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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Hebreus 7:17-18

Hebreus 7:17-18 - Porque dele assim se testifica: Tu és Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade.
PORQUE DELE ASSIM SE TESTIFICA. “Dele” se refere ao Senhor Jesus, que antes mesmo de sua vinda, como sendo o Messias prometido por Deus nas Sagradas Escrituras, já estava previsto e predestinado a ser Sumo Sacerdote de Deus pelos homens. O salmista usado por Deus, pela revelação do Espírito Santo, já testificava sobre o ofício sacerdotal do Cristo de Deus e a própria vida e ministério de Jesus também testificaram sobre ele.

TU ÉS SACERDOTE. Naturalmente que, para qualquer judeu seguidor das regras fixas do judaísmo, isso era inconcebível, que da tribo de Judá fosse constituído alguém como sacerdote, e principalmente sumo sacerdote, porque a regra era da tribo de Levi, e ser sumo sacerdote, só se fosse da linhagem de Arão. Mas, os hebreus que estavam lendo esta carta, não poderiam se esquecer da profecia messiânica de (Salmos 110:4).

ETERNAMENTE. Quem dos sacerdotes da tribo de Levi teve condições de cumprir o requisito “eternamente”? A resposta é nenhum! Até porque todos eles morreram como qualquer pessoa humana. Cristo, sim, atendeu a este requisito, porque ele morreu, por causa dos nossos pecados, mas ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está eternamente a destra de Deus e intercedendo por nós como nosso Sumo Sacerdote.

SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE. Por que segundo a ordem de Melquisedeque? Porque Melquisedeque não pertenceu à tribo de Levi, nem tem como se provar que Levi tenha pertencido à família de Melquisedeque, até porque não se fala que Melquisedeque fosse família do patriarca Abraão. Além do mais, nem na bíblia nem na história fala sobre as origens nem sobre a o fim da vida de Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo.

PORQUE O PRECEDENTE MANDAMENTO. Não há dúvida que esta colocação feita pelo escritor, diz respeito à lei de Moisés por completa e não somente os preceitos da legislação de Moisés que determinavam sobre que, o sacerdócio deveria ser exercido pelos descendentes de Levi, e que o sumo sacerdote deveria ser da linhagem de Arão. Certamente esta expressão do autor deve ter causado um choque de ideias nos leitores.

É AB-ROGADO. Dizer para um judeu que a lei de Moisés foi ab-rogada, era coisa muito difícil, até porque, os cristãos legalistas de Jerusalém, nos começos do cristianismo, aceitaram apenas que Cristo veio fazer uma pequena reforma no judaísmo, com a implantação do cristianismo. Neste ponto, alguns comentaristas bíblicos defendem que esta carta foi escrita por Paulo, e não por qualquer um outro dos apóstolos de Cristo, posto que, os apóstolos de Jerusalém, tentavam conciliar o judaísmo com o cristianismo.

POR CAUSA DA SUA FRAQUEZA E INUTILIDADE. Um outro ponto polêmico, era dizer para um judeu que, a lei de Moisés era fraca e que havia se tornado inútil. Até os anos setenta, quando Jerusalém foi destruída, dificilmente qualquer um dos apóstolos legalistas da igreja mãe de Jerusalém teria coragem de dizer estas palavras contra a lei de Moisés. Quem ler a epístola de Tiago percebe sua tendência para a lei e não da graça.

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