentro do possível, seus deveres em fazer com que os remidos de Cristo sejam salvos. A preocupação primordial do ministro do evangelho é com a salvação das almas dos que fazem parte da igreja de Cristo, por isso que, se dedicam ao ensino da palavra de Deus.

COMO AQUELES QUE HÃO DE DAR CONTA DELAS. O líder espiritual da igreja local contabiliza os membros do corpo de Cristo, já esperando que um dia vai lhes apresentar diante do Senhor. É como se na sua mente, Cristo vai pedir conta de cada alma que faziam parte do seu rebanho na terra. Ao mesmo tempo, o escritor aponta para a grande responsabilidade de tais líderes, porque irão prestar contas a Cristo.

PARA QUE O FAÇA COM ALEGRIA. Nada mais confortável para um líder, do que ver que os seus trabalhos estão se desenvolvendo de maneira equilibrada, com os membros da congregação sendo obedientes aos seus ensinos, se sujeitando as suas determinações, conforme a palavra de Deus. Isso faz com que o obreiro local se sinta feliz, abençoado e próspero em suas atividades. Isso é bom para a igreja e para o líder.

E NÃO GEMENDO. Uma igreja trabalhosa, com membros desobedientes aos seus líderes, sem ordem nem decência para com as coisas de Deus, é o estopim para que o seu obreiro seja sofredor. Essa expressão usada pelo autor fala a respeito das dificuldades que um líder local enfrenta, quando ele está à frente de um trabalho problemático. Todas as demais lideranças locais devem cooperar para o bem da obra.

PORQUE ISSO NÃO VOS SERIA ÚTIL. Não é bom para a obra de Deus, que os membros do corpo de Cristo só criem problemas para os seus guias espirituais, até porque, o desenvolvimento das atividades da igreja depende muito do bem-estar do obreiro. Se o ministro estiver se sentindo bem valorizado, ele vai fazer o melhor pela igreja.

Hebreus 13:16

Hebreus 13:16 - E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.
E NÃO VOS ESQUEÇAIS. Já era ordenança da legislação de Moisés, a prática das boas obras para benefício dos mais pobres do povo. Não bastava só a prática de sacrifícios de animais, coisas que com o passar do tempo, foi se tornando obsoleto. Salmos 40:6 - Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. 1 Samuel 15:22 - Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Portanto, tudo isso já era conhecido dos hebreus.

DA BENEFICÊNCIA. A antiga dispensação da lei estava voltada mais para um código de letras fixas, com suas muitas regras e impraticáveis exigências. Porem, a nova dispensação da graça implantada por Cristo, como nova aliança com sua igreja remida, tem duas direções fundamentais, o amor incondicional para com Deus, (Marcos 10:30) e dos mesmo modo, o amor altruísta pelo nosso próximo, como amamos a nós mesmo. A beneficência era mais que necessária sua prática neste tempo difícil para a igreja de Cristo, porque muitos dos servos de Cristo estavam em situação de penúria financeira, por conta do confisco do império romano e das perseguições.

E DA COMUNICAÇÃO. Essa comunicação diz respeito aos cristãos que estivessem passando algum tipo de necessidade deveria comunicar as lideranças da igreja para que campanhas fossem feitas em prol dos mais necessitados. Do outro lado, os que tinham melhores condições financeiras deveriam cooperar financeiramente com as lideranças da igreja para que as necessidades dos mais pobres fossem supridas. Por fim, essa comunicação eram as campanhas feitas pela comunidade cristã em prol dos que estavam por algum motivo passando momentos difíceis em termos econômicos, porque isso significava a prática do amor fraternal dentro da comunidade cristã.

PORQUE COM TAIS SACRIFÍCIOS. O Senhor por meio de um dos seus profetas reclamava do povo de Israel Oséias 6:6 - Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. Não era fácil para os irmãos, neste momento de dificuldade dividir o que tinham com os necessitados, porque o momento era incerto para todos. Desde a volta dos cativeiros que todo Israel passava por dificuldades econômicas, a carga tributária do império romano não deixava que os hebreus se desenvolvessem economicamente. Mas, mesmo assim, era recomendação da mensagem cristã dividir com os mais necessitados da igreja.

DEUS SE AGRADA. Os judeus viviam desde a implantação da dispensação da lei, mais preocupados em se voltarem para o cumprimento das determinações da legislação de Moisés, principalmente com a prática dos sacrifícios de animais, na tentativa de resolverem os problemas e as consequências do pecado. Com os seguidores da nova aliança de Cristo com a sua igreja, a preocupação não deve ser com a lei de Moisés, mas sim, em praticar aquilo que Jesus ensinou e praticou. O escritor aos hebreus mostra aos seus leitores o modo ideal de como conquistar o coração de Deus, que é justamente fazendo boas ações de beneficências para com os que mais precisam.