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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hebreus 8:7

Hebreus 8:7 - Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.
PORQUE. Quando se fala em alianças está se falando sobre os pactos que foram estabelecidos entre Deus e os homens, sempre com o objetivo de abençoar os filhos dos homens. Entre os principais pactos dos quais falam as Escrituras podemos citar sobre: O pacto edênico, adâmico, noaico, abraâmico, mosaico, davídico e o novo pacto. Por meio de tais alianças o Deus Criador faz promessas condicionais e também incondicionais. Mas sempre com o objetivo de estabelecer comunhão e comunicação com suas criaturas.

SE AQUELA. No caso de “aquela” se refere à aliança mosaica, que teve como ponto forte o estabelecimento da legislação de Moisés, com regras rígidas para que os descendentes de Abraão fossem abençoados na terra que manava leite e mel, Canaã. Esta aliança era condicional, porque mesmo Deus querendo abençoar o seu povo, mas dependia da obediência dos seguidores do judaísmo as determinações da lei de Moisés.

PRIMEIRA. Quando se fala sobre a “primeira” não está se reportando a aliança edênica, que condicionava a vida do homem ao seu estado de inocência, como contrário teria como resultado a morte física e espiritual, não somente do casal, Adão e Eva, mas de toda a humanidade. Essa primeira aliança sobre a qual o autor se refere diz respeito mesmo à aliança mosaica, feita com os judeus, mas que se tornou obsoleta, tempos depois, porque os filhos de Israel não tiveram condições de cumprirem com a sua parte no pacto.

FORA IRREPREENSÍVEL. Se aquela primeira aliança de Deus com os filhos de Israel fosse irrepreensível, tudo teria dado certo, os descendentes de Abraão teria sido fieis a legislação de Moisés do começo ao fim. Os judeus não teriam sofrido os cativeiros que tiveram de passar e que no momento estavam sob o domínio dos romanos. Mas, como havia falhas na aliança mosaica, porque envolvia seres humanos, não deu certo.

NUNCA. Esta palavra põe um limite entre a primeira e a segunda, entre a velha dispensação da lei e a nova dispensação da graça de Deus, pela fé em Cristo Jesus, ele que é o Mediador entre Deus e os homens. Se a dispensação da lei tivesse dado certo, não precisava de uma nova dispensação, mas como ela falhou quanto ao lado humano do pacto, e não da parte de Deus, então o Criador entra em ação por meio da nova aliança.

SE TERIA BUSCADO LUGAR. Por que a dispensação da graça deu certo e é baseada em melhores promessas? Porque ela foi feita entre Deus e o seu Filho Jesus Cristo, em benefício da humanidade. De ambas as partes a fidelidade é perfeita, porque Deus fez tal aliança sustentada em seu juramento fiel, e da parte de Cristo, ele já deu todas as provas de sua fidelidade quando cumpriu com sucesso absoluto sua missão redentora.

PARA A SEGUNDA. Esta segunda é a nova aliança da graça de Deus, em que o homem apenas entra com a sua fé em Cristo Jesus como sendo o redentor da humanidade. Como Deus já sabia da falibilidade da dispensação da lei, provendo melhores coisas para suas criaturas, já vinha profetizando sobre a vinda do Mediador da nova aliança, O seu Messias prometido, como também já projetava a implantação da nova dispensação da graça.

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