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terça-feira, 28 de junho de 2016

1 João 5:5

1 João 5:5 - Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
QUEM É. Os Incrédulos já estão vencidos pelo mundanismo, isso porque vivem para os prazeres carnais. Os ateus também já foram vencidos pelas coisas materiais, isso porque só creem no que podem ter contatos com os sentidos físicos. Os rebeldes também já foram vencidos pela desobediência aos mandamentos de Deus. Todavia, aqueles que nasceram de novo pelo poder do Espírito Santo, estes sim, já venderam o mundo, quando buscam fazer a vontade de Deus, e com isso, vivem para o reino de Cristo Jesus.

QUE VENCE. Vencer o mundo é dizer não a tudo que o mundo oferece, bem como renunciar a si mesmo. A partir do momento em que o homem faz sua aliança de fidelidade com Deus, aceitando a Cristo como Senhor e Salvador, esse tal, entra em uma batalha com o mundanismo e consigo mesmo. E lutar com o mundo é ter que viver na terra, mas como se fosse um peregrino no mundo, é lutar contra a si mesmo é renunciar as concupiscências carnais, e os desejos pessoais. Enquanto na terra, a luta continua.

O MUNDO. Quem é que vence o mundo? O mundo, neste caso, não diz respeito ao cosmo, mais sim, a todos os sistemas materialistas que há na terra, e que contrariam aos planos de Deus, no que tange ao homem. Com a queda do diabo e os seus demônios, e posteriormente da raça humana, muitas coisas mudaram no que diz respeito ao comportamento da criação para com o Criador. O mundo é o mal e as trevas do pecado.

SENÃO AQUELE. O escritor se reporta, sobre todos aqueles que romperam com o mundanismo, que são as coisas materiais e todos os sistemas terrenos, que vão na contra mão da vontade de Deus. Estes são aqueles que optaram em amar a Deus acima de qualquer coisa, e que buscam o reino de Cristo em primeiro lugar, bem como as coisas que são de cima, como prioridade. Estes são todos que nasceram de nova em Cristo.

QUE CRER. Este “crer” destacado neste texto, escrito pelo apóstolo João, não é a mesma coisa que, as implicações teológicas discutidas com os seguidores e defensores do judaísmo. Os judeus, não creram em Jesus, como sendo “o Filho de Deus”, porque para eles, o Filho de Deus, era o Messias de Deus, o Emanuel. Mas, para os cristãos, crer em Jesus, como sendo o Filho de Deus, era aceita-lo como Senhor e Salvador.

QUE JESUS. O nome “Jesus” significa: Aquele que veio salvar o seu povo, conforme (Mateus 1:21). Jesus é o nome próprio do Filho de Deus, e nos ensina sobre a encarnação do verbo de Deus. Ele também ficou sendo conhecido como sendo, Jesus de Nazaré. Os falsos mestres gnósticos, afirmavam que, Jesus era apenas mais um aeon, ou seja, apenas mais uma manifestação de um ser espiritual, tal como um simples anjo.

É O FILHO DE DEUS? Os profetas messiânicos, o próprio Jesus e os seus apóstolos e líderes da igreja primitiva, pregavam e defendiam de que, Jesus de Nazaré, era o Filho de Deus em pessoa, e com isso, confessavam de que Jesus era de fato e em verdade o Messias prometido por Deus, o mesmo Emanuel, ou seja, Deus conosco ou Deus entre os homens. Estas realidades revolucionaram a história religiosa da humanidade.

1 João 5:4

1 João 5:4 - Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
PORQUE TODO QUE É. Os ímpios, que vivem na prática da maldade, e que tudo fazem para tirarem proveito em todas as situações. Os incrédulos, que só acreditam nas coisas desta vida. Os homens naturais, que buscam fazer os desejos da carne, não são nascidos de Deus e, portanto, não são filhos de Deus. Mas, os que buscam o reino de Deus em primeiro lugar, e as coisas que são de cima, como prioridade é sobre estes que se reporta o nosso escritor. A mudança de vida é quem diz a verdade sobre estes.

NASCIDO DE DEUS. Quem são estes que são nascidos de Deus? Este mesmo escritor explica em seu evangelho que, os nascidos de Deus são aqueles que aceitam a Cristo, como Senhor e Salvador. João 1:11-13 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Estes são os que nasceram de novo.

VENCE O MUNDO. A grande maioria dos seres humanos, já foram vencidos pelo mundanismo, até porque quase todas as pessoas são programadas desde a mais tenra idade, que todos devem viver conforme os padrões desta vida terrena. Porem, tem um povo separado, que não vive conforme os padrões do mundo, que são justamente aqueles que romperam com o sistema deste mundo enganador, porque optaram em fazer a vontade de Deus, e todos estes renunciam a si mesmo e tudo que há no mundo.

E ESTA É A VITÓRIA. Para os homens terremos e materialistas, ter vitória e ser bem sucedido nas coisas desta vida. Para os ímpios, ter vitória e vencer os seus inimigos, nem que para isso, tenha que prejudicar o seu semelhante. No entanto, para os que são nascidos de Deus, ter vitória e viver na luz, vencendo as trevas do pecado e da carnalidade desenfreada. A vitória do povo de Deus é ter os dons espirituais e as dádivas que vem do alto. E acima de tudo, ter a esperança e a promessa de vida eterna.

QUE VENCE. Vencer o mundo e tudo que nele há, não será possível com as armas terrenas, nem com as forças humanas, nem muito menos com a inteligência do homem. Pois isso só será possível por meio da fé, em pleno exercício de confiança absoluta em Deus. Vencer o mundo é justamente romper definitivamente com o sistema mundano, em que as pessoas são levadas e serem enganadas com as coisas desta vida terrena.

O MUNDO. O autor não está se referindo ao Cosmo com seu imenso sistema de planetas, cometas, asteroides, galáxias e sistemas solares. O apóstolo está escrevendo sobre tudo que envolve o ser humano, em suas atividades do dia a dia. Os demônios estão em todas as partes deste planeta chamado Terra, buscando de todas as formas influenciarem os homens a se rebelarem contra Deus e os seus mandamentos.

A NOSSA FÉ. Portanto, para vencer o mundo, e tudo que nele há, e que influencia negativamente o homem contra o Criador. Somente pelo exercício da fé genuína em Cristo Jesus, e em tudo aquilo que faz parte da nova aliança de Deus com a igreja.

1 João 5:3

1 João 5:3 - Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
PORQUE ESTE É O AMOR DE DEUS. Este amor pode ser visto em mão dupla, em que Deus deu todas as provas do seu amor para conosco, quando enviou o seu Messias, para efetuar a propiciação pelos nossos pecados, e isso se tornou realidade, quando da redenção prodigalizada por Jesus Cristo. Do outro lado, o evangelho das boas novas ensina que os servos de Cristo precisam amar a Deus de todo coração, alma e espírito. Desta forma, é que a aliança entre Deus e o homem se concretiza, estabelecendo a paz.

QUE GUARDEMOS. Essa frase nos ensina sobre o compromisso dos servos de Deus em realizar a sua vontade. Os prosélitos do judaísmo viviam sob um regime religioso exigente, para os que buscavam agradar ao Criador. Com os seguidores do cristianismo não é diferente, o próprio Cristo Jesus, quando esteve entre os homens, deixou o seu evangelho das boas novas, como parâmetro da nova aliança de Deus, com a igreja.

OS SEUS MANDAMENTOS. Para o novo Israel, que é a igreja do Senhor Jesus, o Deus poderoso deixou a sua palavra, tanto o Velho, como o Novo Testamento. Na época em que o Senhor Jesus esteve entre os homens, haviam três Canons, que eram eles: O Canon da dispersão, o Canon judaico, aceito pelos escribas e fariseus e o Canon dos judeus ortodoxos, composto pelos cincos livros de Moisés. Depois veio o Novo Testamento.

E OS SEUS MANDAMENTOS NÃO SÀO PESADOS. Certamente o pensamento do apóstolo se volta para o que ele ouviu do Senhor Jesus, quando afirmou: Mateus 11:28-30 - Vinde a mim, todos vos, que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. E aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu julgo é suave e o meu fardo é leve. Quem tem o Espírito de Deus pode ser fiel.

PORQUE TODO O QUE É NASCIDO DE DEUS. Este é de fato o que o evangelho chama de novo nascimento. Tudo começa, quando a ser humano ouve a palavra de Deus, com isso ele passa a crer, esse crer, gera um verdadeiro arrependimento, que por sua vez, produz o novo nascimento, pela regeneração espiritual, onde a conclusão de tudo isso é que a pessoa passa a ser uma nova criatura em Cristo Jesus. Portanto, nascido de Deus.

VENCE O MUNDO, E ESTA É A VITÓRIA. Vencer o mundo é romper com o mundanismo. Somente aqueles que nascem de novo para uma nova vida em Cristo Jesus, pelo poder da regeneração espiritual é que tem força de vencer as concupiscências da carne e a soberba da vida. E é justamente nisto que consiste a vitória dos remidos de Cristo vencendo tudo que o mundo oferece, pela renúncia, para buscar o reino de Deus em primeiro lugar.

QUE VENCE O MUNDO, A NOSSA FÉ. Esta é a fé que salva. Quando do fechamento da aliança entre o homem é Deu, o Senhor entra com o seu amor, misericórdia e perdão, enquanto que o homem entra com a sua fé. E por meio da fé, que o homem passa a exercer em Cristo, ele ganha forças para vencer as concupiscências da carne, as forças atrativas das coisas materiais e tudo que o mundo oferece, e com isso vem à vitória.

1 João 5:2

1 João 5:2 - Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
E NISSO CONHECEMOS. Neste ponto, o autor se refere ao segundo mandamento da legislação de Cristo, conforme Marcos 12:31 – E amarás ao teu próximo como a si mesmo. A prática do amor fraternal, no período da igreja primitiva, era uma prova indispensável para confirmar que alguém realmente havia se convertido. O Senhor Jesus deu prova e exemplo de que é importante, dentro do plano de Deus, os servos do Senhor, amarem uns aos outros. A união do povo de Deus é que faz a diferença no mundo, uma vez que, a igreja amada de Cristo, representa o reino da paz e da reconciliação.

OS FILHOS DE DEUS. Todos são criaturas de Deus, mas, nem todos são filhos de Deus. De conformidade com a nova dispensação da graça, com a igreja remida de Cristo, os filhos de Deus, são aqueles que aceitam a Jesus Cristo, como Senhor e Salvador (João 1:10-13). Bem como todos aqueles que são guiados pelo Espírito Santo do Senhor (Romanos 8:14). O evangelho de Cristo nos ensina de que, existem os filhos do mundo, que são aqueles que vivem para as coisas terrenas. E também existem os filhos da perdição eterna, que são aqueles que dão s coisas para o Filho de Deus, Jesus Cristo, por meio da rebelião.

QUANDO AMAMOS. Novamente, o escritor se reporta sobre o primeiro mandamento da legislação de Cristo, que recomenda que, devemos amar ao Senhor acima de qualquer coisa (Marcos 12:30). Por que devemos amar a Deus mais que qualquer coisa? porque ele nos amou primeiro. Romanos 5:8 - Mas Deus prova o seu amou para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. De forma que, também precisamos dar provas de que, amamos a Deus, quando aceitamos a Cristo como Senhor.

A DEUS. Os Judeus, sempre se gabaram de terem o Deus único e verdadeiro como Senhor, seguindo assim as regras do monoteísmo, com a crença em uma única divindade, o Criador de todas as Coisas. O cristianismo, seguiu este mesmo pensamento teológico, adorando ao único Deus verdadeiro, em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Diferente do paganismo, com seu panteão de divindades, seguindo o politeísmo, e a idolatria. Neste caso, os judeus acusavam ao cristãos de idolatria, isso porque não aceitaram a Jesus de Nazaré, como sendo o Emanuel de Deus, ou seja, Deus conosco.

E QUARDAMOS. O judaísmo, tinha a sua legislação muito bem elaborada pelo grande legislador de Israel, que foi Moisés, ele que foi um homem, que tinha conhecimento de todas as ciências do Egito. O evangelho, também tem a sua legislação, que é o Novo Testamento, contendo os ensinos de Cristo para a sua igreja remida. Como a dispensação da graça se baseia no amor a Deus e na prática do amor fraternal, o apóstolo estava provando que os cristãos estavam certos, porque faziam a vontade de Deus.

OS SEUS MANDAMENTOS. Antes mesmo da vinda do Messias de Deus, muitos profetas da antiga dispensação vaticinaram a respeito de uma nova dispensação da graça, não baseada em um elaborado código de lei, mas sim, na dimensão do Espírito do Senhor. Assim sendo, quem segue os ensinos de Cristo, pelo evangelho das boas novas, está de fato guardando os mandamentos de Deus, amando ao Senhor e também ao próximo.

1 João 5:1

1 João 5:1 - Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
TODO AQUELE. É certo dizer que, o apóstolo se refere a todos aqueles que são nascidos de Deus, porque foram regenerados pelo poder do evangelho, mediante o convencimento do Espírito Santo, e com isso, se transformaram em novas criaturas em Cristo Jesus. Está correto quem pensa que o apóstolo está falando daqueles que amam a Deus acima de qualquer coisa e o seu próximo como assim mesmo. O escritor começa este capítulo escrevendo sobre aqueles que tinham compromisso com o reino de Deus.

QUE CRER. O crer, vem pelo ouvir, e o ouvir, a palavra de Deus. Jesus havia exercido plenamente o seu ministério de pregação do evangelho das boas novas, e tendo partido, deixou seus apóstolos e discípulos com a missão de transmitirem seus ensinos em todos os lugares do mundo e a todas as criaturas. De forma que, milhares de pessoas que haviam se convertido ao cristianismo, por terem ouvido a mensagem da cruz. Este “crer” sobre o qual escreve João, é a fé salvadora, no nome de Cristo Jesus.

QUE JESUS. Essa frase e a próxima, são esclarecedora, e nos ensinam verdades profundas do plano de Deus para a salvação do ser humano. “Jesus”, é o nome próprio do Filho de Deus, também conhecido como Jesus de Nazaré. A palavra “Jesus” quer dizer: Salvador da humanidade e é uma transliteração do nome de Josué. O nome “Jesus” se tornou o mais poderoso do mundo, e Paulo explica como isso se Deus em (Filipenses 2:9-11). Este nome não foi dado por nenhum ser humano, mas sim, por Deus, por meio do seu anjo.

É O CRISTO. Todo aquele que crer que Jesus é o Cristo. Essa frase esclarece a questão dos embates, entre os judeus, os gnósticos, os líderes das religiões pagãs, contra o próprio Cristo e o cristianismo. Os judeus, não receberam a Jesus como sendo o Messias de Deus. Os gnósticos negavam de que Jesus era o Emanuel, dizendo que ele era apenas mais uma emanação de um ser espiritual, entre milhares de outros. Já as religiões pagãs, com seu politeísmo, tratava Jesus como sendo apenas mais um ídolo, como qualquer outro.

É NASCIDO DE DEUS. Quem crer que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus. João 1: 11-13 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. É a esse processo que João chama de novo nascimento no Espírito (João 3:3,5).

E TODO AQUELE QUE AMA AO QUE O GEROU. Mais uma vez, o apóstolo do amor, traz a toma o principal mandamento da legislação de Cristo. Marcos 12:30 - Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.

TAMBÉM AMA AO QUE DELE É NASCIDO. Já este, é o segundo mandamento da legislação do Cristo de Deus. Marcos 12:31 - E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. Se alguém quer provar de que é nascido de Deus, tem que o amar e também ao próximo.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

1 João 4:21

1 João 4:21 - E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.
E DELE. O escritor se refere ao Deus da bondade, benevolência e perdão, ele que deseja que o amor fraternal, seja uma realidade entre os domésticos da fé. Na dispensação da lei, o Senhor chamou e utilizou ao grande líder religioso de Israel, Moisés, para transcrever a sua legislação. Já na nova dispensação da graça, o mesmo Deus, enviou o seu Messias para implantar uma nova aliança ou pacto, com a sua igreja remida. De forma que, de Cristo, temos o plano de Deus para a sua igreja, que ele resgatou.

TEMOS. Certamente, o apóstolo declara que, a igreja de Cristo, tem a sua disposição os ensinos de Cristo, que em parte, estão registrados nos evangelhos, bem como em todo o conteúdo do Novo Testamento. Mas, há quem diga que, João se refira ao grupo apostólico, quando diz: ”E dele temos este mandamento”, isso porque tais argumentos é de que, os apóstolo ficaram com a responsabilidade de levar em frente a difusão das boas novas do evangelho de Cristo. Na verdade, a igreja tinha os ensinos de Cristo Jesus.

ESTE MANDAMENTO. De conformidade com as doutrinas cristãs do Novo Testamento, a lei de Cristo, se baseia em duas vertentes, onde a primeira delas é: amar a Deus acima de qualquer coisa, e isso implica em realizar plenamente a vontade do Criador de todas as coisas. E a segunda vertente, se direciona em direção ao próximo, em que os discípulos de Cristo devem amar ao seu semelhante, como a si mesmo. Os mandamentos que se seguem, amar a Deus e ao próximo é à base do cristianismo.

QUE QUEM AMA. O que o apóstolo recomenda é que, o amor que Deus tem por cada um dos seus servos seja correspondido. Essa é uma aliança em que se espera a cumplicidade, assim como o homem que ama sua esposa, ele quer também ser amado por ela. O Senhor deu todas as provas de que ama a igreja remida de Cristo, e o que ele espera de cada um dos seus servos é que o amem com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todas as suas forças. Nisto é que consiste o nosso pacto com Deus.

A DEUS. Naturalmente, o ser humano, por conta de sua natureza decaída, tem a tendência de, dar mais valor as coisas desta vida, do que ao que realmente importa, que é amar ao Senhor acima de qualquer coisa. O mundo com seus atrativos, as coisas materiais com seus valores e os desejos das concupiscências da carne, exercem uma influência dominadora sobre os filhos dos homens. Quando Deus é que deveria ser prioridade.

AME TAMBÉM. Conforme está exposto abundantemente em todo o evangelho de Deus, o segundo mandamento da legislação de Cristo é: Amarás ao teu próximo, como a ti mesmo. A prática do amor fraternal, no tempo da igreja primitiva, era uma questão de sobrevivência para o cristianismo, em que uns deveriam ajudar aos outros com amor.

A SEU IRMÃO. O mundo, sempre foi palco do ódio e da ira dos seres humanos uns com os outros, os judeus, os defensores do gnosticismo, os líderes das falsas religiões e o império romano, todos despertavam grande igreja contra a igreja amada de Cristo. Todavia, entre aqueles que faziam parte do reino de Deus, o que deveria prevalecer era o amor.

1 João 4:20

1 João 4:20 - Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
SE ALGUÉM DIZ. É bem provável que, João estava se referindo aos opositores do evangelho de Cristo. Os judaizantes, que lutavam contra o cristianismo, em defesa do judaísmo. Os falsos mestres gnósticos, que exaltavam suas filosofias sufistas do conhecimento, em detrimento da simplicidade do evangelho. Bem como aos falsos líderes das seitas heréticas, que defendiam as religiões naturais, ou seja, cada nação e ou cidade antiga tinham suas próprias religiões, estes viam o cristianismo como ameaça.

EU AMO A DEUS. Os judaizantes, de forma veemente sustentavam e defendiam de que somente os israelitas eram os verdadeiros representantes de Deus, porque eles amavam a Deus, mais de que qualquer nação do mundo. Os gnósticos, também se utilizavam do argumento de que, eles eram os detentores do conhecimento macro das coisas, porque, por meio dos seus asceticismos, tinham comunhão com o amor de Deus. Já os líderes das falsas religiões do paganismo, diziam amar a Deus, por meio do politeísmo panteísta.

E ODEIA SEU IRMÃO. No entanto, os judeus provavam o contrário daquilo que diziam, quando mataram de maneira injusta o Messias de Deus, Jesus de Nazaré, e perseguiam os seguidores do Senhor Jesus. Os gnósticos se infiltravam no meio dos cristãos para tentarem tirar os servos do Cristo dos caminhos do evangelho. Já os líderes das religiões pagãs, perseguiam os cristãos, por intenderem que o cristianismo era uma ameaça às religiões oficiais dos países e de cada cidade. Todos estes perseguiam os cristãos.

É MENTIROSO. Qualquer um que, mesmo sendo um religioso, que com palavras diz que ama a Deus, mas que, na prática e no dia a dia, odeia o seu próximo é na verdade um mentiroso. Os inimigos do evangelho das boas, que investiam pesado contra o desenvolvimento do cristianismo na terra, agiam influenciados pelo engano e pela mentira, porque suas ideologias e motivações eram maléficas. Mas, os líderes do cristianismo eram verdadeiros, porque estavam de acordo com o projeto de Deus.

POIS QUEM NÃO AMA SEU IRMÃO, AO QUAL VIU. Há quem diga que, o apóstolo esteja apontando em direção aos judeus, que se consideravam todos irmãos, mas que quando o Senhor Jesus, que também era um israelita, apareceu, eles o odiaram com tal veemência, ao ponto de o matarem. Mas, em se tratando, em termos gerais, era o que acontecia contra os representantes de Cristo também, por parte dos inimigos do cristianismo.

COMO PODE AMAR A DEUS. Quem não tem a capacidade de fazer o bem ao seu semelhante, que pode ver, ouvir e dar um abraço, como pode amar a um Deus que é invisível. O escritor é bem prático em sua exortação, e sincero também, no sentido de abrir o entendimento dos seus leitores, a fim de os livrarem da hipocrisia religiosa.

QUE NÃO VIU? Desde os tempos mais antigos da história de Israel, que a cultura religiosa dos judeus defendia a tese de que o homem, não pode ver a Deus e ficar vivo. Esse pensamento ensinava sobre a grandeza de Deus e a pequenez do ser humano. O novo testamento flexibiliza este conceito, quando Deus se deu a conhecer por meio de Cristo.

1 João 4:18-19

1 João 4:18-19 - No amor não há temor, antes, o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.
NO AMOR NÃO HÁ TEMOR. Certamente, o autor se refere ao amor de Deus pelos seus filhos, bem como o nosso amor para com Deus e para com o nosso próximo. Os judaizantes, os falsos mestres gnósticos, bem como os líderes das falsas religiões pagãs, tentavam intimidarem os seguidores de Cristo, de que eles estavam errados em confessarem a Cristo Jesus, como sendo o Messias de Deus ou o Cristo. O apóstolo busca tranquilizar seus leitores de que, o amor de Deus por nós e o nosso por Deus é seguro.

ANTES, O PERFEITO AMOR. Este amor é justamente, o amor de Deus pelos remidos de Cristo, e isso foi demonstrado quando o Senhor Deus deu seu unigênito Filho para salvar a igreja remida. Ao mesmo tempo em que, o escritor estimula aos seus leitores a que amem ao Senhor Jesus de forma perfeita, e que também, o amor fraternal entre os seguidores do cristianismo seja praticado de forma permanente, como manda o Senhor Jesus Cristo, e que faz parte da nova legislação do novo pacto, conforme o evangelho.

LANÇA FORA O TEMOR. O que o apóstolo tenta escrever para os seus leitores é de que: Deus nos ama de verdade e por conta deste infinito amor do Pai para conosco, temos segurança de que, todas as promessas do Senhor se cumprirão na vida dos servos de Cristo. Se nós amarmos a Deus, assim como Cristo ensinou e praticarmos o amor fraternal, conforme a legislação do evangelho das boas novas, então, vamos herdar a salvação e vida eterna. Desta forma, basta seguir a direção orientadora do evangelho.

PORQUE O TEMOR TEM CONSIGO A PENA. O apóstolo se refere ao medo, que os falsos mestres gnósticos e principalmente os judaizantes tentavam implantar no coração dos novos convertidos e dos cristãos relapsos. Os opositores do cristianismo, procuravam transtornar a mente dos cristãos menos esclarecidos de que, o evangelho não era seguro, e que os seguidores do Senhor Jesus corriam o risco de sofrerem no destino eterno, e isso faziam, negando de que Jesus não era o Messias, nem suas promessas eram válidas.

E O QUE TEME NÃO É PERFEITO EM AMOR. Se os leitores de João fossem dar lugar ao medo que os inimigos do evangelho buscavam colocar na mente dos menos desavisados, não amariam a Deus acima de qualquer coisa, não acreditariam no grande amor que Deus tem pela igreja de Cristo, nem muito menos seriam praticantes do amor fraternal, ensinado e ordenado por Cristo Jesus, ele que implantou a nova dispensação da graça.

NÓS O AMAMOS A ELE. Agora, o autor se dirige aqueles que verdadeiramente acreditavam em Jesus, como sendo o Messias, e que também estavam esperando o cumprimento de suas promessas. Inclusive, ele mesmo se inclui, entre estes que buscavam dedicar todo o seu amor para com o Deus único e verdadeiro, o Deus de amor.

PORQUE ELE NOS AMOU PRIMEIRO. Nós o amamos, porque ele nos amou primeiro. Essa é uma das frases mais linda dentro da mensagem do evangelho das boas novas. O amor incondicional de Deus pela igreja remida de Cristo é algo belíssimo, perfeito e grande.

1 João 4:17

1 João 4:17 - Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
NESTO É PERFEITO. O apóstolo João, escreve sobre os efeitos da prática do amor fraternal no meio da igreja de Cristo, que resultará em uma obra perfeita do desenvolvimento do cristianismo com a união dos seguidores de Cristo. Os inimigos do evangelho das boas novas tentavam de todos os meios, atrapalhar o crescimento da igreja na terra, todavia, se os filhos de Deus e seguidores do evangelho se organizassem, ajudando uns aos outros, o progresso do reino de Cristo seria perfeito em todo o mundo.

O AMOR. Este amor, na prática, superariam todas as dificuldades que a igreja de Cristo vinha atravessando, uma vez que a unidade do povo de Deus, fortaleceria a comunidade cristã para vencer as batalhas enfrentadas no dia a dia. O amor fraternal já era neste tempo, uma teoria que havia se tornado realidade dentre todos aqueles que faziam parte da igreja remida, até porque os servos de Deus, haviam aprendido a lição deixada por Cristo de que, a nova legislação de Cristo, tem como base o amor fraternal.

PARA CONOSCO. O cumprimento da prática do amor fraternal, por parte dos servos de Cristo, pode produzir segurança futura para os que buscam a salvação e vida eterna, isso porque, quem se propõe a ser fiel ao evangelho de Cristo, ganha a promessa de herdar um futuro abençoado. O autor se inclui juntamente com os seus leitores, no sentido de testificar a veracidade das suas afirmativas. Quando um discípulo de Cristo obedece ao segundo mandamento da legislação das boas novas será abençoado com a vida eterna.

PARA QUE NO DIA DO JUÍZO. Este dia do juízo ou julgamento, pode ser compreendido de várias maneiras, tais como: o dia em que as pessoas colhem conforme a sua semeadora, e isso pode acontecer ainda durante essa vida terrena. O dia da partida desta vida por meio da morte biológica, que também é um tipo de julgamento. Tem também o dia da volta de Cristo para arrebatar a sua igreja. E ainda o dia da volta de Cristo para os judeus no tempo da grande tribulação. E por fim, o dia do juízo final, diante do grande trono branco.

TENHAMOS CONFIANÇA. O que pode dar segurança aos seguidores do reino de Cristo é quando eles vivem conforme a legislação do Rei Jesus. Amando a Deus de todo coração, com todas as forças, de alma e espírito, e amando ao próximo como a si mesmo. Quem guardava a legislação de Moisés, tinha a promessa de ser abençoado ricamente, da mesma forma, quem se esforça para guardar os mandamentos de Cristo tem a salvação.

PORQUE, QUAL ELE É. O que aconteceu com Cristo, em alguns aspectos, também vai acontecer com os seus remidos. Cristo foi morto, em preço de redenção, para realizar a propiciação e produzir a reconciliação, e subiu ao céu para estar eternamente com o Pai. Não será diferente com os seus remidos, também temos a promessa de vida eterna.

SOMOS NÓS TAMBÉM NESTE MUNDO. Agora, enquanto nesta dimensão de vida, ou seja, enquanto os discípulos de Cristo estiverem aqui na terra, estarão sujeitos a passarem as mesmas coisas que Cristo teve que padecer. A história de Cristo se repete na vida de muitos que o confessam como Senhor e Salvador, e isso desde os começos.

1 João 4:16

1 João 4:16 - E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.
E NÓS CONHECEMOS. Os movimentos gnósticos se movimentavam em todas as direções e principalmente no sentido de se infiltrarem dentro das religiões, os falsos mestres gnósticos escolheram o cristianismo como alvo, porque neste tempo, os cristãos se reunião cotidianamente. Portanto, a comunidade cristã era um espaço ideal para que as heresias fossem semeadas. Não era esse o conhecimento que o apóstolo João desejava para os seus leitores, mas sim o conhecimento das coisas de Deus.

E CREMOS NO AMOR. A legislação de Moisés era um pouco diferente, em termos de prática das culturas religiosas, enquanto que o cristianismo é algo que se baseia na fé e nas crenças em tudo aquilo que promete e propõe o evangelho das boas novas. Como a vinda do Messias de Deus era uma realidade para a igreja de Cristo, os servos de Deus acreditavam na prática, neste amor de Deus pela igreja, até porque a vida e o ministério de Cristo foi na realidade o amor de Deus entre os homens e em favor dos homens.

QUE DEUS TEM POR NÓS. Conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Tanto o próprio escritor, João, quanto os seus leitores eram conscientes do amor incondicional de Deus pela igreja de Cristo. Cada um daqueles que confessavam o nome de Cristo davam testemunho do quanto o Deus de amor trabalhava por todos eles. E a prova maior deste amor, já havia sido dada pelo Senhor, quando Deus deu o seu Filho Jesus, por amor a igreja, para abençoar os remidos e por tabela doto o mundo também.

DEUS É AMOR. Essa frase é uma declaração sinequano, de um dos atributos e qualidades de Deus, em seu relacionamento paternal com os seus servos. Dizer que Deus é amor é a mesma coisa que testificar que ele sempre esta disponível para ajudar, beneficiar e proteger os seus filhos. Este amor de Deus foi provado em prol da igreja de Cristo, em que o Filho de Deus foi sacrificado pelos nossos pecados, porque era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Este amor de Deus é grande, prático e incondicional.

E QUEM ESTÁ EM AMOR. Certamente, o apóstolo se refere ao amor fraternal, tão necessário para a sobrevivência da igreja de Cristo, nos primórdios do cristianismo. João sabia que, o povo de Deus estava sendo atacado por todos os lados, e somente a união dos remidos era que deveria prevalecer. Está sendo influenciado pelo amor fraternal era sinal de que os inimigos do evangelho não iam prevalecer contra o reino de Cristo.

ESTÁ EM DEUS. A nova dispensação da graça é um pacto individual entre o homem e Deus. E está em Deus é assumir este compromisso de realizar a vontade do Pai, sendo participante do seu reino. Nesta aliança do homem com Deus, o ser humano entra com a sua fé, que leva o pecador a um verdadeiro arrependimento, que por sua vez conduz ao novo nascimento, que testifica sobre a transformação real de vida.

E DEUS NELE. Já a aliança de Deus com o homem. O Senhor entra com sua graça, com sua ilimitada misericórdia, onde o resultado mais benéfico é trazer ao mais vil pecador o perdão divino. É a isso que o evangelho chama de reconciliação entre Deus e o homem.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

1 João 4:14-15

1 João 4:14-15 - E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
E VIMOS E TESTIFICAMOS. Os apóstolos acompanharam de perto o ministério exercido pelo Senhor Jesus, em que ele cumpria assim, os planos de Deus para a salvação dos remidos, e João foi exatamente um dos principais, porque era amigo pessoal de Jesus. E ele teve o privilégio de contemplar com os seus próprios olhos, todas as provas substanciais de que Jesus deu, de que de fato era o Filho de Deus. Além do mais, João, bem como as principais lideranças da igreja, não cessavam de testemunhar sobre isto.

QUE DEUS ENVIOU SEU FILHO. Antes mesmo do seu nascimento, Deus já havia apresentado o seu Filho a Israel, por meio das profecias messiânicas, em que o Senhor falou de muitas maneiras, por meio dos seus atalaias sobre a vinda do Messias. A manifestação do Cristo de Deus foi o cumprimento da promessa do Pai, em que ele garantiu de se manifestar na terra por meio do Emanuel. Jesus de Nazaré, era o Messias de Deus, o Emanuel e ao mesmo tempo, o Cristo de Deus, que era o Cordeiro de Deus.

PARA SALVADOR DO MUNDO. O próprio nome de “Jesus” já explica o porque, ele é o Salvador do mundo. Mateus 1:21 - E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Mas também a missão do Cristo de Deus nos faz ver ele agindo como tal, quando esteve na terra para salvar a humanidade, isso por meio da sua obra de redenção. O ministério do Senhor Jesus nos ensina que ele veio justamente para resgatar a sua igreja, que ele comprou com seu sacrifício de amor.

QUALQUER QUE CONFESSAR. No tempo da igreja primitiva, não era nada fácil alguém tomar essa decisão, porque implicava a aceitação do cristianismo como religião. E quem deixava sua religião para seguir a Cristo, em muitos casos era motivo de perseguições, confisco dos bens, prisão e até morte. Confessar a Jesus como Salvador e Senhor é muito mais do que uma confissão religiosa, porque resulta em uma nova vida, com renúncia das coisas do mundo, para viver amando a Deus em primeiro lugar e buscando o seu reino.

QUE JESUS É O FILHO DE DEUS. Confessar de que Jesus era o Filho de Deus, não se resumia em uma simples frase, uma vez que, isso significava para os judeus, a confissão de que Jesus era de fato e na verdade o Messias de Deus, o Emanuel, Deus conosco. E para os judaizantes com seu monoteísmo baseado na legislação mosaica, não era aceito. Confessar que Jesus era o Filho de Deus, era a mesma coisa que dizer que ele é Deus.

DEUS ESTÁ NELE. A partir do momento que alguém aceitava a verdade que Jesus era o Messias prometido por Deus, conforme as profecias messiânicas. Era para os apóstolos e líderes da igreja primitiva, um sinal de que Deus estava em verdade na vida de tal pessoa. Deus está na vida de alguém é a coisa mais preciosa que se possa imaginar ou pensar.

E ELE EM DEUS. Muitas pessoas afirmam que Deus está em seu coração, como uma explicação e não uma justificativa, de que Deus está com ele. Todavia, isso não é o suficiente, porque se faz necessário que essa mesma pessoa prove de que está com Deus.

1 João 4:13

1 João 4:13 - Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.
NISTO. O apóstolo vinha escrevendo sobre o fato de que, o nosso Deus nos ama de maneira grandiosa, e disto deu prova, quando enviou seu unigênito Filho como propiciação pelos nossos pecados, até porque ele mesmo buscou essa reconciliação. Como também, o autor vinha ensinado sobre a necessidade da prática do amor fraternal por todos os seguidores de Cristo, até porque, esse amor fraternal no meio do povo de Deus era uma necessidade indispensável, por conta das perseguições daquela época.

CONHECEMOS. No tempo em que esta carta foi escrita, o conhecimento era algo exaltado, em muitos casos, até mesmo acima dos seres humanos pelos gnósticos, porque para os falsos mestres do gnosticismo, o conhecimento e a sabedoria humana era o mais importante desta vida. Todavia, para os líderes do cristianismo, o verdadeiro conhecimento é aquele que procede do Espírito Santo de Deus, ele que é a fonte de toda a revelação divina. Portanto, os leitores de João já possuíam o verdadeiro conhecimento.

QUE ESTAMOS. O Novo Testamento faz uma chamada geral, a fim de que, todos os homens venham a estar ligados a Cristo. No que diz respeito a igreja do Senhor Jesus, o próprio Cristo de Deus nos deixou a seguinte lição: João 15:4-5 - 4 Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

NELE. Está em Cristo é viver imitando o seu exemplo e testemunho, é andar assim como ele andou, e ter de fato e na verdade a mente de Cristo, e pensar como ele pensa. O homem natural não está em Cristo, isso porque os incrédulos só vivem para as coisas desta vida, os ateus são materialistas, e com isso só dão valor às coisas terrenas. Porem, os que nasceram de novo pelo poder do evangelho, vivem com Cristo e para Cristo, porque foram transformados em novas criaturas, pelo poder regenerador do evangelho.

E ELE EM NÓS. O autor está escrevendo sobre Deus e Cristo na vida dos seguidores do cristianismo. Quando Cristo está na vida de uma pessoa é perceptível as características do Filho de Deus no modo de viver de tal pessoal, porque Cristo passa a reinar sobre o vida do seu servo. Cristo está em nós, por meio do seu Santo Espírito, que passa a habitar permanentemente em nossos corações, como sendo o nosso guia, sempre.

POIS QUE NOS DEU. A presença do Espírito de Cristo na vida dos seguidores do reino dos céus é um presente especial da parte do Criador, na vida dos seus filhos. Cristo falou, quando ainda estava com os seus discípulos: É necessário que eu vá, e quando eu for, rogarei ao Pai, que vos envie o Espírito Santo, para que esteja sempre convosco. A presença do Espírito de Cristo para a igreja passou a ser fundamental para o cristianismo.

DO SEU ESPÍRITO. A palavra “Espírito” dentro do texto começa com letra maiúscula, porque se refere ao Espírito Santo de Deus, ele que é chamado de Consolador e também Paráclito. O Espírito de Deus foi uma promessa do Senhor para a igreja remida de Cristo.

1 João 4:11-12

1 João 4:11-12 - Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.
AMADOS, SE DEUS ASSIM NOS AMOU. Mais uma vez, o apóstolo demonstra o seu carinho e afeto pelos seus leitores, e confirma o quanto ele era amoroso no trato com a igreja de Cristo, aliais, por causa desta sua forma amorosa de tratar os seguidores de Cristo foi que se tornou uma tradição no cristianismo, a tese que João era o apóstolo do amor. O amor de Deus pela igreja de Cristo foi demonstrado, quando ele enviou o seu unigênito Filho para servir de propiciação pelos nossos pecados fazendo a reconciliação.

TAMBÉM NÓS DEVEMOS. Deus enviou o seu Messias, e ele era o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens, ou ainda Deus conosco, tudo isso para manifestar o seu grande amor pelo seu povo, que hoje é a igreja de Cristo, e isso é confirmado quando se diz: Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Cristo nos mostrou o exemplo, como o grande Mestre, mas agora, ele esperava, e o escritor expressa justamente isso, que os seus seguidores fizessem o mesmo.

AMAR UNS AOS OUTROS. Desde o tempo da legislação de Moisés, que esta regra já era indispensável para quem desejasse fazer parte do judaísmo. No cristianismo, esse passou a ser um legado, de todos aqueles que viessem a confessar o nome de Cristo, isso porque, foi o próprio Senhor Jesus quem estabeleceu como regra áurea. Primeiro, é amar a Deus acima de qualquer coisa, depois, disse Jesus: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, destes dois mandamentos, depende a lei de Cristo. A vida e o ministério de Cristo foram efetivamente baseados nestes dois mandamentos, com a prática do amor.

NINGUÉM JAMAIS VIU A DEUS. Essa era uma tradição que se transformou em uma cultura religiosa para o povo judeu. Havia este conceito dentro da teologia do judaísmo, de que ninguém era digno de ver a Deus e ficar vivo. Pois bem, a prática da verdadeira religião, não é pelo que se ver, mais sim, pelo que se crer, porque o justo viverá pela fé, e não pelo que se ver. O homem é fraco, frágil e pequeno, Deus é poderoso, santo e grande, portanto, o homem não possui nesta dimensão de vida condições de ver a Deus.

SE NÓS AMARMOS UNS AOS OUTROS. O conselho do escritor é de que os seus leitores fossem praticantes da lei de Cristo. O tempo era de guerra e perseguições contra os seguidores do reino dos céus, e com isso, se fazia mais que necessário à prática do amor fraternal. Ajudar uns aos outros em demonstração de amor era uma questão de sobrevivência, principalmente, para aqueles que estavam sendo perseguidos.

DEUS ESTÁ EM NÓS, E EM NÓS É PERFEITO O SEU AMOR. O que foi declarado antes, de que, na conjuntura atual, o homem não tem os meios e as condições de ver a Deus em sua essência de glória. Porem, de forma espiritual, Deus está dentro e na vida de cada um daqueles que vivem o verdadeiro cristianismo, praticando o amor fraternal.

terça-feira, 7 de junho de 2016

1 João 4:10

1 João 4:10 - Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
NISTO ESTÁ O AMOR. Já no processo da queda, lá no Jardim do Éden, quando Adão e Eva desobedeceram ao mandamento de Deus, o Criador, por amor as suas criaturas prometeu enviar a solução para o problema do pecado e suas consequências. A vinda do Messias de Deus foi justamente para desfazer as obras do diabo, que teve sua influência direta na queda da raça humano, e que durante toda a história da humanidade interveio com suas interferências maléficas para prejudicar aos homens.

NÃO EM QUE NÓS TENHAMOS AMADO A DEUS. Os efeitos da prática do pecado criaram no homem mecanismos de rebelião e apostasia, o mesmo que ocorreu com o diabo e os seus demônios. De forma que, antes da vinda de Cristo, o que predominava na alma do homem era a desobediência contra Deus, por isso que a raça humana estava completamente alienada do seu Criador. O homem natural, o ateu, o incrédulo não ama a Deus, pelo contrário, estes, aborrecem ao Criador por meio de seus atos e obras.

MAS EM QUE ELE. A iniciativa partiu de Deus, que por amor infinito, tomou a decisão de resgatar a humanidade por meio do seu Filho Jesus. A vinda de Cristo como Redentor da sua igreja amada teve uma importância profunda, não somente para a igreja, mas também para toda a Criação e o mundo. Deus não suportava mais tanta ingratidão e rebeldia da parte dos homens, ele estava no limite, ou destruía tudo, ou salvava tudo pela propiciação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Jesus Cristo nosso Senhor.

NOS AMOU A NÓS. O mesmo autor diz em outros trechos de sua carta, “nós o amamos, porque que o Senhor nos amou primeiro” (1 João 4:19). Romanos 5:8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. O amor de Deus também está destacado por João em seu evangelho em João 3:16 – Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira, que deu o seu unigênito Filho, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha vida eterna.

E ENVIOU SEU FILHO. Essa colocação feita pelo apóstolo, fala sobre o envio do Messias de Deus, como sendo o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens, e ainda Deus conosco. Jesus de Nazaré era o Cristo de Deus, tão esperando por Israel, porque era o enviado de Deus Pai (infelizmente, Israel não o recebeu), que veio cumprir sua missão redentora em prol de sua igreja, que ele comprou com seu sacrifício de amor.

PARA PROPICIAÇÃO. Na verdade, quando Cristo veio ao mundo, havia uma inimizade entre Deus e os homens, o que provocava a ira do Senhor contra a humanidade. No entanto, Deus enviou seu Filho Jesus para realizar a propiciação em prol da criação, e com isso aplacou o furor de Deus contra os homens, e tem tudo a ver com a expiação.

PELOS NOSSOS PECADOS. O que provocava a ira de Deus contra os filhos dos homens era justamente o pecado. Desde a queda da raça humana, que a desobediência dos seres humanos contra os mandamentos de Deus, criava um efeito cumulativo do furor de Deus. Mas, para resolver o problema, Cristo veio e efetuou a propiciação pelos nossos pecados.

1 João 4:9

1 João 4:9 - Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
NISTO SE MANIFESTOU O AMOR. Desde o princípio, quando a raça humana caiu no pecado, pela desobediência do ser humano, que o Criador buscava beneficiar o homem com a manifestação permanente do seu imenso amor. As profecias messiânicas estavam dentro deste contexto, no sentido de por meio do Messias, o Senhor Deus de Israel, ajudar a humanidade com sua benevolência. A chegada do Emanuel de Deus foi justamente, Deus entre os homens, demonstrando o seu ilimitado amor pela igreja.

DE DEUS. Quando Deus enviou o seu Messias, ele assim o estava fazendo em demonstração do seu grande amor. Jesus, não era apenas a manifestação de mais um profeta sobre a terra, ele veio enviado por Deus, com a missão importantíssima de efetuar a redenção da humanidade. Deus estava em Cristo, realizando a reconciliação do homem consigo mesmo, e isso por meio da propiciação dos nossos pecados, ou seja, o sacrifício de amor prodigalizado pelo Cristo de Deus resolveu o problema da inimizade.

PARA CONOSCO. A grande beneficiária da obra redentora feita pelo Messias de Deus foi à igreja que ele comprou para si mesmo, com o seu perfeito sacrifício de amor. O escritor, por fazer parte da igreja remida de Cristo, se inclui como alguém que sabe a importância do amor de Deus pelo novo Israel, a igreja. Com a implantação da nova dispensação da graça, a salvação passou a ser estendida para todas as nações do mundo, e com isso, fica claro que, o amor de Deus não tem limites, ele atinge beneficamente a todos.

QUE DEUS. Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo. Tudo partiu do próprio Deus, que não desistiu das suas criaturas, mas em sua mais forte demonstração de amor, manifestou sua bondade e perdão a todos. O próprio Deus, por meio do Emanuel, estava entre os homens, abraçando os pecadores e oferecendo o seu perdão. Apor isso que o evangelho defende que, Jesus foi a mais perfeita epifania ou manifestação de Deus entre os homens, porque os resultados foram benéficos a todos.

ENVIOU. Durante à velhas dispensação o Senhor sempre interveio na história da humanidade por meio dos homens e também por meio dos seus anjos, bem como por meio da própria criação. Todavia, para implantar uma nova dispensação, Deus se utilizou do seu próprio Filho Jesus como instrumento de sua intervenção. A missão redentora do Messias de Deus foi um empreendimento de Deus para o bem de todos.

SEU FILHO UNIGÊNITO. Mesmo antes da vinda do Emanuel de Deus, o Cristo já era esperado como sendo o Filho especial, que Deus enviaria para representa-lo aqui na terra. Já o Novo Testamento trata de maneira vasta sobre este assunto, com muitas referências. Quanto ao Filho unigênito, todos nós somos filhos por adoção, diz o evangelho, mas Jesus é Filho único, porque foi gerado pelo Espírito Santo de Deus.

PARA QUE POR ELE VIVAMOS. A desobediência, a rebelião e o pecado, tem como consequência a morte de todos. A humanidade estava sentenciada a condenação. No entanto, Deus enviou seu Filho Jesus para dar vida e vida com abundancia ao seu povo. Cristo é a ressurreição e a vida, como também é por ele que vamos desfrutar a vida eterna, vida feliz, vida abundante.

1 João 4:7-8

1 João 4:7-8 - Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
AMADOS, AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Mais uma vez, o apóstolo João trata seus leitores de forma carinhosa, demonstrando assim sua marca, como sendo o apóstolo do amor, e isso se tornou uma tradição para o cristianismo. Temos a nossa frente uma seção desta carta, dedicada exclusivamente ao amor fraternal, trazendo assim a tema de que, este mandamento da parte de Cristo era levado a sério pela igreja primitiva, e os líderes do cristianismo procuravam ensinar a igreja na prática, o que era o amor fraternal.

PORQUE O AMOR É DE DEUS. Em muitas referências bíblicas nós encontramos todos os indicativos de que o amor procede de Deus. A igreja do primeiro século da era cristã vinha passando por momento de muitas dificuldades para se estabelecer na terra, isso por conta das perseguições impetradas pelos inimigos do cristianismo. Portanto, se fazia mais que necessário a pratica do amor fraternal, entre todos os seguidores do reino de Deus, no sentido de que, uns ajudassem aos outros por meio do amor cristão.

E QUALQUER QUE AMA É NASCIDO DE DEUS. Vários eram os testes utilizados pelos líderes do cristianismo, em seus começos, como prova de que efetivamente alguém havia se convertido ao reino de Cristo, e uma delas era justamente a prática do amor fraternal. Ser alguém “nascido de Deus”, conforme as doutrinas do evangelho da verdade, é justamente nascer de novo, pelo Espírito Santo de Deus (João 3:3,5), se tornando uma nova criatura em Cristo Jesus (2 Coríntios 5:17), isto é nascer de cima.

E CONHECE A DEUS. O Criador de todas as coisas, tem se dado a conhecer aos homens de todas as formas, seja por meio das coisas criadas, dos seus atos e ações, seja por meio da sua palavra. Mas, a mais clara e nítida revelação da pessoa do Pai foi feita justamente pela pessoa bendita do seu Filho, Cristo Jesus nosso Senhor. De forma que, quem conhece a Deus, sabe que, a manifestação do Cristo na terra foi à prova maior do grande amor de Deus (João 3:16). Portanto, foi Cristo quem deixou o mandamento do amor.

AQUELE QUE NÃO AMA. A assertiva é de que, João aponta sua artilharia sobre aqueles que se diziam servos de Deus, mas que estavam infiltrados no meio da comunidade cristã, somente para tentarem confundir a fé dos servos de Cristo. Porem, eles não amavam a Deus, isso porque, não praticavam o amor fraternal para com o seu próximo.

NÃO CONHECE A DEUS. Os opositores do cristianismo não amavam, nem conheciam a Deus. Se conhecessem a Deus, aceitavam os planos de Deus no que diz respeito à nova dispensação da graça. Se conhecessem e amassem a Deus, não estavam perseguindo os líderes da igreja de Cristo, eles que estavam semeando o amor de Deus no mundo.

PORQUE DEUS É AMOR. Tudo de benéfico que o Criador fez, faz e ainda há de fazer, sempre foi como demonstração do seu grande amor para com a humanidade e com a sua criação. E este infinito amor de Deus foi evidenciado, quando ele enviou seu Filho Jesus para reconciliar o homem com Deus, mediante a propiciação pelos pecados de todos.

1 João 4:6

1 João 4:6 - Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.
NÓS SOMOS DE DEUS. Os inimigos do evangelho e de Cristo, que se infiltravam no seio da comunidade cristã, tentavam confundir a igreja de Cristo, por meio das fábulas artificiais e das filosofias sufistas. Estes opositores do cristianismo andavam dizendo que os apóstolos não eram de Deus, e que, portanto, o que eles pregavam não era digno de confiança. Mas, o apóstolo rebate esta mentira dos adversários da verdade, afirmando que, eles eram de Deus e que seus ensinos estavam de acordo com a vontade do Pai.

AQUELE QUE CONHECE A DEUS. O trabalho dos apóstolos, dos líderes do cristianismo e dos missionários cristãos era justamente para fazer com que Cristo se tornasse conhecido em todo o mundo, e conhecer a Cristo é conhecer o plano de Deus para a salvação, com a implantação da nova dispensação da graça. De maneira que, os leitores de João já eram conhecedores da vontade do Pai, e isso, por meio das pregações feitas pelos servos de Cristo, que estavam cumprindo o ide imperativo de Cristo, conforme (Marcos 16:15).

OUVE-NOS. Percebe-se que os opositores do evangelho já haviam conseguido um certo espaço no meio da comunidade cristã, ao ponto de alguns estarem duvidando de que os apóstolos eram de fato representantes do reino de Deus. No entanto, o escritor, agora, termina por declarar que, apesar dos pesares, os apóstolos também conseguiam suas credibilidades perante aqueles que eram de Cristo e que conheciam a Deus, conforme aquilo que eles haviam pregado entre eles, é tanto que, os tais se dispunham a ouvi-los.

AQUELE QUE NÃO É DE DEUS. Aqueles que não conheciam a Deus eram os mesmos que não pertenciam a Deus. A igreja de Cristo precisava ficar atenta sobre quem estava ouvindo, porque nem todo aquele que pregava alguma coisa era de Deus. Aqueles que negavam a humanidade de Cristo, não eram de Deus, aqueles que por meio de suas fábulas artificiais tentavam transtornar o evangelho de Cristo, não eram de Deus. Mas, os discípulos do Senhor Jesus eram de Deus, por isso que pregavam o evangelho de Deus.

NÃO NOS OUVE. É bem provável que estes hereges, sobre os quais o autor escreve, fossem antes de apostatarem da fé, participantes da igreja de Cristo. E, portanto, já haviam sido alertados pelos apóstolos de que estavam errados. Porem, não deram ouvidos aos conselhos dos líderes do cristianismo. Essa frase demonstra o quanto os opositores do evangelho se tornaram irredutíveis, quanto a reconhecerem seus erros.

NISTO CONHECEMOS O ESPÍRITO DA VERDADE. Aqueles que estavam dispostas a ouvirem os conselhos dos líderes da igreja primitiva eram pessoas que se deixavam levar pelo espírito da verdade. Os representantes de Cristo colocavam a prova, aqueles que eram ou não instrumentos da verdade, se estivessem dispostos a ouvir a verdade.

E O ESPÍRITO DO ERRO. Por outro lado, os falsos pregadores, que tentavam confundir a fé dos seguidores de Cristo, procurando se infiltrarem no seio da igreja para semearem suas heresias e discórdias. Eram defensores do erro, porque buscavam profanar as coisas de Deus, ensinando doutrinas, que não eram aceitas pelos líderes do cristianismo.

1 João 4:4-5

1 João 4:4-5 - Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve.
FILHINHOS, SOIS DE DEUS. Em muitas vezes, o apóstolos trata com carinho os seus leitores, como se fossem todos seus filhos mesmos, e em parte, alguns comentaristas do Novo Testamento concordam de que, eles fossem realmente filhos na fé de João. O autor faz neste texto uma declaração que produz segurança para os seus leitores, porque procura transmitir confiança a todos eles, no sentido de que continuassem firmes nos caminhos do evangelho, uma vez que, eles tinham um dono que é Deus.

E JÁ OS TENDES VENCIDO. Vencido a que? Vencido ao diabo como os seus demônios, vencido ao mundo com seus atrativos, vencido a carne com suas concupiscências, vencido as tentações e tudo que os arrastavam para baixo! E quando venceram? Quando do exercício da fé, se arrependeram dos seus maus caminhos, passaram a ser novas criaturas, por terem nascido de novo, com a regeneração espiritual, quando foram transformados em filhos de Deus! Não iam vencer ainda, porque já haviam vencido.

PORQUE MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS. Quem era que estava nos leitores de João? Conforme o evangelho da graça, era o Espírito Santo de Deus, o próprio evangelho da verdade, com o seu poder transformador e a semente ou unção, da qual fala este mesmo escritor em uma outra referência! A grandeza do Espírito Santo na vida de um servo de Cristo é o suficiente para que este vença todas as forças contrárias, inclusive o diabo com os seus demônios, o mundo e tudo que nele há, bem como os desejos da carne.

DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO. Quem é que está no mundo, sobre o qual se refere o autor? Certamente, João se refere ao diabo com os seus demônios, é tanto que, a palavra de Deus afirma que o mundo está no maligno! Efetivamente, percebe-se que tudo que há neste mundo enganador contribui para que as pessoas não cumpram a vontade de Deus. O império das trevas faz de tudo para tirar as pessoas do plano de Deus.

DO MUNDO SÃO. O diabo com os seus demônios foram lançados dos céus para as trevas, e estão espalhados sobre este mundo, para por meio de suas influências interferir nas vidas das pessoas negativamente. Estes agentes do mal se utilizam das pessoas, sobre as quais eles têm acesso, para por meio de suas interferências manipular as pessoas. Os falsos profetas e mestres do paganismo estavam a serviço do diabo.

POR ISSO FALAM DO MUNDO. Os judaizantes, os falsos mestres gnósticos e os agentes das seitas heréticas que tentavam atrapalhar a vida dos seguidores de Cristo, na época da igreja primitiva, eram todos mundanos e que estavam sendo usados pelo diabo e os seus demônios para semearem suas heresias, contra as boas novas e as verdades do evangelho. Os representantes de Deus falavam as coisas de Deus e dos céus.

E O MUNDO OS OUVE. Já os instrumentos do império das trevas falavam das coisas terrenas, porque eles eram mundanos. E quem também era materialista e só pensava nas coisas desta vida, estavam dispostos a ouvirem os falsos mestres das filosofias do engano. O homem natural só valoriza as coisas desta vida e deste mundo enganador, por isso que, quem fala a verdade é rejeitado, mas quem fala mentiras e enganos é bem quisto pela sociedade.

1 João 4:3

1 João 4:3 - E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
E TODO ESPÍRITO. A palavra “espírito”, neste caso, se inicia com letra minúscula, porque não se refere ao Espírito Santo de Deus, mais sim, ao espírito humano, ou também pode se referir aos espíritos das trevas, que são os anjos caídos, o diabo com os seus demônios. Como o tema abordado neste contexto é a questão da profecia e dos profetas que as proferem, o autor esta querendo alertar para os seus leitores que, tivessem cuido, porque os espíritos malignos podiam estar agindo, até mesmo dentro da igreja.

QUE NÃO CONFESSA. A igreja primitiva teve que enfrentar dois perigosos tipos de ataques. Um deles eram os confrontos por meio das perseguições sociais e o segundo eram os ataques ideológicos, por meio das heresias filosóficas. Os falsos mestres gnósticos tentavam a todo custo confundir os cristãos, por meio de suas filosofias sofistas, que o Cristo de Deus não estava na pessoa de Jesus de Nazaré, ou seja, eles tentavam negar que o Verbo de Deus, não havia encarnado, como sendo o Emanuel.

QUE JESUS CRISTO VEIO EM CARNE. De acordo com as profecias messiânicas e ainda de conformidade com as tradições religiosas dos judeus, o Messias, que haveria de vir, como sendo o ungido de Deus ou o enviado de Deus, além de ser um homem, também seria divino, porque seria Filho de Deus. De maneira que, o gnosticismo buscava negar a natureza divina de Jesus, afirmando que ele era apenas mais um profeta de Deus, e que ele não seria de fato e de verdade o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens.

NÃO É DE DEUS. O apóstolo estava sendo direto e categórico em declarar aos seus leitores que, os falsos mestres gnósticos não eram pessoas de Deus, nem tão pouco estavam sendo usados pelo Espírito de Deus. Mas eles estavam sim, sendo usados pelos demônios para tentarem negar a natureza divina de Jesus. Ele que era na realidade o Messias de Deus, o Emanuel e o Cristo de Deus, na pessoa bendita de Jesus de Nazaré. Os mestres gnósticos estavam a serviço do diabo para tentarem prejudicar a igreja remida.

MAS ESTE É O ESPÍRITO DO ANTICRISTO. O anticristo será uma personagem maléfica, que surgirá nos fins dos tempos segundo a eficácia de satanás, também chamado o homem do pecado. No entanto, não o próprio anticristo, mas alguns que sendo dominados pelos mesmos sentimentos, do futuro inimigo de Cristo, já agiam no período da igreja primitiva. O diabo agia naquela época, assim como agirá no tempo do anticristo.

DO QUE JÁ OUVISTES QUE HÁ DE VIR. Os principais líderes do cristianismo, desde os começos da igreja, que vinham alertando aos seguidores do reino de Deus, sobre o surgimento de falsos mestres e também falsos profetas, com metas de tentarem prejudicar o bom andamento da obra de Deus, com o desenvolvimento do cristianismo em todo o mundo.

E EIS QUE JÁ ESTÁ NO MUNDO. Estes inimigos e opositores do evangelho de Cristo já circulavam livremente entre o povo de Deus. Era perceptível a infiltração dos falsos profetas e mestres, que com suas filosofias heréticas tentavam prejudicar a igreja.

1 João 4:2

1 João 4:2 - Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus.
NISTO CONHECEREIS. O verdadeiro conhecimento não é a gnose dos falsos mestres das filosofias religiosas naturalistas. Mas o verdadeiro conhecimento vem do alto como um dom de Deus, descendo do Pai das luzes, que tem o absoluto saber de todas as coisas. A revelação dos mistérios de Deus em Cristo Jesus é suficiente para criar a atmosfera de comunhão entre os servos de Cristo e Deus Pai, mediante o Santo Espírito do Senhor.

O ESPÍRITO. Mais uma vez, o apóstolo coloca a palavra “Espírito” com a letra inicial maiúscula, para identificar e diferenciar o Espírito de Deus, do espírito humano e dos espíritos das trevas, que são o diabo e os seus demônios. O Espírito Santo é reconhecido pela teologia cristã como a terceira pessoa da Trindade Santa, sendo reconhecido dentro das Santas Escrituras como Deus, pode ser visto em toda a bíblia e na vida de Cristo.

DE DEUS. O Espírito Santo provem de Deus, porque conforme a própria palavra declara é o Espírito de Deus. Quando o cristianismo afirma que o Espírito Santo é Deus, não está quebrando a regra do monoteísmo judaico, porque quem adora no Espírito de Deus, está adorando ao Deus único e verdadeiro. Não há divisão entre Deus Pai, Deus Espírito Santo e Deus Filho. A perfeição na Trindade Divina, não tem nada a ver com politeísmo.

TODO O ESPÍRITO. Agora, o autor coloca a palavra “espírito” com a letra inicial minúscula, para identificar o espírito humano ou os espíritos das trevas, que são os anjos caídos, diferenciando assim, do Espírito de Deus. Todo ser humano tem a sua alma, corpo e espírito (tricotomia), além de existirem os espíritos desencarnados, que são os anjos das trevas que se rebelaram contra Deus. Estes espíritos são inferiores ao Espírito de Deus.

QUE CONFESSA QUE. O autor trata do espírito do ser humano que tem a opção ou não de confessar a Cristo. Era de fato um momento da história da igreja de Cristo, em que muitos confessavam a Cristo como sendo o Messias de Deus, porem, muitos outros terminavam por ceder às pressões dos inimigos do evangelho, negando a sua fé. O desejo do apóstolo era de que, os seus leitores, não deixassem os caminhos do evangelho.

JESUS CRISTO. É de propósito do escritor, colocar em pauta o nome próprio do Filho de Deus “Jesus”, bem como o seu sobrenome “Cristo” para falar da natureza humana e divina do Messias ou Emanuel de Deus. O nome Jesus fala do homem, Jesus de Nazaré, e o sobrenome, que é um termo objetivo que fala do Messias de Deus e sua missão como sendo o Deus homem, Emanuel. Todavia, não tem como separar o nome Jesus do sobrenome Cristo, porque se trata da mesma pessoa.

VEIO EM CARNE. Os gnósticos tentavam separar a natureza divina do Filho de Deus, do homem Jesus de Nazaré. Já os escritores do Novo Testamento defendem que, Jesus era a mesma pessoa do Cristo de Deus, confessando de que, Jesus de Nazaré foi à encarnação do Verbo de Deus, que se fez carne a habitou entre os homens.

É DE DEUS. Os líderes do cristianismo, bem como aqueles que confessavam a fé cristã, estavam centrados em defenderem os fundamentos da nova fé, lutando com determinação para sustentarem a verdade de que Jesus de Nazaré era o Cristo de Deus, o Messias prometido e o Emanuel tão esperado.

1 João 4:1

1 João 4:1 - Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
AMADOS. Esse é um termo de tratamento recorrente nos escritos de João, em demonstração do quanto ele era amoroso para com seus leitores e seguidores de Cristo. É tanto que, o apóstolo João ficou sendo conhecido pela tradição cristã como sendo o apóstolo do amor. Mas, este mesmo termo também é usado neste texto, como preparação sobre o assunto de grande importância que o autor enseja tratar. A questão das manifestações espirituais tinham que ser tratadas de forma relevante pelo apóstolo.

NÃO CREIAIS. Como uma das lideranças exponenciais dentro do corpo ministerial do cristianismo primitivo, o apóstolo João deseja imprimir sua marca no coração dos seus leitores, como alguém que estava preocupado com os fatos espirituais que estavam ocorrendo. E que isso servisse de alerta para todos eles, porque nem todas as manifestações espirituais provinham de Deus, portanto, a igreja precisava ficar atenta, no sentido de não dar crédito a todos os que se diziam profetas ou pregadores.

A TODO ESPÍRITO. A palavra “espírito” esta escrita com letra inicial minúscula, indicando de que não se trata do Espírito de Deus, mas sim do espírito humano, que está sobre cada um dos seres humanos ou pode também se referir aos espíritos dos anjos caídos, que são os demônios ou o próprio diabo. João já havia abordado o assunto da manifestação dos espíritos dos anticristos, que muitos já estavam no mundo. Seja como for, estes espíritos são enganadores e que se manifestam com a intenção de mentir.

MAS PROVAI. As coisas espirituais são por demais sérias, portanto, merece uma investigação para se provar se elas procedem de Deus ou do mundo das trevas. Simplesmente pelo fato de alguém fazer parte de uma denominação ou organização religiosa, não significa dizer que esta pessoa é de Deus. Quem de fato está em Cristo e Cristo nele, esse anda como Cristo andou e pensa como Cristo pensou, porque tem a mente de Cristo. Nesta época, tinham muitos farsantes se infiltrando no meio da igreja.

SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS. Nos dias de hoje, quase não se utiliza o meio recomendado pelo evangelho, no que tange a verificação ou prova, se os espíritos são de Deus ou não, por isso que, muitos demônios estão falando por meio dos seus instrumentos nas igrejas, como se fosse normal. A igreja de Cristo precisa buscar o dom do discernimento de espírito, para que o Espírito de Deus fale na igreja, e não os demônios.

PORQUE JÁ MUITOS FALSOS PROFETAS. É preciso que os líderes do cristianismo tenham todo cuidado possível para que os falsos profetas, que são usados pelos espíritos das trevas, não domine o ambiente da igreja. Aqueles que estão à frente das igrejas devem intervir sempre que perceberem, que as profecias não estejam no centro da vontade de Deus.

SE TEM LEVANTADO NO MUNDO. Certamente, o apóstolo se refere aos antigos falsos profetas, que também se manifestaram na história religiosa do mundo. Como também, nos dias do autor não seria diferente, muitos falsos profetas estavam se levantando, sendo usados pelos demônios. Muito mais nos dias de hoje, tudo isso é recorrente.