Pesquisar este blog

sábado, 28 de maio de 2016

1 João 3:24

1 João 3:24 - E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.
E AQUELE QUE GUARDA. O apóstolo do amor termina este capítulo deixando uma prova de quem realmente é um verdadeiro servo do reino de Deus e de Cristo. Muitos judaizantes e seguidores do gnosticismo se diziam cristãos, somente para se infiltrarem no meio da comunidade cristã, mas, no fundo, no fundo, a intenção era desviar os seguidores de Cristo do verdadeiro evangelho. “Guardar” neste caso era por em prática e buscar viver o evangelho, crendo no nome de Cristo e amando o seu semelhante.

OS SEUS MANDAMENTOS. Conforme a nova aliança da graça de Deus, Cristo resumiu sua legislação em dois importantes mandamentos, dos quais dependem a lei e os profetas, que são eles: Amará ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de todo a tua alma, e com todas as tuas forças. Como também amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Em texto anterior, o apóstolo também fala sobre que, o mandamento de Deus é que creiamos no nome do Filho de Deus, Jesus Cristo, como meio legal para a salvação e vida eterna.

NELE ESTÁ. Simplesmente frequentar uma denominação ou dizer que é um cristão, não se constitui em prova real e verdadeira de que alguém está de fato ligado á videira verdadeira, que é Cristo. Para que alguém possa dar testemunho fidedigno de que está em Cristo, tal pessoa tem que viver conforme determina o evangelho das boas novas de Cristo, amando a Deus acima de qualquer coisa e ao seu próximo como a si mesmo. Está em Cristo é andar como ele andou, viver como ele viveu, e seguir os seus passos.

E ELE NELE. Alguém pode até querer dizer que está em Cristo ou que faz parte do corpo de Cristo apresentando uma religiosidade artificial, mas, o problema é se Cristo está na vida da pessoa. Quando Cristo está na vida de uma pessoa, seu modo de agir, pensar e falar faz a diferença no meio da sociedade, porque tal pessoa, pensa como Cristo pensou, anda como Cristo andou e suas palavras estão de acordo com o evangelho de Cristo. Quando Cristo está na vida de uma pessoa, ela se constitui em um discípulo de Cristo.

E NISTO CONHECEMOS QUE ELE ESTÁ EM NÓS. E nisto o que? O parâmetro da nova aliança de Deus com a igreja de Cristo estabelece comunhão plena com Deus e com Cristo pelo Espírito Santo. Tanto o escritor quanto os seus leitores eram conhecedores dos meios estabelecidos para se viver com Cristo e para Cristo. O evangelho ensina que os filhos de Deus são aqueles que aceitam a Cristo e vivem guiados pelo Espírito de Deus.

PELO ESPÍRITO. O nome “Espírito” esta posto na bíblia com letra inicial maiúscula identificando que trata do Espírito Santo de Deus. Cristo, quando ainda estava entre os homens, ele falou que, era necessário deixar a terra e subir para o Pai para que o Espírito de Deus viesse para estar com a sua igreja. No dia de pentecostes isso aconteceu.

QUE NOS TEM DADO. A vinda do Espírito Santo de Deus para ajudar a igreja de Cristo tem uma importância fundamental para a perpetuação do cristianismo na terra. A presença habitadora do Espírito Santo na vida dos que servem a Cristo é um presente da parte de Deus e de Cristo para sua igreja, cumprindo assim a sua promessa.

1 João 3:23

1 João 3:23 - E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.
E O SEU. Este texto, ora que estamos comentando, nos faz reiterar o que dentro do nosso comentário temos defendido que, o que o Velho Testamento fala sobre o Deus Pai, dentro das páginas do Novo Testamento pode ser dito sobre o Cristo de Deus. E nisso não estará se cometendo o pecado do politeísmo, porque o Deus Pai é quem apresenta o Deus Filho como seu legítimo representante entre os homens, como sendo o seu Emanuel, ou seja, Deus entre os homens. Jesus era homem, mas também Deus.

MANDAMENTO É ESTE. E o seu mandamento é este. Certamente o apóstolo se refere ao evangelho das boas novas, que traz consigo o legado de uma nova aliança de Deus com a igreja de Cristo. O Novo Testamento confirma esta nova aliança de Deus, com uma nova revelação dos planos de Deus para a humanidade, mediante a intervenção do seu Cristo, como redentor da humanidade. Este novo mandamento da lei de Deus não implica em quebra da regra do monoteísmo judaico, mas é a confirmação do pacto messiânico.

QUE CREIAMOS NO NOME. O judaísmo cultural e religioso de Israel, sempre defendeu a crença em um único Deus verdadeiro, deferente das demais nações pagãs do mundo, com seu politeísmo, com crenças em uma diversidade ilimitada de deuses. O cristianismo continua defendendo o monoteísmo com a crença em um Deus único e verdadeiro, em três pessoas, Deus pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. O Deus Filho é a manifestação de Deus entre os homens, também conhecido como o Emanuel de Deus, Deus conosco.

DE SEU FILHO. O Novo Testamento confirma por inúmeras referências bíblicas que Jesus de Nazaré é de fato o filho de Deus. E uma das provas bastante convincente é o fato de Jesus ter sido gerado pelo Espírito de Deus (Mateus 1:18,20). Portanto, crer no nome do Filho de Deus, não é politeísmo ou idolatria, porque tudo que envolve a pessoa bendita de Jesus Cristo está de conformidade com o plano de Deus. A pessoa de Jesus foi a manifestação do Messias de Deus, o Emanuel de Deus ou Deus entre os homens.

JESUS CRISTO. Essa composição de um nome próprio e um adjetivo qualificativo, dizem muito mais do que se possa imaginar. Jesus é o nome próprio do Filho de Deus, que nos fala de sua natureza humana e da encarnação do Verbo de Deus, cumprindo assim o propósito de Deus, no que tange a expiação e propiciação em prol da igreja remida. Já o adjetivo, Cristo, nos ensina sobre a missão do Messias de Deus com seus efeitos positivos.

E NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS. A nova aliança de Deus com a humanidade, por meio de Cristo, tem como base horizontal a prática do amor fraternal entre os seres humanos. Esse mesmo mandamento foi reiterado pelo próprio Jesus, ele que, primeiro deu o seu próprio exemplo, para então, ensinar que devemos amar uns aos outros. Este amor não pode ser demostrado somente com palavras, mas em prática e em verdade.

SEGUNDO O SEU MANDAMENTO. É bem provável que o pensamento do apóstolo esteja focado no que falou o Senhor Jesus Cristo, cumprindo seu ministério em Marcos 12:31 – amarás ao teu próximo como a ti mesmo, não há outro mandamento maior do que estes.

1 João 3:21-22

1 João 3:21-22 - Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus. E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.
AMADOS, SE O NOSSO CORAÇÃO NÃO NOS CONDENA. É recorrente dentro dos escritos de João o seu tratamento amoroso para com os seus leitores, uma vez que, de conformidade com as tradições do cristianismo, ele ficou sendo conhecido como o apóstolo do amor. O autor ressalta a importância de se ter uma consciência livre de acusações diante de se mesmo para com Deus. E isso fala sobre o esforço do servo de Deus para viver de tal maneira a evitar a prática do pecado, falhas e erros no dia a dia.

TEMOS CONFIANÇA PARA COM DEUS. Quem procura viver de forma a cumprir as exigências das leis de Deus, constrói uma ponte segura de acesso rumo ao coração do Pai, no sentido de ser bem aceito perante o trono da graça. E esta confiança se traduz por certeza de que, o Criador ouvira a oração e entrará em ação para responder positivamente, conforme o desejo do que clama. Uma vida digna perante o Senhor produz convicção de que a comunhão será favorável em todos os aspectos com o Pai.

E QUALQUER COISA QUE LHE PEDIRMOS. A vida de pecaminosidade, dando lugar as concupiscências da carne e a soberba da vida, cria empecilho para que alguém possa ter êxito em suas orações, isso porque, Deus é santo, e exige santidade dos que lhe servem. Mas, quando alguém se dispõe a viver no centro da vontade de Deus, renunciando a si mesmo e tudo que o mundo oferece, esse servo tem plena liberdade para entrar perante o Senhor e depositar diante do seu Deus, tudo que lhe convêm solicitar e pedir.

DELE A RECEBEREMOS. “Dele”, fala do Deus que está atento a tudo que acontece, principalmente as orações e petições que os seus servos lhe dirigem, porque o Senhor é um Deus vivo que ouve as orações dos seus servos e se prontifica a trabalhar por aquele que nele espera. Quem busca o reino de Deus em primeiro lugar e as coisas que são de cima como prioridade, possui fé o suficiente para construir um canal de respostas positivas as suas orações, isso porque, é a palavra de Deus quem nos garante e assegura.

PORQUE GUARDAMOS OS SEUS MANDAMENTOS. A legislação de Moisés estabelecia os parâmetros de uma aliança de Deus com o povo de Israel, enquanto que o evangelho das boas novas estabelece as diretrizes da nova aliança de Deus, por meio de Cristo, com a igreja remida do Senhor Jesus. Todo aquele que faz parte do novo Israel de Deus, a igreja de Cristo, e que obedece as doutrinas cristãs, é ouvido e respondido pelo Criador.

E FAZEMOS O QUE É AGRADÁVEL. Essa frase nos ensina sobre a vida digna que leva o discípulo de Cristo, que busca com seus atos, palavra e pensamentos agradar ao Deus Onisciente, que tudo conhece e que tudo ver também. A renúncia das coisas desta vida, e a busca do reino de Deus e das coisas que são de cima, são regras desta nova aliança.

A SUA VISTA. O religioso simplesmente busca se apresentar para a sociedade como alguém que se considera melhor que os outros. Mas o cristão verdadeiro se esforça e se empenha para viver dignamente perante Deus, ele que tudo ver e que tudo conhece.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

1 João 3:19-20

1 João 3:19-20 - E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações. Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas.
E NISTO CONHECEMOS QUE SOMOS DA VERDADE. E nisto o que? Que o seguidor do Senhor Jesus pratica o amor fraternal, cuidando e protegendo uns aos outros, e que o amor no meio do povo de Deus, não é apenas de palavras. O conhecimento tão defendido pelos gnósticos era falso, mas os ensinos do evangelho eram a verdade de Deus. A expressão: “Somos da Verdade”, significa dizer que, os inimigos do cristianismo eram todos falsos, mas os apóstolos e líderes do cristianismo eram todos verdadeiros.

E DIANTE DELE. Jesus ensinou durante o seu ministério que, ele devotou todo o seu amor para com o Pai, buscando o reino de Deus em primeiro lugar e fazendo a sua vontade, em tudo que praticava e falava. Deixou os seus ensinos de que, os seus discípulos amassem ao Senhor Deus Criador acima de qualquer coisa. De forma que, os seguidores de Cristo tinham, além de praticarem o amor fraternal para com o próximo, buscar com todo empenho agradar ao Pai, e isso, os leitores de João faziam com toda dedicação.

ASSEGURAMOS NOSSOS CORAÇÕES. João se inclui em sua declaração para dizer que, a igreja de Cristo estava cumprindo em tudo as exigências propostas pela mensagem e as doutrinas do cristianismo. Eles viviam tranquilos diante de Deus, porque suas consciências lhes testificavam de que estavam executando o querer de Deus. Não é paradoxal dizer que, o autor quando, neste caso, fala a respeito do coração, ele está se reportando aos pensamentos e consciência dos seus leitores e dele próprio também.

SABENDO QUE, SE O NOSSO CORAÇÃO NOS CONDENA. Os conhecimentos difundidos pelos falsos mestres gnósticos, em vez de proporcionar sabedoria ao ser humano, tinham efeitos contrários, porque imprimia a cauterização de heresias negativas nas mentes das pessoas. Enquanto que, a vida digna que os cristãos viviam, trazia tranquilidade e segurança aos servos de Deus, tendo a convicção de que a justificação que vem de Cristo é suficiente para deletar os pensamentos contrários do coração.

MAIOR É DEUS. João faz lembrar aos seus leitores, que somos seres humanos com suas alterações de caráter e personalidade, pelas consequências do pecado, em que qualquer um está passível de erros e falhas na vida pessoal. O apóstolo mostra uma luz no fim do túnel, para iluminar a escuridão do pecado, quando este atua na vida dos seres humanos, focando na bondade de Deus e a ação de sua misericórdia em perdoar aos pecadores.

DO QUE OS NOSSOS CORAÇÕES. Se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que os nossos corações. Certamente, o escritor sinaliza na direção de salientar o valor da beneficência de Deus, em favor daqueles que nascem de nova, em aceitar a Cristo Jesus como Senhor e Salvador. Deus tem a capacidade de superar o peso de nossa consciência, proporcionando tranquilidade e paz em nossos corações.

E CONHECE TODAS AS COISAS. O apóstolo trata dentro desta frase, de um dos temas muito importante, que é a Onisciência de Deus. O Senhor Deus que conhece todas as coisas é o mesmo Deus que compreende as falhas dos seres humanos para perdoar-lhes. Mesmo conhecendo as nossas falhas, ele providenciou a reconciliação, por meio da obra perfeita de propiciação em cristo Jesus.

1 João 3:17-18

1 João 3:17-18 - Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.
QUEM, POIS, TIVER BENS DO MUNDO. A igreja de Cristo sempre foi composta por pessoas de diferentes classes sociais, e neste caso, o apóstolo se dirige aos filhos de Deus que tinham uma melhor condição financeira. O povo de Cristo, neste período, viviam sob a perspectiva eminente da volta de Cristo, como também, boa parte dos seguidores do cristianismo estavam tendo seus bens confiscados pelo império romano, de forma que, não era momento de se apegar as coisas materiais desta vida.

E VENDO SEU IRMÃO NECESSITADO. Neste texto, a palavra “irmão” se confirmava como sendo um bom costume dentro da comunidade cristã para representar o novo Israel de Deus, a igreja remida de Cristo. Por conta das perseguições sofridas pelos seguidores do Senhor Jesus, muitos dos servos de Deus perderam seus bens, enquanto outros, que estavam se convertendo ao cristianismo eram pessoas consideradas pobres economicamente. O apóstolo faz uma radiografia realista da situação da igreja de Cristo.

LHE CERRAR AS SUS ENTRANHAS. Desapego ás coisas matérias, era a palavra de ordem dentro desta mensagem escrita por João, estimulando aos seus leitores a que não fechassem suas mãos, negando-se a ajudar aos que mais precisavam. O livro de Atos dos Apóstolos é o conteúdo literário e histórico da igreja primitiva, que narra os fatos comportamentais do início do cristianismo. No capítulo dois nos mostra que a igreja de Cristo, desta época, mantinha o sentimento de comunhão comum de bens entre todos.

COMO ESTARÁ NELE O AMOR DE DEUS? O apóstolo faz uma pergunta, com gostinho de mensagem de estímulos, para que os irmãos se sentissem pressionados a cooperar financeiramente com os que estavam passando por necessidades. Quando alguém de fato se converte ao reino de Deus, o amor do Pai é derramado sobre seu coração, a fim de que, o servo de Deus possa praticar o amor fraternal para com o seu semelhante. Negar uma boa ação para com os mais necessitados, era negar a amor de Deus.

MEUS FILHINHOS. Alguns comentaristas bíblicos afirmam que, essa frase, diz respeito á forma carinhosa com que o apóstolo João sempre tratava os seus leitores e os seguidores de Cristo, é tanto que ele ficou conhecido como o apóstolo do amor. Mas outros afirmam que, essa frase, se refere a o indicativo que, os leitores originais desta carta eram de fato filhos na fé do grande apóstolo do amor, João.

NÃO AMEMOS DE PALAVA NEM DE LÍNGUA. Percebe-se uma exortação do escritor, aos que amam apenas no discurso. Este é um ataque direto ao artificialismo religioso, em que as pessoas falam sobre o amor fraternal, mas negam o amor para com o seu próximo por meio de suas obras.

MAS POR OBRA E EM VERDADE. O Senhor Jesus foi o exemplo modelo, neste assunto, quando viveu na prática o amor fraternal. O que ele repassou como disciplina e ensinamentos para os seus apóstolos, que a partir de então, deveriam ser postos em prática pela sua igreja amanda. O amor cristão deve ser demonstrado por meio de obras, e não apenas de palavras.

1 João 3:16.

1 João 3:16 - Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
CONHECEMOS O AMOR NISTO. O apóstolo deixa a teoria e mostra um exemplo pratico do que é em essência o amor fraternal, e com isso, ele estimula efetivamente a que os seus leitores dessem o devido valor uns aos outros, olhando para o exemplo deixado pelo grande Mestre, Cristo Jesus. Quem sabe os leitores de João conheciam pessoalmente á pessoa amoroso de Cristo, ou os que não conheciam estavam bem informados sobre a sua forma prática de amar ao seu semelhante, de forma fidedigna e real.

QUE ELE. O escritor se refere ao Messias prometido por Deus, nas antigas profecias messiânicas, proferidas pelos profetas do Senhor, o mesmo Emanuel, ou seja, Deus conosco ou Deus entre os homens, uma vez que, o Cristo de Deus foi á epifania do Senhor entre os seres humanos. O apóstolo fala a respeito de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, que como o Cristo de Deus, também era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O evangelho o chama também de Redentor, Salvador e bom Pastor.

DEU. Este verbo, dentro deste texto, nos ensina sobre a entrega voluntária, em que o Cristo de Deus se deu a si mesmo, por amor incondicional a sua igreja. João fala também de uma entrega total, e desta forma, ele combate uma das heresias do gnosticismo, que afirmava que na crucificação do Senhor, estava ali apenas a natureza humana do Filho de Deus, por isso que negavam a encarnação do Verbo, na pessoa de Jesus de Nazaré. Quando na verdade, o cristianismo diz que Jesus é em essência o Cristo e Messias.

A SUA VIDA. O bem mais precioso de um ser humano, nesta dimensão terrena, é justamente a sua vida. De forma que, o Cristo de Deus deu tudo de si mesmo, para resgatar a sua igreja do pecado e das consequências do mesmo. Na cruz do calvário, não aconteceu apenas o espetáculo da crucificação, pura e simples, mas ali se efetuava a redenção da humanidade, pela propiciação dos pecados do povo. Cristo estava dando a sua vida, para aplacar a ira de Deus contra o mundo, executando a reconciliação e a paz.

POR NÓS. O escritor aponta em direção à missão propriamente dita, do Messias de Deus em prol da sua igreja. De fato, já estava previsto por Deus, e anunciado por meio dos seus antigos profetas, sobre a obra de redenção, com seus efeitos universais. A frase “por nós” fala sobre a igreja remida de Cristo, incluindo o próprio apóstolo João, ele que se declara por convicção fazer parte do corpo de Cristo, a igreja, é o novo Israel.

E NÓS DEVEMOS DAR A VIDA. O ministério de Cristo, é tido como modelo para aqueles que após a morte do Messias de Deus, teriam a missão de dar continuidade, á implantação do cristianismo no mundo. Os acontecimentos que se deram na vida e no ministério, das principais lideranças do cristianismo, confirmam essa declaração do apóstolo João.

PELOS IRMÃOS. Esse tratamento do autor aos seus leitores, aponta em direção da igreja de Cristo, composta por todos aqueles, que agora, faziam parte da família de Deus, o novo Israel, a igreja amada de Cristo. Não somente o Mestre, Jesus Cristo, mais também, muitos outros participaram do nascimento do cristianismo como representantes de Deus.

1 João 3:15.

1 João 3:15 - Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.
QUALQUER QUE. Neste caso, não importa se a pessoa é alguém que confessa seguir o cristianismo, ou o judaísmo, ou o gnosticismo, ou qualquer outra religião. E ainda se é um ateu, ou um incrédulo, ou ímpio, ou que haja se rebelado ou não contra o Senhor, ou que seja desobediente ou não aos mandamentos de Deus, ou que se mantenha alienado dos planos do Criador. Sejam quem for, quem não praticar o amor fraternal, não faz parte da igreja de Cristo, porque o mandamento de Cristo é o amor fraternal na prática.

ODEIA. Os seguidores do judaísmo, mesmo tendo aprendido com a legislação de Moisés, que deveriam amar ao próximo, mas eles odiavam aos cristãos, porque achavam que o nascimento do cristianismo significava a morte do judaísmo. O império romano agia com base no ódio contra os seguidores de Cristo, isso porque, as autoridades romanas acusavam aos cristãos de deixarem de adorar as autoridades do império, que se consideravam semideuses, e passavam a adorar unicamente a Cristo Jesus como Senhor.

SEU IRMÃO. Desde os tempos mais remotos da história da humanidade que os seres humanos se consideravam irmãos uns dos outros, porque acreditavam que surgiram de uma mesma arvore genealógica chamada Adão e Eva. Os Judeus, se consideravam irmãos uns dos outros, por se encontrarem nos seus antepassados ilustres, os patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó. Já os cristãos se consideravam irmãos, porque temos a Deus como Pai. O evangelho diz que os que aceitam a Cristo, tem o direito de serem feitos filhos de Deus.

É HOMICIDA. Quem odeia a seu irmão é um homicida. Certamente o autor ainda tem em mente o caso citado por ele anteriormente de Caim que matou a seu irmão Abel, e assim procedeu, porque foi tomado e dominado pelo sentimento da raiva. As perseguições impetradas pelos inimigos de Deus contra a igreja de Cristo, sejam eles os judeus, ou os líderes das demais religiões, ou do império romano, era justamente o sentimento de odeio que dominava aquela gente, que se levantavam contra a igreja de Cristo.

E VÓS SABEIS QUE NENHUM HOMICIDA. O apóstolo faz lembrar aos seus leitores de que, eles eram conhecedores daquilo que estavam lendo, seja por meio da legislação de Moisés, que determinava que ninguém podia tirar a vida do seu semelhante. A palavra “homicida” humanamente falando, fala sobre aqueles que por qualquer motivo tira a vida do seu próximo, mas espiritualmente, fala de alguém que faz seu irmão perder a fé cristã.

TEM A VIDA ETERNA. Quem tira a vida do seu próximo, por meio da morte biológica ou que na esfera espiritual contribui para que alguém perca a sua fé genuína em Cristo Jesus, não tem direito a vida eterna. Essa vida eterna fala de salvação ou de uma modalidade de vida espiritual, após essa vida terrena. A volta de Cristo é a porta que se abre para a vida eterna.

PERMANENTE NELE. O homicida não tem firmeza no que tange a salvação e a vida eterna. Nem os judaizantes, nem os falsos mestres gnósticos ou os falsos líderes das seitas heréticas, não tinham em si mesmo condições de herdarem a vida eterna, porque perseguiam e até matavam os seguidores de Cristo. E com isso, João deixa claro para os seguidores de Cristo, que os hereges eram falsos cristãos, que se infiltravam no meio do povo de Deus para matarem espiritualmente os cristão, por meio de suas heresias.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

1 João 3:13-14

1 João 3:13-14 - Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.
MEUS IRMÃOS, NÃO VOS MARAVILHEIS. O apóstolo chama seus leitores de meus irmãos, porque este sempre foi um bom costume do Cristianismo, que por sua vez, foi herdado do judaísmo, reconhecidamente o pai do cristianismo. Essa mesma frase também nos ensina sobre a humildade do apóstolo, uma vez que, ele era uma importante liderança do cristianismo, mas nem por isso se achava a cima dos demais seguidores de Cristo. Não vos maravilheis, porque é natural que o mundo odeie os seguidores de Cristo.

SE O MUNDO VOS ODEIA. Jesus deixou bem claro o ódio que o mundo despertou contra sua pessoa, e isso foi demonstrado pelo tratamento hostil que os filhos dos homens lhe dirigiram. O que não seria diferente com os seguidores do reino de Deus, e a história do cristianismo mostra uma radiografia representativa desta realidade. A igreja primitiva passou a representar a pessoa bendita de Cristo Jesus, pelo que, os inimigos de Deus passaram a atacar o corpo de Cristo, que é a sua igreja, que ele comprou com seu sangue.

NÓS SABEMOS QUE PASSAMOS DA MORTE. Conscientemente os leitores de João eram conhecedores de suas responsabilidades diante da decisão que tomaram ao aceitarem a Cristo Jesus como Senhor e Salvador. Quando alguém se decide a viver com Cristo e para Cristo, essa pessoa se arrepende dos seus pecados já praticados, muda de direção ao se converter e passa a ser uma nova criatura por meio do novo nascimento. Com isso, acontece á saída da esfera de morte espiritual, saindo das trevas para a luz.

PARA A VIDA. A decisão de se converter dos maus caminhos para viver na luz de Cristo tem um impacto profundo na vida do novo convertido. A esse fato, o evangelho chama de ressurreição espiritual, porque é como se alguém estivesse de fato morto diante da verdade, mas que recebe o privilégio de renascer para uma nova vida. A partir da decisão, o novo homem passa a desfrutar de uma nova modalidade de vida abundante em Cristo Jesus, uma vez que, passa a ser envolvida na promessa real de vida eterna.

PORQUE AMAMOS OS IRMÃOS. Uma das provas substanciais de que alguém havia nascido de Deus pelo poder do evangelho e a influência do Espírito Santo era quando este alguém se dispunha a viver na prática o amor fraternal. A sobrevivência do cristianismo em meio a tantas perseguições dos inimigos do evangelho era quando os seguidores de Cristo Jesus se propunham a ajudar uns aos outros pela pratica do amor.

QUEM NÃO AMA SEU IRMÃO. De um lado, havia a hostilidade e crueldade dos judaizantes, dos falsos mestres gnósticos, dos líderes das seitas heréticas do paganismo e as perseguições do império romano contra a igreja de Cristo. Mas do outro lado, os que aprenderam com Cristo e com os líderes do cristianismo protegiam os perseguidos.

PERMANECE NA MORTE. A prática do amor fraternal e a comunhão cristã era o combustível que produzia vida espiritual para o rebanho de Cristo. Quem se negava a ajudar aos cristãos perseguidos, também estava negando a vida, optando pela morte.

sábado, 21 de maio de 2016

1 João 3:11-12

1 João 3:11-12 - Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.
PORQUE ESTA É A MENSAGEM QUE OUVISTES DESDE O PRINCÍPIO. O que o apóstolo estava escrevendo era algo que todos já sabiam, não eram ensinos estranhos aos seus leitores, porque o cristianismo tinha como base a prática do amor fraternal. Na realidade, o Cânon do Novo Testamento estava em formação, mas os líderes da igreja primitiva, a começar pelo próprio Cristo, eles todos exerciam com plenitude o ministério da palavra, sempre anunciado o evangelho das boas novas e as doutrinas cristãs.

QUE NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS. Deus prometeu enviar o seu Messias, o Emanuel, Deus conosco, e assim cumpriu sua promessa com o nascimento de Cristo Jesus, ele que veio implantar a nova dispensação da graça. Assim como Moisés deixou sua legislação para o Israel de Deus, não foi diferente com o Cristo de Deus, ele veio e pregou o evangelho das boas novas, onde a principal cultura cristã é a prática do amor fraternal uns pelos outros, e isso, foi confirmado na realidade pela igreja primitiva.

NÃO COMO CAIM. Caim fez parte da primeira família, de Adão e Eva, ele que foi tomado pela inveja e pelo ciúme, sentimentos que não devem prevalecer no coração dos que fazem parte da nova família de Deus, que é a igreja. O autor lembra este caso, entre Caim e seu irmão Abel, para ensinar aos servos de Cristo de que, eles deveriam agir diferentes, no sentido de que fossem dominados pelo sentimento de amor fraternal. Até porque a igreja primitiva precisava de união e unidade entre todos os servos de Deus.

QUE ERA DO MALIGNO. João, mesmo que indiretamente, deixa claro que, não é o que se fala, em tese, mas o que se pratica, que vai dizer a diferença entre os que pertencem a Deus e os que fazem parte do império das trevas, que é constituído pelo diabo e seus demônios, seguido pelos ímpios, os incrédulos e os ateus. Caim era do maligno, e isso deixa bem patente, por aquilo que ele praticou contra seu próprio irmão, Abel. Quem é de Deus, pratica o amor fraternal com o próximo, quem é do diabo faz o mal aos outros.

E MATOU A SEU IRMÃO. E POR QUE CAUSA O MATOU? Gênesis 4:8 fala sobre o fato em si, quando Caim toma a decisão maligna de tirar a vida do seu próprio irmão de sangue, demonstrando assim sua natureza malévola de seguir o mal e não o bem. Ele matou a seu irmão, porque pertencia ao diabo, foi tomado de inveja e ciúme, isso porque Abel servia a Deus. Caim, já em seu coração não servia a Deus é tanto que seu sacrifício não foi aceito perante o Senhor.

PORQUE SUAS OBRAS ERAM MÁS. Deus, que conhece o homem no seu mais íntimo, percebeu que no fundo, no fundo, Caim tinha seus propósitos voltados para as trevas e para o mal. E a sua obra maligna, de matar o seu irmão de sangue, foi a demonstração do que dominava sua alma. Ele recebeu o seu divido castigo por fazer a vontade do diabo.

E AS DE SEU IRMÃO JUSTAS. Abel era diferente do seu irmão Caim, e isso ficou demonstrado, pelo fato de que ele servia com fidelidade a vontade de Deus. O seu sacrifício foi prontamente aceito pelo Criador, porque suas intenções eram boas. Não será diferente com aqueles que servem a Deus com sinceridade e fidelidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

1 João 3:10

1 João 3: 10 Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.
NISTO SÃO MANIFESTOS. A Palavra de Deus afirma que há uma diferença entre os que servem a Deus e os que não servem. Desde a primeira família que habitou a terra que esta diferença foi destacada, nas pessoas de Caim e Abel. Não era diferente nos dias da igreja primitiva, bem como nos dias de hoje. Jesus disse que, pelos frutos se conhece uma arvore. O que indica a manifestação dos filhos de Deus é que estes agem diferentes dos demais, isso porque os filhos de Deus se identificam com Cristo, o irmão mais velho.

OS FILHOS DE DEUS. Nem todos são filhos de Deus, mas todos são criaturas de Deus. Os filhos de Deus são aqueles que aceitaram a Cristo Jesus como Senhor e Salvador (João 1:11-13). Estes mesmo que nasceram pela influencia direta do Espírito Santo de Deus (João 3:3,5). E que são guiados pelo Espírito do Senhor (Romanos 8:16). Os filhos de Deus são aqueles que buscam o reino de Deus, como prioridade, e as coisas que são de cima, isso porque, não andam mais conforme o mundo, mas fazem a vontade do Pai.

E OS FILHOS. Já os filhos do diabo, são aqueles que seguem o mesmo exemplo de satanás, que se rebelou contra o seu Criador, deixando de fazer a vontade de Deus para seguir as trevas e toda a forma de mal. Os filhos do diabo são aqueles que buscam se alienar de Deus, entrando pelo caminho da desobediência, porque preferem a apostasia do que se submeterem ao querer do Criador, escolhem ser ateus do que acreditarem na obra redentora do Cristo de Deus em prol da humanidade, estes são os filhos do diabo.

DO DIABO. O diabo é a mesma coisa ou pessoa de satanás, em que a palavra de Deus também chama de lúcifer, inimigo de Deus e de Cristo, que também é o maior inimigo da raça humana, uma vez que, desde o princípio que busca por todos os meios prejudicar os homens. O diabo, antes de sua rebelião, vivia na presença de Deus, mas a inveja tomou conta dele, ao ponto de querer ser igual ao Criador, ação tal que o levou a se rebelar contra Deus, o que proporcionou sua expulsão das mansões celestiais, com os demônios.

QUALQUER QUE NÃO PRATICA A JUSTIÇA. O autor fala de distinção, diferença entre os que servem a Deus e os que não servem. Neste mesmo tempo da igreja primitiva, os opositores do cristianismo se infiltravam no meio da comunidade cristã, dizendo-se também seguidores do evangelho, mas tinham como finalidade plantarem suas heresias no meio do povo de Deus, para confundir os duvidosos e novos convertidos.

E NÃO AMA A SEU IRMÃO. Um dos sinais evidentes que o próprio Cristo deixou que diferencia o cristão verdadeiro dos incrédulos é justamente a prática do amor fraternal. Jesus, quando esteve na terra, ele deixou este exemplo de amor ao próximo, além de ter ensinado aos seus seguidores que deveriam amar ao seu semelhante como a si mesmo. O tempo era de dar este fruto, porque todos precisavam uns dos outros.

NÃO É DE DEUS. Uma forma de testemunhar de que segue a Cristo e ao seu evangelho é efetivamente fazendo o bem ao próximo. Os filhos do diabo, que são os ímpios, vivem a praticarem continuamente a maldade, por isso que a verdade diz que, não são de Deus.

1 João 3:9

1 João 3:9 - Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.
QUALQUER QUE É. João permanece debulhando o mesmo assunto, até que possa deixar bem clara a posição dos que eram de Deus e estavam em Cristo, dos demais, que agiam pelo espírito de desobediência, apostasia e rebelião, que ele chamou de filhos do diabo. Neste caso, não importava se alguém estava fora ou dentro da comunidade cristã, o que diferenciava um do outro, era se alguém tinha como fonte de sua fé, a regeneração espiritual, que para os escritores do Novo Testamento, significava nascer de novo.

NASCIDO DE DEUS. O mesmo autor deixou escrito em seu evangelho, que o próprio Jesus havia falado que, o Pai quem trazia até ele as suas ovelhas, e com isso entendemos que, isso se traduz por nascimento espiritual da parte de Deus. Ele também ensinou sobre como nascer de Deus, ao afirmar que os filhos de Deus são aqueles que aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, os quais não nasceram da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Os remidos de Cristo são nascidos de Deus, ou nascidos de cima.

NÃO COMETE PECADO. Cometer pecado, neste caso, não é a mesma coisa que errar em nossas ações e atos do dia a dia, nem tão pouco falhar naquilo que prometemos fazer para com o reino de Deus. O apóstolo esta se referindo ao pecado de rebelião, de apostasia deliberada e desobediência por capricho da parte dos que conscientemente se alienam do Criador, mesmo conhecendo plenamente a sua vontade. Quem é nascido de Deus, não tem prazer em uma vida pecaminosa, mas busca a santificação de vida.

PORQUE A SUA SEMENTE. No capítulo anterior, João escreveu sobre a “unção”, que agora ele chama de a semente. Todo aquele que é nascido de Deus, ou que mergulhou no rio do novo nascimento, tem o Espírito de Deus, porque o mesmo escritor nos deixou registrado em seu evangelho que, o novo nascimento é um fruto produzido pelo Espírito Santo de Deus (João 3:3,5). Esta semente também nos fala da fé e do conhecimento que temos do evangelho de Cristo para fazermos e executamos, em tudo, a vontade do Pai.

PERMANECE NELE. Ser um discípulo de Cristo e seguidor do evangelho da verdade é um pacto ou aliança de mão dupla. Onde por um lado, o cristão verdadeiro aceita a Cristo como Senhor e Salvador, passando a viver conforme as doutrinas e ensinos bíblicos. E por outro lado, vêm os efeitos da aplicabilidade da verdade do evangelho na vida da pessoa, e isso é possível, porque o Espírito de Deus passa a guiar os novos convertidos.

E NÃO PODE PECAR. Diante da proposta de “ato e ação”, entre os servos de Cristo e a influencia do Espírito de Deus em sua vida, não é possível conciliar fidelidade ao evangelho e a prática deliberada do pecado. A renúncia as concupiscências da carne e a soberba da vida é o caminho ideal para quem é nova criatura em Cristo Jesus.

PORQUE É NASCIDO DE DEUS. Ser nascido de Deus é ser filho do Pai. O mesmo escritor fala sobre os filhos do diabo, que são aqueles que trilham o mesmo caminho de satanás, que foi o caminho da rebelião. Já os filhos de Deus, são aqueles que nasceram de novo, por terem aceito a Cristo Jesus como Senhor e Salvador pessoal e individual.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

1 João 3:8

1 João 3:8 - Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.
QUEM COMETE PECADO. É claro que o autor não se refere ás falhas humanas, em suas atividades diárias, em que os filhos dos homens, com suas personalidades e caráter distorcidos tem a tendência a viverem conforme é programado desde criança. Mas, é provável que o apóstolo se reporte aqueles que vivem dominados pela apostasia consciente aos mandamentos de Deus, principalmente aqueles que conhecem os planos de Deus. Como também o escritor fala sobre quem se rebela deliberadamente contra a palavra de Deus.

É DO DIABO. No início deste capítulo, o escritor fala sobre os filhos de Deus, aquele que pertencem a família divina, por terem aceito a Cristo, como Senhor e Salvador, com isso buscam executar a vontade do Criador. Agora, João esclarece que, do outro lado, existem aqueles que pertence ao diabo, isso porque, essas pessoas fazem justamente o querer do inimigo, e não a vontade do Criador. Quem vive mergulhado no lamaçal do pecado, se identifica com o seu dono que é o diabo, ele que é o mentor da rebelião.

PORQUE O DIABO. O diabo se tornou inimigo de Deus e de Cristo, portanto, também é o inimigo feroz da igreja do Senhor Jesus aqui na terra, ele que também é chamado de acusador. Antes de sua rebelião contra o Criador de todas as coisas, servia como anjo de luz perante o Deus único e verdadeiro, nas mansões celestiais, todavia, se rebelou e foi precipitado nas trevas, trazendo consigo parte dos anjos do Senhor, que a partir de então passaram a ser chamados de demônios, estes que estão a serviço do diabo.

PECA DESDE O PRINCÍPIO. Porque o diabo peca desde o princípio. Não há dúvida que o pensamento do apóstolo se volta, a pelo menos, dois eventos da eternidade passada. Primeiro, a apostasia de satanás, quando de sua rebelião, ainda quando era um anjo de luz e era chamado de lúcifer, em que ele desobedeceu aos planos de Deus. E segundo, podemos dizer que o escritor se reporta também ao evento próprio da queda da raça humana, que contou com a influência direta do diabo, que induziu Eva e Adão ao erro.

PARA ISSO O FILHO DE DEUS. São informações deste naipe, que demonstra a importância da vinda do Cristo de Deus para resolver o problema do pecado da humanidade e suas consequências. O Messias prometido, que é o mesmo Emanuel de Deus, ou seja, Deus entre os homens, já era anunciado pelos profetas messiânicos, que o Cristo de Deus, seria o Filho de Deus, o que foi confirmado, durante sua vida e ministério aqui na terra.

SE MANIFESTOU. Essa frase representa a primeira vinda do Filho de Deus para resolver problemas fundamentais e profundos entre a criação e o Criador, consequentemente provocados pela interferência do diabo, que influenciou decisivamente no princípio, na queda dos homens.

PARA DESFAZER AS OBRAS DO DIABO. A manifestação de Cristo, como redentor da sua igreja, foi para resolver problemas de interferência do diabo nas decisões das pessoas, e também as consequências da interferência do inimigo, na vida das pessoas. Estas obras do diabo são justamente suas influências e interferências na vida dos seres humanos. Libertando os remidos da escravidão do diabo e do pecado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

1 João 3:6-7

1 João 3:6-7 - Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo.
QUALQUER QUE PERMANECE NELE. Os próprios apóstolo viviam, talvez mais do que os cristãos comuns, sob grande pressão para negarem o nome de Cristo, é tanto que, eles quem foram primeiro perseguidos e mortos por amor a Cristo. A prova de que alguém realmente pertencia á igreja remida de Cristo, era justamente permanecer inabalável em sua fé, e mesmo tendo que sofrer perseguições, prisões injustas e até a morte, permanecer em Cristo. E “permanecer nele” é não negar a fé na obra redentora do Filho de Deus.

NÃO PECA. Essa expressão usada pelo escritor, não significa dizer que um servo de Cristo esteja blindado ao pecado, até porque quem vive ainda neste plano terreno desta vida, está sujeito a errar, desde a queda da raça humana que os seres humanos ficaram submissos as suas próprias falhas. O que o apóstolo esta tentando dizer é que, quem está em Cristo verdadeiramente, não tem prazer no pecado, se esforça o máximo para não errar, e procura com diligência evitar falhas em seus atos, palavras e pensamentos.

QUALQUER QUE PECA. João começa falando sobre este tema com duas palavras chaves, que são “pecado e iniquidade”. O pecado nos fala sobre “errar o alvo” mesmo tendo a intenção de acertar, de forma que, o pecado pode ser cometido de forma consciente ou involuntária ou ainda por ignorância. Já a iniquidade, nos fala sobre pecar deliberadamente por vontade e desejo, sobre estes reinam a força da desobediência e rebelião voluntária. Seja qual for á situação, qualquer que peca, está provando uma coisa, não o viu nem o conhece.

NÃO O VIU NEM O CONHECE. No período apostólico, e na escolha de Matias, o critério para que alguém fosse considerado apóstolo de Cristo, era ter visto pessoalmente a Cristo e conhece-lo bem durante o seu ministério. Muitos andavam se intitulando de apóstolo de Cristo, mas viviam na prática deliberada do pecado, por isso que o nosso escritor fez esse ataque aos falsos líderes do cristianismo primitivo. Ninguém tinha o direito de dizer que era de Cristo, ou que era um líder da igreja, se vivesse dominado pelo pecado.

FILHINHOS, NINGUÉM VOS ENGANE. João se dirige aos seus leitores de forma carinhosa, confirmando o que diz respeito á tradição do cristianismo, que afirma que, João era o apóstolo do amor. Já a frase “ninguém vos engane” dá a entender, conforme a frase anterior, que o autor está apontando em direção aqueles que se diziam ser líderes do cristianismo, mas que viviam pecando, e com seus ensinos, tentando enganar a igreja.

QUEM PRATICA A JUSTIÇA É JUSTO. O apóstolo aponta contradição entre aqueles que se diziam líderes do cristianismo, mas que, em seus atos demonstravam o inverso, porque eram enganadores. Agora, aponta em diferença dos que eram verdadeiros representantes de Cristo, daqueles que, pelas práticas provavam justamente o que falavam e confessavam.

ASSIM COMO ELE É JUSTO. Por fim, o teste final se dá pelo exemplo modelo a ser seguido. Simplesmente se apresentar como líder do cristianismo, não quer dizer que isso seja verdade. A prova mais evidente é ser imitador de Cristo Jesus, o exemple perfeito, daqueles que desejavam fazer a vontade do Pai.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

1 João 3:4-5

1 João 3:4-5 - Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.
QUALQUER QUE COMENTE PECADO. Por definição, pecar é errar o alvo, ou fracassar naquilo para o qual foi orientado a fazer. Não importa se tal pessoa é um cristão, um gentio ou um pagão que não conheça a palavra de Deus, ou até mesmo um ensinador ou pregador das Santas Escrituras, qualquer um que não cumpre o plano de Deus, esse peca. Cometer o pecado é pratica-lo continuamente como se fosse um vício, mesmo não concordando e não querendo. Neste caso, é a falta de resistência ao pecado que conta.

TAMBÉM COMETE INIQUIDADE. Praticar iniquidade é ser vencido pelo erro, ao ponto de perder qualquer força de resistência ao pecado. Também pode-se dizer que, cometer iniquidade é de forma consciente se deixar dominar pelo mal e pelas trevas. No caso dos seguidores do gnosticismo, eles eram ensinados pelos seus falsos mestres, que praticar a iniquidade deliberadamente era bom para a alma, porque para eles, o pecado afetaria apenas o corpo, e com isso, a alma seria liberta para alcançar o desenvolvimento.

PORQUE O PECADO É INIQUIDADE. Com isso, o nosso autor que dizer que, tanto aqueles que mesmo sem querer comete seus erros, termina pecado, como e principalmente quem se deixa dominar pelas suas iniquidades também desprezam a vontade de Deus. Tanto os que conhecem a palavra de Deus, quanto aqueles que são ignorantes no que diz respeito ás leis do Senhor, se errarem, cometem pecado, porque o pecado também é a mesma coisa que iniquidade. O problema não está na forma, mas no ato em si mesmo de se praticar a transgressão.

E BEM SABEIS QUE. Mas, nem tudo está perdido, e o apóstolo, a partir de então mostra uma luz no fim do túnel, bem como uma solução para o caos. Tanto o escritor, quanto os seus leitores eram conhecedores do que foi proposto por Deus, na nova dispensação da graça, mediante o sacrifício de amor, realizado por Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Senhor Jesus, os apóstolos, os líderes da igreja primitiva e os missionários cristãos ensinavam de que, há solução para o pecado e a iniquidade.

ELE SE MANIFESTOU. “Ele” se refere ao Messias de Deus, que foi prometido e enviado pelo Criador para implantar a nova dispensação da graça, por meio do evangelho das boas novas, "ele", que é o mesmo Jesus Cristo de Nazaré. A manifestação do Emanuel de Deus, nos fala da vinda do Filho de Deus para realizar a redenção da humanidade. Deus em Cristo Jesus estava reconciliando consigo mesmo o mundo e estabelecendo a paz.

PARA TIRAR OS NOSSOS PECADOS. A manifestação do Cristo de Deus se deu porque ele era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Conforme o evangelho das boas novas, o Cristo de Deus efetuou com sucesso a expiação dos pecados dos remidos de Deus, por meio da propiciação, aplacando assim a ira de Deus, e estabelecendo a verdadeira paz.

E NELE NÃO HÁ PECADO. Somente alguém perfeitamente justo, como o Cristo de Deus, poderia servir de sacrifício eficiente para realizar a reconciliação entre o Criador e o mundo. Isso porque Cristo Jesus, não pecou, não errou nem muito menos falhou. Com relação aos homens, diz as Sagradas Escrituras: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Mas quanto a Cristo, ele viveu uma vida perfeita em santidade e pureza, por isso que ele é chamado de Justo.

1 João 3:3

1 João 3:3 - E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
E QUALQUER. João se dirige diretamente a todos aqueles que já haviam se decidido a viver em torno do reino de Deus, buscando as coisas que são de cima, porque romperam com o mundanismo e com os desejos das concupiscências da carne, para viverem no Espírito. E neste particular, não importa se alguém era um novo convertido ou um dos mais antigos discípulos de Cristo, nem mesmo que fosse um dos apóstolos. Esta recomendação do escritor se dirige a todos que tinham a esperança de vida eterna.

QUE NELE. Esta frase fala sobre todos aqueles que estavam e que estão em Cristo Jesus, por tê-lo aceitado como Senhor e Salvador. Está em Cristo, é ser uma nova criatura, e isso tem início por meio de um verdadeiro arrependimento, que tem seu nascedouro no exercício da fé cristã, que desemboca no rio do novo nascimento, que por sua vez vai dar no açude da regeneração espiritual, que deságua no oceano da santificação de vida. Está em Cristo é renunciar tudo que o mundo oferece para fazer a vontade de Deus.

TEM ESTA ESPERANÇA. O apóstolo fala sobre a segurança dos filhos de Deus, que em Cristo Jesus, não se movem das suas convicções, quanto a todas as promessas contidas no evangelho das boas novas, da parte do Deus Criador de todas as coisas, por Cristo Jesus. A esperança de todos os remidos de Cristo é de que, mesmo que nesta vida, se tenha que enfrentar dificuldades por confessar a Cristo, tudo terá valido a pena, porque as recompensas vindouras são maiores e melhores do que tudo que há no mundo.

PURIFIQUE-SE. Desde a queda da raça humana, por meio de Adão e Eva, que o homem perdeu sua genuína participação na imagem e semelhança do seu Criador, e com isso, a alma e o espírito dos seres humanos foram afetados negativamente em suas essências. E para que o homem possa recuperar seu estado de comunhão com Deus, se faz necessário á separação das coisas do mundo e a renuncia das concupiscências da carne. É a isso que a palavra de Deus chama de “santificação” para estar em Cristo Jesus.

A SI MESMO. A santificação pessoal é um modelo cristão para quem deseja fazer parte do reino de Deus e pretende seguir as doutrinas cristãs da nova dispensação. Este indicativo também deve ser analisado por todos aqueles que são mais radicais, quanto a aplicação das doutrinas cristãs, principalmente quando tais ensinos são aplicados na vida de outrens, quando a recomendação é de que, a pessoa deve aplicar isso a si mesma.

COMO TAMBÉM ELE. Este “ele” se refere a Cristo Jesus, ele que viveu de forma digna na presença de Deus e também perante toda a sociedade onde viveu. Ele, que nos deixou o seu exemplo de santidade de vida, como modelo a ser seguido. Por isso que diz a palavra: Aquele que diz que o conhece, esse deve andar, assim como ele andou.

É PURO. Essa pureza de Cristo, que se traduz por santidade perfeita, pode ser vista em sua própria vida e ministério, quando esteve no planeta terra, bem como, pela sua ressurreição dentre os mortos, e por fim, o fato de que ele subiu aos céus para se assentar a destra de Deus. Cristo Jesus, o Filho de Deus não pecou, não errou, nem falhou.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

1 João 3:2

1 João 3:2 - Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
AMADOS. AGORA. Outra vez, e isso de forma recorrente em seus escritos, o apóstolo demonstra seu amor para com os seus leitores, os chamando de amados. João é conhecido pela tradição cristã como o apóstolo do amor, dado o seu carinho e respeito para com os seguidores de Cristo. O termo usado pelo Escritor “agora” é um chavão para falar de um novo tempo, no que tange ao relacionamento de Deus para com a humanidade, e se refere á nova dispensação da graça, implantada por Cristo Jesus.

SOMOS FILHOS DE DEUS. O autor faz uma declaração baseada em convicção e fé, que tanto ele quanto os seus leitores, agora, pertenciam a família de Deus. No evangelho que ele escreveu, o apóstolo aponta de como os gentios se tornaram filhos de Deus (João 1:11-13). Conforme a palavra de Deus, nem todos são filhos de Deus, porem, todos são criaturas de Deus. Para alguém se tornar filho de Deus, tem que aceitar a Cristo como Salvador, fazer a vontade do Pai e ser guiador pelo Espírito Santo de Deus.

E AINDA NÃO É MANIFESTO. Este “ainda” se refere ao tempo em que os seguidores do evangelho hão de participar de fato de uma nova dimensão de sua existência, que se dará com a partida desta vida, seja por meio da morte biológica, mas com Cristo, ou quando forem dignos de participar do arrebatamento da igreja. O autor fala sobre algo que representava a grande esperança dos remidos em Cristo, porque todos eram conscientes de que estavam de passagem pela terra, mas que pertenciam ao reino celestial de Cristo.

O QUE HAVEMOS DE SER. Neste mesmo tempo, em que João escreve sua carta, eram muitos os ensinos heréticos e duvidosos, transmitidos pelos judaizantes com suas fábulas artificiais, bem como pelas filosofias religiosas transmitidas pelos falsos mestres gnósticos, além é claro das heresias do paganismo das religiões ocultas, das quais a maioria dos convertidos ao cristianismo saíram. Todavia, a mensagem do evangelho procurava transmitir segurança para os seguidores de Cristo, expondo sobre o futuro.

MAS SABEMOS QUE QUANDO ELE SE MANIFESTAR. “Ele” se refere a Cristo Jesus, ele que, quando ainda estava entre os seus seguidores, prometeu por reiteradas vezes, que iria preparar lugar, mas que, depois voltaria para buscar os seus remidos. Essa manifestação de Cristo nos ensina sobre a sua volta para arrebatar a sua igreja amada.

SEREMOS SEMELHANTE A ELE. Paulo afirma que, estamos sendo transformados, conforme a imagem de Cristo. 2 Coríntios 3:18 - Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

PORQUE ASSIM COMO ELE É O VEREMOS. Mais uma confirmação de que o autor fala sobre a volta de Cristo para arrebatar sua igreja, que será visto somente pelos que forem arrebatados. Já na segunda etapa da volta de Cristo todos os moradores da terra o verão, principalmente os judeus, para quem o Cristo de Deus voltará nos fins dos tempos.

1 João 3:1

1 João 3:1 - Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.
VEDE QUAL GRANDE AMOR. No capítulo anterior o escritor aponta para o conhecimento por meio da sabedoria e da unção que os seus leitores tinham para reconhecer em Cristo Jesus, a vontade de Deus, mediante a nova dispensação da graça. Agora, ele aponta para a visão dos irmãos, a fim de que vejam por tudo que Deus tem feito, que a sua graça salvadora chegou de forma abundante a todos os seguidores do Senhor Jesus, porque o amor do Pai esta derramado de forma plena sobre todos.

NOS TEM CONCEDIDO O PAI. João 3:16 – Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira, que deu o seu unigênito Filho, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. A vinda do Messias de Deus para ser sacrificado em lugar dos seus servos foi a manifestação palpável e visível do grande amor de Deus. Amor esse que fez com que o Cordeiro de Deus servisse de expiação e propiciação em lugar dos pecadores. Este amor que constrangeu ao Pai a aceitar a paz por meio da reconciliação.

QUE FÔSSEMOS CHAMADOS. Foi efetivamente o efeito deste tão grande amor de Deus, que atraiu para si a igreja remida de Cristo Jesus. Antes da manifestação deste amor pela humanidade, Jesus Cristo, as pessoas cada vez mais se afastavam do Criador, porque uma força de repulsa era quem funcionava. Com a manifestação do amor de Deus, em Jesus Cristo, uma força de atração passou a chamar para junto do Pai, todos aqueles que fazem parte da igreja remida e amada de Cristo Jesus, sua noiva querida.

FILHOS DE DEUS. Todos aqueles que aceitam a Cristo Jesus como Senhor e Salvador, agora, são chamados filhos de Deus. João 1:11-13 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Ser filho de Deus não é para quem quer, mas sim, para quem é chamado, nem todos são filhos de Deus, diz a palavra.

POR ISSO QUE O MUNDO. Certamente, o autor se refere ao mundo como um sistema materialista com seus conceitos profanos, totalmente diferente dos conceitos de espiritualidade. Como também podemos conjecturar que o apóstolo escreve sobre o mundo dos homens, com suas ideologias voltadas e programadas para as coisas desta vida, para as concupiscências da carne e a soberba deste mundo, com suas implicações.

NÃO NOS CONHECE. O evangelho nos declara que somos peregrinos e forasteiros nesta terra, porque buscamos as coisas do reino de Deus e as que são de cima, não as coisas desta vida, nem os conceitos humanos. Por isso que, o mundo nos aborrece, isso porque não corremos conforme o curso normal das coisas terrenas, nem materiais.

PORQUE NÃO O CONHECE A ELE. O mesmo escritor, escrevendo em seu evangelho, diz o seguinte: João 1:10-11 - Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Nem os Judeus e nem os incrédulos reconhecem a Cristo, como sendo o Messias, enviado por Deus como Salvador.