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quinta-feira, 31 de março de 2016

1 João 2:3-4

1 João 2:3-4 - E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está á verdade.
E NISTO SABEMOS. Não é difícil para alguém tentar enganar as pessoas de que é alguém que tem a Deus em seu coração, até porque, o ser humano julga o seu próximo pela aparência, desta forma, basta que alguém procure se passar por uma pessoa religiosa, que os outros vão pensar que tal pessoa tem a Deus em sua vida. Porem, a Deus, ninguém consegue enganar, porque ele conhece o mais íntimo do ser humano e sonda as intenções e pensamentos que se passam na alma de cada um.

QUE O CONHECEMOS. Na verdade, o que Deus mais quer é que todos os seres humanos o conheçam, assim como ele é de fato e na realidade, é tanto que o Criador se dar a conhecer pelos seus feitos maravilhosos em prol dos homens, por meio de sua criação, por meio de Cristo Jesus e por meio de sua palavra. Todavia, o impasse está na mente dos homens que, se tornaram mais materialistas do que espirituais, e com isso, seu entendimento ficou obstruído pelo pecado para não entender a Deus.

SE GUARDAMOS OS SEUS MANDAMENTOS. Dizer alguém que ama a Deus ou que tem a Deus ou ainda que segue a Deus, isso não quer dizer que seja verdade. O simples fato de alguém fazer parte de uma denominação religiosa, isso também não é garantia de que tal pessoa viva para Deus e com Deus, porque o conhece. A prova inequívoca de que alguém faz a vontade de Deus é justamente quando tal pessoa guarda os seus mandamentos, contidos no evangelho das boas novas de Cristo Jesus.

AQUELE QUE DIZ: EU CONHEÇO-O. Simplesmente palavras, não é o suficiente como prova substancial de que alguém realiza a vontade de Deus. Alguém pode até ser um pregador, ensinador de doutrinas ou poliglota dos conhecimentos bíblicos, mas o mais importante é por em prática a palavra que fala, como prova de que conhece a Deus. O apóstolo tenta explicar ao seus leitores que, a obediência aos mandamentos de Deus é mais válida do que ter simplesmente a aparência de religiosidade artificial.

E NÃO GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS. Os ateus vivem cheios de orgulho, e para eles é como se Deus não existisse, e com isso buscam se esquivarem de suas responsabilidades de prestarem contas diante do Criador pelos seus atos. Os incrédulos do mesmo modo, só vivem para as coisas matérias e para a soberba da vida. Todos os ímpios são dominados pelas forças das trevas para praticarem o mau.

É MENTIROSO. Certamente, o apóstolo tem seus pensamentos direcionados também para aqueles que vivem o engano religioso, porque estes vestem a capa da hipocrisia religiosa, tentando enganar o seu próximo, mas só faz enganar a si mesmo, uma vez que não conseguem enganar a Deus. Se alguém quer de verdade mostrar que conhece a Deus, assim deve fazer, buscando com total empenho guardar a sua palavra.

E NELE NÃO ESTÁ Á VERDADE. A verdade neste caso é uma vida digna na presença de Deus, amando ao Senhor acima de qualquer coisa, bem como ao seu próximo como a si mesmo, porque isto tudo é guardar a lei de Cristo, que é o evangelho da verdade.

quarta-feira, 30 de março de 2016

1 João 2:2

1 João 2:2 - E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
E ELE É. O autor fala a respeito de Cristo Jesus, o Messias de Deus, que também é o Emanuel, ou seja, Deus conosco. No texto anterior o apóstolo fala de Cristo como sendo o Advogado de todo aquele que o aceita como Senhor e Salvador, com isso, a igreja remida conta com a intercessão de Cristo perante a justiça divina para a remissão dos pecados. O primeiro versículo deste capítulo também apresenta Cristo, como “o justo” que morreu em lugar dos injustos, para remissão dos pecados do povo.

A PROPICIAÇÃO. Este é um termo religioso que representa o aplacamento da ira de Deus contra os pecadores, e este mesmo termo tem tudo a ver com expiação e redenção, bem como a reconciliação. Na realidade, o comportamento histórico da raça humana, a longo prazo, sempre provocou a ira de Deus contra os habitantes da terra, com juízos divino. Todavia, a reconciliação realizada por Cristo, mediante o ato de redenção e expiação, proporcionou a paz entre Deus e a igreja com a propiciação.

PELOS NOSSOS PECADOS. Deus é santo e exige que os homens vivam uma vida digna na sua presença com um comportamento justo de uns para com os outros, porem, os pecados recorrentes da raça humana, criou obstáculos na comunhão entre o Criador e suas criaturas. A propiciação realizada por Cristo Jesus, o justo, tem um papel importante para resolver o problema da inimizade entre Deus e os homens. A expiação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi o ato de propiciação.

E NÃO SOMENTE. Essa frase nos ensina sobre a abrangência dos resultados positivos alcançados pela propiciação prodigalizada pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Cristo Jesus, o Filho de Deus. Se não tivesse ocorrido a intervenção da obra de expiação e redenção de Cristo, cuida-se que este mundo não existiria mais, por isso que atribuímos a Cristo a paz universal de Deus com todo o mundo e o universo. Deus estava no seu limite para derramar sua ira, que foi aplacada pela propiciação.

PELOS NOSSOS. Agora, o apóstolo se refere a igreja de Cristo, da qual ele também fazia parte, porque também era um dos escolhidos de Cristo que foi beneficiado com os resultados positivos da propiciação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A igreja remida do Senhor Jesus foi a mais beneficiada pela reconciliação feita por Cristo com Deus, isso porque o rebanho de Cristo desfruta de fato da paz real.

MAS TAMBÉM PELOS. Em várias partes do Novo Testamento encontramos referências diversas nos dando indicativos de que esta propiciação foi por demais benéfica em termos gerais para toda a criação. Quem conhece a história geral da humanidade sabe que, depois da vinda de Cristo ao mundo, como sendo o Messias de Deus, o mundo foi transformado para melhor em todos os aspectos e para todos.

DE TODO O MUNDO. O cosmo, o universo, o planeta terra, e o mundo dos homens, todos os sistemas entraram em um novo estado de comunhão com o Criador. Aos homens foi liberado o poder desta paz universal, e a comprovação disto é que as guerras entre os povos diminuíram visivelmente depois da propiciação de Cristo.

1 João 2:1

1 João 2:1 - Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
MEUS FILHINHOS. O apóstolo João é conhecido dentro das páginas do Novo Testamento e pela tradição cristã, como sendo o apóstolo do amor, em que por meio dos seus escritos, ele demonstra o seu cuidado com a igreja de Cristo, por meio da sua forma amorosa de tratamento para com o rebanho do Senhor. Muitos líderes na igreja da atualidade precisam aprender esta lição de amor com este escritor, uma vez que a grande maioria na atualidade por se acharem importantes menosprezam as ovelhas de Cristo.

ESTAS COISAS VOS ESCREVO. É bem provável que o autor se refira a esta carta do Novo Testamento que traz muitos e importantes temas de como os servos de Cristo deviam se comportar para com Deus, para com a sociedade e na comunidade cristã, que era a igreja de Cristo. Mas, pode-se acrescentar que o apóstolo João teve uma participação significativa nos escritos do Noto Testamento, porque também foi ele que escreveu, o evangelho de João, 1,2,3 João, além do livro escatológico chamado de Apocalipse.

PARA QUE NÃO PEQUEIS. As advertências, os conselhos e as exortações escritas pelo apóstolo tinham finalidades e objetivos bem definidos, tentando atingir um alvo e uma meta, que era justamente ensinar em como os servos de Cristo vivessem uma vida digna. O evangelho prático da verdade ensina que pecar contra os mandamentos de Deus é transgredir os ensinos e recomendações contidas nas regras da nova dispensação da graça de Deus. Cristo deixou o seu código de ética para que a sua igreja lhe obedeça.

E, SE, ALGUÉM PECAR. A antiga dispensação era olho por olho, e dente por dente, se alguém pecasse contra um dos mais pequenos mandamentos da lei, tinha que ser banido da comunidade judaica e perdia todas as promessas de bênçãos da parte de Deus. Já a dispensação da graça divina é mais complacente com os mais fracos na fé, em que Cristo se apresenta perante a justiça de Deus como intercessor para justificar os seus remidos.

TEMOS UM ADVOGADO. Conforme a legislação de nosso país, é crime, transgredir as leis estabelecidas pelo Estado para a boa ordem nacional. Da mesma forma, é pecado, transgredir as leis estabelecidas na palavra de Deus perante a justiça divina. Se alguém pecar contra a palavra de Deus, cria uma dívida perante a justiça de Deus, porem, para resolver este problema, os servos de Cristo contam com um advogado.

PARA COM O PAI. Deus é Santo e requer plena obediência aos seus mandamentos, que é a sua palavra, por parte de todos os seres humanos. Seja quem for, quem transgrede os mandamentos do Criador é tido como um praticante de rebeldia, com isso, cria problema de comunhão com o Deus que é juiz dos vivos e dos mortos.

JESUS CRISTO, O JUSTO. Mas, quando alguém tem a Cristo como Senhor e Salvador, o Filho de Deus, entra em ação, como Mediador e como Advogado para justificar os seus remidos. O Justo morreu em lugar dos injustos, para o justificar perante a justiça de Deus.

1 João 1:10

1 João 1:10 - Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
SE DISSERMOS. O autor continua com suas citações em aberto, apontando a possibilidade do sim ou do não aos seus leitores. Ele não está afirmando que entre aqueles que receberão o conteúdo de sua carta haja quem se negue a dizer quem não tem pecado, nem também descarta a possibilidade de que entre eles houvesse daqueles que se achavam perfeitos ao ponto de defenderem a impecabilidade humana. Certamente há nesta mensagem um combate, ainda que indireto aos gnósticos que defendiam de que o espírito humano não se contamina, ainda que o corpo do pecado seja instrumento das mais vis promiscuidades. Os mais céticos deste grupo chegavam a afirmar de que a prática do pecado libertava o espírito.

QUE NÃO PECAMOS. O fanatismo religioso é uma das facetas na atualidade que vem encorajando este tipo de afirmativa por parte de muitos religiosos. O chamado santarrão se deixa dominar pelo sentimento da hipocrisia religiosa ao ponto de pensar de que é perfeito e que não pratica nenhum tipo de pecado. O pecado é em uma definição bem compreensível a transgressão da palavra de Deus, neste sentido, não existe nenhum ser humano que tenha condições de guardar tudo que esta escrito nas Sagradas Escrituras. Portanto, de todas as formas, seja por pensamentos, por atos ou palavras, sempre nos deparamos com a possibilidade de praticarmos deslizes em nossa vida diária. O único homem que não pecou foi Jesus.

FAZEMO-LO MENTIROSO. O evangelho é a palavra de Deus, e ele afirma que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. As Sagradas Escrituras confirmam de que não há quem não peque, e se assim o é, dizer que não tem pecado é chamar a Deus de mentiroso, porque as Sagradas Escrituras é a palavra de Deus, ou como alguns acreditam, ela contém a palavra de Deus. A mesma palavra do Senhor testifica dizendo: é impossível que Deus minta, e em outra parte, Deus não é o homem para que minta. Mas a hipocrisia dos falsos religiosos em afirmarem de que não pecam, porque se acham perfeitos, é uma tentativa de querer imputar ao Deus de toda verdade algum tipo de engano, quando na verdade não há. Deus é a verdade.

E A SUA PALAVRA. Os que se acham perfeitos ao ponto de não verem em si mesmo a necessidade de confessarem seus pecados a Deus, são vazios da palavra do Senhor. Mesmo com aparência de religiosidade, mas não passam de hipócritas e falsários infiltrados no meio do povo de Deus. A própria palavra de Deus funciona como um guia em que nos ensina que todo ser humano é falho e fraco. Com isso, ninguém está imune para o pecado e as transgressões da vida. A transgressão da palavra de Deus é o que se constitui em pecado e não existe nenhum ser humano que guarde todos os mandamentos da palavra de Deus. Somente Cristo Jesus é que não pecou.

NÃO ESTÁ EM NÓS. Se alguém diz que não tem pecado e que é perfeito o suficiente para estar imune da pratica de delitos contra o evangelho de Cristo, esse tal, não tem em seu coração a palavra de Deus. Porque quando temos a palavra do Senhor em nossas vidas, ela mesma testifica em nossa consciência quando falhamos. O grande problema não está em nossas falhas, mas sim, na negação de que somos pecadores.

1 João 1:9

1 João 1:9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
SE CONFESSARMOS. A confissão dos pecados a Deus é o reconhecimento de que somos falhos em tudo. A hipocrisia religiosa da falsa santidade de vida é quem leva as pessoas a não reconhecerem de que são seres humanos sujeitos a praticarem erros na vida. Porque o conforto mental, e não a realidade, provoca nos que são dominados pela auto justificação o sentimento de que são perfeitos e não nunca erram. Mas todos que são conscientes dos seus erros e falhas recorrem ao Deus de perdão em busca de aliviar o peso de sua consciência causado pela percepção de sua culpa. Há uma necessidade indispensável de que sempre devemos recorrer a este mecanismo da confissão perante Deus, porque a consciência às vezes tenta nos enganar.

OS NOSSOS PECADOS. O que leva o ser humano a confessar suas culpas perante o Criador é justamente à percepção dos erros e falhas. Se alguém pensa que é perfeito, não recorre a esta esfera de ação, porque sua consciência adormecida ou morta não lhe acusa de culpa, mesmo sendo tão culpado quanto qualquer outro pecador. A tentativa de querer ou achar que se pode justificar-se pelo que faz de “certo” leva determinadas pessoas a se esquecerem de que somos todos pecadores e que precisamos do perdão de Deus em Cristo para sermos justificados perante a justiça divina. A salvação não é pelo que a pessoa aparentemente faz de bom ou certo, mas depende plenamente do sacrifício justificador do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.

ELE É FIEL E JUSTO. Esta frase tanto pode ser direcionada a Cristo quanto a Deus Pai, porque ambos possuem estas características, fiel e justo. A fidelidade de Deus com relação ao seu tratamento com os seus filhos é incondicional, isto porque faz parte de sua essência ser fiel em tudo. Sua fidelidade pode ser vista no cumprimento de sua palavra em nossas vidas e de suas promessas feitas e cumpridas. Ainda que sejamos infiel, Deus permanece fiel, porque não pode negar-se a se mesmo. E o Senhor é justo em todas as suas ações e atos quando aplica de forma imparcial a sua justiça. E na nova aliança essa justiça de Deus é representada pela justificação dos pecadores pelo sacrifício de seu Filho Jesus, em lugar dos remidos pelo seu sangue.

PARA NOS PERDOAR OS PECADOS. A regra é simples e importante ao mesmo tempo, conforme o texto, se confessarmos os nossos pecados ao Senhor, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados. Em nenhum momento o texto defende a confissão auricular a um líder religioso, mas nos põe frente a frente com a possibilidade direta de termos acesso ao Deus perdoador. O único Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo, é o que esta determinado no evangelho das boas novas de Cristo. O que passa disto é ideologia religiosa das mentes humanos distorcida, uma vez que ninguém é capaz de substituir a Cristo, ele é insubstituível.

E NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA. Quando confessamos a Deus os nossos pecados em um verdadeiro arrependimento e humildade, ele nos perdoa e nos justifica perante a justiça divina. Foi para isto que o Messias de Deus veio cumprir sua importante missão de nos justificar perante Deus. Todos, temos pecados, mas somos justificados gratuitamente pela redenção que há em Cristo Jesus.

1 João 1:8

1 João 1:8 - Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
SE DISSERMOS. O autor continua com suas citações em aberto, apontando a possibilidade do sim ou do não aos seus leitores. Ele não está afirmando que entre aqueles que receberão o conteúdo de sua carta haja quem se negue a dizer que não tem pecado, nem também descarta a possibilidade de que entre eles houvesse daqueles que se achavam perfeitos ao ponto de defenderem a impecabilidade humana. Certamente há nesta mensagem um combate, ainda que indireto aos gnósticos que defendiam de que o espírito humano não se contamina, ainda que o corpo do pecado seja instrumento das mais vis promiscuidades. Os mais céticos deste grupo chegavam a afirmar de que a prática do pecado libertava o espírito.

QUE NÃO TEMOS PECADO. O fanatismo religioso é uma das facetas na atualidade que vem encorajando este tipo de afirmativa por parte de muitos religiosos. O chamado santarrão se deixa dominar pelo sentimento da hipocrisia religiosa ao ponto de pensar de que é perfeito e que não pratica nenhum tipo de pecado. O pecado é em uma definição bem compreensível a transgressão da palavra de Deus, neste sentido, não existe nenhum ser humano que tenha condições de guardar tudo que esta escrito nas sagradas escrituras. Portanto, de todas as formas, seja por pensamentos, por atos ou palavras, sempre nos deparamos com a possibilidade de praticarmos deslizes em nossa vida diária. O único homem que não pecou foi Jesus.

ENGANAMO-NOS. O engano religioso é um dos maiores desvio de conduta que alguém pode praticar. A falsa religiosidade tanto vem de influencias externas quanto e principalmente pelo conforto mental de que tudo esta correto. É até certo ponto fácil enganar ao nosso próximo, a Deus todos são conscientes de que ninguém consegue enganar, assim como enganar a si mesmo é tentar se eximir de suas responsabilidades individuais. A mensagem do escritor nos deixa transparecer de que alguém tenta enganar a si próprio quando confessa de que é perfeito, que não erra, que não falha, e nisto se acha melhor do que os outros. A amnésia da consciência se torna perigosa, porque a pessoa chega a pensar que não precisa do perdão de Cristo.

A NÓS MESMOS. Sempre que invocarmos ao Deus santo e poderoso, se torna indispensável lhe pedirmos perdão pelas nossas falhas, pecados cometidos e transgressões aos seus mandamentos. Tem muita gente se enganando a si mesmo quanto age em suas orações e falácias como se fossem perfeitos e impecáveis. Nesta dimensão estão aqueles que vivem julgando a vida dos outros e esquecendo-se de que é tão pecador quanto qualquer outro. Enganar a se mesmo é achar que é imune ao pecado e viver se gabando de sua aparente santidade de vida. Tem pessoas que por fazer parte de uma denominação religiosa pensam que são perfeitos em tudo.

E NÃO HÁ VERDADE EM NÓS. O que mais se houve nas igrejas são pessoas contando vantagens e auto se promovendo com o discurso do perfeccionismo. Quando na realidade Cristo exortou e reprovou aqueles que se exalta a se mesmo. Dificilmente se houve testemunho de pessoas para de forma humilde e simples confessarem as suas culpas e falhas. Quem se gaba de sua falsa santidade não está com a verdade de Deus.

1 João 1:7

1 João 1:7 - Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
MAS, SE ANDARMOS NA LUZ. Continua o autor em sua linguagem alegórica, falando do andar cristão, assim como ele também repete a sua condicional “se”, coisa que ele vai até o final deste primeiro capítulo. Esta condicional coloca diante dos seus leitores a possibilidade positiva, e se eles quiserem também, a opção de se negarem a fazer conforme o seu conselho. Ninguém é obrigado, mas se assim o desejar andar na luz, o resultado é plena comunhão com o seu próximo e, por conseguinte com Deus. Este andar na luz é viver de forma digna na presença do Deus Criador de todas as coisas.

COMO ELE NA LUZ ESTÁ. “Ele” fala do Deus que é plena luz e que habita na luz inaccessível. Quando se fala que Deus está na luz isso se refere ao seu mais alto padrão de santidade e pureza. Também diz respeito a sua característica de viver na verdade e para a verdade, é tanto que se afirma de que Deus não pode mentir, porque ele é a verdade em essência. A luz está em todos os lugares, com isso entende-se que Deus também esta presente em todos os lugares, até porque ele é Onipresente. A luz não se contamina, Deus também não se macula com nada que possa ser chamado de sujo. A luz é vida, e onde Deus está ele transmite vida e vida com abundância.

TEMOS COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS. A probabilidade de que alguém esta vivendo e andando na luz é quando ele tem comunhão com o seu próximo. A lei de Cristo se baseia sob duas colunas principais, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta comunhão que devemos ter uns com os outros se traduz pela paz estabelecida entre todas as pessoas. Ter comunhão com o nosso semelhante é sempre procurar fazer o bem a todos, sem olhar a quem. Ter comunhão com os nossos irmãos é viver em harmonia, mesmo pensando diferentes.

E O SANGUE DE JESUS CRISTO. Quando o evangelho nos fala sobre o sangue de Cristo, ele está nos ensinando sobre o seu eficaz sacrifício em nosso favor. A morte expiatória do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo teve e tem um efeito poderoso em termos do perdão dos nossos pecados. Quando o seguidor do Senhor Jesus segue o conselho dado pelo apóstolo e procura viver em comunhão com o seu próximo, o resultado é o perdão dos seus pecados, pelo sangue de Cristo Jesus. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus e Cristo fala da missão do Messias de Deus.

SEU FILHO. Jesus é Filho de Deus. Já nas profecias messiânicas as promessas do Pai eram de que o Messias seria Filho de Deus. Em vários momentos da vida de Cristo e do seu ministério isso foi confirmado pelo Senhor. Tanto em seu batismo como no Monte da Transfiguração ouviu-se uma voz do céu que dizia: Este é o meu Filho amado em quem me comprazo. Na realidade Jesus foi gerado pelo Espírito de Deus.

NOS PURIFICA DE TODO PECADO. Se vivermos e andarmos na luz, gozando de plena comunhão com o nosso semelhante e principalmente com os domésticos da fé, o poderoso sangue de Cristo nos purifica de todos os nossos pecados. Este é um dos principais e mais importantes conceitos transmitido pelo evangelho das boas novas de Cristo. É justamente o perdão dos pecados pelo sacrifício perfeito do Filho de Deus.

1 João 1:6

1 João 1:6 - Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
SE DISSERMOS. O autor aponta para a possibilidade da falsa religiosidade na vida daqueles que vivem apenas de palavras e não da prática do que diz. O “se” condicional do escritor nos deixa transparecer de que alguns dos seus leitores eram seguidores do reino de Deus de faixada e não de verdade. Uma vez que é melhor não falar, mas fazer, do que viver se gabando de que é seguidor de Jesus, enquanto que o testemunho de vida não condiz com o que prega ou fala. Palavras sem ação ou prática é testemunho falso de si mesmo. Até porque a Deus ninguém consegue enganar, e isso é fato.

QUE TEMOS COMUNHÃO COM ELE. O que João quis passar com esta frase é que; Se alguém diz que é um servo de Deus, que é um discípulo de Cristo, que é cristão, que é evangélico, que é um religioso, mas não é praticante do que fala, esse tal não esta na luz de Deus. Somos convidados a sermos sinceros em nosso agir para com Deus, porque não adianta viver de aparência diante das pessoas, mas no fundo saber que está sendo reprovado pelo Deus que tudo ver e que tudo sabe, porque ele é a própria verdade em essência. Esta é na realidade uma mensagem de reflexão introspectiva.

E ANDARMOS EM TREVAS. Esta é uma linguagem figurada que representa bem aqueles que vivem dupla personalidade no aspecto religioso. Tem muitos que durante o seu dia a dia, com quem convive, não dar testemunho de que segue realmente a Cristo, mas quando coloca o pé dentro de um templo religioso se transforma. Andar nas trevas é justamente essa duplicidade de vida, a maioria das horas de um dia, dá mau testemunho, mas perante os que fazem parte da sua denominação é outra pessoa. Isto não convém para quem diz que anda na luz de Deus.

MENTIMOS. Ou damos um bom testemunho digno de representantes do reino de Deus ou mentimos. E mentir, não é só de palavras, mas pode ser por meio do nosso testemunho de vida. Dizer uma coisa e viver outra totalmente o contrário isso é falsidade. Mentir é querer enganar os outros com uma vida de aparência, e acima de tudo tentar enganar a Deus. Quem assim procede está de fato mentido é para si mesmo. Boa parte dos que se dizem discípulos de Cristo, vivem pregando conserto para a vida dos outros, quando na realidade quem precisa se consertar é ele próprio.

E NÃO PRATICAMOS. Existem muitos cristãos que são relapsos mesmos com as coisas do reino de Deus, porque são convertidos, mas não totalmente por muitos fatores, e por isso não se dedicam as coisas que são de cima. As coisas desta vida são muito atraentes e em muitos casos esses cristãos relapsos se deixam levar pelas coisas terrenas. Mas o pior são aqueles que praticam a hipocrisia religiosa, são os falsos religiosos, que pregam para os outros, mas não vivem aquilo que pregam.

A VERDADE. Praticar a verdade é andar conforme o que nos aconselha o evangelho de Cristo. É viver de forma digna para com todos, sabendo que o nosso testemunho está sendo acompanhado e monitorado pelo Deus que nos criou. Praticar a verdade é dar um fiel testemunho de um verdadeiro seguidor do Senhor Jesus. Esta verdade a que se refere o escritor diz respeito a palavra de Deus e a toda a ética cristã.

1 João 1:5

1 João 1:5 - E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
ESTA É A MENSAGEM. As coisas de Deus têm propósitos e objetivos bem definidos, apesar da mente humana não alcançar nem compreender os seus planos. O Velho Testamento foi escrito para Israel e como preparação da chegada posterior do evangelho das boas novas de Cristo. De forma que, as Sagradas Escrituras contem a mensagem de Deus para a igreja de Cristo. A tradição oral por mais consistente que possa ser tem a tendência de cair no esquecimento da humanidade, razão porque o Senhor preparou a sua mensagem, em um contexto de uma nova aliança, o evangelho, para guardar e dar continuidade aos ensinos da nova aliança de Deus. Não somente as cartas de João, o evangelho e o apocalipse, mas o conteúdo literário do Novo Testamento esboça a vontade de Deus para a igreja do Senhor Jesus.

QUE DELE OUVIMOS. João em seu evangelho afirma de que existem muitas coisas que Jesus fez e ensinou que não estão escritas. Com isto entendemos que as coisas que estão escritas além dos quatro evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João foram ditas por Cristo aos seus apóstolos ou reveladas pelo Espírito do Senhor àqueles que haviam de participarem da escrita do novo pacto de Deus com a igreja de Cristo. Certamente o pensamento deste autor se fazia recordar dos ensinos transmitidos pelo grande Mestre Jesus de Nazaré. Com razão sustentamos a tese de que a mensagem do evangelho poderoso de Cristo não é um escrito meramente humano. Apesar de não ter sido escritor, mas Cristo falou e pregou o que era necessário para a sua igreja.

E VOS ANUNCIAMOS. João, assim como os demais apóstolos foram muito importantes para darem continuidade a obra de Cristo na terra, no que concerne a igreja do Senhor. Mesmo Cristo não estando mais entre eles, mas os seus ensinos precisavam chegar às pessoas que não conviveram com ele e também as gerações futuras até os dias de hoje e sempre. Como mensageiros do reino de Deus eles procuravam a tempo e fora de tempo anunciarem as boas novas do evangelho do Senhor Jesus. E o legado literário que os escritores do Novo Testamento nos deixaram tem um valor incalculável para a igreja de Cristo de todos os tempos. Com certeza a tradição oral não chegaria até nós da forma original, tal qual o que foi escrito sobre a nova aliança de Cristo.

QUE DEUS É LUZ. Esta expressão bíblica fala de Deus no seu mais alto grau de pureza e santidade. Também se refere às características do Senhor como sendo a verdade mais real que se possa imaginar ou pensar. Falar em Deus como luz é se refletir em seu atributo de Onipresença, uma vez que ele esta em todos os lugares ao mesmo tempo, e se refere também a sua forma Onisciente de ser, que conhece todas as coisas até mesmos delas virem à existência. Luz, em termos bíblicos fala de conhecimento.

E NÃO HÁ NELE TREVAS NENHUMA. Sendo Deus a luz em essência e em verdade, onde ele está às trevas não pode prevalecer. As trevas representam tudo àquilo que não procede de Deus. Biblicamente falando, as trevas são representadas pelo mal, pelo pecado, pela rebelião do império das trevas e dos homens. As trevas são tudo aquilo que há de negativo e ruim na face da terra e do universo. Mas aonde Deus habita só acontece cosas boas, obras que convergem para o bem e a santidade.

1 João 1:3-4

1 João 1:3-4 - O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.
O QUE VIMOS E OUVIMOS, ISSO VOS ANUNCIAMOS. O apóstolo teve o privilégio de ver coisas extraordinárias realizadas pelo Senhor Jesus, assim como foi um bem-aventurado pelo fato de ter visto o Messias de Deus. Quando meditamos nos milagres de Cristo nos alegramos, imagine ver com os próprios olhos os prodígios que ele realizou. Além do mais, João ouviu as mais belas palavras que o grande Mestre pronunciou em seu ministério de pregação e ensino. Cristo não deixou por escrito nenhuma obra literária, mas o que ele transmitiu por meio dos seus feitos e pregações foram repassados para as gerações futuras, pelos seus apóstolos.

PARA QUE TENHAIS COMUNHÃO CONOSCO. Esta comunhão que devia existir entre a igreja e os ministros do evangelho se traduz em credibilidade que se devia dar aos seus ensinos, pregações e escritos. Até porque o que eles anunciavam como mensagem do evangelho não era fruto de suas ideologias pessoas, mas foram ensinos ouvidos, recebidos e vistos do próprio Cristo Jesus. Esta comunhão devia se refletir em solene aceitação das mensagens transmitidas sobre o Cristo de Deus e a ética cristã. A igreja precisava receber de bom grado os apóstolos como sendo representantes do ministério do Senhor Jesus, haja visto, que Cristo já não mais estava entre eles.

E A NOSSA COMUNHÃO É COM O PAI. O que os apóstolos transmitiam como mensagem das boas novas de Cristo, não era conforme as fábulas judaicas nem de acordo com as filosofias gnósticas, mas sim estava de conformidade com a vontade e o pleno de Deus. Eles não andavam na contramão do que Deus havia determinado, pelo contrário, viviam e ensinavam tudo que Deus tinha programado para esta nova dispensação da graça. Percebe-se que há um certo direcionamento para os leitores Judeus, no sentido de combater algumas heresias que eles falavam sobre os apóstolos.

E COM O SEU FILHO JESUS CRISTO. Esta declaração apostólica era um choque ideológico com o pensamento judaico, porque eles pregavam o politeísmo cristão como sendo contrário ao monoteísmo judaico. No entanto, de acordo com o cristianismo, quando invocamos a Cristo estamos invocando ao Pai, até porque o próprio Senhor Jesus falou: Eu e o Pai somos um. Foi Deus o Pai quem exaltou a Cristo e o colocou na posição que ele ocupa na hierarquia divina. Cristo é o Filho unigênito de Deus Pai e como tal ele está assentado à destra de Deus em posição de destaque.

ESTAS COISAS VÓS ESCREVEMOS. Algumas das cartas do Novo Testamento foram escritas para combater certas heresias judaicas e gnósticas. Tanto os mestres judaizantes quanto os falsos pregadores gnósticos tentavam confundir a igreja, afirmado que os cristãos estavam caindo no pecado da idolatria, por adorarem a Jesus de Nazaré como sendo um Deus. Mas na verdade Cristo era e é Deus.

PARA QUE O VOSSO GOZO SE CUMPRA. Os Judeus monoteístas não receberam ao Cristo de Deus, porque não acreditaram que ele era o Emanuel de Deus, ou seja, Deus entre os homens. João dizia aos seus leitores: Se alegrem porque nós estamos certos. Cristo é o Deus homem, digno de toda adoração, louvor e ações de graças.

1 João 1:2

1 João 1:2 - Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada.
PORQUE A VIDA FOI MANIFESTA. A vida que foi manifestada é Cristo Jesus, o Filho de Deus Pai. O mesmo evangelista escreveu: João 1:4 - Nele estava à vida, e a vida era a luz dos homens. É pela vida que é Cristo que vivemos. Efésios 2:5-6 - Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo. E nos ressuscitou juntamente com ele. 1 João 4:9 Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. João 11:25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.

E NÓS A VIMOS. Uma coisa é dizer que Cristo é a vida, e outra é ter visto a prova maior de que ele realmente é a vida. Não somente João, mas muitos outros tiveram esta comprovação de que Jesus Cristo é a vida. E estas provas podem ser dadas pelo fato de que ele manifestou o seu poder vivificador, quando ressuscitou pessoas de entre os mortos. Mas uma prova ainda maior foi a sua própria ressurreição de entre os mortos, comprovando assim que ele era a ressurreição e a vida. O apóstolo expressa um certo tom de admiração e respeito pelo fato de ter tido o privilégio de ver com os próprios olhos o grande Cristo de Deus. Aquele que venceu a morte, porque ele reviveu.

E TESTIFICAMOS DELA. Os Judeus em sua grande maioria eram pragmáticos em acreditarem somente naquilo que vissem com os seus próprios olhos. Assim como os homens materialistas de todos os tempos, eles só acreditam naquilo que podem tirar o prova dos nove fora. No entanto, o escritor desta carta tinha mais que razão em dar testemunho do que estava sendo escrito, porque ele viu e teve as provas de que o Filho de Deus reviveu de entre os mortos e apareceu a eles com provas irrefutáveis de que não era mais um defunto, mas sim o Senhor da ressurreição e da vida.

E VOS ANUNCIAMOS A VIDA ETERNA. Cristo como Senhor da vida é também aquele que proporciona a vida eterna para os seus remidos. O próprio Cristo é esta vida eterna para a sua igreja. A missão do Messias de Deus em redimir para si um povo seu zeloso de boas obras, foi para que mediante o seu sacrifício nos dar a esperança vida de vida eterna, que é a mesma coisa de salvação. E esta vida eterna que esta em Cristo representa uma vida sem fim, plena de felicidade e alegria sem limites.

QUE ESTAVA COM O PAI. Esta vida que é Cristo estava com o Pai, mas ele nos deu de presente. João 3:16-17 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Para ter esta vida tem que ter Cristo

E NOS FOI MANIFESTADA. Esta vida eterna da qual o autor fala e que esta em Cristo nos foi manifesta quando da vinda do Messias de Deus, o Emanuel, Deus conosco, o Salvador, o Verbo de Deus, A luz do mundo, o sol da justiça, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Alfa e Ômega, princípio e fim.

1 João 1:1

1 João 1:1 - O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida.
O QUE ERA DESDE O PRINCÍPIO. O apóstolo João começa a sua carta universal sem nenhuma identificação pessoal, nem com uma saudação aos seus leitores, como também não cita o destino de sua epístola. Certamente este princípio não diz respeito ao início da espécie humana, mas sim a eternidade passada de todas as coisas. Antes mesmo até do que está escrito em Gênesis 1:1 - No princípio criou Deus os céus e a terra. No seu evangelho o autor também começa com este mesmo tema, João 1:1-2 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. “O que era” se refere a Cristo Jesus o Senhor.

O QUE OUVIMOS. Desde o batismo de João e dai em diante que o Senhor Jesus exerceu plenamente o seu ministério de pregação das boas novas do reino dos céus. Ele foi na verdade o maior Mestre de todos os tempos porque veio para estabelecer uma nova aliança de Deus com a humanidade. Logo, durante o curto período do seu ministério fez grandes sermões e procurou ensinar as diretrizes do cristianismo que estava fundando aos seus apóstolos e discípulos. Suas palavras de grande sabedoria ainda ressoavam de forma viva nos ouvidos de João. Seus conselhos e palavras de conforto se faziam lembradas na mente e no coração do apóstolo amado de Cristo.

O QUE VIMOS COM OS NOSSOS OLHOS. O mesmo Cristo que sempre esteve na eternidade passada com o Pai e que criou todas as coisas (João 1:1-3) era o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens. O apóstolo expressa um certo tom de admiração e respeito pelo fato de ter tido o privilégio de ver com os próprios olhos o grande Cristo de Deus. O conceito de Israel era de que ninguém nunca havia visto a Deus, mas apenas o aspecto de sua glória. Mas o autor diz que viu o Deus homem com os próprios olhos. Realmente Cristo foi a epifania real do Emanuel de Deus. Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se de si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens (Filipenses 2:6-7).

O QUE TEMOS CONTEMPLADO. Em Cristo Jesus se cumpria a promessa feita por Deus em Isaías 7:14 - Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Confirmada em Mateus 1:23 - Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, Que traduzido é: Deus conosco. A presença de Cristo na terra era de fato a presença de Deus entre os homens. Antes, o Senhor já havia se feito representar pelos seus servos e profetas, mas em Cristo Deus mesmo se fez representar pessoalmente. Jesus falou: Eu e o Pai somos um (João 10:30).

E AS NOSSAS MÃOS TOCARAM DA PALAVRA DA VIDA. O Deus invisível se tornou visível e palpável. O escritor sagrado estava escrevendo sobre a materialização do que antes era empírico. O apóstolo João era daquele tipo de amigo de Cristo que reclinava a cabeça no ombro do Cristo de Deus. E certamente quando assim procedia seus pensamentos lembravam de que estava tocando na essência real do Deus homem. Provavelmente neste momento se recordava dos abraços que deu em seu Mestre, com a convicção de que estava tocando no Senhor da vida, e vida plena e abundante.

terça-feira, 29 de março de 2016

1 Pedro 5:13-14

1 Pedro 5:13-14 - A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo Jesus. Amém.
A VOSSA CO-ELEITA. Erroneamente alguns pensam que o escritor se refere a sua esposa, usando como chavão o fato de que logo em seguida fala de seu filho Marcos. No entanto, a melhor interpretação é aquela que pensa em uma igreja local para explicar essa frase escrita pelo apóstolo Pedro. A igreja de Cristo é a eleita de Deus para fazer parte do reino dos céus. É bem provável que o autor se refira a uma outro igreja em que ele se tornara líder tal qual esta que ele escreve para os seus leitores.

EM BABILÔNIA VOS SAÚDA. Existe quem pense que Pedro se refira á antiga cidade de Babilônia sobre a qual o livro de Daniel destaca, como sendo a grande cidade do rei Nabucodonosor. Todavia, o mais sensato é pensar que o apóstolo se refira a cidade de Roma, que era nesta época, a capital do império romano, é tanto que existe uma corrente teológica que defende que Pedro tenha si tornado a principal liderança da igreja de Cristo na cidade de Roma. Pode-se conjectura que Pedro escreveu de Roma?

E MEU FILHO MARCOS. Na realidade, Marcos, que também era conhecido por João, mas que tinha por sobrenome Marcos (Atos 12:12) não era filho biológico de Pedro. Porem, ao que tudo indica João Marcos era um grande amigo de Pedro, é tanto que em um momento difícil para o apóstolo, ele procurou a Marcos que certamente estava na casa de sua mãe. É mais provável que Pedro fosse o pai espiritual de Marcos e alguém que se tornou seu tutor em ensinamentos sobre o evangelho de Cristo.

SAUDAI-VOS UNS AOS OUTROS. A saudação entre os membros do corpo de Cristo passou a ser um sinal de que as pessoas pertenciam ao cristianismo. Nas igrejas formadas de maioria judeus, convertidos ao cristianismo, geralmente a saudação era: A paz do Senhor, já nas igrejas formadas por gentios convertidos ao cristianismo era: A graça e a paz do Senhor, e em alguns casos se acrescentava a palavra misericórdia. Seja como for, a saudação era um sinal de fé e ao mesmo tempo de comunhão cristã.

COM ÓSCULO DE AMOR. Assim como as cartas de Paulo, as epístolas universais também terminam com saudações finais. No que diz respeito ao ósculo santo, podemos dizer que, como se diz e se sustenta que o cristianismo é filho do judaísmo, então o cristianismo herdou alguns dos bons costumes do judaísmo. Esta é um tipo de saudação puramente dos orientais, que não foi muito aceita pelas igrejas ocidentais.

PAZ SEJA COM TODOS VÓS. Pedro, diferente de Paulo, nos começos de seus ministério atuou como apóstolo enviado aos cristãos convertidos do judaísmo, enquanto que Paulo teve uma extensão maior aos campos missionários gentílicos. Razão porque se explique melhor esta saudação final de sua carta.

QUE ESTAIS EM CRISTO JESUS. AMÉM. Muitos chegam a argumentar que as igrejas compostas de maioria judeus, convertidos ao cristianismo, mais se pareciam com uma sinagoga judaica, com uma mistura de judaísmo e cristianismo. A diferença era de que os cristãos confessavam a Cristo como Senhor, conforme o evangelho e não a lei.

1 Pedro 5:12

1 Pedro 5:12 - Por Silvano, vosso fiel irmão, como o considero, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.
POR SILVANO. Ao que tudo indica, Silvano foi o amanuense de Pedro quando ele escreveu esta belíssima carta, quando se diz: por ou por meio de. Comenta-se que Pedro era um homem de pouca letra, e por isso precisou de alguém que o ajudasse nesta empreitada, Pedro falava e Silvano escrevia. Este Silvano era o mesmo Silas citado em outras partes do Novo Testamento como sendo uma importante liderança e missionário da igreja primitiva. Participou com Paulo de sua segunda viagem missionária e era ligado mais a Jerusalém.

VOSSO FIEL IRMÃO. Silvano era um fiel ministro do evangelho de Cristo bem conhecido dos leitores de Pedro. Certamente alguém que já tinha dado provas de sua fidelidade ao evangelho de Cristo, por ter enfrentado perseguições, por conta de ser um servo de Cristo, mas que se manteve fiel ao reino dos céus. Todos aqueles que aceitavam a Cristo Jesus como Senhor e Salvador eram chamados de Irmãos, por pertencerem a uma mesma família e ter um mesmo Pai, que é o Deus Criador e a Cristo como irmão também.

COMO O CONSIDERO. Não somente os leitores de Pedro conheciam a Silvano, mas também era ele bem conhecido por Pedro, o grande apóstolo de Cristo. As principais lideranças do cristianismo viviam bem unidas neste tempo, com o objetivo de se fortalecerem uns nos outros para vencerem as provações e fazerem a obra de Cristo. Pedro demonstra um respeito afetuoso muito grande por Silvano e também dá o indicativo de que seria ele o portador desta carta aos seus leitores.

ESCREVI ABREVIADAMENTE. Primeiro, alguns comentaristas afirmam de que estes três últimos versículos desta epístola foram escritos de punho pelo próprio Pedro como sendo a assinatura de autenticação da mesma, e que o restante da carta havia sido citada por Pedro e escrito por Silvano, como seu amanuense. Depois, o apóstolo pode está se referindo ao tamanho desta epístola, que ele próprio considera ser bem pequena.

EXORTANDO E TESTIFICANDO. Em muitos casos dentro das páginas do Novo Testamento a palavra exortação, não tem o mesmo significado de advertência, mas sim, de aconselhar, em que os escritores tratam de forma amorosa os seus leitores. Já a palavra testificando usada por Pedro neste ponto de sua epístola nos fala sobre as pregações, os ensinos, e os próprios escritos, usados por ele e pelos demais líderes da igreja.

QUE ESTA É A VERDADEIRA GRAÇA DE DEUS. Esta graça de Deus sobre a qual o escritor se refere diz respeito á proposta de Salvação do Criador por meio da redenção realizada por seu Filho Jesus, mediante a reconciliação. Como sabemos, “graça” é um favor não merecido, e a igreja de Cristo entrou no plano da salvação por obra e graça de Deus.

NA QUAL ESTAIS FIRMES. No tempo em que esta carta foi escrita por Pedro, seguir o cristianismo não dava status como nos dias de hoje, até porque naquele tempo não era nada fácil ser um cristãos. Mas, os leitores de Pedro estavam firmes na fé em Cristo Jesus.

1 Pedro 5:10-11

1 Pedro 5:10-11 - E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá. A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém.
E O DEUS DE TODA A GRAÇA. Esta frase nos remete a pensar no Deus Todo-poderoso, que também é o Criador de todas as coisas, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó que também é o Deus de Israel. Escrever sobre a graça de Deus é a mesma coisa que discorrer sobre o seu grande amor pela igreja de Cristo, de sua bondade infinita, de sua misericórdia que se renova a cada dia, porque não tem fim. Essa graça de Deus também nos ensina sobre a chamada dos gentios para o reino de Deus e de Cristo.

QUE EM CRISTO JESUS VOS CHAMOU. Desde os começos da raça humana, e quando da queda do homem lá no Jardim do Éden, que Deus prometeu enviar o Messias como Redentor da igreja remida. As Sagradas Escrituras e os profetas também vaticinaram a respeito da vinda do Cristo de Deus. E vindo á plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho ao mundo para chamar um povo, que não era povo, a fim de fazer parte do povo de Deus. A igreja de Cristo foi chamada para ser o povo de Deus.

A SUA ETERNA GLÓRIA. O profeta Daniel já falava desta participação da igreja no reino eterno de Deus e de Cristo. Daniel 7:27 - E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. A partir do momento que Cristo foi exaltado a destra de Deus como Rei dos reis e Senhor dos senhores, que a sua igreja se tornou participante do reino eterno de Deus.

DEPOIS DE HAVERDES PADECIDO UM POUCO. O próprio Cristo, antes de ser exaltado soberanamente a destra de Deus, ele mesmo teve que passar por momentos de sofrimentos. Não é diferente com aquele que rompe com este mundo enganador e passa a buscar o reino de Deus em primeiro lugar e as coisas que são de cima. primeiro vem as aflições, perseguições e muitas provações. Mas, nada disso há de se comparar com o gozo eterno que os remidos hão de herdar na vida eterna em Cristo.

ELE MESMO VOS APERFEIÇOARÁ, CONFIRMARÁ. Subtende-se com isso, que a santificação dos servos de Cristo é um mistério que vem de cima para baixo, ou seja, é um processo espiritual proporcionado pelo Espírito Santo de Deus. Bem como a permanência dos caminhos do evangelho da verdade, não depende de quem quer, mas sim, de quem Deus chama para o seu reino e glória.

FORTIFICARÁ E FORTALECERÁ. Quando se diz que o Espírito Santo é quem está preparando a igreja de Cristo para o dia gloriosos do arrebatamento, neste ponto se torna uma realidade, porque ele está permanentemente fortificando e fortalecendo os filhos de Deus, a fim de que estes suportem as provações e as tentações da vida.

A ELE SEJA A GLÓRIA E O PODERIO PARA TODO O SEMPRE. AMÉM. Ao Deus poderoso e a seu filho Jesus Cristo sejam dadas glória e poder, desde agora e para todo o sempre, porque o Senhor é digno de adoração louvor e ações de graças.

segunda-feira, 28 de março de 2016

1 Pedro 5:9

1 Pedro 5:9 - Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
AO QUAL. O apóstolo se refere ao diabo com os seus demônios que estão ao derredor buscando a quem possa tragar. Quando o Messias se manifestou na terra, o inimigo usou contra o Filho de Deus os judeus, os líderes religiosos e o Estado romano. Depois da ascensão de Cristo e com a formação da igreja e o seu desenvolvimento, o diabo continuou usando os judaizantes, os falsos mestres gnósticos, os líderes das seitas heréticas do paganismo e o Estado romano contra o cristianismo.

RESISTI FIRMES. A igreja de Cristo tinha como missão, além de difundir o evangelho em todas as partes do mundo, resistir firme na fé ás investidas do diabo com os seus demônios. E a forma mais firme de resistir ao diabo era justamente se mantendo inabalável nos cominhos do evangelho rumo ao reino dos céus. Todas as forças de oposição ao reino de Cristo estavam em ação na tentativa de acabar e banir o cristianismo, como sendo a nova religião de Cristo, e a igreja tinha que subsistir firme.

NA FÉ. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hebreus 11:1). Esta fé cristã sobre a qual o apóstolo se refere diz respeito ao conjunto de verdades contidas no evangelho das boas novas, em que trata das normas estabelecidas para a nova dispensação da graça de Deus, idealizada e executada por Cristo Jesus, mediante a sua obra perfeita de redenção da sua igreja pela reconciliação de Deus com a criação. Se manter firma na fé é não apostatar dela.

SABENDO QUE. Os leitores de Pedro eram conhecedores dos sofrimentos e perseguições sofridas pelo grande líder do cristianismo, Jesus Cristo, e depois por todos os seus seguidores em todo o mundo. Neste mesmo tempo, a igreja cristã já tinha inúmeros missionários enviados por todas as partes do mundo para manter os líderes locais informados sobre os fatos envolvendo a igreja de Cristo. Além das cartas e epístolas que também já circulavam entre as igrejas como informativas.

AS MESMAS AFLIÇÕES SE CUMPREM. O apóstolo faz saber aos seus leitores que as mesmas aflições que eles estavam tendo que atravessar se cumpriam também em todas as igrejas espalhadas em todos os recantos do mundo. O próprio Senhor Jesus havia profetizado a respeito das perseguições que a sua igreja amada teria que passar com o rompimento dos seus seguidores com este mundo (João 16:33).

ENTRE VOSSOS IRMÃOS. Os seguidores do judaísmo estavam desfrutando plena paz, porque eles contavam com o apoio e a simpatia do Estado romano. As seitas heréticas do paganismo também desfrutavam de harmonia entre si, até porque estavam todas a serviço do engano religioso. Mas, aqueles que aceitavam a Cristo Jesus como Senhor e Salvador e passavam a seguir o cristianismo eram hostilizados pelos inimigos de Deus.

NO MUNDO. Sobre a passagem já citada, João 16:33 – Disse Jesus: Tenho vos dito isto, para que em mim, tenhais paz, no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jesus também alertou aos seus seguidores que o mundo lhes odiava, porque primeiro odiou a ele. De forma que, já eram esperadas tais perseguições.

1 Pedro 5:8

1 Pedro 5:8 - Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.
SEDE SÓBRIOS. Lição de comportamento cristão é justamente o que Pedro repassa para seus leitores, tentando ensinar de como viver uma vida tranquila e quieta, mesmo em tempo de muitas perseguições, em que os servos de Cristo tinham motivos para viverem fugindo de um lado para outro. Por traz desta recomendação estava também um conselho do autor para que seus leitores demonstrassem de que viviam pela razão, agindo sempre com sabedoria e inteligência em seguir o evangelho das boas novas.

VIGIAI. Ser vigilante neste caso era acima de tudo viver cuidadosamente para a santidade e não para o mundanismo. No texto anterior, o apóstolo afirma que se os seus leitores se refugiassem em Deus, contariam com os cuidados do Senhor, portanto, cabia a cada um ser zeloso ao máximo para estarem no refúgio de Deus a fim de escaparem dos ataques das forças opostas. Neste caso, todo cuidado era pouco, porque os inimigos de Cristo buscavam ocasião para atingirem os servos de Deus.

PORQUE O DIABO. Agora, o escritor faz-nos saber a fonte originária das forças de oposição que se levantavam sempre contra os seguidores de Cristo, que era o diabo. Antes de sua rebelião nas regiões celestiais, estava na presença de Deus, porem, foi tomando pela prepotência de querer ser igual ao Criador, e foi precipitado nas trevas, por isso é conhecido como o príncipe das trevas. Levou consigo grande número de anjos, que passaram a ser chamados de demônios ou adversários do reino de Deus.

VOSSO ADVERSÁRIO. Desde o começo da raça humana que o diabo com os seus demônios se posicionou como inimigo dos filhos de Deus. A queda da raça humana por meio de Adão e Eva teve a influencia direta do diabo, quando este se transfigurou em uma serpente. Durante o ministério de Cristo, o inimigo tentou de todas as formas atrapalhar a obra de redenção realizada pelo Filho de Deus. Já no tempo da igreja de Cristo, o diabo tem se levantado como adversário do povo de Deus.

ANDA EM DERREDOR. A bíblia confirma que, os servos de Deus tem a sua disposição e ao seu redor o anjo de Deus que lhe oferece proteção e segurança. Salmos 34:7 – O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Mas, depois do anjo de Deus, tem os demônios que andam ao derredor buscando uma brecha para poder tentar destruir a vida e o testemunho dos que confessam o nome de Cristo Jesus.

BRAMANDO COMO LEÃO. O apóstolo usa uma figura de linguagem para representar o quanto o diabo e os seus demônios andam famintos em busca de destruir os servos de Cristo. O leão demonstra seu poder de destruição por meio de seus uivos estarrecedores. Quando o escritor compara o diabo com o leão é porque ele pretende ensinar o quanto os demônios são terríveis na busca pela destruição da vida de suas vítimas. O homem não tem como enfrentar o leão com suas próprias forças.

BUSCANDO A QUEM POSSA TRAGAR. Como o diabo e os seus demônios foram precipitados no inferno por conta da rebelião. Agora, busca com grande ira prejudicar a raça humana, tentando tirar o homem dos planos de Deus e da salvação em Cristo.

domingo, 27 de março de 2016

1 Pedro 5:6-7

1 Pedro 5:6-7 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
HUMILHAI-VOS, POIS. O evangelho ensina que os servos de Deus sejam sujeitos as autoridades constituídas pelo Senhor para que haja paz na igreja, e não perseguições. Nos textos anteriores, o autor recomenda que os seus leitores tenham respeito e consideração pelas lideranças da igreja, bem como de um modo geral, os seguidores do evangelho sejam sujeitos uns aos outros. Agora, e acima de tudo, o apóstolo fecha este tema de sua carta, pedindo que todos sejam sujeitos ao grande Deus.

DEBAIXO DA POTENTE MÃO DE DEUS. Esta frase descreve sobre o soberano poder do Deus que é o Criador de todas as coisas, ele que por seu grande poder tem a capacidade de realizar tudo que lhe apraz. Escrever sobre a potente mão de Deus é a mesma coisa que afirmar que ele governa sobre o universo e sobre tudo e sobre todos, isso porque o seu domínio é um domínio que não tem fim. Todos devem se humilhar diante da majestade celestial, porque seu poder não tem limites nem fim.

PARA QUE Á SEU TEMPO. Tudo está na realidade sob o controle e sobre o comando do Deus Todo-poderoso e ele sabe exatamente o momento certo para recompensar a cada um segundo a sua obra. Aqueles que se humilharem perante a majestade celestial serão no momento de Deus exaltado, ao mesmo tempo em que aqueles que se mantem no ateísmo, na impiedade e na incredulidade também serão punidos por seu atos de soberba, de orgulho, de prepotência. Para todos haverá reta justiça.

VOS EXALTE. Para os servos de Cristo e para todos aqueles que reconhecem de que só há um que tem todo poder em cima no céu e em baixo na terra, haverá recompensa na volta de Cristo para buscar a sua igreja. A coisa mais importante para a igreja de Cristo é sair da terra por meio do arrebatamento dos remidos do Senhor. Ser exaltado neste caso é ter o privilégio de tomar posse da vida eterna e da salvação prometida por Cristo Jesus, e com isso ir morar eternamente na Nova Jerusalém Celestial.

LANÇANDO SOBRE ELE. O apóstolo usa uma linguagem figurada para o lançamento de flechas pelos soldados nas guerras mais antigas, em que a flecha uma vez lançada não tinha mais como voltar atrás. Com isso, podemos conjecturar que devemos entregar nossas causas nas mãos de Deus e deixar que ele resolva no tempo dele e do modo que ele bem entender. Só precisamos confiar que o Senhor é fiel para com seus servos.

TODA A VOSSA ANSIEDADE. Os cristãos deste mesmo tempo viviam sob pressão de todos os lados pelas forças de oposição ao cristianismo. Muitas perseguições, muitas prisões também estavam sendo efetuadas, e alguns dos seguidores de Cristo já haviam morrido por amor a Cristo Jesus. Tudo isso se transformava em ansiedade.

PORQUE ELE TEM CUIDADO DE VÓS. Pedro termina por mostrar um alento de segurança para os seguidores de Cristo em que ele confirma o trabalhar de Deus em prol dos que nele confiam. A partir do momento em que os servos de Deus entregam ao Senhor seus problemas, o Criador tudo executaria para cuidar e ajudar a todos eles.

sábado, 26 de março de 2016

1 Pedro 5:5

1 Pedro 5:5 - Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
SEMELHANTEMENTE VÓS JOVENS. Em textos anteriores, o autor vinha escrevendo sobre o papel dos presbíteros e lideranças da igreja primitiva sobre como eles deviam administrar a comunidade cristã. Agora, o apóstolo direciona sua exortação sobre os mais jovens, de como eles deveriam se comportar para com os líderes da igreja de Cristo. Estes jovens podem ser compreendidos como os que ocupam cargos e funções no ministério, dando a entender ato de submissão aos mais experientes.

SEDE SUJEITOS. Percebe-se que desde os seus começos, a igreja de Cristo buscava se organizar em termos de ministério e hierarquia entre os que ocupavam cargos e funções eclesiásticas. Para que houvesse ordenamento e organização entre os que faziam parte da comunidade cristã requeria dos mais inexperientes que eles se submetessem aos que eram consagrados ou ordenados para o ministério. Ser sujeito é ser obediente aos ensinos transmitidos pelas lideranças e pregadores da igreja.

AOS ANCIÃOS. Entende-se como ancião, para o tempo em que esta carta foi escrita e de acordo com o termo dentro deste texto, como pessoa que ocupava cargos de lideranças importantes no ministério da igreja primitiva. Neste caso, o ancião poderia ser o pastore, presbítero e bispo, que ocupavam funções de direção e ensino dentro da comunidade cristã. Estas lideranças mereciam respeito e consideração por parte da igreja e de todos aqueles que faziam parte do ministério.

E SEDE TODOS SUJEITOS UNS AOS OUTROS. Neste mesmo tempo, se infiltravam no seio da comunidade cristã falsos mestres e pregadores, tais como os judaizantes, os falsos mestres gnósticos e representantes das seitas heréticas do paganismo para tentarem dividir a igreja do Senhor Jesus. Porem, os verdadeiros líderes do cristianismo buscavam com empenho total, manter a comunhão entre todos que faziam parte do corpo de Cristo, para tanto, tinham que se manterem unidos.

E REVESTI-VOS DE HUMILDADE. O apóstolo Pedro ver esta recomendação como um colete que protege aos seus leitores e lhes oferece vantagens diante de Deus. É bem provável que suas palavras tivessem um direcionamento mais exclusivo aos líderes da igreja cristã, que deveriam se comportar com humildade uns para com os outros e também com a igreja. Ser humilde é tratar os outros com sentimento de igualdade.

PORQUE DEUS RESISTE AOS SOBERBOS. Esta soberba sobre a qual se refere o escritor diz respeito à prepotência com que os ímpios tratam a Deus e as coisas do seu reino. Os ateus não acreditam em Deus por puro sentimento de orgulho e soberba, não sabem o que significa humildade para reconhecerem a grandeza do Criador. Todos os incrédulos contam com a resistência de Deus, porque os soberbos são arrogantes.

MAS DÁ GRAÇA AOS HUMILDES. Todos aqueles que agem com humildade conquistam a graça do Deus de amor, bondade e misericórdia. Quem deseja ganhar a amizade do Senhor Deus de Israel deve agir sempre com humildade e simplicidade.

1 Pedro 5:3-4

1 Pedro 5:3-4 - Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.
NEM COMO TENDO DOMÍNIO. Tem muitos obreiros que mesmo estando há anos a frente de uma igreja local, ainda não entendeu esta tão importante exortação do apóstolo Pedro sobre o dever dos líderes cristãos em tratar bem o rebanho de Deus, que é a igreja remida de Cristo. Têm obreiros que mais parece um trator de esteira que passa por cima de todo mundo, e isso, em termos de tratamento com total ignorância ao povo de Deus. Tais obreiros precisam entender que a igreja não é deles.

SOBRE A HERANÇA DE DEUS. Cada um daqueles que se convertem ao cristianismo verdadeiro passam a pertencer ao reino de Deus e por isso são heranças do Senhor e propriedade particular do Deus de amor, misericórdia e compaixão. Todos são criaturas de Deus por meio de Adão e Eva, mas, de acordo com a nova dispensação da graça, quando alguém aceita a Cristo como Senhor e Salvador, essa pessoa nasce de nova, é regenerada pelo poder do evangelho e passa a ser filho ou filha de Deus.

MAS SERVINDO DE EXEMPLO AO REBANHO. Os líderes de uma igreja local devem se posicionar perante o rebanho de Cristo, como um bom exemplo a ser seguido, como sendo obreiros de bom testemunho e que trata com absoluta educação o povo de Deus. Aquele que faz parte do corpo de Cristo e é uma ovelha do Senhor, tem que olhar para o seu líder religioso e desejar ser igual a ele em bom comportamento, porque percebe que ele é uma pessoa amorosa com todos e que trata bem a todos.

E QUANDO APARECER. Certamente o escritor se refere ao dia da segunda vida de Cristo para arrebatar a sua igreja que ele comprou com o seu sacrifício de amor, como sendo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Os escritores do Novo Testamento, bem como os líderes da igreja primitiva viviam como se Cristo fosse voltar a qualquer momento, isso porque, eles não tinham noção do hiato de tempo que haveria entre a ascensão de Cristo e a sua vinda para arrebatar os seus remidos.

O SUMO PASTOR. Este é Cristo Jesus, ele que antes mesmo da sua primeira vinda já esta esperando como alguém que seria enviado para arrebanhar o Israel de Deus para ser um só povo e ter um único Pastor, o Messias de Deus. Como os seus não o receberam, ele então cumpre sua missão aos gentios, arrebanhando a todos que de qualquer nação do mundo, o recebe como Senhor, Salvador e Sumo Pastor.

ALCANÇAREIS A INCORRUPTÍVEL. Pedro escreve sobre as recompensas que os remidos de Cristo receberão quando da volta do Cristo de Deus para arrebatar a sua igreja amada, que ele comprou com seu sacrifício de amor, porque ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Tudo fará parte do plano eterno de Deus.

COROA DE GLÓRIA. O apóstolo fala em termos metafóricos, usando assim, uma linguagem militar para representar um soldado sendo coroado, por ter realizado de forma digna sua missão em prol do seu país. Todos os remidos de Cristo serão coroados por terem se comportado de maneira fidedigna em prol do reino de Deus.

1 Pedro 5:2

1 Pedro 5: 2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto.
APASCENTAI. A igreja primitiva estava em formação em seus começos embrionários com um grupo de lideranças que tinham a responsabilidade de organizar a comunidade cristã, com a consagração e ordenação de ministros do evangelho. Portanto, como Pedro era uma das autoridades exponenciais do cristianismo procurava, assim como os demais, escrever para os novos ministros, a fim de orientá-los sobre como deveriam administrar o rebanho de Deus, que é a igreja de Cristo.

O REBANHO DE DEUS, QUE ESTÁ ENTRE VÓS. Com muita sabedoria e sensatez, o apóstolo Pedro faz saber aos seus leitores que a igreja de Cristo, não pertence a qualquer líder do cristianismo, mas, ela é propriedade peculiar e particular de Deus. Uma outra recomendação feita neste texto pelo apóstolo foi de que, a igreja de Cristo deve ser compreendida em termos de administração como uma comunidade local, em que cada grupo por mais pequeno que seja é o rebanho de Deus.

TENDO CUIDADO DELE. Os líderes locais da igreja de Cristo têm suas funções ministeriais direcionadas para o cuidado do rebanho de Deus, que é a igreja de Cristo. Infelizmente, nos dias de hoje, percebe-se uma disfunção no cumprimento de tais funções daqueles que fazem do ministério uma profissão e não uma confissão de fé. Este cuidado a que se refere o apóstolo diz respeito a fazer uma boa administração eclesiástica, para o crescimento e desenvolvimento da igreja remida do Senhor Jesus.

NÃO POR FORÇA. Ser um líder dedicado e potencialmente cumpridor do papel de um verdadeiro ministro do evangelho requer boa vontade e disponibilidade por parte daquele que é chamado por Cristo para ser um líder eficiente na obra de Deus. É lamentável que muitos que se dizem líderes da igreja de Cristo só estão na obra, não porque foram comissionado por Cristo, mas porque é um funcionário de uma organização religiosa, que mais funciona como empresa, do que igreja de Deus.

MAS VOLUNTARIAMENTE. Esta frase nos leva a pensar em um trabalho que deve ser prestado pelo obreiro cristão sem segundas intenções, mas de forma voluntária. O termo usado neste ponto pelo autor deixa claro que o líder de uma igreja cristã local não deve cobrar nada pelos seus serviços realizados em prol da igreja de Cristo. O próprio Senhor Jesus ensinou: De graça recebestes, de graça dai, essa é a regra.

NEM POR TORPE GANÂNCIA. Agora, o apóstolo torna mais clara a sua intenção em sua exortação, quando apela aos seus companheiros de ministério, que não se utilizem do cargo que ocupam perante a igreja de Cristo, para tirarem proveitos financeiros do rebanho de Deus. Essa torpe ganância a que se refere o autor, fala sobre o comercio da fé, em que o líder cristão se torna um mercenário para extorquir as ovelhas.

MAS DE ÂNIMO PRONTO. Em vez de usar o cargo que ocupa perante a igreja de Cristo para benefício próprio, o líder cristão deve ser um obreiro que se coloca a disposição do reino de Deus para fazer a obra de Deus de ânimo Pronto e voluntário. É desta forma que alguém deve servir ao reino de Deus, desarmado de más intenções.

sexta-feira, 25 de março de 2016

1 Pedro 5:1.

1 Pedro 5:1 - Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar.
AOS PRESBÍTEROS. Estudos mais criteriosos do Novo Testamento nos ensinam de que as igrejas locais não tinham apenas um líder principal, mas que o corpo ministerial era constituído de várias lideranças. A função do presbítero neste tempo em que foram escritas as cartas pastorais era muito mais abrangente do que nos dias de hoje em algumas denominações. O presbítero podia ser o pastor local ou ainda um bispo com funções de supervisor de uma área bem mais abrangente do que uma igreja local.

QUE ESTÃO ENTRE VÓS. O apóstolo escreve para a igreja a fim de dar instruções de como os servos de Cristo deviam observar o ministério dos líderes locais das comunidades cristas, e ao mesmo tempo de como também deviam se comportar aqueles que ocupavam cargos ou funções de liderança diante da igreja de Cristo. Como a igreja do Senhor Jesus estava crescendo muito, se fazia necessário a consagração ou ordenação de novos líderes para organizarem a obra de Deus em todas as partes.

ADMOESTO EU. Pedro não era um ministro qualquer, mas ele era de fato um dos mais influentes líderes do grupo apostólico. Tiago se tornou o líder eclesiástico principal da igreja mãe em Jerusalém, mas Pedro era o representante missionário de Tiago na implantação de igrejas em Israel e na Palestina, enquanto que Paulo era o apóstolo dos gentios. Desta forma, Pedro estava autorizado a visitar as igrejas ligadas a Jerusalém para ensinar aos líderes locais como exercer a direção e a administração das igrejas.

QUE SOU TAMBÉM PRESBÍTERO COM ELES. Quando Pedro afirma que também era presbítero, ele está se reportando a sua função de supervisor ou bispo das igrejas fundadas principalmente na Palestina, e que estavam ligadas a igreja mãe de Jerusalém. Percebe-se também que o apóstolo não se dirige aos seus companheiros com tom de autoritarismo, mas sim, de humildade se igualando a todos eles. Até porque sua exortação ensinava justamente que os presbíteros fossem humildes.

E TESTEMUNHA. Já neste ponto, Pedro se declara apóstolo de Cristo, porque um dos requisitos para ter este título entre o grupo dos doze era justamente ter presenciado os fatos que envolveram o ministério do Senhor Jesus. Pedro foi um dos primeiros a ser chamado pelo Senhor Jesus para ser discípulo do grande Mestre, Jesus de Nazaré, e por ser um dos mais próximos de Cristo, viu como tudo aconteceu.

DAS AFLIÇÕES DE CRISTO. O Senhor Jesus não teve uma vida nada fácil, e desde a mais tenra idade foi submetido as mais duras provações que as circunstâncias da vida podem proporcionar a um ser humano. Suas aflições podem ser entendidas como as perseguições que sempre teve que enfrentar dos judeus, dos escribas e fariseus, dos sacerdotes e líderes religiosos e principalmente das autoridades romanas.

E PARTICIPANTE DA GLÓRIA QUE HÁ DE REVELAR. O autor fala de suas convicções pessoal, em ter a certeza de ser participante da salvação que há de participar, quando da revelação de Cristo para arrebatar a sua igreja que ele comprou para si mesmo.

1 Pedro 4:18-19.

1 Pedro 4:18-19 - E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador? Portanto, também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas vidas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.
E, SE O JUSTO. O “se” exposto pelo autor não é condicional, nem tão pouco uma incógnita duvidosa, mas sim, uma afirmativa sobre quem será salvo. De conformidade com as crenças religiosas do judaísmo, o justo, era aquele que guardava todos os mandamentos da legislação mosaica. Já no que tange aos parâmetros da nova aliança de Deus com a igreja de Cristo, ser justo, é ser justificado por Cristo, mediante a redenção feita pelo Cordeiro de Deus, produzindo assim a reconciliação com Deus.

APENAS SE SALVA. Continua a afirmativa de Pedro, nesta primeira frase do versículo, em que ele assegura de que todos aqueles que são justificados por Cristo serão salvos. A palavra “apenas” nos ensina sobre a necessidade do pecador aceitar a Cristo Jesus como Senhor e Salvador, a fim de, receber os benefícios eficientes da obra redentora do Filho de Deus. Não tem jeito, é condição sinequanon para quem desejar ser salvo, ter que acreditar na obra de reconciliação e redenção de Cristo.

ONDE APARECERÁ O ÍMPIO E O PECADOR? A expressão “onde” dá início a uma interrogação feito pelo apóstolo. O ímpio e o pecador citados pelo escritor dizem respeito a todos aqueles que rejeitam a Cristo como Senhor e Salvador, por não acreditarem na obra redentora do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Novo Testamento expõe sobre o destino final dos que forem desobedientes ao evangelho de Deus, que é justamente no inferno, lago de fogo, que é a segunda morte.

PORTANTO, TAMBÉM OS QUE PADECEM. Este é o começo de um novo versículo que o autor usa para concluir seu tema, sobre aqueles que padecem por confessar o nome de Cristo como Salvador. Este “padecer” citado pelo apóstolo diz respeito a todas as formas de sofrimentos enfrentados pelos cristãos primitivos por seguirem o cristianismo. Este padecer implicava em ser perseguido, em muitos casos ter os bens confiscados pelo Estado, outros foram presos e muitos foram também mortos.

SEGUNDO A VONTADE DE DEUS. Tudo que acontece com os servos de Deus, tem o acompanhamento do conhecimento do Criador de todas as coisas, é a isso que se chama vontade permissiva do Criador e Governador universal, Deus. O Senhor permite na vida dos seus servos estranhas provações, que somente os que têm o Espírito de Deus é que podem compreender, e isso para o nosso aperfeiçoamento espiritual.

ENCOMENDE-LHES AS SUAS VIDAS. Encomendar neste caso é entregar. O autor recomenda aos seus leitores que orem por aqueles que estão enfrentando problemas por conta das perseguições impostas pelos inimigos do evangelho. Ao mesmo tempo, ele aconselha aos seus leitores que procurem proteger, si possível, estes mesmos que estavam sofrendo com as investidas das autoridades romanas.

COMO AO FIEL CRIADOR, FAZENDO O BEM. Uma das formas de cooperar com os cristãos que vinham sofrendo com as tribulações impetradas pelos opositores do evangelho era lhes fazendo o bem, em guardá-los dos seus perseguidores.

1 Pedro 4:17

1 Pedro 4: 17 Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
PORQUE JÁ É TEMPO. A igreja primitiva vivia sob a expectativa da volta de Cristo imediatamente para arrebatar os remidos do Senhor, sem, no entanto, fazer distinção de tempo entre a ascensão de Cristo e sua volta para arrebatar os salvos. Os sofrimentos do povo de Deus, frente ás perseguições daquela época, os leitores de Pedro, bem como o próprio escritor, sentiam o desejo de partir e estar com o Senhor, como não podiam nem deviam antecipar a partida, o escape era o arrebatamento.

QUE COMECE O JULGAMENTO. 2 Coríntios 5:10 - Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. O dia do arrebatamento da igreja de Cristo, não deixa de ser um dia de julgamento, até porque, quem for digno da salvação será arrebatado, mas os desobedientes não participarão. Este julgamento não será para condenação, mas sim, para galardoar os que trabalharam na grande ceara do mestre.

PELA CASA DE DEUS. Conforme os ensinos mais claros do Novo Testamento, primeiro se dará o arrebatamento da igreja amada de Cristo, que por sua vez comparecerá perante o tribunal de Cristo, nas mansões celestiais. Já o julgamento dos ímpios perante o grande trono branco se dará depois, (Apocalipse 20:12) onde os que não tem os seus nomes escritos no “livro da vida” serão condenados segundo as suas obras e serão lamentavelmente lançados no lago de fogo e enxofre, o que é a condenação.

E SE PRIMEIRO COMEÇA POR NÓS. Pedro tem certeza que primeiro vai se dá o arrebatamento da igreja remida, para que depois os ímpios sejam julgados perante o grande trono branco. E não somente ele tinha esta certeza, mais esta era a fé comum dos que fizeram parte da igreja de Cristo do primeiro século. Percebe-se também da parte do autor que ele faz um alerta aos seus leitores sobre algo muito importante sobre o julgamento dos cristãos diante de Cristo, pelas obras praticadas por cada um.

QUAL SERÁ O FIM DAQUELES. Conforme já temos comentado em tópicos anteriores, os ímpios não participarão do arrebatamento da igreja, e com isso não estarão perante o tribunal de recompensas de Cristo. Mas, os que desobedecem ao evangelho da verdade irão comparecer perante o grande trono branco para serem julgados segundo as suas obras. E o fim deles será a condenação ou segunda morte.

QUE SÃO DESOBEDIENTES. Desde a manifestação do Messias de Deus na terra, que o evangelho das boas novas tem sido pregado em todo o mundo para que as pessoas se conscientizem de suas responsabilidades diante de Deus. No entanto, os incrédulos se mantem indiferentes aos ensinos transmitidos pelos pregadores do evangelho, e isso terá consequências no destino dos que desobedecem ao evangelho.

AO EVANGELHO DE DEUS? Este é o evangelho das boas novas que trata de tudo aquilo que diz respeito aos parâmetros da nova aliança de Deus com a igreja de Cristo. Ele também é chamado de evangelho de Cristo por conta da missão do Messias de Deus.

1 Pedro 4:15-16

1 Pedro 4:15-16 - Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se intromete em negócios alheios. Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes, glorifique a Deus nesta parte.
QUE NENHUM DE VÓS PADEÇA. O evangelho traz consigo uma mensagem ética com ensinos iluminados que podem mostrar um bom caminho a ser seguido pelos servos de Cristo, quando estes são guiados efetivamente pelo Espírito de Deus. O autor neste ponto, bem como em muitos outros de sua missiva faz proibições severas por meio de exortações, até porque o seu desejo era de que os seus leitores fizessem a diferença no meio daquela sociedade dos seus tempos, como sendo luz do mundo.

COMO HOMICIDA. Sua primeira exortação era de que, nenhum dos seus leitores fossem acusados pelas autoridades, por atos de violência em tirar a vida de quem quer que seja, apesar de, a todo o momento os servos de Cristo estarem sendo tentados a revidar aos seus opositores e perseguidores. Que os sofrimentos enfrentados pelos cristãos fossem motivados pelas injustiças e injúrias dos inimigos do cristianismo, e nunca por terem se levantado contra a vida do seu próximo.

OU LADRÃO OU MALFEITOR. Os judaizantes, os líderes das seitas pagãs e as autoridades romanas buscavam motivos diversos para acusarem os cristãos nos tribunais, e muitos dos seguidores do Senhor Jesus, foram presos injustamente como sendo ladrões, mesmo sem nunca terem pegado em nada dos outros. Além do mais, aqueles que pregavam as boas novas do evangelho eram também acusados de fazerem movimentos contra o governo, porque falavam de um reino de Cristo na terra.

OU COMO O QUE SE INTROMETE EM NEGÓCIOS ALHEIOS. Os irmãos eram de fato encorajados pelos líderes do cristianismo a se dedicarem as coisas do reino de Deus e a fazerem a obra do Senhor divulgando o evangelho aonde Cristo ainda não era conhecido. Ao mesmo tempo em que eram aconselhados a não se envolverem com negócios ilícitos desta vida, até porque para a igreja primitiva a volta de Cristo era eminente. Não era interesse dos cristãos se meterem nos negócios do governo.

MAS, SE PADECE COMO CRISTÃO. Esse era o dilema de quase todos os seguidores de Cristo nos primeiros anos do cristianismo, eles tinham que sofrer as mais intensas formas de punições, simplesmente pelo fato de confessarem a Cristo como Senhor e Salvador. Bastava uma pessoa ou uma família se declarar como seguidores do cristianismo que os inimigos do evangelho se levantavam como oposição.

NÃO SE ENVERGONHE. Na verdade era um privilégio para os cristãos primitivos serem perseguidos por confessarem o nome de Cristo. A história do cristianismo nos conta sobre as hostilidades que os servos de Deus tinham que suportar por conta de romperem com suas antigas religiões, e agora, viverem para Cristo e o reino de Deus.

ANTES, GLORIFIQUEM A DEUS NESTA PARTE. Muitos foram perseguidos, presos, e até mortos pelos opositores do cristianismo, mas, em meio ás tribulações, em vez de reclamarem ou murmurarem, glorificavam a Deus pelo fato de estarem sendo afligidos por seguirem o evangelho. Em tudo, devemos glorificar o nome de Cristo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

1 Pedro 4:14

1 Pedro 4:14 - Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
SE PELO NOME DE CRISTO. O cristianismo surgiu do nome de Cristo, com tudo aquilo que implica o evangelho e a nova aliança da graça de Deus com a igreja de Cristo. No período da igreja primitiva confessar o nome de Cristo como Senhor e Salvador era ter que enfrentar os judaizantes, os líderes das seitas pagas e o império romano como inimigo. Mataram a Cristo na tentativa de não fazer vingar uma nova religião e depois tentaram apagar o seu nome procurando barrar o crescimento do cristianismo.

SOIS VITUPERADOS. A partir do instante que alguém optasse a seguir a Cristo e fazer parte de sua religião, o cristianismo, essa pessoa passava a ser vista como alguém que rompia com sua antiga religião (seja o judaísmo ou as demais religiões que já existiam antes do surgimento do cristianismo) para viver diferente. A decisão de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador era o estopim para surgirem ás perseguições, confisco dos bens pelo estado, prisões e até em muitos casos a morte.

BEM-AVENTURADOS SOIS. Para o mundo, a sociedade, as antigas religiões e o próprio Estado romano, quem se convertesse ao cristianismo passava a ser taxado de louco, de herege, e de fanáticos, e com isso era excluído pela sociedade e pelo Estado. Porem, diante do coração de Deus essa pessoa passava a ser bem-aventurada, feliz, abençoada, cheia de esperança e com promessas de um futuro brilhante, recebendo a promessa de salvação e vida eterna em Cristo Jesus, o Salvador da sua igreja remida.

PORQUE SOBRE VÓS REPOUSA O ESPÍRITO. A presença do Espírito de Deus na vida dos convertidos ao cristianismo fazia parte das mais importantes promessas de Cristo para aqueles que passavam a estar ligados ao seu corpo, que é a sua igreja amada. Quando um pecador se converte dos seus maus caminhos e aceita a Cristo como Senhor e Salvador, ele recebe juntamente com o perdão dos seus pecados, a presença habitadora do Consolador, ele que produz o novo nascimento e a regeneração.

DA GLÓRIA DE DEUS. Aquele que verdadeiramente é nascido de cima e regenerado pelo poder do evangelho glorioso de Cristo, tem o Espírito da glória de Deus repousando sobre sua vida, porque esta foi à promessa feita pelo Senhor Jesus. O Espírito Santo tem a função de glorificar e magnificar a Deus e a Cristo na vida dos seguidores do reino de Deus (João 16:14). Ele revela de fato quem Deus é em essência.

QUANTO A ELES, É ELE, SIM, BLASFEMADO. “Quanto a eles” O autor se refere aos inimigos e opositores do cristianismo, a todos aqueles que lutavam contra o povo de Deus e o avanço do evangelho no mundo. Eles blasfemavam do Espírito de Deus e também contra os seguidores do Senhor Jesus. Os ímpios blasfemam contra Deus.

MAS QUANTO A VÓS, É GLORIFICADO. Por outro lado, os servos de Cristo amam a presença habitadora do Espírito de Deus, por isso que, todo aquele que é transformado pelo poder do evangelho tem sede da presença do Paráclito divino. É o Espírito Santo quem produz o novo nascimento (João 3:3,5) e a regeneração espiritual.

1 Pedro 4:13

1 Pedro 4:13 - Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
MAS ALEGRAI-VOS. Este “mas” exposto pelo autor é proposital para influenciar positivamente os seus leitores em uma direção diferente do que ele vinha falando no texto anterior, em que os cristãos eram submetidos as mais severas provações que a dura realidade lhes impunha. Mas, para vencer tudo isso, a saída era se alegrar até mesmo com as coisas negativas que lhes estavam acontecendo, mostrando aos adversários do evangelho que, o estado emocional não depende das circunstâncias.

NO FATO DE SERDES PARTICIPANTES. Ser discípulo de Cristo implica em seguir o mesmo caminho que o Senhor trilou, e com isso, seguir os seus passos é caminhar na mesma direção, e assim, supõe-se em ter que enfrentar as mesmas coisas que o Cristo de Deus teve que enfrentar. Quando se diz que um verdadeiro servo de Deus tem as marcas de Cristo é porque a sua vida é pontilhada pelas mesmas circunstâncias que o Filho de Deus teve que enfrentar de contrariedades e adversidades.

DAS AFLIÇÕES DE CRISTO. Jesus Cristo de Nazaré não teve uma vida nada fácil, desde logo sedo em sua vida, teve que enfrentar a oposição do império das trevas, quando já com mais ou menos dois anos de idade já era perseguido pela morte. No exercício do seu ministério teve que enfrentar a oposição ferrenha dos líderes religiosos de sua época, sem contar que as autoridades romanas buscavam a tudo custo destruir a sua vida, por conta das profecias de que ele era o Rei da descendência de Davi.

PARA QUE TAMBÉM NA REVELAÇÃO. Os leitores de Pedro tinham que conviver com uma realidade hostil por conta das perseguições que se levantavam a todo o momento contra a igreja de Cristo, até porque os inimigos do evangelho queriam destruir o cristianismo. Todavia, em meio à escuridão, o apóstolo mostra um farou de plena luz para o qual os seus leitores deveriam fixar seu olhar, e isso apontava para um futuro brilhante e resplandecente na revelação de Cristo para os seus remidos.

DA SUA GLÓRIA. Certamente o escritor se refere ao momento do encontro dos remidos com Cristo no dia do arrebatamento, em que o Senhor Jesus será revelado em seu resplendor e glória total para sua igreja amada. Essa glória retrata em essência o que Cristo é diante de Deus e para toda a criação. O evangelho da revelação nos faz saber que ele está assentado a destra de Deus em posição de destaque e poder, acima até mesmo dos anjos, arcanjos, querubins, serafins e de toda a criação de Deus.

VOS REGOZIJEIS. No tempo presente, as lutas e perseguições contra a igreja muitas vezes produzia na alma e no espírito dos seguidores de Cristo angustias e tristezas. No entanto, todos os sofrimentos e adversidades que os servos de Deus passam nesta vida, hão de ser superados pelo gozo de participar do arrebatamento da igreja.

E VOS ALEGREIS. Quantas lágrimas foram derramadas pelos cristãos primitivos que eram injustamente presos, maltratados e condenados á morte pelos tribunais eclesiásticos e políticos? Porem, nada disto há de ser comparado com a alegria dos remidos, quando se encontrarem com Cristo nos ares para entrar na vida eterna.

quarta-feira, 23 de março de 2016

1 Pedro 4:12

1 Pedro 4:12 - Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos testar, como se coisa estranha vos acontecesse.
AMADOS. A chamada de Pedro para o reino de Deus, assim como a de seus leitores era o resultado do ilimitado amor de Deus. O Senhor Jesus Cristo quando esteve exercendo o seu ministério em prol de sua igreja foi o maior protagonista do amor para com o próximo, e o apóstolo Pedro provou deste amor singular do Senhor Jesus pelos seus. Agora, era o próprio Pedro quem demonstrava tal amor pelas ovelhas de Cristo, e isso cumprindo assim, a lei de Cristo, que exige dos seus o amor na prática.

NÃO ESTRANHEIS. Muito mais do que os seus leitores, o apóstolo Pedro já havia passado por momentos de dificuldades por conta de ser ele um dos representantes do reino de Deus aqui na terra, até porque ele era uma importante liderança do cristianismo no tempo da igreja primitiva. Desta forma, ele tinha o seu próprio testemunho de que os inimigos do evangelho se levantariam contra o rebanho de Cristo, que se multiplicava cada vez mais a cada dia, por meio da regeneração.

A ARDENTE PROVA. É bem provável que estas provações pelas quais os seguidores de Cristo estavam passando diziam respeito ás perseguições que os opositores da obra de Deus vinham fazendo contra o cristianismo. Pela história do cristianismo descobrimos que, neste mesmo tempo, muitos dos servos de Cristo estavam sendo presos e os seus bens sendo confiscados pelo governo romano. Enquanto isso, muitos outros, principalmente os líderes do cristianismo, estavam sendo mortos, por amor a Cristo.

QUE VEM SOBRE VÓS. Os cristãos não procuravam por tais provações, nem muito menos davam motivos para que os inimigos do reino de Cristo se levantassem contra a igreja perseguida do Cristo de Deus. Todos os servos de Deus buscavam de maneira sistemática viver uma vida digna, mas nem por isso, evitavam de que sobre eles se levantassem as tribulações e aflições. Os inimigos do evangelho queriam barrar o crescimento da igreja, mesmo que para isso tivessem que matar todos os cristãos.

PARA VOS TESTAR. Ser cristão nos dias de hoje é questão, até certo ponto, de status, mas nem sempre foi assim, principalmente no primeiro século da igreja primitiva, ser cristão era uma questão de vida e morte, uma vez que, ser um seguidor do Senhor Jesus lá nos começos da igreja, era sinal de ter que enfrentar perseguições, prisões e morte. Muitos dos leitores de Pedro tiveram que enfrentar tais provações e testes.

COMO SE COISA ESTRANHA. Era tudo muito estranho mesmo, uma vez que os servos de Deus viviam de forma correta, cumprindo seus deveres como cidadãos, mas mesmo assim tinham que passar pelas injustiças dos homens. Dependendo do local onde moravam os servos de Cristo eram hostilizados simplesmente por confessarem sua fé em Jesus de Nazaré, e sem motivos justificáveis eram de maneira terríveis perseguidos para que negassem a sua fé, e quando não assim o faziam, eram mortos.

VOS ACONTECESSE. A realidade era dura, porque não eram fatos e perseguições ideológicas, mas as consequências eram práticas na vida dos servos do Senhor Jesus. Todos os dias, muitos cristãos eram presos, torturados e mortos por amor a Cristo.