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sábado, 29 de abril de 2017

Hebreus 8:12

Hebreus 8:12 - Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.
PORQUE SEREI. Continua o autor ainda no texto de Jeremias 31:34 - Diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Uma das finalidades da nova dispensações, entre muitas outras, é resolver o problema do pecado dos filhos do homem. No jardim do Éden houve a queda (Gênesis 3:6), e no próprio evento, houve também a promessa de que Deus enviaria o seu Messias (Gênesis 3:15) para solucionar o problema do pecado com suas consequências.

MISERICORDIOSO. A nova dispensação da graça de Deus, pela fé em Cristo, tem sua base nas misericórdias do Deus Criador para com toda a humanidade, principalmente para com a igreja remida de Cristo Jesus. Isso porque, as misericórdias de Deus é a causa de não sermos consumidos. Lamentações 3:22-23 - As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Essa misericórdia de Deus está totalmente disponível.

PARA COM SUAS INIQUIDADES. A lei de Moisés não resolveu o problema das iniquidades dos filhos de Israel, ao ponto de chegar o momento de Deus implantar, por meio do seu Messias, uma nova dispensação melhor, baseada em melhores promessas, em que o evangelho liberta o ser humano de suas maldades. Iniquidade é a tendência do ser humano a praticar deliberadamente suas maldades, porque é dominado pelo mal. Na nova dispensação da graça de Deus, o Espírito Santo trabalha no homem interior para transformar o velho homem em uma nova criatura, pela regeneração espiritual.

E DE SEUS PECADOS. A velha dispensação da lei também não teve a capacidade de modificar para melhor o estado pecaminoso dos filhos de Israel. Desde a queda da raça humana que a alma dos homens ficou contaminada pela síndrome do pecado, e com isso o homem natural tem prazer nas concupiscências da carne. O novo nascimento é o começo da reversão deste quadro, que se completa com a regeneração e transformação do velho homem em uma nova criatura, em Cristo Jesus, isso é possível na nova dispensação da graça, porque este é um trabalho especial do Espírito Santo de Deus.

E DE SUAS PREVARICAÇÕES. Prevaricar é transgredir um ou mais mandamentos expressos e que se tem conhecimento. Uma das facetas da queda da raça humana, ainda no Jardim do Éden, foi justamente gerar nos seres humanos o sentimento de rebeldia e desobediência aos mandamentos de Deus, e isso teve seu gênesis ainda com o nobre casal Adão e Eva, quando do primeiro pecado da raça humana contra o seu Criador. Porem, na nova dispensação o sentimento de rebelião é anulado na vida dos remidos.

NÃO ME LEMBRAREI MAIS. Os benefícios da nova dispensação da graça de Deus para aqueles que por ela são alcançados, são incalculáveis. Deus lança no mar do esquecimento os nossos pecados, em que ele não mais se lembra das deles. Vemos nisso, que a intervenção da obra perfeita de redenção da parte de Cristo, tem um valor muito grande para os seus remidos, em que a nossa culpa foi posta na conta do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, por conta da sua obra perfeita de expiação.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hebreus 8:11

Hebreus 8:11 - E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.
E NÃO ENSINARÁ. Das doze tribos de Israel, Moisés separou uma delas, que foi a tribo de Levi, que ficou encarregada de ensinar ao povo judeu os mandamentos e estatutos da legislação mosaica. Além do mais, os próprios pais eram obrigados a ensinarem a seus filhos desde a mais tenra idade, tudo que estava escrito na lei de Moisés. Por fim, os seguidores do judaísmo muito se esforçavam para empreender o proselitismo religioso e levar o judaísmo aquelas pessoas que não conheciam a antiga aliança, lei de Moisés.

CADA UM AO SEU PRÓXIMO. A nova aliança é diferente, porque os ensinos não são um código de letras mortas, mas o aprendizado do discípulo de Cristo é feito de forma espiritual pelo Espírito de Deus, no homem interior, no coração e na mente. Neste sentido é que os seguidores de Cristo recebem a revelação da vontade do Pai por intuição, pela meditação nas coisas do reino de Cristo, e pela busca das coisas de cima.

NEM CADA UM AO SEU IRMÃO. Este versículo é a continuação do texto de Jeremias 31:34 - E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Os levitas se achavam superiores aos seus irmãos judeus porque foram separados para ensinar a lei de Moisés, no cristianismo todos são iguais diante de Deus.

DIZENDO: CONHECE O SENHOR. Sempre houve entre os seguidores do judaísmo uma certa concorrência para ver quem fazia mais prosélitos para a religião judaica, em que os judeus percorriam o mar e a terra para fazer um prosélito para sua religião, e por conta disso Jesus os classificou de hipócritas. Mateus 23:15 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito. Palavras de Jesus.

PORQUE TODOS ME CONHECERÃO. Espalhar o conhecimento sobre Deus e seus planos quanto à nova dispensação da graça de Deus é tarefa do Espírito Santo. João 16:8-11 - E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Esta é tarefa do Espírito Santo.

DESDE O MENOR DELES. Havia uma preocupação e empenho tantos dos líderes religiosos dos judeus, quanto dos próprios pais das crianças judias para que os meninos de Israel apreendessem a legislação do Moisés, para que guardassem suas ordenanças para a vida toda. No Cristianismo não há esta preocupação, porque é o Espírito de Deus quem cuidará de imprimir na mente e no coração de todas as pessoas a lei de Cristo.

ATÉ AO MAIOR. Já os que alcançavam maioridade em Israel tinham a obrigação e o dever de ter em mente todos os mandamentos, estatutos e juízos da legislação de Moisés, porque quem desobedecesse à lei de Moisés, em alguns casos eram amaldiçoados ou mortos. Conforme a dispensação da graça o Espírito de Deus tem dado suas revelações a todos sem distinção de idade, bem como a pessoas importantes da sociedade também.

Hebreus 8:10

Hebreus 8:10 - Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo.
PORQUE ESTÁ É A ALIANÇA. O profeta foi usado pelo Espírito de Deus para anunciar um novo tempo de relacionamento entre Deus e o seu novo Israel, implantando assim a nova dispensação da graça divina, por meio do evangelho de Cristo. A antiga aliança teve Moisés como um dos mediadores entre Deus e o seu povo, e na nova aliança tem Cristo, constituído por Deus como único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. A antiga aliança era regida pela lei de Moisés, e a nova pelo evangelho de Cristo.

QUE DEPOIS DAQUELES DIAS. O autor continua citando o texto de Jeremias 31: 33 - Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. “Daqueles dias” a que se refere o escritor, dizem respeito aos dias em que a velha dispensação da lei se esgotaria para dar lugar a um outro dia da nova dispensação.

FAREI COM A CASA DE ISRAEL, DIZ O SENHOR. Durante o tempo da velha dispensação e principalmente quando a profecia de Jeremias foi pronunciada os hebreus estavam divididos em dois povos dentro de uma mesma nação, que eram os filhos de Judá e os filhos de Israel, reino do Norte e reino do Sul. A nova aliança só tem o Israel espiritual de Deus, que é a igreja remida de Cristo Jesus, constituída por todas as nações do mundo.

POREI AS MINHAS LEIS NO SEU ENTENDIMENTO. A nova aliança de Deus, que tem como único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, não é regida por um código de lei, constituída de letras mortas. Porque a nova dispensação da graça de Deus é regida pela lei do Espírito de Deus, conforme Romanos 8:2 - Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Esta é a lei que produz vida.

E EM SEUS CORAÇÕES AS ESCREVEREI. Onde é que o Espírito de Deus trabalha na regeneração do homem? No entendimento, que nos fala da razão, da inteligência e da sabedoria, como também no homem interior. Bem como no coração, que trata do homem essencial, no lado sentimental do ser humano. A expressão entendimento e coração também nos ensinam da alma e da unidade espiritual do ser humano.

E EU LHE SEREI POR DEUS. O cristianismo segue a mesma crença monoteísta do judaísmo, e não há três deuses, mas sim um único Deus verdadeiro em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. A igreja adora, serve e ama ao Deus único e verdadeiro, Criador dos céus e da terra. O novo Israel de Deus tem o Senhor como Deus, Cristo como salvador e o Espírito Santo como guia, que esta preparando a igreja para o dia do arrebatamento.

E ELES ME SERÃO POR POVO. Na antiga dispensação só havia um povo que poderia dizer que pertencia a Deus, que era o povo de Israel, os descendentes de Abrão, Isaque e Jacó. Já na nova dispensação da graça de Deus, pela fé em Cristo, também só existe um único Israel espiritual, composto por pessoas de todos os povos do mundo. Estas verdades eram fortes para os leitores desta carta, eles que eram hebreus, mas também cristãos.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Hebreus 8:9

Hebreus 8:9 - Não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor.
NÃO SEGUNDO A ALIANÇA. Deus fez promessas de que, no tempo determinado por ele, introduziria na terra prometida os filhos de Israel. E assim procedeu, resgatando o seu povo da casa da servidão o Egito. Tendo tirado Israel do Egito e o velado a peregrinar pelos desertos, então fez um pacto com o seu povo, por meio da lei de Moisés. Esta é a velha aliança da lei, o que também podemos chamar de velha dispensação da lei.

QUE FIZ COM SEUS PAIS. O autor continua citando o texto de Jeremias 31:32 - Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Neste caso, o escritor certamente tem em mente, também os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, como os representantes mais ilustres de todo o Israel.

NO DIA EM QUE OS TOMEI PELA MÃO. O autor usa uma linguagem metáfora para expressar a realidade de Deus levando em seus braços os filhos de Israel. Essa é a forma carinhosa que o Senhor tratou com os hebreus para dizer em linguagem humana o quanto cuidou do seu povo, como se os tomasse no colo. Entendemos então sobre a fidelidade de Deus em cumprir suas propostas, como zelo pelos seus juramentos e promessas. Quando Deus profetiza alguma palavra, pode esperar o seu fiel cumprimento.

PARA OS TIRAR DA TERRA DO EGITO. A leitura dos capítulos cinco ao doze do livro de êxodo nos fala sobre a saída dos filhos de Israel da terra do Egito, e quantas coisas Deus realizou para que o seu povo fosse liberto daquele país. A saída do Egito tinha como destino a terra de Canaã, terra que manava leite e mel, porque foi assim a promessa feita a Abraão, confirmada a Isaque e renovada a Jacó. E Deus tirou o seu povo do Egito.

COMO NÃO PERMANECERAM. Ainda no deserto, os hebreus demonstraram que poderia acontecer o estado de rebelião, quando muitos dos filhos de Israel tentaram ao Senhor em Massá e Meribá. E assim foi, quando entraram na terra de Canaã, porque não demorou muito tempo, para que aquela gente começasse a se desviarem da lei de Moisés. As Escrituras dizem que o Senhor reclama de que Israel era obstinado ao erro.

NAQUELA MINHA ALIANÇA. O tempo dos profetas foi uma demonstração do quanto os judeus se tornaram desobedientes a lei de Moisés, porque Deus levantou muitos dos seus atalaias para advertir sobre a rebeliões do seu povo. E os cativeiros babilônico e assírio, além do domínio de Roma sobre Israel se deram como resultado da desobediência do povo judeu a aliança feita com Deus, em que o povo não cumpriu sua parte.

EU PARA ELES NÃO ATENTEI, DIZ O SENHOR. O Senhor avisou ao seu povo que, se eles fossem fieis a sua lei, seriam abençoados conforme as promessas na terra de Canaã. Mas se eles se rebelassem contra a aliança do Senhor, seriam castigados e punidos. Porque se buscassem de forma digna ao Senhor o achariam, mas se dessem as costas para o seu Deus, o Senhor os abandonaria, e foi justamente o que aconteceu com Israel.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hebreus 8:8

Hebreus 8:8 - Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança.
PORQUE, REPREENDENDO-OS DIZ. Este tratado é a explicação de muitas passagens das literaturas dos judeus, em que o autor busca dar sua interpretação das profecias messiânicas e dos textos que apontavam para as coisas próprias da nova aliança de Deus com a igreja de Cristo. O fato do escritor declarar que esta citação do profeta Jeremias é uma repreensão da parte de Deus contra os filhos de Israel, é porque já naquela época, a velha dispensação já não estava mais servindo como no seu princípio para o povo.

EIS QUE VIRÃO DIAS. Esta é uma citação livre do que está escrito em Jeremias 31:31 - Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Como os leitores originais desta carta eram os hebreus, o uso pelo escritor de textos dos escritos dos judeus adquiria credibilidade, principalmente quando tais citações faziam parte do Cânon aceito como Escrituras do povo de Deus.

DIZ O SENHOR. Na verdade esta era uma passagem de Deus, mas que foi revelada e profetizada pelo profeta Jeremias, por isso que era palavra crida como sendo falada pelo próprio Deus, que usou o seu profeta, para advertir os filhos de Israel sobre um novo tempo. E se foi Deus quem falou, tá falado, e ninguém pode revogar, até porque Deus não é o homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa.

EM QUE COM A CASA DE ISRAEL. Essa expressão diz respeito as dez trino do norte. Até o reino de Salomão só havia um monarca que governava em todo o Israel como nação. Mas com a morte de Salomão, seu filho Roboão assumiu o reino e começou a oprimir ao povo com cargas tributárias pesadas. Com isso, as dez tribos do Norte se rebelaram e constituíram a Jeroboão como rei sobre à casa de Israel, tendo como capital Samaria.

E COM A CASA DE JUDÁ. Já esta frase se refere às duas tribos do sul, que continuou tendo como rei a Roboão e que tinha como capital Jerusalém. Também chamado de reino de Judá, foi mais fiel ao Senhor do que o reino do Norte, e Deus havia feito promessa a Davi de continuar abençoando sua casa e seu reino por meio dos seus descendentes. Além dos mais, a promessa de Deus quanto ao Messias estava de pé, em que o Cristo de Deus seria também Filho de Davi (2 Samuel 1:12-17) e (Mateus 1:1) e outras referências.

ESTABELECEREI. Por conta desta palavra profetizada pelo Senhor é que existem inúmeras outras referências bíblicas que já apontavam para o trabalhar de Deus em prometer e cumprir tudo que já estava previsto sobre o Messias e sobre o novo tempo da dispensação da graça. Além de que, neste texto, o escritor junta mais uma prova de que tudo estava acontecendo de conformidade com o programa de realizações de Deus.

UMA NOVA ALIANÇA. É a mesma coisa que novo pacto ou nova dispensação da graça de Deus. Esta nova aliança foi estabelecida por Deus e implantada pelo Messias de Deus que veio para por em pratica os planos e propósitos do Criador de todas as coisas. Assim como Moisés foi um dos mediadores da antiga dispensação da lei, Cristo é o único Mediador desta nova aliança da graça de Deus. A nova aliança foi promessa de Deus.

Hebreus 8:7

Hebreus 8:7 - Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.
PORQUE. Quando se fala em alianças está se falando sobre os pactos que foram estabelecidos entre Deus e os homens, sempre com o objetivo de abençoar os filhos dos homens. Entre os principais pactos dos quais falam as Escrituras podemos citar sobre: O pacto edênico, adâmico, noaico, abraâmico, mosaico, davídico e o novo pacto. Por meio de tais alianças o Deus Criador faz promessas condicionais e também incondicionais. Mas sempre com o objetivo de estabelecer comunhão e comunicação com suas criaturas.

SE AQUELA. No caso de “aquela” se refere à aliança mosaica, que teve como ponto forte o estabelecimento da legislação de Moisés, com regras rígidas para que os descendentes de Abraão fossem abençoados na terra que manava leite e mel, Canaã. Esta aliança era condicional, porque mesmo Deus querendo abençoar o seu povo, mas dependia da obediência dos seguidores do judaísmo as determinações da lei de Moisés.

PRIMEIRA. Quando se fala sobre a “primeira” não está se reportando a aliança edênica, que condicionava a vida do homem ao seu estado de inocência, como contrário teria como resultado a morte física e espiritual, não somente do casal, Adão e Eva, mas de toda a humanidade. Essa primeira aliança sobre a qual o autor se refere diz respeito mesmo à aliança mosaica, feita com os judeus, mas que se tornou obsoleta, tempos depois, porque os filhos de Israel não tiveram condições de cumprirem com a sua parte no pacto.

FORA IRREPREENSÍVEL. Se aquela primeira aliança de Deus com os filhos de Israel fosse irrepreensível, tudo teria dado certo, os descendentes de Abraão teria sido fieis a legislação de Moisés do começo ao fim. Os judeus não teriam sofrido os cativeiros que tiveram de passar e que no momento estavam sob o domínio dos romanos. Mas, como havia falhas na aliança mosaica, porque envolvia seres humanos, não deu certo.

NUNCA. Esta palavra põe um limite entre a primeira e a segunda, entre a velha dispensação da lei e a nova dispensação da graça de Deus, pela fé em Cristo Jesus, ele que é o Mediador entre Deus e os homens. Se a dispensação da lei tivesse dado certo, não precisava de uma nova dispensação, mas como ela falhou quanto ao lado humano do pacto, e não da parte de Deus, então o Criador entra em ação por meio da nova aliança.

SE TERIA BUSCADO LUGAR. Por que a dispensação da graça deu certo e é baseada em melhores promessas? Porque ela foi feita entre Deus e o seu Filho Jesus Cristo, em benefício da humanidade. De ambas as partes a fidelidade é perfeita, porque Deus fez tal aliança sustentada em seu juramento fiel, e da parte de Cristo, ele já deu todas as provas de sua fidelidade quando cumpriu com sucesso absoluto sua missão redentora.

PARA A SEGUNDA. Esta segunda é a nova aliança da graça de Deus, em que o homem apenas entra com a sua fé em Cristo Jesus como sendo o redentor da humanidade. Como Deus já sabia da falibilidade da dispensação da lei, provendo melhores coisas para suas criaturas, já vinha profetizando sobre a vinda do Mediador da nova aliança, O seu Messias prometido, como também já projetava a implantação da nova dispensação da graça.

sábado, 22 de abril de 2017

Hebreus 8:6

Hebreus 8:6 - Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.
MAS AGORA ALCANÇOU ELE. “Ele” quem? Jesus! que é o nosso Sumo Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. “Mas agora”, pode ser que o autor esteja falando do tempo da nova dispensação, que o Messias de Deus veio e implantou ou pode também ser que o escritor esteja se referindo ao novo tempo em que Cristo entrou definitivamente na presença de Deus para ser o nosso intercessor. Cristo alcançou este ofício tão importante porque ele si deu a si mesmo em expiação pela sua igreja.

MINISTÉRIO. Desde que os filhos de Israel saíram do Egito, por meio de Moisés, e que foi constituído o ofício sacerdotal para administrar as coisas de Deus, concernente ao tabernáculo, que o sacerdócio passou a ser um ministério. Da mesma forma, de quando o Cristo de Deus se manifestou no planeta terra, que ele deu demonstração de que era na realidade Rei, Profeta e Sacerdote, que Deus o constituiu como ministro da nova aliança.

TANTO MAIS EXCELENTE. Os sacerdotes levíticos e principalmente os sumos sacerdotes que eram da linhagem de Aarão tiveram importâncias fundamentais no campo religioso para os hebreus, porque ministravam as bênçãos de Deus ao povo. O autor está clareando a visão dos seus leitores que, o ministério de Cristo é mais excelente do que todos os sacerdotes que se levantaram sobre Israel, porque seu sacerdócio é eterno.

QUANTO É MEDIADOR. O sacerdote e principalmente o sumo sacerdote, também chamado ministro de Deus era considerado pelos hebreus como mediador entre Deus e os filhos de Israel. Cristo muito mais, porque ele veio como sendo o “único Mediador” entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem” (2 Timóteo 2:5). E neste ponto, o autor também fala da superioridade de Cristo ao próprio Moises, ele que foi um dos mediadores entre Deus e o antigo pacto de Deus com Israel, Cristo é superior a Moisés.

DE UMA MELHOR ALIANÇA. A bíblia registra várias alianças de Deus com os filhos dos homens, porem, é certo conjecturar que, o pensamento do escritor se posiciona sobre a aliança de Deus com Israel, por meio da lei de Moisés. Para então declarar que, a nova aliança de Deus por meio de Cristo com sua igreja remida é melhor que o pacto de Moisés. É tanto que, os hebreus, leitores desta melhor aliança foram alcançados por ela.

QUE ESTÁ CONFIRMADA. Todas as referências das Sagradas Escrituras dos hebreus usadas pelo escritor neste tratado, bem como seus argumentos foram para comprovar que esta nova aliança e tudo que envolveu a vinda, a vida e o ministério do Senhor Jesus, havia sido confirmado por Deus e que estava de conformidade com os planos e projetos do Criador. O Messias veio e cumpriu com sucesso tudo o que dele estava escrito.

EM MELHORES PROMESSAS. O pacto de Moisés era baseado em promessas temporárias, portanto, sobre coisas voltadas para esta existência terrena, até porque no tempo em que os filhos de Israel entraram na terra de Canaã, Moisés não tinha a mesma visão que Cristo teve das coisas eternas de Deus. A nova aliança de Cristo tem promessas para esta vida, mas principalmente para a vida eterna, que é a salvação dos remidos por ele.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Hebreus 8:5

Hebreus 8:5 - Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.
OS QUAIS SERVEM DE EXEMPLO. O autor fala sobre o tabernáculo terrestre que Moisés mandou fazer quando ainda estava no deserto, e que nele havia o santo dos santos que ficava após o véu, onde somente o sumo sacerdote podia entrar uma vez no ano para interceder pelos filhos de Israel, no dia da expiação. Coisas estas que serviram de cópia para os templos de Jerusalém. Como também escreve sobre os sacerdotes da tribo de Levi e o sumo sacerdote da linhagem de Aarão. Tudo serviu de exemplo para o futuro.

E SOMBRA DAS COISAS CELESTIAIS. As coisas apontadas com detalhes neste tratado eram tipologias que apontavam para o tempo da nova dispensação da graça de Deus por Cristo Jesus. Não que nos céus tenham os mesmos objetos que tinham no tabernáculo ou tenda da congregação dos filhos de Israel, ou uma cópia dos templos de Jerusalém feitos de materiais perecíveis, mas tudo isso são alegorias em linguagens humanas.

COMO MOISÉS. Este Moisés era um homem que tinha um conhecimento robusto em todas as ciências do Egito, onde teve o privilégio de estudar com os melhores mestres daquele país, até porque foi criado como filho de uma princesa, e que poderia se tornar um monarca naquele país. Ao mesmo tempo tinha consigo a grande responsabilidade de libertar o seu povo Israel da casa da servidão, o Egito. E recebeu de Deus a sabedoria para criar um tabernáculo, com um ressinto chamado Santo dos Santos, onde Deus visitava.

DIVINAMENTE FOI AVISADO. O autor se utiliza de uma citação do próprio Moises no livro de Êxodo 25:8-9 - E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis. O capítulo vinte e cinco a vinte e sete deste mesmo livro dá os detalhes de como seria todos os utensílios que fariam parte do tabernáculo.

ESTANDO JÁ PARA ACABAR O TABERNÁCULO. Já esta parte esta registrada em Êxodo 25:40 Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte. Quando o tabernáculo já estava quase acabado de ser construído, então o Senhor falou com Moisés estas palavras para que tudo fosse feito conforme lhe havia sido mostrado no monte. Certamente o Senhor mostrou em visão a Moisés uma figura do tabernáculo.

PORQUE FOI DITO: OLHA, FAZE TUDO CONFORME O MODELO. Este modelo foi mostrado a Moisés quando ele estava no monte, talvez por revelação ou inspiração, mas que tudo tinha que ser de acordo com o que o Senhor desejava. Os hebreus acreditavam que havia um modelo de tabernáculo no céu onde Deus habitava em sua morada celestial. E que o Senhor havia revelado e mostrado a Moisés como era toda a sua estrutura.

QUE NO MONTE SE TE MOSTROU. Os escritores do Novo Testamente se utilizavam de tudo que havia do Velho Testamento como alegorias ou tipologias para provarem de que a totalidade da nova dispensação já estava inserida nos contextos da velha dispensação. O tabernáculo tem muitos símbolos da nova dispensação da graça de Deus e de Cristo.

Hebreus 8:4

Hebreus 8:4 - Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei.
ORA, SE ELE. O autor se refere ao Senhor Jesus, ele que esteve cumprindo seu ministério entre os homens, porque a seu respeito estava escrito e profetizado de que se manifestaria na terra como sendo o Messias de Deus, o Emanuel, Deus entre os homens. Ele é o Cristo de Deus, que foi o enviado e ungido de Deus Pai para implantar uma nova aliança, não somente com Israel, mas também com todos os povos do mundo.

ESTIVESSE NA TERRA. Se ele estivesse na terra. Já não estava mais, porque foi assunto aos céus. Atos 1:9-11 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

NEM TÃO POUCO SACERDOTE SERIA. De acordo com a lei de Moisés, Jesus não seria jamais sacerdote no templo de Jerusalém, quando este esteve entre os homens. Porque de acordo com a legislação de Moisés, para ser sacerdote teria que ser da descendência de Levi, e para ser sumo sacerdote teria obrigatoriamente de pertencer à linhagem ou família de Aarão, irmão de Moisés. Portanto, a lei não permitia Jesus ser sumo sacerdote.

HAVENDO AINDA. Na época em que Jesus veio, como sendo o Messias de Deus, ainda haviam sacerdotes que ministravam no templo em Jerusalém, conforme a ordem de Levi ou de Aarão, no caso do sumo sacerdote. No caso do sumo sacerdote era alguém que pertencia à descendência de Aarão, mas que teria que ser aprovado e nomeado pelas autoridades representativas do império romano em Israel, no caso Pilatos, da Judeia.

SACERDOTES. Quando Jesus exerceu seu ministério em Israel haviam dois sumos sacerdotes, Anás e Caifás. Anás era o sogro de Caifás, uma personagem de grande influência diante das autoridades romanas. Caifás era o presidente do sinédrio, que era a maior Corte política-religiosa de Israel antes da destruição de Jerusalém nos anos setenta. Ambos os dois tiveram influências decisivas na condenação de Jesus de Nazaré a morte.

QUE OFERECIA DONS. Há quem diga que, na época em que foi escrita esta carta aos Hebreus, não havia mais sacrifício sangrento como a lei determinava, mas somente ofertas de manjares, em que o povo agradecia pelos benefícios recebidos. Os críticos afirmam que foi de propósito que o autor não citou os sacrifícios, porque neste mesmo tempo, já não mais havia expiação pelos pecados do povo, conforme era ordenado na lei.

SEGUNDO A LEI. Se os críticos estão com a razão, somente uma parte das ordenanças da legislação de Moisés estava tendo o seu cumprimento, que era justamente a parte das ofertas dos dons ou ofertas de manjares. Quando se sabe pela lei de Moisés, que os sacrifícios eram importantes para remissão dos pecados, como sendo um dia do ano em que o sumo sacerdote pelo seu ofício fazia sacrifício de animais, por si e pelo povo, o que era chamado de dia da expiação pelos pecados do povo, e isso era ordenança da lei.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Hebreus 8:3

Hebreus 8:3 - Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
PORQUE TODO O SUMO SACERDOTE. O sumo sacerdote era a figura mais importante da religião em Israel e de acordo com a lei de Moisés, só podia ser sumo sacerdote, aquele que pertencia à linhagem de Aarão, irmão de Moisés, ele que foi o primeiro sumo sacerdote dos judeus. Depois dos exílios os Macabeus assumiram este posto e já no tempo do domínio romano, quem indicava o sumo sacerdote era Roma. E vindo o tempo da nova dispensação da graça, Cristo Jesus assumiu definitivamente este ofício.

É CONSTITUÍDO. Nas culturas pagãs mais antigas, os reis também eram os sumos sacerdotes de suas religiões, e em muitos casos, esses sumos sacerdotes reis eram adorados como se fossem deuses. Em Israel, Aarão foi constituído por Moisés, de conformidade com as leis religiosas daquele país. Depois da vinda do Messias de Deus, foi o Criador dos céus e da terra, quem constituiu seu Filho Jesus como sumo sacerdote.

PARA OFERECER. De qualquer forma o ofício sumo sacerdotal era um ministério, porque envolvia várias atividades dentro da hierarquia da classe dos privilegiados da religião judaica. O sumo sacerdote era um tipo administrador de todos os demais sacerdotes levíticos bem como do Tabernáculo e posteriormente dos templos de Jerusalém. Uma das funções mais importantes do sumo sacerdote era justamente uma vez no ano entrar no Santo dos Santos para interceder perante a presença de Deus pelos pecados do povo.

DONS E SACRIFÍCIOS. Estes serviços exercidos pelos sumos sacerdotes envolviam sacrifícios sangrento e incruento. Os dons eram os manjares e as ofertas que os filhos de Israel ofereciam em gratidão a Deus pelos benefícios recebidos com a colheita dos alimentos. Já os sacrifícios de animais e aves eram oferecidos como expiação pelos pecados do povo, como era no caso do dia da expiação, que envolvia o perdão divino.

POR ISSO ERA NECESSÁRIO. O cerimonialismo e o ritualismo praticado pelas castas sacerdotais foram se tornando obsoletos ao ponto do próprio Deus não mais aceitar nem as ofertas nem os sacrifícios como algo agradável. Por isso que Deus fez a promessa de um novo tipo de Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, Jesus Cristo. Jesus substituiu definitivamente o antigo sistema sacerdotal para todo o sempre.

QUE ESTE TAMBÉM TIVESSE. “Este” fala sobre Jesus como Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, conforme a promessa feita por Deus em (Salmos 110:4). A vida e o ministério de Cristo aqui na terra foi uma demonstração de que, após a sua ressurreição seria constituído por Deus Sumo Sacerdote eternamente. Por isso que ele ao subir aos céus, se assentou a destra do trono da Majestade celestial e intercede por nós.

ALGUMA COISA QUE OFERECER. Como todo sumo sacerdote é constituído para oferecer alguma coisa, com Jesus não foi diferente, ele ofereceu a Deus como oferta e sacrifício o que ele tinha de mais precioso, que era a sua própria vida. A morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo envolveu a obra perfeita de expiação para realizar o resgate da sua igreja remida. Bem como a propiciação que efetuou a reconciliação com Deus.

Hebreus 8:2

Hebreus 8:2 - Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
MINISTRO. Para o povo judeu, os sacerdotes eram ministros de Deus, isso porque eles ministravam as bênçãos de Deus para todo o Israel. E nisto se aprende com o primeiro sacerdote do qual fala a bíblia, que foi Melquisedeque, que nos primórdios da história de Israel por meio de Abraão, se encontrou com o patriarca e o abençoou. Vindo, pois, a nova dispensação da graça, o ministério sacerdotal de Cristo foi destacado com poder.

DO SANTUÁRIO. Na época da antiga aliança, o santuário, de início também era chamado de Santo dos Santos, que era o local onde somente o sumo sacerdote entrava, uma vez no ano para interceder pelo povo perante o Deus de Israel. Já no tempo do Messias de Deus, este santuário é a própria habitação de Deus, o que o evangelho chama de trono da Majestade celestial. Cristo como ministro da nova aliança, ele está no Santuário de Deus, o mais próximo possível do Deus Todo-poderoso, a sua direita, em lugar de destaque.

E DO VERDADEIRO. Não que o Tabernáculo feito pelos filhos de Israel fosse falso, é tanto que as suas medidas e feituras foram ordenadas pelo Senhor, mas que o escritor aponta em direção de sua transitoriedade. Enquanto que, a morada de Deus, que o autor chama de santuário, é eterna, e nunca jamais, há de passar, bem como o ministério sumo sacerdotal de Cristo, que foi eternamente constituído por Deus para todo o sempre.

TABERNÁCULO, O QUAL. O Tabernáculo terreno dos filhos de Israel era também chamado de tenda da congregação, onde em volta do qual os filhos de Israel se reunião, o que também era chamado de congregação, para adorar ao Senhor Deus de Israel. Mas o Tabernáculo sobre o qual fala o autor nesta frase é a própria morada de Deus, onde habita a Majestade celestial, na luz inaquisecível, em que Cristo está assentado a sua destra. Como ministro do novo pacto entre Deus e a igreja. Jesus é Sumo Sacerdote.

O SENHOR. Geralmente a palavra Senhor dentro das páginas do Novo Testamento é mais direcionada a pessoa bendita de Cristo Jesus, até para destacar o seu senhorio, que já era profetizado antes mesmo de sua vinda, como sendo o Messias de Deus (Daniel 7:14). Bem como ele era esperado como sendo o Filho de Davi, que reinaria eternamente sobre o Israel de Deus. Paulo escreve de como Cristo Jesus se tornou Senhor (Filipenses 2:9-11).

FUNDOU. Quando Deus falou com Moisés a respeito da construção do tabernáculo terreno, o próprio Moisés designou e escolheu dentre os filhos de Israel quem iria trabalhar na construção daquele lugar, que tinha muita importância para o povo de Deus. No entanto, no tabernáculo celestial foi o próprio Deus Criador de todas as coisas quem cuidou em fazer a sua morada eterna. Cristo é o ministro do Tabernáculo de Deus.

E NÃO O HOMEM. Podemos dizer que Moisés mandou construir o Tabernáculo no deserto, o que servia de congregação para os filhos de Israel, Salomão e outros foram encarregados de construírem os templos de Jerusalém, que também eram chamados de Tabernáculo de Deus com o seu povo Israel. Todavia, o Tabernáculo celestial não teve a interferência de nenhum ser humano, porque foi Deus quem Criou o céu dos céus.

Hebreus 8:1

Hebreus 8:1 - Ora, a suma do que temos dito é que temos um Sumo Sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade.
ORA, A SUMA DO QUE TEMOS DITO. Alguns comentaristas chegam a pensar que o escritor seja um dos apóstolos, que até os anos setenta, quando Jerusalém foi destruída, pregava a palavra do evangelho, pelo fato de estar “dito” e não escrito. Mas é mais honesto se pensar que o autor desta carta se refere ao conteúdo mesmo desta missiva, ou o conteúdo do capítulo sete, que trata do mesmo tema deste texto, que é justamente a questão da superioridade do sacerdócio de Cristo, comparado com o aarônico.

É QUE TEMOS. Inclusive é bom notar que o autor se inclui dentre aqueles seus leitores, como fazendo parte do mesmo povo, e porque não dizer da igreja cristã composta de hebreus convertidos do judaísmo para o cristianismo. Agora, porem, não como fazendo parte do sistema sacerdotal levítico, conforme a lei, mas sim, de um novo e melhor sacerdócio, conforme a nova dispensação da graça de Deus, o sacerdócio de Cristo Jesus.

UM SUMO SACERDOTE TAL. De acordo com a lei de Moisés, os sacerdotes comuns eram constituídos da tribo de Levi para os serviços gerais do Tabernáculo e posteriormente dos templos de Jerusalém, enquanto que o Sumo Sacerdote para interceder diante de Deus pelo povo. Cristo é Sumo Sacerdote, porque ele entrou na presença de Deus, e está assentado a destra do trono da Majestade celestial e intercede pelos seus remidos.

QUE ESTÁ ASSENTADO. Os sumos sacerdotes da linhagem de Aarão entravam no Santo dos Santos uma vez no ano, que representava a presença de Deus para interceder, primeiro por ele e depois pelos pecadores. Cristo está assentado junto ao Pai e de contínuo intercede pelos seus servos. Cristo como Filho de Deus, ele suplantou todos os privilégios que tinham os sumos sacerdotes da antiga aliança, eles que entravam rapidamente no santo dos santos, Cristo está assentado à destra de Deus para sempre.

NÓS CÉUS. No caso do sumo sacerdote da linhagem de Aarão, ele entrava somente uma vez por ano, em um lugar que era uma simbologia do que representava a presença de Deus. Já no caso de Cristo Jesus, como Sumo Sacerdote de sua igreja amada, ele entrou foi no próprio céus, onde Deus habita na luz inaquisecível. Os hebreus acreditavam em pelo menos sete níveis de céus, onde estes céus citado pelo autor é o céu dos céus.

A DESTRA. O autor usa uma figura de linguagem que era muito conhecida dos seus leitores, e como uma metáfora ele retrata uma festa em que o convidado principal , que era o líder religioso, no caso o sumo sacerdote, ficava assentado a destra do anfitrião do banquete. De forma que, o Filho de Deus como Príncipe e como Sumo Sacerdote se assentou a destra da Majestade celestial, como alguém merecedor de todas as honrarias.

DO TRONO DA MAJESTADE. João viu na revelação do livro do Apocalipse em que o Cordeiro de Deus estava no meio do trono de Deus em lugar de destaque. Nenhum dos sacerdotes ou dos sumos sacerdotes da tribo de Levi teve este privilégio de entrar nos céus para se assentar a destra do trono de Deus. A igreja de Cristo tem o privilégio de ter tal Sumo Sacerdote que comparece continuamente na presença do Pai como Mediador.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Hebreus 7:28

Hebreus 7:28 - Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
PORQUE A LEI. Não há dúvida que o autor escreve neste ponto, sobre a lei de Moisés, e certamente sobre aquelas partes em que trata dos assuntos ligados aos sacerdotes levíticos. A lei de Moisés era um amontoado de estatutos que legislava sobre os mais diversos assuntos, tais como: Assuntos de natureza política, social, penal e religioso, até porque Israel seria a partir da entrada em Canaã uma nação independente, que deveria ter leis que pudesse organizar a vida em sociedade como o todo do povo de Israel.

CONSTITUIU SUMOS SACERDOTES. Mas, a parte da lei de Moisés que gerenciava a parte dos serviços religiosos, Moisés determinou que fossem constituídos sacerdotes para os serviços gerais e o sumo sacerdote, que seria da linhagem de seu irmão Aarão. E isso todo não era sem critérios, por isso que a lei organizava esta parte, para que os sacerdotes fizessem parte da tribo de Levi, e isso não podia ser mudado pelos homens.

A HOMENS FRACOS. Em seus argumentos, o escritor procura desmontar completamente o antigo sistema sacerdotal, como se fosse algo que chegou ao seu fim com a chegada do cumprimento de uma promessa feita por Deus para dentro do tempo da nova dispensação da graça. Os filhos de Levi que eram constituídos sacerdotes conforme a lei, bem como os sumos sacerdotes eram homens cheios de fraquezas humanas.

MAS A PALAVRA DO JURAMENTO. O escritor se reporta ao (Salmos 110:4), onde o Criador de todas as coisas, já em uma previsão de futuro para o tempo do Messias, anunciava uma nova promessa quanto a um tipo de Sumo Sacerdote ideal. O juramento era a palavra de garantia de que aquela promessa se cumpriria, porque a palavra dada por Deus era sustentada pela sua fidelidade em cumprir tudo aquilo que ele promete.

QUE VEIO DEPOIS DA LEI. A lei de Moisés foi escrita pelo grande legislador de Israel a mais ou menos mil e quinhentos anos antes da vinda do Messias de Deus. Enquanto que os Salmos foram escritos mais ou menos mil anos a.C. De forma que, a promessa foi feita já dentro de uma necessidade de mudança. A realidade é que o povo obedecia mais a lei, quando no seu princípio, mas com o passar do tempo, a própria lei foi se tornando obsoleta, e a prova disto é que vieram os cativeiros, por conta da desobediência.

CONSTITUIU AO FILHO. Os sacerdotes constituídos pela legislação de Moisés eram filhos de Levi e os sumos sacerdotes filhos de Aarão por descendência. No entanto, o Cristo de Deus, como Sumo sacerdote era igualmente o Filho de Deus. Antes mesmo da sua vinda, já era prometido que o Messias era Filho de Deus por excelência. O seu nascimento milagroso foi uma prova de que Jesus era realmente o filho unigênito de Deus.

PERFEITO PARA SEMPRE. Essa colocação do escritor nos fala da perfeição do sacerdócio de Cristo, como também nos ensina sobre a impecabilidade do Filho de Deus. Os sacerdotes aarônicos eram imperfeitos, é tanto que tinham que oferecer sacrifícios por si mesmos. Enquanto que, o Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, não pecou, não falhou nem se achou engano em sua vida. Portanto, Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote ideal.

Hebreus 7:27

Hebreus 7:27 - Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
QUE NÃO NECESSITASSE. Os sacerdotes aarônicos viviam de forma frenética em oferecer sacrifícios pelos seus próprios pecados e também pelos pecados do povo. E cada vez mais se fazia necessário, porque tantos os próprios sacerdotes quanto o povo cada vez mais se embrenhavam na pecaminosidade. Assim sendo, mais e mais sangue de animais era derramado, na tentativa de resolverem os problemas dos pecados de todo o povo.

COMO OS SUMOS SACERDOTES. Uma das funções preponderante dos sacerdotes da antiga aliança era justamente oferecer sacrifício de animais pelos pecados do próprio sacerdote e também do povo, e com isso interceder na presença de Deus pelo perdão dos pecadores. A questão da repetição e em maior quantidade dos sacrifícios já não mais era aceito como cheiro suave diante do altar dos holocaustos, até porque, isso se tornou uma rotina, porque mais e mais os sacerdotes erravam e o povo pecava contra Deus.

DE OFERECER CADA DIA SACRIFÍCIO. Não se sabe se o autor esta falando de todos os dias ou se ele se refere a cada dia da expiação, que era feito uma vez por ano. Apesar de que, as tradições do tempo em que houve o retorno dos cativeiros, eram de que, os sumos sacerdotes ofereciam todos os dias sacrifícios por si mesmo e também pelo povo. Pode ser que o autor esteja confundindo a função dos sacerdotes com os sumos sacerdotes.

PRIMEIRAMENTE POR SEUS PRÓPRIOS PECADOS. Desde quando foi instituído por Moisés o ofício sacerdotal da tribo de Levi e com a função sumo sacerdotal da linhagem de Aarão, que estava determinado que os sacerdotes teriam que todos os dias oferecer sacrifícios por si mesmo e depois pelo povo, e que no grande dia anual da expiação o sumo Sacerdote teria que oferecer sacrifício pelos seus pecados e do povo igualmente.

DEPOIS PELOS DO POVO. Feito os sacrifícios diários pelos sacerdotes por si mesmo, e no grande dia anual da expiação o sumo sacerdote do mesmo modo. Desta forma é que estariam aptos a sacrificarem pelos pecados do povo. Com o passar do tempo, o povo estava substituindo a obediência à lei, pelos sacrifícios. E por conta disto, os críticos afirmam que os judeus pecavam tanto, que havia a necessidade de sacrifícios diários.

PORQUE ISTO FEZ ELE, UMA VEZ. Vindo o Messias de Deus como sendo Sumo Sacerdote da igreja remida, não mais seria necessária a repetição dos sacrifícios, sejam eles os diários pelos sacerdotes ou o dia da expiação anual pelos sumos sacerdotes. Isso porque o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo foi sacrificado uma única fez para tirar o pecado dos seus remidos. Os sacrifícios de animais cobriam os pecados, mas Cristo aboliu.

OFERECENDO-SE A SI MESMO. O sacrifício expiatório de Cristo foi tão perfeito e bem aceito diante de Deus, que não há mais necessidade de sacrifícios repetitivos para tirar os pecados do povo. A propiciação realizada pelo Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, aplacou definitivamente a ira de Deus, resolvendo o problema dos pecados dos remidos diante da justiça divina. Pois o resultado final do sacrifício perfeito foi à reconciliação com Deus.

Hebreus 7:26

Hebreus 7:26 - Porque nos convinha tal Sumo Sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.
PORQUE NOS CONVINHA. O autor se inclui entre aqueles que tinham a esperança de um sacerdócio melhor e perfeito para o povo de Deus. Como os destinatários desta carta eram hebreus ou judeus, certamente havia da parte de muitos dos filhos de Israel esse mesmo desejo do escritor, em que Deus constituiria um sacerdócio mais desenvolvido para ajudar ao seu povo, porque o sistema sacerdotal, tal qual vinha se dando em Israel era ultrapassado, já não atendia mais as necessidades e demandas do povo.

TAL SUMO SACERDOTE. O Messias veio e efetivamente mostrou como ser de verdade um Sacerdote que atendia as necessidades do povo e que estava de conformidade com o plano de Deus, e a prova disto é que ele atendeu as qualificações para ser o Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. A ressurreição de Cristo foi fundamental para atender ao requisito, Sacerdote eterno, porque ele venceu de uma vez a morte.

SANTO. Cristo é um sacerdote santo, porque ele se dedicou inteiramente a realizar a vontade de Deus, cumprindo na íntegra os planos determinados pelo Pai. Ele também viveu uma vida totalmente separada do mundanismo, renunciando a si mesmo e as concupiscências da carne. A santidade de vida foi a sua escolha e opção, desenvolvendo uma espiritualidade nunca vista em nenhum outro. Ele não pecou, por isso é santo.

INOCENTE, IMACULADO. Jesus não praticou injustiça contra quem quer que seja, suas ações foram pautadas na retidão, suas palavra baseadas na verdade, e suas obras fundamentalizadas no bem e somente no bem. Nele não se achou mancha que o maculasse, tudo que fez e realizou foi dentro dos padrões da ética e de uma moral ilibada. Serviu e ainda serve de exemplo para toda a humanidade como homem do bem.

SEPARADO DOS PECADORES. Com os poderes que lhe era próprio e com as virtudes que o acompanhavam, se ele quisesse poderia se dar bem com os grandes da terra, mas preferiu uma vida simples, buscando o anonimato por quase trinta anos. Não se conformou com os padrões dos ímpios, por isso que denunciava as maldades dos perversos, mesmo tendo de enfrentar a oposição das autoridades religiosas e políticas.

E FEITO MAIS SUBLIME. Os hebreus desenvolveram uma angiologia bastante bem definida quanto as suas hierarquias, tais como arcanjos, querubins, serafins, anjos, potestades, poderes e etc. Mas, nenhum dos seres mais elevados do sistema espiritual pode ser tão sublime quando Jesus, o nosso Sumo Sacerdote eterno. Deus o exaltou soberanamente, ao ponto de toda a criação lhe prestar honra, glória, louvor e ações de graças. Todos os homens, bem como os espíritos todos das trevas lhe renderão glórias.

DO QUE OS CÉUS. Essa é uma forma do escritor afirmar aos seus leitores de que todos os níveis de céus estão sob o controle do Filho de Deus. Os hebreus acreditavam em pelo menos sete níveis de céus. E o autor desta carta assegura de que todos que estão nestes sete céus, devem render glórias ao Cristo de Deus. Essa expressão nos remete a pensar na grandeza de Cristo, que, como Sumo Sacerdote foi exaltado pelo Deus Criador.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Hebreus 7:25

Hebreus 7:25 - Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
PORTANTO. PODE TAMBÉM. Os sacerdotes da antiga aliança eram imperfeitos em seus ofícios, é tanto que, o sumo sacerdote, uma vez no ano, entrava no Santo dos Santos, mas antes de oferecer sacrifício pelo povo, oferecia primeiro sacrifício pelos seus próprios pecados, passava uma semana se purificando e depois é que estava apto para entrar na presença de Deus. Porem, o sacerdócio de Cristo é perfeito, porque ele não pecou, não falou, e pode perfeitamente interceder em favor dos seus remidos diante de Deus.

SALVAR. Além de Cristo se apresentar diante do trono da graça de Deus para interceder pelos seus remidos, ele pode muito bem salvar a todos que o buscam de todo o coração. E esta salvação como resultado da intervenção de Cristo diante de Deus pelos seus remidos, é muito mais do que a mudança de endereço no tocante ao destino dos remidos, porque implica no aperfeiçoamento dos salvos rumo a presença de Deus.

PERFEITAMENTE OS QUE. Desta forma, todos aqueles que, já dentro do tempo da nova dispensação da graça, se chegam pela fé ao Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, começa uma longa caminhada em direção a poder também ter acesso ao Santo dos Santos. Cristo como nosso Mediador está nos conduzindo diretamente à presença de Deus, isso porque, o véu do antigo sistema religioso foi removido e o caminho está aberto de volta a Deus. Seguir este caminho, nesta direção é buscar a santificação e o desenvolvimento espiritual.

POR ELE. Agora, ninguém vai chegar ao Santo dos Santos, por méritos pessoas, como era no caso da legislação de Moisés. Nem muito menos por meio de um sistema sacerdotal de ilimitados supostos mediadores. Somente por intermédio de Cristo, que é o pioneiro deste caminho é que os remidos podem desfrutar de plena comunhão com Deus e podem chegar como bem-aventurados na presença majestosa do Deus Santo e justo.

SE CHEGAM A DEUS. Como é que alguém pode se chegar à presença de Deus? Durante o tempo da lei, somente o sumo sacerdote, uma vez por ano entrava no Santo dos Santos, na presença de Deus. Depois que Jesus inaugurou à nova dispensação da graça, e Deus o constituiu Sacerdote, todos aqueles que o aceitam como Senhor e Salvador, por meio do único Mediador, Jesus Cristo, os remidos também são feitos sacerdotes diante do Pai.

VIVENDO SEMPRE. Como o Cristo de Deus, Jesus de Nazaré, veio com a missão de ser o Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque, a sua vida foi de fato a mais nobre demonstração de como se exerce plenamente um sacerdócio em favor dos pecadores. Depois de sua ascensão para se assentar a destra de Deus, muito mais, porque ele tem acesso direto à presença de Deus para sempre interceder pelos seus remidos.

PARA INTERCEDER POR ELES. O ofício sumo sacerdotal de Cristo diante da presença de Deus pelos seus remidos tem uma importância incalculável. Sempre que os servos de Cristo buscam por meio da meditação, oração e suplica o perdão ou a ajuda dos céus, Cristo entra em ação imediatamente diante de Deus para interceder pelos seus remidos. Por isso que se diz que, os céus estão abertos para os que vivem para Cristo Jesus.

Hebreus 7:23-24

Hebreus 7:23-24 - E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
E NA VERDADE, AQUELES. Geralmente os pregadores e escritores desta época em que a carta aos Hebreus foi escrita usavam a palavra “verdade” para chamar a atenção de realidades que poderiam ter efeitos importantes na vida dos ouvintes ou leitores. “Aqueles” dizem respeito aos sacerdotes da tribo de Levi, os levitas, que foram postos por Moisés como serviçais do Tabernáculo e posteriormente dos templos de Jerusalém.

FORAM FEITOS SACERDOTES EM GRANDE NÚMERO. Uma tribo inteira foi separada para servir no Tabernáculo, ficando de princípio Aarão como sumo sacerdote. Já no primeiro templo de Jerusalém foram separados para sumos sacerdotes em torno de dezoito e no segundo templo mais de trezentos, é tanto que os serviços dos sacerdotes eram divididos por turmas ou ordens. Mas na nova dispensação temos apenas Cristo Jesus.

PORQUE PELA MORTE FORAM IMPEDIDOS. Desde a queda da raça humana que a morte sempre foi à última e fatal pedra de tropeço na vida dos homens. Não seria diferente com cada um daqueles que foram feitos sacerdotes da tribo de Levi, postos como líderes do povo judeu. Por mais importante que fosse o sacerdote ou sumo sacerdote, quando chegava o tempo de partir desta vida para a outra, seu ofício sacerdotal era interrompido.

DE PERMANECER. Ao que tudo indica, o ofício de sumo sacerdote era vitalício, ou seja, era um cargo eclesiástico para a vida toda. No entanto, chegava ao seu fim, porque era impedido de permanecer por conta da morte física ou biológica. Com a interrupção do ofício sacerdotal, outro tinha que assumir no lugar do que foi engolido pela morte, o que tornava em um ponto fraco da função sacerdotal da tribo de Levi ou da família de Aarão.

MAS ESTE. “Este” se refere ao Sumo Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque, ele que é o descendente de Abraão e de Davi, o Profeta anunciado pelo próprio Moisés, o Messias enviado de Deus Pai e ungido para implantar uma nova dispensação. Também o Emanuel, ou seja, Deus entre os homens, porque era o Cristo de Deus, que se manifestou para realizar a redenção da humanidade, e como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo efetuou a expiação e propiciação pelos pecadores.

PORQUE PERMANECE ETERNAMENTE. Como Melquisedeque era uma tipologia do sacerdócio de Cristo, havia uma crença em Israel de que este sacerdote do Deus Altíssimo não morreu, mas foi transladado. Com Cristo foi manifesto de que ele é Sumo Sacerdote eternamente, porque venceu a morte, quando ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e se assentou a destra do trono da graça, onde intercede pela sua igreja remida.

TEM UM SACERDÓCIO PERPÉTUO. Até mesmo o sacerdócio de Melquisedeque, que era uma representação do Sumo Sacerdote ideal, Jesus Cristo, cessou, seja pela morte física, não se sabe, ou até mesmo pela sua transladação. Da mesma forma, os sacerdotes da tribo de Levi cessavam pela morte. Mas no caso de Jesus, o seu sacerdócio é perpétuo, porque a morte não mais tem poder sobre ele, isso porque, ele venceu a morte.

Hebreus 7:21-22

Hebreus 7:21-22 – (Mas este com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque). De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador.
MAS ESTE COM JURAMENTO. No texto anterior, o autor faz uma crítica ao sistema aarônico de sacerdócio, que ele tinha suas falhas como uma instituição humana, mesmo que tivesse o apoio da lei e que fosse aceito por Deus. Agora, o sacerdócio de Cristo não tem imperfeições, porque está de acordo com o plano de Deus. É tanto que, antes mesmo de prometer, Deus mostrou o modelo ideal de sacerdócio que foi Melquisedeque. Muito tempo depois, prometeu e em Cristo fez cumprir sua palavra prometida.

POR AQUELE QUE LHE DISSE: JUROU O SENHOR. Quem foi que disse? Não foi simplesmente o salmista! O salmista foi apenas usado pelo Espírito de Deus para proferir a promessa, mas foi Deus quem falou. Depois a promessa em forma de profecia teve a garantia do Deus que não pode mentir, de que era fiel em cumprir a promessa, quando se interpôs com juramento. Como dizem os brasileiros prego batido ponta virada.

E NÃO SE ARREPENDERÁ. Todas quantas profecias faladas por Deus e escritas nas Sagradas Escrituras a respeito de Cristo, foram feitas antes mesmo de se cumprirem. E uma delas foi justamente sobre o seu sacerdócio. E esta promessa da parte de Deus não tinha como voltar atrás, porque foi feita com juramento da parte do Criador, e depois porque ela era irrevogável, quando se diz que o Senhor não iria jamais se arrepender.

TU ÉS SACERDOTE ETERNAMENTE. Primeiro, que o Cristo de Deus seria Sacerdote. A vida e o ministério do Filho de Deus foi o cumprimento de fato desta profecia falada por Deus por meio do salmista, porque ele se interpôs entre Deus e os homens. Segundo, que o seu sacerdócio seria eterno. Começou em seu ministério entre os homens, e nem a morte descontinuou, uma vez que, ao terceiro dia ressuscitou para nunca mais morrer.

SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE. Todos os sacerdotes que durante a dispensação da lei foram constituídos pelos filhos de Israel, assim foram de acordo com a ordem de Levi, e os sumos sacerdotes da linhagem de Aarão. Mas Cristo foi diferente, porque foi constituído por Deus, segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Levi nem de Arão. Melquisedeque que era sacerdote do Deus altíssimo.

DE TANTO MELHOR ALIANÇA. O escritor já havia declarado para seus leitores de que em havendo a mudança do sacerdote, também se fazia necessário à mudança da lei. Como Cristo foi constituído por Deus Sumo Sacerdote, precisava de uma mudança radical em toda a lei. Com isso, foi firmada uma nova aliança, não só com o Israel de Deus, mas com toda a humanidade, em que Cristo é o Sumo Sacerdote eterno confirmado por Deus.

JESUS FOI FEITO FIADOR. A aliança foi de Deus com a humanidade em que o fiador foi Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, ele que também é o Sacerdote entre Deus e os homens. Este fiador também era, conforme os tempos em que esta carta foi escrita, o mediador do pacto ou aliança. Ou ainda era o intercessor entre duas partes para que o pacto ou acordo fosse realizado e esse conceito esta de acordo com o ofício de Cristo.

domingo, 16 de abril de 2017

Hebreus 7:20

Hebreus 7:20 - E visto como não é sem prestar juramento (porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes).
E VISTO COMO. Em seu trabalho comparativo entre o sacerdócio segundo a lei e a superioridade do sacerdócio de Cristo, o autor busca tirar proveito das fraquezas e falhas do antigo pacto, para mostrar que a nova aliança é perfeitamente de acordo com as Sagradas Escrituras. O sacerdócio conforme a lei de Moisés era de fato algo humano, apesar de ter a aprovação de Deus. Diferente do sacerdócio de Cristo, que teve a intervenção direta de Deus, além de ser Cristo constituído por Deus Sumo Sacerdote.

NÃO É SEM PRESTAR. Os sacerdotes da tribo de Levi era uma ordem de Moisés, até porque de acordo com a lei, tudo era regra considerada inquebrável pelos homens, e quem tentasse burlar as exigências sofria as penalidades. De forma que, não tinha da parte de Deus um juramento, mas era a própria lei que estabelecia que, o sacerdote deveria ser posto, segundo a lei, da tribo de Levi, e o sumo sacerdote da família de Arão.

JURAMENTOS. No caso do sacerdócio de Cristo, houve um juramento da parte de Deus, conforme se verifica no Salmos 110:4 - Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. Este juramento da parte de Deus é a garantia de que a profecia teria o seu fiel cumprimento. Além do mais, o fato de que Deus não se arrependeria de tal juramento, isso nos fala de imutabilidade da promessa feita. Também nos ensina sobre o compromisso de Deus neste negócio.

PORQUE CERTAMENTE AQUELES. O autor se reporta sobre os filhos de Levi que foram designados para uma sucessão de sacerdotes, que enquanto durasse a lei, seriam postos frente aos serviços religiosos, primeiro do Tabernáculo, depois dos templos que foram construídos em Israel. Com a mudança da velha dispensação por uma nova, se fazia necessário um novo modo de operacionalização principalmente do sumo sacerdote.

SEM JURAMENTOS. O escritor revela que não houve da parte de Deus um juramento de que o sacerdócio da tribo de Levi seria para sempre ou eternamente. Até porque, o sacerdócio segundo a ordem de Levi, seria para administrar as coisas da lei de Moisés, com a mudança da legislação de Moisés para a legislação de Cristo que é o evangelho, cessaria também o sacerdócio da antiga ordem, que eram os descendentes de Levi.

FORAM FEITOS. Certamente o autor fala dos termos da lei que estabeleciam as ordens de se estabelecer o sacerdócio segundo os descendentes de Levi, como também os rituais e cerimônias do próprio ato de consagração dos sacerdotes e do sumo sacerdote, que era da família de Arão. Quando Arão foi feito sumo sacerdote por Moisés, houve inquietação da parte de muitos dos filhos de Israel, de que Moisés estava monopolizando tudo.

SACERDOTES. Esse é mais um ponto de vulnerabilidade do sacerdócio levítico, em que o escritor percebe em tudo que envolvia a consagração dos líderes religiosos dos antigos hebreus. Mostrando aos seus leitores de que a sacerdócio de Cristo tinha o aval de Deus, ele foi constituído por Deus, e houve um juramento como garantia de cumprimento. Não foi Moisés, não foi Arão, não foi Levi, mas foi Deus quem fez o juramento sobre Cristo.

sábado, 15 de abril de 2017

Hebreus 7:19

Hebreus 7:19 - (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.
POIS A LEI. O autor escreve sobre a lei de Moisés. Lei esta que da parte de Deus era boa para abençoar o povo de Israel como nação, porque se os hebreus tivessem guardado como deviam os mandamentos da lei de Moisés, certamente teriam sido ricamente abençoados pelas mãos de Deus. A lei continha todo tipo de ordenanças no que concerne a legislação para uma nação, desde os mandamentos civis, como também estatutos de ordens sociais e penais, e acima de tudo divinos para o povo fazer a vontade de Deus.

NENHUMA COISA. O que falhou não foi à parte que cabe a Deus. Todavia, aquilo que os filhos de Israel deveriam cumprir, teve efeito contrário, porque os hebreus não se adequaram as ordenanças da legislação de Moisés. E assim, em vez da lei abençoar o povo com as bênçãos nela contidas, também tinham as maldições para quem fosse infiel. Como o povo não teve condições de obedecer às exigências da lei veio os prejuízos.

APERFEIÇOOU. A lei por si só, não tinha mágica de abençoar ou amaldiçoar, porque o resultada estava naquilo que os filhos de Israel fizessem com os mandamentos da legislação de Moisés. Em vez dos hebreus se aperfeiçoarem com os estatutos da lei de Moisés, teve efeito contrário, e a prova disto foi o resultado colhido. Os cativeiros daquela nação foi o efeito da semeadora e colheita do que se plantou de errado.

E DESTA SORTE É INTRODUZIDA. Como Deus tem sempre uma provisão melhor para o seu povo, ele pôs em ação o plano superior, que era o cumprimento de suas promessas quanto à vinda do seu Messias e a implantação de uma nova dispensação da graça. Agora, já dentro da nova dispensação da graça de Deus, o homem não é abençoado pelos méritos pessoais, mas sim, pelo exercício pleno de sua fé e pela graça de Deus.

UMA MELHOR ESPERANÇA. A esperança para quem tentava obedecer à legislação de Moisés era tudo com provisões para esta vida presenta da terra, portanto, com resultados provisórios, logo vinha à desobediência e tudo caia por terra. A esperança proposta na nova dispensação de Deus com a humanidade por Cristo é com resultados positivos para esta vida, sim, mas também com melhores promessas para a vida eterna, com a promessa de salvação, que resultará em vida feliz, abundante, plena e abençoada.

PELA QUAL CHEGAMOS. Conforme a mensagem do evangelho, a dispensação da lei se tornou uma instituição falida, inútil e inviável, isso porque não abriu o caminho de acesso direto do homem para com Deus. Enquanto que, a dispensação da graça de Deus por meio de Cristo, com todas as suas propostas e promessas, tem total e irrestrita condição de levar o homem de volta aos braços de Deus, com acesso ao trono da graça.

A DEUS. O homem foi criador a imagem e semelhança do seu Criador para desfrutar absoluta comunhão com o Onipotente, Onisciente e Onipresente Deus de Israel. Com a queda da raça humana esta comunhão ficou maculada pela desobediência dos filhos dos homens ao seu Criador. Mas Deus que nunca perde em seus projetos, por meio do seu Filho, o Emanuel, ele próprio pôs em prática suas realizações pela dispensação da graça.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Hebreus 7:17-18

Hebreus 7:17-18 - Porque dele assim se testifica: Tu és Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade.
PORQUE DELE ASSIM SE TESTIFICA. “Dele” se refere ao Senhor Jesus, que antes mesmo de sua vinda, como sendo o Messias prometido por Deus nas Sagradas Escrituras, já estava previsto e predestinado a ser Sumo Sacerdote de Deus pelos homens. O salmista usado por Deus, pela revelação do Espírito Santo, já testificava sobre o ofício sacerdotal do Cristo de Deus e a própria vida e ministério de Jesus também testificaram sobre ele.

TU ÉS SACERDOTE. Naturalmente que, para qualquer judeu seguidor das regras fixas do judaísmo, isso era inconcebível, que da tribo de Judá fosse constituído alguém como sacerdote, e principalmente sumo sacerdote, porque a regra era da tribo de Levi, e ser sumo sacerdote, só se fosse da linhagem de Arão. Mas, os hebreus que estavam lendo esta carta, não poderiam se esquecer da profecia messiânica de (Salmos 110:4).

ETERNAMENTE. Quem dos sacerdotes da tribo de Levi teve condições de cumprir o requisito “eternamente”? A resposta é nenhum! Até porque todos eles morreram como qualquer pessoa humana. Cristo, sim, atendeu a este requisito, porque ele morreu, por causa dos nossos pecados, mas ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está eternamente a destra de Deus e intercedendo por nós como nosso Sumo Sacerdote.

SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE. Por que segundo a ordem de Melquisedeque? Porque Melquisedeque não pertenceu à tribo de Levi, nem tem como se provar que Levi tenha pertencido à família de Melquisedeque, até porque não se fala que Melquisedeque fosse família do patriarca Abraão. Além do mais, nem na bíblia nem na história fala sobre as origens nem sobre a o fim da vida de Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo.

PORQUE O PRECEDENTE MANDAMENTO. Não há dúvida que esta colocação feita pelo escritor, diz respeito à lei de Moisés por completa e não somente os preceitos da legislação de Moisés que determinavam sobre que, o sacerdócio deveria ser exercido pelos descendentes de Levi, e que o sumo sacerdote deveria ser da linhagem de Arão. Certamente esta expressão do autor deve ter causado um choque de ideias nos leitores.

É AB-ROGADO. Dizer para um judeu que a lei de Moisés foi ab-rogada, era coisa muito difícil, até porque, os cristãos legalistas de Jerusalém, nos começos do cristianismo, aceitaram apenas que Cristo veio fazer uma pequena reforma no judaísmo, com a implantação do cristianismo. Neste ponto, alguns comentaristas bíblicos defendem que esta carta foi escrita por Paulo, e não por qualquer um outro dos apóstolos de Cristo, posto que, os apóstolos de Jerusalém, tentavam conciliar o judaísmo com o cristianismo.

POR CAUSA DA SUA FRAQUEZA E INUTILIDADE. Um outro ponto polêmico, era dizer para um judeu que, a lei de Moisés era fraca e que havia se tornado inútil. Até os anos setenta, quando Jerusalém foi destruída, dificilmente qualquer um dos apóstolos legalistas da igreja mãe de Jerusalém teria coragem de dizer estas palavras contra a lei de Moisés. Quem ler a epístola de Tiago percebe sua tendência para a lei e não da graça.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Hebreus 7:15-16

Hebreus 7:15-16 - E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote. Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível.
E MUITO MAIS MANIFESTO É AINDA. Já era conhecido de todo o Israel, que um dia Deus levantaria um Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, e os leitores desta carta, como hebreus que eram sabiam desta verdade, e quantos deles, antes mesmo da vinda do Messias não esperavam este Sumo Sacerdote? Todos tinham conhecimento que nenhum dos sacerdotes da linhagem de Levi tiveram condições de ser este sacerdote.

SE À SEMELHANÇA DE MELQUISEDEQUE. Porque que o Cristo seria semelhante ao sacerdócio de Melquisedeque? Porque ele, além de ser Sacerdote, também seria rei, como foi o caso de Melquisedeque. Além de ser Sacerdote, teria que também pertencer à tribo de Judá, porque o Cristo também tinha que ser da descendência de Davi. Além do mais deveria ser um sacerdote justo, e o evangelho diz que Cristo é Justiça nossa. Sacerdote de Paz, Já antes de vir a terra, ele já era chamado de Príncipe da paz.

SE LEVANTAR OUTRO SACERDOTE. A implantação da nova dispensação da graça de Deus e fé em Cristo previa a mudança da lei e do sacerdócio. Quando o Salmista, usado pelo Espírito de Deus, falou que o Messias seria Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, ao mesmo tempo ele estava anunciado a mudança do sacerdote, que não seria do modo tradicional, da casa de Levi, mas seria um Rei Sacerdote de Deus.

QUE NÃO FOI FEITO SEGUNDO A LEI. Esta lei, se refere à legislação de Moisés, que determinava que, o sacerdócio deveria ser constituído da tribo de Levi, e que o sumo sacerdote da linhagem de Arão. O sacerdócio de Cristo entrou na contra mão do que já era uma tradição e uma lei em Israel, porque não seguiu os padrões tradicionais dos hebreus, mas foi em comprimento as profecias messiânicas que já estavam previstas.

DO MANDAMENTO CARNAL. Sobre esta frase, podemos dizer pelo menos duas coisas. A primeira é que, o mandamento carnal, diz respeito à lei que determinava que os sacerdotes deveriam ser da família biológica de Levi. E a segunda, é que por interpretação, a dispensação da lei era baseada em promessas para esta vida presente, com duração temporária, terrena, atendendo aos interesses das coisas deste mundo.

MAS SEGUNDO A VIRTUDE. Agora, o outro Sacerdote que se levantou segundo a ordem de Melquisedeque, assim o foi pelo poder de Deus, porque virtude, neste texto, significa poder. Quando Deus prometeu que levantaria o seu Cristo como Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, ele também disponibilizou seu poder para que a profecia se cumprisse, conforme os seus desígnios e de acordo com a sua vontade.

DA VIDA INCORRUPTÍVEL. Sacerdote eternamente. Como que os filhos de Levi poderiam cumprir este requisito, se todos eles morreram e não reviveram? Agora, o Cristo de Deus, esse sim, se encaixou perfeitamente neste requisito, “eternamente”, porque ele ressuscitou de entre os mortos, foi visto pelos seus, passou quarenta dias com os seus apóstolos e discípulos, subiu ao céu, se assentou a destra de Deus como Sumo Sacerdote.

Hebreus 7:14

Hebreus 7:14 - Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.
VISTO SER MANIFESTO. Todos os argumentos apresentados pelo autor nesta carta levam a objetivos importantes, que são para apresentar a superioridade do Senhor Jesus Cristo e a perfeição de sua obra em prol de sua igreja remida. De forma que, os hebreus principalmente, conheciam bem a história de Jesus de Nazaré, até porque tudo se deu bem ali em Israel, e é bem provável que muitos desses leitores tivessem vivenciado os fatos acontecidos diante dos seus próprios olhos, porque eles eram também judeus.

QUE NOSSO SENHOR. O autor mais uma vez se inclui em sua mensagem, como alguém que tinha relações fortes de fé com o Senhor Jesus Cristo. Essa expressão “nosso Senhor” era usada por aqueles que haviam aceitado a Cristo não somente como Salvador, mas também como Senhor, e isso implica, em renunciar a própria vontade para ser discípulo do grande Mestre, Cristo Jesus. Esta frase nos fala do senhorio de Cristo.

PROCEDEU. Este verbo nos ensina das origens familiar de Jesus de Nazaré, bem como de quem ele era descendente, quanto a sua genealogia. Os judeus eram pragmáticos em guardarem listas enormes em seus arquivos, retrocedendo no tempo, até onde podiam para provarem suas origens, principalmente quando em suas arvores genealógicas haviam personagens importantes como os patriarcas das doze tribos de Israel.

DE JUDÁ. Esse era o quarto filho do patriarca Jacó com Lia, juntamente com Ruben, Simeão, Levi, Issacar Zebulun e Diná. Essa tribo dos filhos de Israel se tornou a mais importante, porque dela surgiram vários reis que governaram o país inteiro como nação. Dentre os reis que vieram desta tribo podemos destacar Davi, que recebeu de Deus a promessa de que o Messias seria chamado de seu Filho, e assim o foi, (Mateus 1:1).

E CONCERNENTE A ESTA TRIBO. Nas bênçãos proferidas por Jacó e por Moisés sobre esta tribo não há menção de que dela surgiria sacerdotes, nem muito menos sumo sacerdotes. Jacó lhe prometeu que seus irmãos lhe prestariam homenagem, e que o cetro não se arredaria de sua mão, e o legislador não se apartaria de seus pés. Já Moisés disse de Judá Deuteronômio 33:7 - Ouve, ó Senhor, a voz de Judá, e introduze-o no seu povo; e tu lhe sejas em ajuda contra os seus inimigos. Reis sim, sacerdotes não.

NUNCA MOISÉS. Moisés foi um grande escritor e legislador do povo judeu, é tanto que se atribuem a ele os cinco primeiros grandes livros da bíblia, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Além de proferir grandes e eloquentes discursos para os filhos de Israel em suas peregrinações pelo deserto, mas em nenhum momento ele falou sobre que da tribo de Judá sairia ou se levantaria uma linhagem sacerdotal.

FALOU DE SACERDÓCIO. Este ofício foi designado exclusivamente para os descendentes de Levi, que era o terceiro filho de Jacó com Lia. Enquanto que os sumos sacerdotes seriam designados a partir de Arão seu irmão. Mas, da tribo de Judá, Moisés não designou que fosse levantado sacerdotes, apesar de que Davi, por um momento, se pôs a sacrificar em lugar de sacerdote, mas não que a legislação de Moisés determinasse isso.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Hebreus 7:12-13

Hebreus 7:12-13 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence à outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar.
PORQUE, MUDANDO-SE O SACERDÓCIO. Não se fala em sacerdote antes de Melquisedeque, e depois de Melquisedeque, veio então os sacerdotes da casa e família de Levi, e com isso houve mudanças dos costumes, com a implantação de muitas leis relacionadas ao sacerdócio. Com a implantação da nova dispensação, da mesma maneira ouve profundas mudanças neste ofício, porque conforme a promessa de Deus, Jesus foi constituído Sumo Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.

NECESSARIAMENTE SE FAZ TAMBÉM MUDANÇA. A vida e o ministério de Cristo foi um ensaio do que viria a ser depois da sua ressurreição e ascensão para se assentar a destra do trono da graça, que é o Santo dos Santos. Assim sendo, aconteceram profundas mudanças nas ordens das coisas, em que o sistema de sacrifícios repetitivos foram substituídos, por um único e suficiente sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus.

DA LEI. O ofício sacerdotal na época da velha dispensação da lei, era tão importante para os filhos de Israel, que o grande legislador Moisés escreveu um grande livro chamado Levítico com os direitos e deveres dos sacerdotes. Já no tempo da nova dispensação, a lei que rege as regras do sacerdócio de Jesus é justamente o evangelho da graça de Deus. No evangelho de Cristo encontramos as diretrizes deste ofício sumo sacerdotal de Cristo.

PORQUE AQUELE. É correto dizer que, o autor está se referindo ao Senhor Jesus, ele que foi feito Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Já durante a sua vida e ministério aqui na terra, o Cristo de Deus cumpria os requisitos profetizados nas Sagradas Escrituras, de que ele seria efetivamente este Sumo Sacerdote. Muito mais, depois de sua ressurreição e ascensão, porque seu sacerdócio não tem mais interrupção.

DE QUEM ESTAS COISAS SE DIZEM. Os sacerdotes levíticos, até mesmos os mais importantes e influentes, tinham seus ofícios interrompidos quando morriam, sendo necessário serem substituídos por outro. O sacerdócio de Cristo é superior, porque ele está assentado a destra do trono da graça, junto ao Pai, e de contínuo intercede pelos seus servos que cometem algum tipo de falha, pecado ou transgressão.

PERTENCE À OUTRA TRIBO. Não se admitia que nenhum sacerdote que era constituído pelos filhos de Israel ser de outra tribo, senão da tribo de Levi, porque isto estava garantido pela legislação de Moisés. No caso de Cristo, conforme a lei de Moisés, jamais os hebreus aceitariam de que ele fosse sacerdote, muito mais Sumo Sacerdote, até porque ele pertencia à tribo de Judá, de onde nunca ninguém foi feito sacerdote.

DA QUAL NINGUÉM SERVIU AO ALTAR. Da tribo de Judá, era uma tradição se reconhecer que, dela surgiram muitos reis e monarcas importantes, disto se tira o cumprimento de uma profecia messiânica de que o Messias seria rei da descendência de Davi, o que se tornou verdade. Porem, nunca como sacerdote reconhecido pela lei de Moisés. Isso era algo que os hebreus não aceitariam, porque era contra a legislação de Moisés.

Hebreus 7:11

Hebreus 7:11 - De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
DE SORTE QUE, SE A PERFEIÇÃO. A verdade é que, nem a lei de Moisés e nem o sacerdócio de Arão tinham como objetivo a perfeição do povo de Israel, pelo contrário, as exigências da legislação de Moisés mostrou aos hebreus o quanto o ser humano é falho, fraco e pecador. Agora, a nova dispensação da graça, tem demonstrado sua eficácia na perfeição dos remidos, a partir do sacrifício expiatório do Cristo de Deus.

FOSSE PELO SACERDÓCIO LEVÍTICO. É claro que o sacerdócio levítico teve o seu inegável papel de por um determinado tempo orientar o povo de Israel sobre os serviços que se devia prestar a Deus, por meio do tabernáculo e depois nos templos de Jerusalém. Porque tudo isso era uma tipologia do que de fato Deus estava preparando para a sua igreja, por meio do Sumo Sacerdote Eterno, segundo a ordem de Melquisedeque, Jesus.

PORQUE SOB ELE O POVO RECEBEU A LEI. Enquanto Moisés estava vivo, antes da entrada do povo na terra de Canaã, porque nem o próprio Moisés entrou na terra prometida, era o próprio Moises quem ensinava a lei aos hebreus, até porque o próprio Moises era também da tribo de Levi. Mas depois de Moisés, Arão e seus descendentes ficaram responsáveis pela aplicação das ordenanças, mandamentos e juízos da lei.

QUE NECESSIDADE HAVIA LOGO DE OUTRO. Se a lei de Moisés e o sacerdócio levítico fossem completos e eternos, não haveria a necessidade de um novo pacto e um novo sacerdócio. Este outro Sacerdote, se refere a Cristo Jesus nosso Senhor, ele que antes mesmo de se manifestar ao povo hebreu, já era esperado como Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. Este outro Sacerdote veio para o bem de todos.

SACERDOTE SE LEVANTASSE. Por conta da profecia messiânica do salmista, de que Deus levantaria um Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque (Salmos 110:4), muitos se levantaram se dizendo sacerdotes segundo esta ordem, que não faziam parte da ordem de Arão como os Macabeus. No entanto, nenhum deles cumpria o requisito eternamente, porque morriam. Jesus morreu, mas ressuscitou para nunca mais morrer.

SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE. Por que, segundo a ordem de Melquisedeque? Por que este sacerdote do Deus altíssimo não pertencia à tribo de Leve, nem se tem como provar que Levi também pertenceu a esta genealogia de Melquisedeque. Em Israel, só podia ser sacerdote se pertencesse à tribo de Levi. Jesus jamais se encaixaria na categoria de sacerdote, a não ser segundo a ordem de Melquisedeque. Jesus na verdade era da tribo de Judá e não da tribo de Levi.

E NÃO FOSSE CHAMADO SEGUNDO A ORDEM DE ARÃO. Os próprios sacerdotes e sumos sacerdotes da ordem de Arão viviam de olho para que não se levantasse ninguém como líder religioso em Israel, se não pertencesse à tribo de Levi, o terceiro filho de Jacó com Lia. Por isso que, Jesus foi tão perseguido pelos líderes religiosos dos judeus de sua época.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Hebreus 7:10

Hebreus 7:10 – Porque ele ainda estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.
PORQUE ELE. O autor se reporta a Levi, que era filho de Jacó ou Israel, de quem era pertencente à tribo de Levi, de onde veio Aarão, como primeiro sacerdote ou sumo sacerdote do povo hebreu. Levi era o terceiro filho de Jacó com Lia, e este nome tem dois significados, o próprio que quer dizer “unir” que segundo os rabinos expressava o desejo de Lia de se unir ou juntar com Abrão. E o segundo que foi adquirido significa “sacerdote”, de onde surgiu o ofício sacerdotal a partir de Aarão e os seus descendentes.

AINDA ESTAVA. Histórias mais antigas e tradições dos povos orientais dão conta de que havia nos tempos bíblicos a crença de que, os descendentes de um clã, tribo ou família, já eram supostamente acumulados sobre a vida dos principais líderes do povo de mesmas origens. De forma que, o escritor dá a entender, baseado nestas crenças que já no tempo de Abraão Levi já subsistia ainda que na genética do patriarca dos hebreus.

NOS LOMBOS. Para alguns povos, essas crenças eram de que os descendentes dos homens mais importantes já existiam na cabeça ou no pensamento de tais lideres de famílias de destaques, como se as clãs fossem planejadas com antecedência. Já para outros povos, que parece ser o caso dos hebreus, estes descendentes eram carregados nos rins, o que o autor neste caso chama de lombos, o que aponta de que Levi já estava impregnado na genética do patriarca Abraão, quando se encontrou com Melquisedeque.

DE SEU PAI. Alguns pensam que o autor está se referindo a Jacó ou Israel, de quem era filho Levi, e que era o patriarca mais próximo de Levi por seu o seu pai. Mas, na realidade o autor se refere a Abraão que dentre os três patriarcas era o mais ilustres para os hebreus. Assim sendo, na alegoria feita pelo escritor, Levi já se encontrava na genética de Abraão, quando esse reconheceu que Melquisedeque era sacerdote de Deus.

QUANDO. Certamente o autor tem em mente o evento registrado em Gênesis 14:18-20 - E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. É sobre este encontro que escreve o autor.

MELQUISEDEQUE. Este homem era alguém muito importante naquela mesma região e a prova disto é que ele era rei de Salém. E um aspecto mais importante ainda sobre este personagem é que além de ser o governante do seu povo, ele também era um sacerdote do Deus Altíssimo, o que o diferencia dos demais reis que haviam em sua época. Melquisedeque era um rei poderoso, mas também era rei de justiça e de paz.

LHE SAIU AO ENCONTRO. Todas as lideranças daquela época tinham seus espias e informantes de tudo que acontecia em toda a região. Tomando conhecimento de que Abraão tinha guerreado contra quatro reis e os havia vencido, Melquisedeque, que também era rei de paz, foi ao encontro do patriarca para estabelecer paz com ele. Tendo Abraão encontrado o rei, lhe pagou o tributo devido do dízimo conforme era seu dever.

Hebreus 7:8-9

Hebreus 7:8-9 - E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.
E AQUI CERTAMENTE TOMAM DÍZIMO. Aqui se refere entre os hebreus ou judeus para quem esta carta estava sendo escrita, e se reporta aos filhos de Israel, que conforme a tradição e a legislação de Moisés eram obrigados a cumprir tais mandamentos. Neste próprio texto tem dois verbos que descrevem a forma de como os levitas eram beneficiados com os dízimos dos seus irmãos, que eram “tomar e receber”.

HOMENS QUE MORREM. O próprio Aarão que foi o primeiro e talvez o mais importante deles, teve o seu ministério interrompido, quando teve que passar para outro, quando de sua morte. E assim foi com todos os seus sucessores que vieram depois dele, todos tinham um limite de tempo no exercício de suas funções sacerdotais, porque todo ser humano tem o dia do seu nascimento, mas já traz consigo a certeza de sua partida.

ALI, POREM, AQUELE DE QUEM SE TESTIFICA. Não há registros nas tradições faladas ou escritas sobre as origens ou a morte de Melquisedeque, o que se tornava em um mistério para os hebreus, a vida e o destino deste homem. Haviam diversas crenças sobre a vida deste homem, rei e sacerdote, e uma delas seria a lenda de que ele não morreu, mas que havia sido arrebatado, como foi o caso de Enoque e de Elias também.

QUE VIVE. O simples fato de que não há registro da morte deste sacerdote do Deus Altíssimo, já era motivo de sobra para as muitas especulações a este respeito, porque se perguntavam: Se ele não morreu, é porque continua vivo em algum lugar, assim sendo, como ele tinha um laço de comunhão muito forte com Deus, que é o Senhor da vida, as crenças de que ele havia sido arrebatado por Deus se robusteciam muito.

E POR ASSIM DIZER, POR MEIO DE ABRAÃO. O escritor volta à comparação entre o patriarca Abraão e o sacerdote Melquisedeque, porque no final das contas, a intenção do escritor é transferir a tipologia de Melquisedeque para Jesus, ele que é Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque. Os hebreus acreditavam muito na questão da genética em que o homem já estava presente no mundo por meio dos seus antepassados.

ATÉ LEVI, QUE RECEBE DÍZIMO. Desta forma, o autor transfere de Abraão para Levi que era um dos seus descendentes, e que nasceu muitos anos depois, como se Levi estivesse ainda que indiretamente na vida de Abraão, quando este se encontrou com o rei de justiça e paz Melquisedeque e que lhe pagou o tributo ou imposto divido por passar pelo seu território, e por pertencer aos domínios daquele rei, que era sacerdote. Os levitas recebiam dízimo dos seus irmãos, porque não receberam herança em Canaã.

PAGOU DÍZIMO. O dízimo não tem nada a ver com o que se chama de dever religioso, mas fala da décima parte de alguma coisa. No caso de Abraão e Melquisedeque, o patriarca não fez um dever religioso, até porque os despojos eram preço de sangue, em que Abraão fez guerra contra vários reis, matou todo mundo e saqueou os bens deles. O que Abraão fez naquela época, se fosse hoje, ninguém aceitaria um dízimo deste tipo.