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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Hebreus 8:4

Hebreus 8:4 - Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei.
ORA, SE ELE. O autor se refere ao Senhor Jesus, ele que esteve cumprindo seu ministério entre os homens, porque a seu respeito estava escrito e profetizado de que se manifestaria na terra como sendo o Messias de Deus, o Emanuel, Deus entre os homens. Ele é o Cristo de Deus, que foi o enviado e ungido de Deus Pai para implantar uma nova aliança, não somente com Israel, mas também com todos os povos do mundo.

ESTIVESSE NA TERRA. Se ele estivesse na terra. Já não estava mais, porque foi assunto aos céus. Atos 1:9-11 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

NEM TÃO POUCO SACERDOTE SERIA. De acordo com a lei de Moisés, Jesus não seria jamais sacerdote no templo de Jerusalém, quando este esteve entre os homens. Porque de acordo com a legislação de Moisés, para ser sacerdote teria que ser da descendência de Levi, e para ser sumo sacerdote teria obrigatoriamente de pertencer à linhagem ou família de Aarão, irmão de Moisés. Portanto, a lei não permitia Jesus ser sumo sacerdote.

HAVENDO AINDA. Na época em que Jesus veio, como sendo o Messias de Deus, ainda haviam sacerdotes que ministravam no templo em Jerusalém, conforme a ordem de Levi ou de Aarão, no caso do sumo sacerdote. No caso do sumo sacerdote era alguém que pertencia à descendência de Aarão, mas que teria que ser aprovado e nomeado pelas autoridades representativas do império romano em Israel, no caso Pilatos, da Judeia.

SACERDOTES. Quando Jesus exerceu seu ministério em Israel haviam dois sumos sacerdotes, Anás e Caifás. Anás era o sogro de Caifás, uma personagem de grande influência diante das autoridades romanas. Caifás era o presidente do sinédrio, que era a maior Corte política-religiosa de Israel antes da destruição de Jerusalém nos anos setenta. Ambos os dois tiveram influências decisivas na condenação de Jesus de Nazaré a morte.

QUE OFERECIA DONS. Há quem diga que, na época em que foi escrita esta carta aos Hebreus, não havia mais sacrifício sangrento como a lei determinava, mas somente ofertas de manjares, em que o povo agradecia pelos benefícios recebidos. Os críticos afirmam que foi de propósito que o autor não citou os sacrifícios, porque neste mesmo tempo, já não mais havia expiação pelos pecados do povo, conforme era ordenado na lei.

SEGUNDO A LEI. Se os críticos estão com a razão, somente uma parte das ordenanças da legislação de Moisés estava tendo o seu cumprimento, que era justamente a parte das ofertas dos dons ou ofertas de manjares. Quando se sabe pela lei de Moisés, que os sacrifícios eram importantes para remissão dos pecados, como sendo um dia do ano em que o sumo sacerdote pelo seu ofício fazia sacrifício de animais, por si e pelo povo, o que era chamado de dia da expiação pelos pecados do povo, e isso era ordenança da lei.

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