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quinta-feira, 9 de março de 2017

Hebreus 2:2

Hebreus 2:2 - Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição.
PORQUE SE A PALAVRA FALADA. O autor se refere à lei de Moisés, com os seus muitos mandamentos de ordem religiosa, social e civil. Teve uma das tribos dos filhos de Israel que ficou responsável pela divulgação da legislação de Moisés, que foi a tribo de Levi. De forma que, por todas as partes os mandamentos da lei foram proclamados, chegando-se ao ponto do povo saber de tudo que estava escrito por Moisés. Além do mais, os pais tinham a responsabilidade de ensinarem as suas crianças, sobre a legislação de Moisés.

PELOS ANJOS. A própria palavra “anjos”, neste caso, se refere a “mensageiros” de Deus. Era crença comum entre os hebreus desta época, que a lei de Moisés havia sido entregue da parte de Deus a Moisés pelos anjos do Senhor. Como o escritor tenta mostrar que a nova dispensação é melhor que a velha dispensação, ele procura demonstrar que Moisés não foi o único mediador da velha aliança de Deus com Israel, mas que houveram outros medianeiros, o que enfraquecia a legislação de Moisés e fortalecia a legislação de Cristo.

PERMANECE. Os hebreus, não largaram mão do judaísmo, mesmo sabendo que o Messias prometido por Deus veio para implantar a nova dispensação da graça de Deus. E por incrível que pareça, os cristãos legalistas de Jerusalém ou de Israel, que eram os judeus convertido ao cristianismo, também defendiam de início, que mesmo um judeu que se convertia ao cristianismo, tinha o dever de continuar guardando a lei de Moisés.

FIRME. De forma que, o judaísmo permanecia de pé, como da mesma forma ainda permanece até os dias de hoje. Para muitos, Cristo veio apenas fazer uma pequena reforma no judaísmo, e que pelo fato de Cristo ter cumprido tudo que determinava a lei de Moisés, os seus seguidores deveriam da mesma forma, também guardar a legislação de Moisés. Os cristãos legalistas não entendem que Cristo cumpriu a lei em nosso lugar.

E TODA A TRANSGRESSÃO. Estudos criteriosos da legislação de Moisés, chegam-se a conclusão que, tanto as promessas feitas na lei, são de bênçãos materiais, quanto da mesma forma, as maldições nela contidas eram de ordem práticas. Quem fosse fiel aos mandamentos da lei, seria abençoado, mas quem transgredisse um dos menores dos seus estatutos, da mesma forma, seria amaldiçoado, e muitas vezes com a morte física.

E DESOBEDIÊNCIA. Na lei de Moisés, o que prevalecia era dente por dente e olho por olho, e isso implicaria em castigo severo para quem desobedecesse a lei de Moisés. As regras estabelecidas pelos juízos da lei, não podiam ser transgredidas em hipótese alguma, sob a ameaça de que o transgressor seria apedrejado até a morte, dependendo do caso. Não existia obediência voluntária, mas sim obediência imposta e obrigatória.

RECEBEU A JUSTA RETRIBUIÇÃO. A instituição da lei de Moisés foi celebrada como sendo um pacto de fidelidade, em que não havia opção para a quebra de nenhuma das cláusulas do contrato ou aliança. Assim sendo, as penas impostas contra os que transgredissem ou desobedecessem à legislação da Moisés, eram consideradas justas, mesmo que a letra fosse mais importante do que o ser humano e a sua própria vida.

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