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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Hebreus 11:1-2

Hebreus 11:1-2 - Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
ORA, A FÉ. Podemos falar a respeito desta fé como sendo objetiva, quando ela está ligada diretamente a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, o que caracteriza a fé monoteísta tanto do judaísmo quanto do cristianismo. Mas, esta fé cristã é mais subjetiva, quando ela representa de fato a integra completa e absoluta da alma dos cuidados de Cristo. É por meio desta fé genuína que nos tornamos filhos adotivos da família de Deus, porque os que recebem a Cristo como Senhor e Salvador se tornam filhos de Deus (João 1:11).

É O FIRME FUNDAMENTO. Apesar de ser algo invisível, que também não se pode manusear com os sentidos, mas esta fé cristã é que dá sustentação a alma dos remidos de Cristo, porque é por ela que nos mantemos firmes nos caminhos do evangelho. E o autor afirma que esta fé é um fundamento, usando talvez uma metáfora da construção falando dos alicerces de uma casa que esta firmada sobre uma rocha que não se abala.

DAS COISAS QUE SE ESPERAM. Essa mistura de fé e esperança é o que nos atrai rumo aos braços de Cristo, uma vez que, por fé andamos e pela esperança temos a certeza de que vamos chegar juntos ao trono da graça de Deus. A fé que gera esperança nos move para junto da fidelidade de Deus, pelo fato de que estamos convictos que todas quantas promessas de Deus são feita em Cristo Jesus terão seu fiel comprimento.

E A PROVA. Cristo veio ao mundo, cumpriu a sua missão redentora, deixou sua mensagem de salvação, por meio do evangelho das boas novas. Subiu ao céu para se assentar a destra de Deus e prometeu cumprir todas as suas promessas feitas quando esteve na terra, e que estão registradas nas páginas do Novo Testamento. O mundo fica ridicularizado com tudo isso, mas a igreja se firma em tais promessas tomando posse pela fé. Porque é cheio desta fé firme e forte que os remidos avançam em direção a Cristo.

DAS COISAS QUE NÃO SE VEEM. A nova dispensação é espiritual, no entanto, carregada de promessas para esta vida presente, e principalmente para a vida eterna com Deus e com Cristo. A velha dispensação era materialista, para aqui e agora, nesta dimensão da vida terrena. E com isso, os hebreus precisavam ver para crer, enquanto que os seguidores de Cristo creem para ver, uma vez que a posse das promessas é pela fé.

PORQUE POR ELA. O capítulo onze desta carta funciona como provas tiradas do Velho Testamento de que a fé funciona na vida dos que amam e servem a Deus. O autor se utiliza de muitos exemplos de heróis da fé, que depositaram sua confiança no senhor e alcançaram grandes proezas em suas vidas. Portanto, os exemplos dados pelo escritor são bem conhecidos dos hebreus, e mais uma vez ele prova que seus argumentos são firmes.

OS ANTIGOS ALCANÇARAM TESTEMUNHO. É grande a lista de nomes importantes que estão registrados na literatura religiosa dos hebreus que pela fé viveram dignamente na presença de Deus e que alcançaram seus objetivos. Como a nova dispensação é baseada na fé, desta forma, o escritor argumenta mais uma vez que tudo estava de acordo com o plano de Deus. A nova dispensação implantada por Cristo se firma na vontade de Deus.

Hebreus 10:39

Hebreus 10:39 - Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.
NÓS, POREM. O autor se inclui entre aqueles que estavam firmes na fé em Cristo Jesus, aguardando o retorno bendito do Filho de Deus para tomar posse da vida eterna. Pelo que se percebe, o escritor também conhecia bem os seus leitores, a fim de assegurar de que os tais também estavam alicerçados naquela fé genuína no Redentor da humanidade Cristo Jesus. Apesar de que neste mesmo tempo, muitos estavam apostatando da fé.

NÃO SOMOS DAQUELES. Certamente o pensamento do autor está direcionado ainda nos filhos de Israel, que no deserto, apostataram da fé em Deus, quando passaram a murmurar e tentando ao Senhor acharam que Deus havia os tirado do Egito para morrerem de fome e sede no deserto. Como também podemos conjecturar que o escritor esteja igualmente pensando naqueles que pelas duras perseguições impostas pelos judaizantes, estavam saindo do caminho do cristianismo e retornando ao judaísmo.

QUE SE RETIRAM. A rejeição do Messias prometido por parte da grande maioria dos judeus foi um tipo de negação da fé, quando sabemos que as Escrituras dos hebreus já anunciavam a chegada do Emanuel de Deus, ou seja, Deus entre os homens. Se retirar neste caso, para os leitores desta carta, seria deixarem o cristianismo e retornarem ao judaísmo, era a mesma coisa que negar a fé no poderoso nome de Cristo e em sua obra.

PARA A PERDIÇÃO. Negar a fé genuína da pessoa bendita de Cristo Jesus e na sua obra perfeita de redenção é optar pelos prejuízos eternos. Porque esta perdição sobre a qual se reporta o escritor diz respeito à condenação eterna. E esta condenação quer dizer separação eterna de Deus e da felicidade. Porque todos que forem participantes desta condenação serão lançados no inferno, lugar de tormento eterno, e sofrimentos sem fim.

MAS DAQUELES. Diz o autor: Nós somos daqueles que creem. Neste caso é fazer parte do Israel espiritual de Deus, ou seja, a igreja remida do Senhor Jesus, composta de hebreus convertidos ao Cristianismo. Estes são todos aqueles que são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo (João 1:11) e que são guiados pelo Espírito do Senhor (Romanos 8:14). Estes são todos aqueles que buscam o reino de Deus e as coisas que são de cima.

QUE CREEM. Esta é a fé subjetiva, como sendo a entrega da alma aos cuidados do Filho de Deus, porque é a fé de que, a expiação e propiciação realizada pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é suficiente para abrir o acesso direto ao trono da graça de Deus. É por meio desta mesma fé que os remidos irão tomar posse das heranças eternas prometidas a todos aqueles que renunciam ao mundo para viverem para Cristo.

PARA A CONSERVAÇÃO DA ALMA. Age de forma inteligente todos aqueles que no exercício de sua fé, passam a creem verdadeiramente nas promessas contidas no evangelho da salvação. A alma é eterna, porem, pode ser arruinada quando não se rejeita a pessoa de Cristo, porque o resultado é a perdição eterna. Mas, a conservação da alma nos fala sobre a participação pela fé e esperança da salvação proposta e prometida pela redenção perfeita efetuada por Cristo Jesus, o que significa vida eterna.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Hebreus 10:37-38

Hebreus 10:37-38 - Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará. Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.
PORQUE AINDA UM POUQUINHO DE TEMPO. Nos textos anteriores o autor pediu que os seus leitores não rejeitassem a sua confiança na obra perfeita de Cristo e que tivessem paciência, a fim de não perderem o seu galardão. Agora, ele aponta para o relógio do tempo e afirma que, aquilo que Deus estava programando para acontecer já estava nos últimos segundos do relógio do Senhor. Por isso é que, o momento seria de perseverar nos pés de Cristo, a fim de receber o cumprimento de todas as suas promessas.

E O QUE HÁ DE VIR VIRÁ. Para a igreja do primeiro século de nossa era cristã e principalmente para os líderes e escritores do cristianismo, não haveria um tão grande hiato de tempo entre a ascensão de Cristo para se assentar a destra de Deus e o seu retorno para arrebatar os seus remidos. Os seguidores de Cristo daquela época viviam sob a expectativa da volta do Mestre amado a qualquer momento e em qualquer hora.

E NÃO TARDARÁ. Os acontecimentos que envolvia a igreja de Cristo em seus primórdios dizia que Cristo já estava às portas. Praticamente todos os seguidores do cristianismo enfrentavam problemas de perseguição, principalmente as igrejas em Israel, composta de judeus convertidos ao cristianismo. Porque os judeus rejeitaram a Jesus como sendo o Messias e estavam dispostos a acabarem também com o cristianismo na terra.

MAS O JUSTO. Como o autor estava escrevendo para hebreus, que conheciam as literaturas religiosas de Israel, e davam muito valor aos escritos antigos. Então, ele se utiliza de mais uma citação do Velho Testamento em (Habacuque 2:4). O justo, conforme a antiga aliança da lei era aquele que guardava e obedecia a todos os mandamentos da legislação de Moisés. Já na nova dispensação da graça de Deus por meio de Cristo, justo é todo aquele que é justificado perante a justiça divina pela redenção feita por Cristo.

VIVERÁ DA FÉ. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hebreus 11:1). Na nova dispensação da graça de Deus o homem entra com a sua fé em Cristo, que é justamente a entrega total da alma aos cuidados de Cristo. E é por esta fé que se cria o vínculo da filiação com Deus (João 1:11). Esta fé cristã é tão importante que o escritor dedica o próximo capítulo a falar sobre seu valor.

E SE ELE RECUAR. Neste ponto, o autor aponta para a possibilidade da perda da salvação, por parte daqueles que se converteram ao cristianismo, mas que por algum motivo recuou da sua fé. Na maioria das vezes isso ocorre por conta da rebelião ou apostasia. No caso da igreja primitiva, muitos recuaram por não suportarem as pressões dos judeus, dos líderes de suas antigas religiões ou do próprio império político de Roma.

MINHA ALMA NÃO TEM PRAZER NELE. Seja qual for o motivo pelo qual alguém rejeita a vida de fé, Deus não terá prazer nele. Por isso é que se deve empregar todas as forças possíveis para se manter na fé e de pé. Os prejuízos serão incalculáveis para aqueles que abandonam os caminhos do evangelho. Recuar da fé é rejeitar a Cristo, e rejeitar a Cristo significa dizer, perder os galardões e as promessas propostas para a vida eterna.

Hebreus 10:35-36

Hebreus 10:35-36 - Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.
NÃO REJEITEIS, POIS, A VOSSA CONFIANÇA. Existem três termos que envolvem elementos importantes da nova dispensação da graça que são: Fé, confiança e esperança. O que na velha dispensação se repetia na mente dos seguidores do judaísmo era: Obediência, obediência e obediência. Esta confiança a que se refere o autor diz respeito à entrega total da alma aos cuidados de Cristo Jesus, que leva a salvação e vida eterna.

QUE TEM GRANDE E AVULTADO GALARDÃO. No caso dos filhos de Israel, que saíram do Egito com Moisés, bastava que eles obedecessem ao que Moisés lhes ensinava, sem terem murmurado, nem tentado e nem muito menos provocarem ao Senhor, que entrariam na terra de Canaã. Para os leitores desta carta e para todos os seguidores de Cristo de todos os tempos, confiar em Cristo é ter fé no seu nome e confiar de que a obra perfeita de redenção é suficiente para nos conduzir aos braços do Pai como benditos.

PORQUE NECESSITAIS DE PACIÊNCIA. Os filhos de Israel saíram do Egito e se tudo transcorressem bem na viagem, pouco menos de quatro anos já estariam de posse da terra prometida, mas perderam a paciência e com ela a promessa. No tempo em que os hebreus estavam recebendo esta carta, o tempo era difícil, muitas perseguições, quem sabe alguns já não suportavam mais, porem, o escritor pede que eles tivessem paciência.

PARA QUE, DEPOIS DE HAVERDES FEITO. A vida cristã não se ressume em simplesmente alguém levantar a mão em sinal de aceitação a Cristo, esse é um primeiro passo rumo a em muitos casos uma longa caminhada. Aceitar a Cristo é se tornar seu discípulo e isso implica em seguir os seus ensinos e em muitos casos o exemplo de vida. Por isso que, muitos dos servos do Senhor Jesus tem que passarem por provações e testes na vida.

A VONTADE DE DEUS. O evangelho declara que, Cristo veio para o que era seu, e os seus não o receberam, mas a todos quanto o receberam se fizeram filhos de Deus, aos que creem em seu nome. Nem todos os hebreus rejeitaram a Cristo, até porque os seus apóstolos eram hebreus, seus seguidores originais eram hebreus, os destinatários desta carta eram hebreus. E todos estes estavam fazendo a vontade de Deus em Cristo Jesus.

POSSAIS ALCANÇAR. Antes mesmo da saída de Israel do Egito rumo a terra de Canaã, terra que manava leite e mel, Deus teve um encontro com o patriarca Abraão e lhe fez promessa de que os seus descendentes herdariam a terra de Canaã. Infelizmente, muitos não receberam o cumprimento da promessa. Mas, a igreja remida de Cristo marcha em direção à nova Jerusalém celestial e vai alcançar a promessa feita pelo evangelho.

A PROMESSA. A nova aliança da graça de Deus em Cristo Jesus, tem maiores e melhores promessas do que a antiga aliança da lei de Moisés. Porque, conforme a legislação de Moisés, quem compreende seu conteúdo sabe que, as promessas eram terrenas, ou seja, passageiras. No entanto, as promessas feitas por Cristo, conforme o seu evangelho, tem propostas para esta vida presente, mas acima de tudo, melhores promessas eternas.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Hebreus 10:34

Hebreus 10:34 - Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente.
PORQUE VOS COMPADECESTES. Os hebreus sempre foram pessoas que se moviam facilmente pelo sentimento de compaixão uns pelos outros, principalmente quando defendia causas comuns. No caso da igreja primitiva, os seguidores do senhor Jesus achavam de que não mais tinham tempo para viverem para este mundo, e assim sendo, usavam seus bens para ajudarem uns aos outros. É tanto que a igreja primitiva criou um fundo comum de bens, para ajudar aos que mais estavam precisando naquele tempo.

DAS MINHAS PRISÕES. Essa expressão usada pelo autor leva a alguns comentaristas a pensarem de que se trata do apóstolo Paulo, pelas suas várias prisões que ele teve que enfrentar por ser um pregador das boas novas do evangelho e por defender de que Jesus de Nazaré era realmente o Messias de Deus. Além do mais, ele declarava que o surgimento do cristianismo era o fim do judaísmo tradicional do povo judeu.

E COM ALEGRIA PERMITISTES. Pode-se falar de aprisionamento de Paulo em Jerusalém, em Éfeso, Cesaréia e em Roma. Mas não se tem como provar efetivamente que tenha sido de fato o apóstolo Paulo que tenha escrevido este tratado. O que temos diante do quadro é que os leitores desta carta se importaram com as prisões do escritor e não ficaram tristes por estarem sendo prejudicados financeiramente, por seguirem a Cristo.

O ROUBO DOS VOSSOS BENS. O autor fala em espólio dos bens daqueles que seguiam o cristianismo. Na verdade os judeus eram cruéis em termos de tratamento religiosos com aqueles seus compatriotas que eles consideravam hereges quanto ao judaísmo. Com isso, muitos dos que deixaram o judaísmo pelo cristianismo sofreram o espólio dos seus bens. Já o estado romano confiscava os bens dos que deixavam suas religiões oficiais.

SABENDO QUE EM VÓS. Por traz da força que levantava a cabeça dos seguidores de Cristo, que perdiam seus bens, mas de cabeça erguida, estava a fé inabalável de que promessas maiores e melhores lhes aguardavam nas mansões celestiais. O que norteava a mente dos que eram perseguidores por amor a Cristo eram as convicções da alma, segura e firme de que os bens terrenos são passageiros, mas a salvação é eterna.

TENDE NOS CÉUS UMA POSSESSÃO. As promessas feitas por Deus em Cristo Jesus, de acordo com a nova dispensação da graça, é a salvação e a vida eterna, que é uma modalidade de vida completa e abundante, sem problemas nem dificuldades. A salvação em Cristo Jesus é a possessão de um modo de vida em que não se tem como comparar com as coisas terrenas desta vida passageira e temporárias. A nova Jerusalém é nossa.

MELHOR E PERMANENTE. Todas quantas promessas foram feitas aos filhos de Israel não tinham pano de fundo permanente, porque se baseavam em propostas para esta vida. A melhor delas foi à promessa da terra de Canaã, que não durou muito e perderam sua independência. No entanto, as promessas proposta pela nova dispensação da graça de Deus são eternas e de maior e melhor valor, sem igual para a igreja remida de Cristo.

sábado, 27 de maio de 2017

Hebreus 10:33

Hebreus 10:33 - Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados.
EM PARTE. Na verdade, as igrejas que ficavam em Israel tiveram que passar por muitos problemas, porque foi entre os hebreus que Cristo começou suas atividades ministeriais, até porque ele veio para os que eram seus. Como os judeus defendiam o judaísmo a qualquer preço, mataram o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e desde então, que a luta contra o cristianismo foi travada, e o intuito era barrar a marcha da igreja na terra.

FOSTES FEITOS. Muitos dos leitores desta carta foram participantes das perseguições movidas pelos judeus contra a igreja do Senhor Jesus. Quando os judeus não podiam investir contra determinadas lideranças da igreja primitiva, se utilizava do império romano para impetrar tribulações contra os servos de Cristo. Por isso que, muitos dos leitores desta mesma carta tiveram seus bens confiscados pelo estado, e isso, por castigo, no simples fato de que pertenciam ao cristianismo tão perseguido pelos judeus.

ESPETÁCULO. A tradição cristã registrou a hostilidade de forma mais cruel possível, contras os discípulos de Cristo, em que os cristãos eram postos a sofrer de forma pública, os horrores dos homens sanguinários. Os seguidores de Cristo eram presos injustamente, apanhavam em praças públicas das autoridades judaicas e romanas, eram arrastados pelas ruas como animais, em que os inimigos de Cristo faziam espetáculos com suas vítimas, buscando que os servos de Cristo negassem sua fé em Jesus Cristo, o Salvador.

COM VITUPÉRIO. Esta palavra descreve muito bem o escárnio a que eram submetidos os cristãos verdadeiros, que não faziam nada de errado, mas pelo fato de confessarem que Jesus Cristo era o Messias de Deus, sofriam o desprezo dos judeus e das autoridades romanas. Se instalou um estado de terror contra os cristão após a ressurreição e ascensão de Cristo. Porque os seguidores do Senhor Jesus se fortaleceram na fé, confirmando por meio dos apóstolos que Cristo era Senhor de todos, ao ressuscitar e subir ao céu.

E TRIBULAÇÕES. Estas tribulações nos falam sobre as várias facetas das perseguições que sobrevinham sobre os apóstolos e discípulos do Senhor Jesus. Os líderes da igreja primitiva pregavam de que Jesus veio fazer uma profunda reforma no judaísmo e que a implantação do cristianismo seria o fim do judaísmo. Isso gerou uma onda de ódio nos judeus, ao ponto de determinarem o fim da religião de Cristo a qualquer preço.

E EM PARTE FOSTE PARTICIPANTES. Aqueles que não eram perseguidores diretamente, porque os mais perseguidos eram os apóstolos, depois os líderes de menor potencialidade nas atividades do cristianismo, como os evangelistas que pregavam sobre a mensagem das boas novas do reino de Cristo, bem como as lideranças locais de cada comunidade cristã. Mas de alguma maneira todos passavam pelas perseguições.

COM OS QUE ASSIM FORAM TRATADOS. Como a igreja de Cristo era um só corpo, quando um sofria por amor a causa do reino dos céus, todos padeciam juntamente. Cristo deixou seu exemplo e ensinos sobre o amor fraternal, de tal maneira que os seus primeiro seguidores sabiam colocar em prática a lei do amor fraternal, ajudando uns aos outros.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Hebreus 10:32

Hebreus 10:32 - Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições.
LEMBRAI-VOS, POREM. Os leitores esta carta eram de fato pessoas que antes seguiam o judaísmo com suas muitas e diversas regras intransigentes. Mas que se converteram ao cristianismo, não se sabe se ainda no tempo de Cristo ou depois de sua ressurreição. Porque segundo a tradição cristã, muitos dos judeus acreditaram em Jesus como sendo o Messias prometido, depois de sua ressurreição de entre os mortos, inclusive seus irmãos.

DOS DIAS PASSADOS. Estes dias a que se refere o escritor, dizem respeito ao tempo em que os seus leitores aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador, seja ainda no tempo do ministério do Senhor Jesus, porque os seus milagres fizeram com que muitos dos judeus se convertessem ao cristianismo. Os começos da religião de Cristo não foi nada fácil, principalmente no país de Israel, uma vez que, os judeus não aceitaram que Jesus era o Messias prometido, nem muito menos aceitaram a mudança da religião do povo hebreu.

EM QUE, DEPOIS. Neste ponto, o autor faz menção do dia em que cada um dos seus leitores tiveram um encontro pessoal com o Salvador Jesus Cristo. Efetivamente este é um momento de glória, porque os hebreus precisavam reconhecer que Jesus era o Messias prometido. A transformação de muitos hebreus em novas criaturas em Cristo deu autoridade à mensagem do evangelho, porque testificavam da nova dispensação.

DE SERDES ILUMINADOS. Quando os judeus receberam a legislação de Moisés foi uma empolgação muito grande e os judeus tinham prazer na lei do Senhor. No entanto, não demorou muito, até que os filhos de Israel enjoassem a lei de Moisés. Quando o Senhor Jesus se manifestou na terra os hebreus estavam completamente fora dos padrões da antiga dispensação da lei. Mas muitos foram iluminados com o evangelho de Cristo.

SUPORTASTES. E tendo recebido a mensagem do evangelho, seja por meio das pregações ou dos milagres de Cristo ou mesmo pelas atividades dos apóstolos e discípulos do Senhor Jesus. Tiveram então, batalhas travadas para que retornassem ao judaísmo. E muitos dos líderes das igrejas de Israel, compostas por hebreus convertidos ao Cristianismo continuavam como que guardando a lei de Moisés, naturalmente.

GRANDE COMBATE. Mas, como a nova dispensação estava de acordo com os planos de Deus, aqueles que receberam a Cristo como Salvador suportaram as contrariedades, mesmo enfrentando seus compatriotas judeus, o império romano e os líderes das demais religiões pagãs. Verdadeiras guerras espirituais e religiosas foram travadas com o objetivo de se deter a expansão do cristianismo na terra, principalmente em Israel.

DE AFLIÇÕES. O diabo com os seus demônios se utilizavam dos judaizantes e as autoridades do império romano para impor sanções a todos àqueles que se convertiam ao cristianismo. De forma que, se alguém aceitava a Cristo como Senhor e Salvador passavam a ser vítima das aflições impostas pelos inimigos do reino de Cristo. Muitos dos nossos irmãos da igreja primitiva perderam os seus bens, porque foram confiscados pelo governo. Outros tantos foram duramente perseguidos e hostilizados pelos judeus.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Hebreus 10:30-31

Hebreus 10:30-31 - Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.
PORQUE BEM CONHECEMOS AQUELE QUE DISSE. O autor cita (Deuteronômio 32:35), para então, mais uma vez comprovar que seus argumentos estão baseados nas literaturas religiosas dos hebreus. Esta citada referência foi falada pelo grande líder de Israel, Moisés, mas como sendo palavras de Deus. Os judeus tinham tanta estima por Moisés, que todos os seus escritos são considerados pelos hebreus como palavra de Deus.

MINHA É A VINGANÇA. Isso fala da forma gloriosa como Deus defende o seu povo, em lutar em benefício daqueles que invocam o seu nome. O Senhor promete se vingar contra aqueles que se levantam contra os seus planos. Acima de tudo, essa é uma frase que nos ensina que o Senhor não se deixar escarnecer (Gálatas 6:7). Não adianta, quem quer que seja, se levantar com os planos de Deus, porque o Senhor toma vingança.

EU DAREI A RECOMPENSA, DIZ O SENHOR. 2 Crônicas 20:17 - Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco. É nestes termos que Deus fala por meio de Moisés, porem, para o escritor aos Hebreus, a palavra fala de que rejeitar a Cristo é incorrer no risco de ter que enfrentar a vingança de Deus. Deus é bom, mas também é pura justiça e juízo também.

E OUTRA VEZ. Já nesta parte, o autor fala a respeito de Deuteronômio 32:36 - Porque o Senhor fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado. Mesmo que não sejam as mesmas palavras, mas os leitores hebreus saberiam de que o escritor estava fazendo uso dos escritos de Moisés, o que dava autoridade na defesa de suas argumentações.

O SENHOR JULGARÁ O SEU POVO. Nesta frase, o autor escreve, tendo paralelo ao que Paulo escreveu em 2 Coríntios 5:10 - Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. Como Juiz dos vivos e dos mortos, Deus por meio de Cristo há de julgar aos incrédulos, mas também está em foco o julgamento dos que seguem ao evangelho.

HORRENDA COISA É CAIR. O autor está falando sobre a severidade de Deus no que diz respeito a praticar justiça, se vingando dos seus inimigos e disciplinando ao seu povo. A mesma bíblia que diz que o Senhor é amor, bondade e misericórdia, é a mesma palavra que afirma que o Senhor recompensará a cada um segundo as suas obras. Quem se levantar de maneira contrária ao Deus Criador vai ter que enfrentar a sua ira e seu furor.

NAS MÃOS DO DEUS VIVO. As Sagradas Escrituras falam sobre que o Senhor expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden, como punição contra o pecado. Além do mais, veio o dilúvio como destruição em massa dos rebeldes no tempo de Noé. Temos ainda os casos de Sodoma e Gomorra, duas cidades prevaricadoras, em que os seus pecados chegou como cheiro mau diante das narinas de Deus. O Senhor não tem o culpado por inocente.

Hebreus 10:29

Hebreus 10:29 - De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?
DE QUANTO MAIOR CASTIGO. Nesta parte de sua carta, o autor repassa advertências duras, sobre aqueles que não derem ouvidos, a mensagem do evangelho que tinha chegado em todo o Israel. Este castigo será mais duro do que, até mesmo aqueles que eram punidos, conforme a lei de Moisés, quando quebravam os mandamentos impostos pela lei. Os Judeus haviam rejeitado o Filho de Deus (João 1:11), e agora, os hebreus não podiam correr o mesmo erro de rejeitarem a proposta da nova dispensação da graça.

CUIDAIS VÓS SERÁ JULGADO MERECEDOR. A lei era muito clara, no que diz respeito a declarar, quais eram as penalidades impostas para aqueles que transgredissem seus estatutos. E os levitas procuravam de todas as maneiras fazer com que, todos conhecessem a legislação de Moisés. Assim sendo, quando alguém era punido, ele sabia porque estava sendo apedrejado e morto, e sua consciência lhe dizia que era merecedor.

AQUELE QUE PISAR. Hoje muito mais, todos aqueles que dentro do tempo da nova dispensação, rejeitam a Cristo, não serão tidos por inocentes, até porque, o Espírito de Deus tem procurado convencer a todos do pecado, da justiça e do juízo. Pisar ao Filho de Deus é não dar crédito ao que ele representa para toda a humanidade, em termos de benefício. A obra perfeita de redenção realizada por Jesus foi para abençoar a todos.

O FILHO DE DEUS. Falar em Jesus como Filho de Deus é falar sobre o Emanuel de Deus, ou seja, Deus entre os homens. Falar sobre Cristo como Filho de Deus é aceitar que Deus veio até aos homens por meio de Jesus de Nazaré. Falar de Jesus como Filho de Deus é falar de sua divindade. E na verdade, Jesus não foi gerado de uma relação entre um homem e uma mulher, mas ele foi gerado pelo Espírito Santo do Senhor.

E TIVER POR PROFANO O SANGUE DA ALIANÇA. No primeiro momento, o escritor fala sobre o perigo de se pisar o Filho de Deus, o rejeitando como Senhor e Salvador. Agora, o autor mostra o mesmo risco para aqueles que rejeitam a obra perfeito de expiação e propiciação efetuada pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Para que Cristo estabelecesse uma nova aliança, ele teve que pagar o alto preço de sangue, sua vida.

COM QUE FOI SANTIFICADO. Os sacrifícios da antiga dispensação tinham o fito de purificar os que deles participavam, sejam os sacerdotes ou mesmo o povo. Já na nova aliança de Deus com a igreja de Cristo, o resultado da expiação e propiciação feitas por Jesus, tem o efeito santificador. E este efeito santificador fala de regeneração, de novo nascimento, de transformação, por isso se fala que o remido é uma nova criatura.

E FIZER AGRAVO AO ESPÍRITO DA GRAÇA? O profeta (Zacarias 12:10) fala sobre este Espírito da graça. Jesus também prometeu enviar este mesmo Espírito, e assim o fez, no dia de pentecostes. Desde então, este Espírito de Deus tem procurado levar Cristo a todas as pessoas. Fazer agravo ao Espírito da graça e blasfemar contra o Espírito Santo de Deus, coisa que não tem perdão (Marcos 3:29), isso foi o próprio Jesus quem falou.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Hebreus 10:27-28

Hebreus 10:27-28 – Mas, uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
MAIS, UMA CERTA EXPECTAÇÃO. Por isso que todos aqueles que faziam parte do judaísmo viviam sob pressão, pelo dever de terem que cumprir toda a legislação de Moisés. Porque se agissem de forma relapsa poderiam transgredir um dos seus mandamentos e o que restava era a penalidade sem misericórdia. Observamos então que, os seguidores do judaísmo eram forçados a viver na servidão da lei, e não pelo prazer de fazer parte das coisas do reino de Deus. Por isso, que não deu certo, o pacto.

HORRÍVEL DE JUÍZO. Sem falar que, existiam os juízes da lei, que de princípio eram os sacerdotes e levitas, que ficaram com a responsabilidade de ensinar a legislação de Moisés para todo o povo. Mas que com o passar do tempo, e quando esta carta foi escrita, existia a sinédrio, que se transformou em um tribunal de julgamento por crimes religiosos e outros. Sempre tinha alguém com o dedo apontando para a vida dos outros.

E ARDOR DE FOGO. Essa é uma expressão neotestamentária que fala sobre a condenação de alguém que desprezou os conselhos de Deus, foi julgado pela justiça divina, e condenado conforme as suas obras erradas. Também era crença comum, ainda no tempo da lei, que aqueles que transgredissem os mandamentos da lei de Moisés, não iriam para o seio de Abraão, mas sim para o hades, lugar de sofrimento nas chamas eternas.

QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS. Para os judeus, dos tempos em que esta carta foi escrita, os que desobedecessem à legislação de Moisés, só lhe restavam à destruição e a ruína, o que representava ser lançado no hades. Uma vez que, os transgressores da lei eram tachados de adversários de Deus. Os judeus consideravam os gentios inimigos de Deus, porque eram povos que estavam separados de Israel e sem Deus no mundo.

QUEBRANDO ALGUÉM A LEI DE MOISÉS. Quebrar a lei era a mesma coisa que transgredir os seus mandamentos, e a coisa era tão rígida, que tanto fazia quebrar um grande e importante mandamento da lei, do que o menor deles. A lei de Moisés não era composta apenas de deveres religiosos, mas ela era uma legislação completa que organizava o povo de Israel como nação. Por isso que havia mandamentos, estatutos, juízos e etc.

MORRE SEM MISERICÓRDIA. A lei de Moisés, em muitos dos seus juízos estabelecia a pena de morte, porque era dente por dente e olho por olho. De fato existiam transgressões em que os sacerdotes e o sumo sacerdote intervinha por meio de sacrifício sangrento de animais para remissão dos pecados. Mas certamente o autor se refere aqueles casos em que já era previsto, conforme a lei de Moisés, o castigo de morte.

SÓ PELA PALAVRA DE DUAS OU TRÊS TESTEMUNHAS. Na época da lei de Moisés, existiam os pecados por ignorância, que eram praticados por aqueles que não conheciam a lei, que até certo ponto eram tidos por inocentes. E existiam os pecados voluntários, sobre estes não havia sacrifício pelo pecado, mas sim a morte. E por fim existiam os pecados ocultos, que precisavam de testemunhas para a execução da penalidade.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Hebreus 10:26

Hebreus 10:26 - Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados.
PORQUE, SE PECARMOS. O autor não está acusando os seus leitores de pecados, até porque o “se” é condicional, além do mais, ele próprio se coloca dentre aqueles que estavam com a possibilidade de cair no erro. No tempo da Lei, se alguém cometesse um Pecado por ignorância, havia sacrifício pelo pecado. Mas se um homem praticasse pecado voluntário, não havia sacrifício pelo seu pecado, mas seria extirpado da congregação. Há uma necessidade de se ter muito cuidado com a prática do pecado voluntário.

VOLUNTARIAMENTE. O escritor certamente está se reportando ao que diz em Números 15: 30-31 - Mas a pessoa que fizer alguma coisa voluntariamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo. Pois desprezou a palavra do Senhor, e anulou o seu mandamento; totalmente será extirpada aquela pessoa, a sua iniquidade será sobre ela. Este é o pecado voluntário.

DEPOIS DE TERMOS RECEBIDO. Mais uma vez o autor se inclui em seu texto e nos faz entender que a advertência passa a ser para seus próprios dias. O Senhor Jesus havia pregado a palavra de Deus, expondo de maneira exaustiva o plano da salvação para os hebreus, por meio da mensagem do evangelho das boas novas. Partindo Jesus para se assentar a destra de Deus, deixou seus apóstolos que também pregavam a verdade.

O CONHECIMENTO. Desta forma, ninguém em Israel era inocente em dizer que não conhecia as verdades de Deus sobre a nova dispensação da graça, e como Deus estava agindo neste novo tempo. Até mesmo os seguidores de Cristo do mais simples ao mais importante pregavam o evangelho das boas novas, falando a respeito da vontade de Deus, das profecias sobre o Messias de Deus e tudo que envolvia a nova dispensação.

DA VERDADE. Esta verdade a que se refere o autor, diz respeito às boas novas da salvação que primeiro chegou em Israel, a começar pelos profetas messiânicas, passando por João Batista, pelo Senhor Jesus, como o maior e melhor Mestre de todos os tempos, bem como pelos apóstolos que continuaram exercendo suas atividades em Israel e na Palestina, sempre falando do evangelho e da nova dispensação da graça de Deus.

JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO. Em si tratando da velha dispensação, efetivamente para aqueles pecados que as pessoas praticavam de forma voluntária e deliberada, nem mesmo os sacerdotes podiam fazer alguma coisa para ajudar a tais pessoas. Já no caso daqueles que viviam conforma a nova dispensação, se faz necessário ter muito cuidado para de novo alguém não querer crucificar o Filho de Deus, o que não pode ser possível.

PELOS PECADOS. Hebreus 10:4,6,8 - Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Portanto, era indispensável o esforço de cada um dos leitores desta carta, como também de cada um de nós que vivemos nestes últimos dias, no sentido de evitarmos as práticas de coisas que desagradam a Deus.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hebreus 10:25

Hebreus 10:25 - Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.
NÃO DEIXANDO. O propósito desta mensagem era para que os hebreus que serviam a Cristo se unissem no mesmo propósito, objetivos e finalidades, para justamente buscarem o reino de Cristo em primeiro lugar as coisas que são de cima. Por conta das perseguições impostas pelos judeus e o império romano contra a igreja de Cristo, muitos estavam deixando o caminho do evangelho e voltando aos costumes do judaísmo. Outros estavam apostatando da fé, porque eram enganados pelos judaizantes daquela época.

A NOSSA CONGREGAÇÃO. Não que neste tempo houvesse templos dedicados ao cristianismo, até porque o império romano não permitia, e isso só foi possível depois de 313 d.C. Mas os seguidores de Cristo se reunião de casa em casa. Não deixar a congregação, neste caso, era não se desviar dos caminhos do Senhor, mas permanecer firme nas promessas e propostas do evangelho glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo.

COMO É COSTUME DE ALGUNS. Muitas pessoas estavam se agregando ao novo Israel de Deus, chamado igreja de Cristo. Os apóstolos e discípulos do reino de Cristo se esforçavam cada dia para cumprirem o “ide imperativo” do Senhor Jesus, e com isso, acrescentava cada dia o número dos que se convertiam ao cristianismo. Mas por outro lado, a instabilidade era muito grande daqueles que entrava e saiam do evangelho.

ANTES, ADMOESTANDO-NOS. Certamente, esta foi uma mensagem dirigida aos líderes da igreja primitiva, que faziam parte das igrejas em Israel e na Palestina. Aqueles que estão à frente dos trabalhos nas igrejas precisam se desenvolver e se aprimorarem cada vez mais para sustentar os mais fracos e inconstantes na fé, pelas doutrinas cristãs, baseadas nas Sagradas Escrituras. Admoestar é ensinar a palavra de Deus.

UNS AOS OUTROS. Ninguém é tão sábio o suficiente que não precise de orientações positivas sobre as coisas de Deus. O ensino das Sagradas Escrituras é um caminho de ida e de volta, em que os mestres além de revelarem os conhecimentos bíblicos, eles também devem estar abertos a receberem instruções dos outros. A profundidade dos conhecimentos revelados da palavra de Deus depende da edificação mútua.

E TANTO MAIS, QUANTO VEDES. Os escritores do Novo Testamento, bem como os líderes da igreja primitiva não tinham noção do hiato de tempo que haveria entre a ascensão do Senhor Jesus para se assentar a destra de Deus, e o seu retorno para arrebatar a sua igreja remida, que ele comprou com seu precioso sague expiador. Portanto, a igreja primitiva vivia na expectativa de a qualquer momento sair da terra.

QUE SE VAI APROXIMANDO AQUELE DIA. Ainda hoje, ecoa aquela mensagem que diz: Mais um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará (Hebreus 10:37). Este dia a que se refere autor, diz respeito ao dia da volta de Cristo para buscar os seus remidos. O segundo advento de Cristo se dará em duas etapas, em que na primeira ele virá para a sua igreja, e a segunda ele voltará para socorrer o Israel de Deus.

Hebreus 10:23-24

Hebreus 10:23-24 - Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
RETENHAMOS FIRMES A CONFISSÃO. Os hebreus, leitores desta carta, conforme pensamos, já eram pessoas que seguiam ao Mestre. Portanto, só precisavam se manterem firmes no propósito de confiarem na obra redentora do Filho de Deus para tomarem posse da vida eterna. Verdade é que, em Israel não era nada fácil confessar o nome de Cristo como Senhor e Salvador. Isso porque, os judaizantes perseguiam de forma implacável os discípulos de Cristo. Era um tempo de prova de fé para os remidos.

DA NOSSA ESPERANÇA. Depois dos cativeiros que os judeus tiveram que passar, e agora sob o domínio dos romanos, os seguidores do judaísmo perderam completamente a esperança. Com os seguidores do cristianismo era diferente, porque eles depositavam sua esperança, não em um governo humano, mas sim, no descendente de Davi, Cristo Jesus, Rei dos reis e Senhor dos senhores, ele que também é Sacerdote diante de Deus.

PORQUE FIEL É. Esta frase tanto pode se referir a Cristo, porque ele é chamado de Fiel Sumo Sacerdote, como também a Deus, que fez muitas, grandes e melhores promessas no tocante a Cristo, como Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, Rei da descendência de Davi e profeta verdadeiro como foi Moisés. Todas quantas promessas foram feitas em Cristo Jesus, o Criador de todas as coisas estava pronto para executar.

O QUE PROMETEU. A vinda do Messias de Deus, Jesus de Nazaré foi justamente o cumprimento de muitas das promessas feitas por Deus, conforme as profecias messiânicas. Já na queda da raça humana, no Jardim do Éden, o Senhor prometeu a redenção da humanidade por meio do Messias (Gênesis 3:15). E o fato apresentado pelo autor, de Jesus como Sumo Sacerdote, também foi uma promessa feita (Salmos 110:4).

E CONSIDEREMO-NOS UNS AOS OUTROS. Até então, o escritor vinha levantando a cabeça dos seus leitores na direção vertical, lhes estimulando a olhar para cima, onde Jesus está assentado à destra da majestade celestial. Agora, ele também chama a atenção dos mesmos para que olhem na direção horizontal, no sentido de ver que o tempo era difícil e que todos precisavam dar as mãos em considerar uns aos outros.

PARA NOS ESTIMULARMOS AO AMOR. Os judeus, desde que o Messias havia entrado na terra, só tinham demonstrado hostilidade com o Filho de Deus. Partindo Jesus para junto do Pai, agora eles concentravam toda a ira sobre os seguidores do Mestre. Mas os hebreus, seguidores de Cristo, deveriam ser diferentes, porque o próprio Cristo deixou sua legislação com dois pilares, onde o primeiro é amar a Deus acima de qualquer coisa, e o segundo é amar ao próximo como a si mesmo, esta é a lei de Cristo Jesus.

E AS BOAS OBRAS. Os hebreus, desde que voltaram dos cativeiros, que eram muito pobres, e dependiam da ajuda de uns para com os outros para sobreviverem. Assim sendo, aqueles que tinham melhores condições financeiras precisavam se aplicar as boas obras, não como meio de salvação, mas como a prática do amor fraternal.

Hebreus 10:22

Hebreus 10:22 - Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.
CHEGUEMO-NOS. Na antiga dispensação alguém dizia para os sacerdotes: Chega-te a Deus por mim, e intercede por minha causa e pede perdão por mim, pelos meus pecados. Agora, é totalmente diferente, porque temos acesso direto a Deus em qualquer lugar e em qualquer momento, isso porque Cristo nos abriu os céus e temos o privilégio de chegar como bem-aventurados perante a presença do nosso Deus e Pai.

COM VERDADEIRO CORAÇÃO. Antes, bastavam os rituais de purificação do próprio tabernáculo ou templo, dos objetos de culto, como os altares, o incensário e o propiciatório, e principalmente dos sacerdotes. Agora, é o nosso coração o altar que deve está purificado, porque o Senhor vem e habita nele pelo seu santo Espírito. Não tem preço o que Cristo fez por todos os seus remidos. Por isso que, ele é digno de toda honra, de toda glória, de todo louvor, porque a ele pertence o domínio o poder e a majestade.

E INTEIRA CERTEZA. Os sacrifícios que eram oferecidos na antiga dispensação da lei era algo que não podia permanecer, e não durou muito, há quem diga que só foi aceito até os tempos de Davi, enquanto o tabernáculo estava de pé. Com a vinda do verdadeiro Sumo Sacerdote, Cristo Jesus, o que Deus espera é que tenhamos confiança nele de que somos seus filhos e que podemos nos aproximar com certeza de que ele nos acolhe bem.

DE FÉ. O autor não poderia deixar de fora este elemento indispensável em que nos leva ao verdadeiro acesso ao trono da graça, que é a nossa fé genuína em Cristo Jesus e na sua obra perfeita de redenção. Na nova dispensação, ou aliança da graça de Deus com a humanidade, o homem entra apenas com a sua fé verdadeira, porque esta fé em Cristo e em sua obra nos leva de volta aos braços de Deus, ele que com sua graça nos recebe.

TENDO OS CORAÇÕES PURIFICADOS. O escritor está falando do homem interior, da nossa alma, do nosso espírito e não simplesmente do nosso órgão chamado coração, quem tem a importante função de bombear o nosso sangue. Tendo as mais puras intenções, vontades e pensamentos sobre que somos aceitos por Deus. Isso porque agora não dependemos de sangue de animais, mas sim, da expiação já efetuada por Cristo. O preço da redenção já foi pago pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

DA MÁ CONSCIÊNCIA. Conforme os rituais e celebrações realizadas no tabernáculo e depois nos templos de Jerusalém, os pecados das pessoas eram simplesmente cobertos, mas quando pecavam novamente as mesmas culpas eram reabertas. Mas em Cristo, isso não mais funciona assim, porque temos a convicção que o sacrifício propiciatório de Cristo foi perfeito e completo para nos livrar de qualquer peso na consciência.

E CORPO LAVADO COM ÁGUA LIMPA. Não há dúvida de que, o autor está se referindo ao batismo cristão, que é símbolo de mudança de vida, uma vez que, quem dele participa esta dizendo ou testemunhando que morreu para este mundo e revive para Cristo, por meio do novo nascimento e da regeneração espiritual. Água limpa também fala do trabalho que o Espírito Santo faz na vida de todo aquele que aceita a Cristo Jesus.

domingo, 21 de maio de 2017

Hebreus 10:20-21

Hebreus 10:20-21 - Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne. E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus.
PELO NOVO E VIVO. O antigo modo de acesso foi abolido, porque segundo o que já estava previsto nas profecias concernentes à nova dispensação da graça, se tornara ineficiente. Este “novo” deve ser causado grande impacto na vida religiosa dos hebreus, porque estavam acostumados com os antigos modos de rituais e celebrações. É vivo, porque Cristo ressuscitou, reviveu e nunca mais provará a morte para todo o sempre.

CAMINHO. Este caminho diz respeito ao acesso que Cristo abriu para que os seus remidos cheguem com confiança diante do trono da graça. O caminho antigo era cheio de obstáculos, tinha o primeiro véu, depois vinha o segundo véu, até que chegasse ao santo dos santos. Nos templos havia cinco lugares, dos gentios, das mulheres, dos homens, dos sacerdotes comuns e do sumo sacerdote, que era o santo dos santos. O caminho que Cristo nos consagrou é direto, porque também somos sacerdotes de Deus.

QUE ELE NOS CONSAGROU. O antigo caminho era purificado e não consagrado, isso porque era feito com sangue de animais. Até porque os rituais dos santuários terrestres eram apenas sombras, cópias ou símbolos das coisas mais preciosas que há nas mansões celestiais. Cristo nos consagrou o novo e vivo caminho com seu próprio sangue, e isso faz toda a diferença, porque a verdadeira expiação e propiciação foram feitas por Cristo.

PELO VÉU, ISTO É. No antigo caminho de acesso a presença de Deus que ficava no santo dos santos, havia vários véus, simbolizado as dificuldades que os participantes tinham para chegar a Deus. Estes véus, também falavam sobre os vários medianeiros que haviam entre o povo e Deus, o que separava os pecadores do Deus santo. Quando Cristo expirou no alto do Gólgota, diz o evangelho que o véu do templo se rasgou de alto a baixo.

PELA SUA CARNE. Ninguém mais do que o Senhor Jesus, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, sentiu tantas dores. O profeta Isaías já havia vaticinado de que o servo sofredor seria um homem de dores (Isaías 53:3). Ele levou sobre si as nossas dores (Isaías 53:4). Quando o Filho de Deus foi crucificado na cruz do Calvário, ali estava sobre ele os efeitos dos pecados de toda a humanidade, porque era a expiação e propiciação pelos pecados do mundo. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele (Isaías 53:5).

E TENDO UM GRANDE SACERDOTE. Cristo, pelo sacrifício de si mesmo, quando seu sangue foi derramado em nosso lugar, por conta do preço da redenção, ele conquistou para seus remidos, este caminho de acesso a Deus. Conforme o que já era previsto (Salmos 110:4) ele se assentou a destra do trono da graça como nosso Sumo Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, e de contínuo intercede pelos seus remidos.

SOBRE À CASA DE DEUS. Os sacerdotes terrenos do povo de Israel se apresentavam diante de um tabernáculo feito de madeira. Outros se apresentavam diante dos templos feitos de materiais perecíveis. Tanto o tabernáculo quanto os templos desapareceram. Mas o santo dos santos celestial sobre o qual Cristo está assentado a destra do trono da majestade celestial, nunca, jamais, há de desaparecer, porque é eterno, e para sempre.

Hebreus 10:19

Hebreus 10:19 - Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus.
TENDO, POIS. Dentro do mesmo assunto, mas com outras pautas, o autor começa uma nova secção dentro deste capítulo, falando também a respeito da perseverança na fé cristã, e não no conjunto de normas e rituais do judaísmo. Ter é possuir alguma coisa, que neste caso quer dizer que, os remidos do Senhor Jesus passou a tomar posse depois que o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, conquistou o acesso direto ao trono da graça de Deus, para sua igreja amada, que ele comprou com seu perfeito e completo sacrifício de amor.

IRMÃOS. Desde os começos da humanidade, que os seres humanos se consideram irmãos uns dos outros por se encontrarem na arvore genealógica de Adão e Eva. Já os judeus se consideravam irmãos uns dos outros por pertencerem aos ilustres patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Por fim, os cristãos sempre se chamaram uns aos outros de irmãos, porque todos aqueles que aceitam a Cristo como Salvador, se tornam filhos de Deus (João 1:11).

OUSADIA. Esta palavra nos ensina sobre a liberdade que os remidos de Cristo têm para chegarem com confiança na presença de Deus. No tempo da lei, os hebreus comuns, não se achavam neste direito e precisavam dos sumos sacerdotes como intermediários. Mas já no tempo da nova dispensação da graça de Deus, todos aqueles que viverem dignamente para o Senhor, tem o direito de entrar no santuário celestial, isso porque o Senhor Jesus abriu o caminho de acesso ao trono da graça e da majestade celestial.

PARA ENTRAR. No tempo da antiga dispensação, os servos de Deus ficavam impedidos de se chegarem ao tabernáculo e também dentro do recinto dos templos. O povão não tinha o direito de entrar no tabernáculo, mas somente os sacerdotes. Nos templos, havia o átrio dos gentios, das mulheres, dos sacerdotes e do sumo sacerdote. Cristo removeu os obstáculos e os seus remidos chegam diante da presença de Deus, no santuário celestial.

NO SANTUÁRIO. No caso dos santuários terrenos, que de início era o tabernáculo, e depois foram construídos três grandes templos em Jerusalém, que também eram considerados santuários de Deus. Neste texto, o autor nos fala do santuário celestial, que é na verdade o céu dos céus, a morada de Deus, o trono da graça ou o trono da majestade celestial, onde Cristo está assentado à destra de Deus intercedendo por nós.

PELO SANGUE. No caso do tabernáculo, diversos sacrifícios de animais eram feitos, com muito derramamento de sangue, para expiação dos pecados do povo. O sumo sacerdote entrava no santo dos santos com sangue de um bezerro para fazer expiação por ele e seus familiares e também com o sangue de um cordeiro para fazer expiação pelos pecados do povo. Na nova dispensação é o sangue de Cristo que tem valor expiatório.

DE JESUS. Cristo Jesus, o Messias de Deus veio como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, para por meio do seu sangue, vertido na cruz do Calvário, substituir todos os sacrifícios da antiga aliança. Além do mais, ele substituiu também o sacerdócio do antigo pacto, como sendo nosso sumo sacerdote. E por fim, ele substituiu os santuários terrenos, o tabernáculo e os templos, pelo santuário celestial.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Hebreus 10:17-18

Hebreus 10:17-18 - E acrescenta: Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.
E ACRESCENTA. Esse é a secção mais longa da carta, ocupando quase três capítulos dentro de assuntos importantes para o escritor, para os leitores, os hebreus e também dentro da economia do reino de Deus. Mas o escritor fecha estes temas sobre o tabernáculo e tudo que envolve os sacerdotes e seus serviços, mostrando justamente para seus leitores que a nova aliança da graça de Deus é superior a antiga aliança, porque a lei de Moisés se tornou obsoleta, quando surgiu o evangelho das boas novas.

JAMAIS ME LEMBRAREI. As Escrituras afirmam que, Deus lança os nossos pecados no mar do esquecimento. Não é que a amnésia possa alcançar a mente e o coração de Deus, mas o autor fala dos efeitos positivos em favor dos remidos, pela expiação realizada por Cristo. Os sacrifícios, ofertas, holocaustos e oblações da antiga dispensação só faziam cobrir os pecados do povo, que era purificado e não santificado, como faz a nova aliança.

DE SEUS PECADOS. A antiga aliança era implacável contra o pecado, uma vez que, quem errasse o alvo, ou seja, quem transgredisse os mandamentos da legislação de Moisés, dependendo da gravidade do pecado, podia ser morto imediatamente apedrejado. A nova dispensação da graça de Deus lança tudo na conta de Cristo, ele que já pagou o alto preço em favor dos seus remidos, por isso que, Deus não se lembra dos nossos pecados.

E DE SUAS INIQUIDADES. No texto de (Hebreus 8:12) nos ensina o mesmo autor, usando a citação do profeta Jeremias, que o remédio para as iniquidades do povo, conforme a nova aliança da graça é justamente a misericórdia de Deus. Iniquidade é a tendência do ser humano a praticar deliberadamente suas maldades, porque é dominado pelo mal. Na nova dispensação da graça de Deus, o Espírito Santo trabalha no homem interior para transformar, o velho homem em uma nova criatura, pela regeneração espiritual.

ORA, ONDE HÁ REMISSÃO DESTES. Nos tempos antigos, a redenção de alguém carecia de um preço a ser pago. No caso de Cristo, ele efetuou a redenção da sua igreja, quando pagou o preço de expiação, que tipifica o sacrifício de si mesmo, pelos nossos pecados. Além do mais, a redenção feita por Cristo envolveu a propiciação dos pecados do seu povo, porque com seus sofrimentos ele aplacou a ira de Deus contra a humanidade.

NÃO HÁ MAIS OBLAÇÃO. Todos aqueles que aceitam a Cristo, como Senhor e Salvador são, chamados pelo evangelho da graça de “remidos de Cristo”. Portanto, os remidos de Cristo, não mais precisam oferecer qualquer tipo de oblação pelos seus próprios pecados, porque o Cordeiro de Deus já foi imolado em nosso lugar. O preço já foi pago, e por isso, que o autor desta carta se demorou escrevendo sobre a superioridade de Cristo.

PELOS PECADOS. No tempo da velha dispensação da lei, os pecados dos filhos de Israel tinham efeitos cumulativos, quanto mais o povo pecava, mais a ira de Deus se acendia contra eles, eis a razão da necessidade de mudança. E a mudança se deu justamente com a implantação da nova dispensação da graça, em que Deus, em Cristo Jesus, já nos perdoou os nossos pecados e iniquidades, por conta de sua graça e grande misericórdia.

Hebreus 10:15-16

Hebreus 10:15-16 - E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito. Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta.
E TAMBÉM O ESPÍRITO SANTO. O autor está mais uma vez a citar mais um texto do Velho Testamento como prova de que, seus argumentos estavam de acordo com o que Deus havia planejado. E uma coisa importante que aprendemos neste ponto, é que o escritor sustenta a tese de que as Sagradas Escrituras com as suas muitas profecias messiânicas foram inspiradas pelo Espírito Santo de Deus. Assim sendo, os leitores desta carta não tinham como rejeitar que estas palavras eram de Deus e não do homem.

NO-LO TESTIFICA, PORQUE DEPOIS DE HAVER DITO. O que o Espírito Santo havia dito e testificado como sendo palavra de Deus, e que estava de acordo com o plano de Deus para a nova dispensação? Jeremias 31:33 - Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

ESTA É A ALIANÇA. O antigo pacto, também foi chamado de aliança entre Deus e o seu povo Israel, em que o Senhor por meio dos seus anjos entregou a Moisés e Moisés como legislador do povo judeu escreveu e entregou aos hebreus. Vindo a plenitude dos tempos, Deus prometeu fazer com seu povo uma nova aliança, desta vez, tendo como Mediador o Príncipe, seu Filho Jesus Cristo, que também é Rei, Profeta e Sacerdote.

QUE FAREI COM ELES. Na antiga aliança o objeto daquele pacto foram os filhos de Israel, porque antes disto o Senhor já havia prometido ao patriarca Abraão que daria uma terra boa e farta para seus descendentes. Mas também foi dito a Abraão que todas as nações do mundo seriam abençoadas por seu descendente, o Messias. De forma que a nova aliança foi feita não somente com a nação de Israel, mas com todos os povos do mundo.

NAQUELES DIAS, DIZ O SENHOR. Os dias do Antigo Testamento já haviam passado, e a prova disto é que Israel não mais andava de acordo com a lei de Moisés, é tanto que, os cativeiros foram impostos como aditivos da quebra da aliança. Novos dias o Senhor já anunciava pelos seus profetas e sobre isso escreveu Paulo: Mas vindo à plenitude dos tempos Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gálatas 4:4).

POREI AS MINHAS LEIS EM SEUS CORAÇÕES. Deus escreveu em tábuas de pedra seus mandamentos para os filhos de Israel, e a legislação por completa de Moisés para os hebreus foram escritas com letras. Mas, no novo pacto de Deus com a igreja de Cristo é escrita nas tábuas dos nossos corações, e isso não é feito com papel e tinta, mas sim com os ensinos mais profundos e diretivos do Espirito Santo em nossa alma e espírito.

E AS ESCREVEREI EM SEUS ENTENDIMENTOS. Quando se fala sobre o entendimento está se tratando da alma que é o ser mais profundo do homem, o que o evangelho chama de homem interior. O evangelho de Cristo é diferente da lei de Moisés, porque ele transforma o homem pela regeneração espiritual, e isso a lei não foi capaz de fazer com os filhos de Israel. A nova dispensação leva os remidos para mais perto de Deus.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Hebreus 10:13-14

Hebreus 10:13-14 - Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.
DAQUI EM DIANTE ESPERANDO ATÉ QUE. Este trecho tem paralelo em 1 Coríntios 15:25-28 - Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

OS SEUS INIMIGOS. O autor se reporta ao Salmos 110:1 - Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. Estes inimigos de Cristo, que também são inimigos de Deus e inimigos ainda dos filhos dos homens são, o diabo com seus demônios, a morte que é o último inimigo e todos aqueles que se posicionam contra os planos do Criador de todas as coisas.

SEJAM POSTOS POR. Desde a queda da raça humana, que está em curso muitas batalhas espirituais de Deus contras as forças opostas, com o objetivo de vencer toda forma de mal que se estalou na terra. A vinda do Messias de Deus, Jesus Cristo foi um golpe fatal contra os adversários do reino de Deus, e a sua ressurreição mudou o curso dos fatos, e com sua exaltação a destra de Deus, lhe conferiu poder para vender todos os inimigos.

ESCABELO DOS SEUS PÉS. Esta colocação do escritor sinaliza para a superioridade de Cristo sobre tudo e sobre todos. Deus exaltou soberanamente a Cristo e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Cristo se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que ele é o Senhor.

PORQUE COM UMA SÓ OBLAÇÃO. A oblação nos fala do oferecimento de sacrifícios a Deus com propósitos bem definidos. Os sacerdotes da antiga aliança ofereciam tais oblações para agradar ao Senhor. O sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus foi completo e suficiente para atender os requisitos determinados por Deus, no sentido de servir como expiação e propiciação pelos pecados de toda a humanidade que estava perdida.

APERFEIÇOOU PARA SEMPRE. Os sacrifícios, holocaustos, ofertas e oblações do antigo pacto, conforme a lei de Moisés, aliviavam o peso da consciência dos participantes das cerimônias e rituais judaicos. Mas não resolvia o problema da culpa perante a justiça divina. Porem, a obra de redenção feita por Cristo aperfeiçoou os que se chagam a Deus, porque o caminho de acesso ao perdão do Pai foi aberto por Cristo, removendo o véu.

OS QUE SÃO SANTIFICADOS. Os rituais e celebrações da lei purificava superficialmente a consciência dos participantes, mas não santificava. A purificação remove algo que existe, porem, a santificação além de tirar os pecados já praticados, com seus efeitos negativos, ela aperfeiçoa a alma do ser humano, pela regeneração rumo a justificação e glorificação. A santificação implanta no remido de Cristo, as virtudes positivas de Deus nosso Pai.

Hebreus 10:12

Hebreus 10:12 - Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus.
MAS ESTE. O autor fala sobre Cristo Jesus, o profeta do qual o próprio Moisés falou que Deus levantaria do meio do seu povo. Ele que também é o descendente de Davi, que conforme o evangelho é Rei dos reis e Senhor dos senhores. O mesmo que é o Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Filho unigênito de Deus Pai, Redentor, Salvador, e o bom Pastor.

HAVENDO OFERECIDO. Os sacerdotes da tribo de Levi ofereciam continuamente seus serviços sobre o lugar santo, com holocaustos, sacrifícios, ofertas e oblações sem efeito santificador, apenas purificador da consciência, bem como os sumos sacerdotes ofereciam atos de expiação que não tirava o pecado, apenas cobria temporariamente. Enquanto que, Cristo ofereceu um sacrifício único pela expiação dos pecados dos seus remidos, que como propiciação, produziu a verdadeira reconciliação para com Deus.

PARA SEMPRE. A grande diferença dos sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes da antiga dispensação para o sacrifício de Cristo, é que, com os sacerdotes levíticos, o povo era purificado na consciência, enquanto que, a expiação de Cristo tem efeito santificador, o que produz a regeneração da alma e a transformação da vida, de todos aqueles que recebem a Cristo como Senhor e Salvador. Portanto, estes efeitos são eternos.

UM ÚNICO SACRIFÍCIO. No tabernáculo, os serviços dos sacerdotes no lugar santo eram permanentes em oferecerem holocaustos, sacrifícios, ofertas e oblações, e nos templos, em momentos posteriores, estas atividades se transformaram em ativismo religioso. Já os sumos sacerdotes tinham que repetirem todos os anos, o ato de expiação como algo que não tinha fim. Porem, com Cristo, seu sacrifício foi tão perfeito e completo, que com o único sacrifício, não de animais, mas de si mesmo, fez a expiação proposta por Deus.

PELOS PECADOS. Os sumos sacerdotes, todos os anos faziam a oferta de sacrifícios de um bezerro pelos seus próprios pecados e de seus familiares, como também o sacrifício de um cordeiro para cobrir os pecados do povo. Cristo, como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, com o único sacrifício perfeito de se mesmo, resolveu o problema do pecado dos seus remidos, porque sua expiação tem efeito santificador para os salvos.

ESTÁ ASSENTADO. Quando o Messias de Deus se manifestou na terra, veio cumprir uma missão importantíssima em prol da humanidade e de toda a criação de Deus, que foi justamente a redenção de todas as coisas. Tendo cumprido fielmente sua missão como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, morreu em benefício de todos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus para se assentar a destra do trono de Deus.

A DESTRA DE DEUS. Esta é a mais sublime posição que possa existir para alguém, se assentar a destra de Deus. O Cristo de Deus adquiriu esta posição quando esteve na terra para executar a vontade do Pai como Redentor de sua igreja remida. Jesus está assentado à destra de Deus, como nosso Advogado, Mediador, Pastor e Sumo Sacerdote de uma nova aliança, com maiores e melhores promessas para a sua igreja amada.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Hebreus 10:11

Hebreus 10:11 - E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados.
E ASSIM TODO O SACERDOTE. Grande parte dos comentaristas do Novo Testamento defendem que, quando esta carta foi escrita, o templo de Jerusalém ainda estava de pé. Portanto, se assim for, esta carta foi então escrita antes do ano setenta, quando Jerusalém foi destruída e com ela o templo que foi construído por Herodes para os judeus. Este sacerdote sobre o qual fala o autor era da tribo de Levi, mas não era sumo sacerdote que linhagem de Arão. Isso porque o escritor fala do lugar santo.

APARECE CADA DIA. No caso do sumo sacerdote, que era da linhagem de Arão, ele só ministrava no santo dos santos, que ficava depois do segundo véu, uma vez no ano, que era chamado de dia da expiação. Mas no lugar santo, em que os sacerdotes comuns serviam, eles ministravam todos os dias, servindo nos rituais de ofertas de manjares, oblações, holocaustos e outros serviços que envolviam a gratidão do povo a Deus.

MINISTRANDO E OFERECENDO. A palavra ministrando, se refere aos serviços prestados pelos muitos sacerdotes comuns da tribo de Levi, que no lugar santo, também serviam de serviçais também do povo, além dos muitos que apresentavam os louvores ao Senhor. O fato de que eles ofereciam alguma coisa, nos ensina sobre tudo aquilo que o povo levava até ao templo em gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas, em ações de graças.

MUITAS VEZES. Essas repetições citadas pelo escritor falam a respeito da necessidade de se renovar os votos de gratidão a Deus, quando o povo era beneficiado pelo Senhor de Israel. Como também, no caso da novilha vermelha que era sacrificada, se referia à purificação daquelas pessoas que tocavam em algum morto, bem como eram sacrifícios de purificações por outros tipos de contaminações menos graves que o povo cometia.

OS MESMOS SACRIFÍCIOS. Neste ponto, o autor volta a falar sobre o sacrifício pelos pecados, que não eram celebrados pelos sacerdotes comuns da tribo de Levi, mas sim pelos sumos sacerdotes da linhagem de Arão. A não ser que no tempo em que esta carta foi escrita, as coisas haviam mudado e os sacerdotes comuns também ofereciam sacrifícios pelos pecados do mundo, se assim o era, não estava de acordo com a lei.

QUE NUNCA PODEM TIRAR. No caso dos sumos sacerdotes que entravam no santo dos santos uma vez no ano, especificamente no dia da expiação, no dia dez do sétimo mês, do calendário judaico. Da forma que era feito este ritual, nunca serviu para tirar os pecados do povo, porque segundo o que nos declara o evangelho, estes sacrifícios apenas cobriam os pecados do povo, por isso a necessidade de sua repetição sempre.

OS PECADOS. Até porque, a finalidade não era tirar o pedado do sumo sacerdote, nem de seus familiares, muito menos do povo de Israel, isso porque apenas cobria os pecados do povo. Por isso que, no momento, havia o alívio da consciência da culpa de pecado, mas logo depois rebentava, porque as marcas da desobediência estavam cravadas na alma de cada um daqueles que supostamente haviam oferecido seus sacrifícios. Com Cristo é diferente, ele tira o pecado do homem e remove a culpa da consciência dos seus remidos.

Hebreus 10:9-10

Hebreus 10:9-10 - Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.
ENTÃO DISSE: EIS AQUI VENHO. Esta é uma palavra que encontra paralelo em Isaías 6:8 - Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim! Já era prometido por Deus e pelo próprio Cristo, mediante o Espirito Santo, que o Messias de Deus haveria de vir ao mundo, e essa promessa se cumpriu na pessoa bendita de Cristo Jesus, ele que era o enviado de Deus.

PARA FAZER, Ó DEUS A TUA VONTADE. Por isso que, o evangelho diz que, Cristo foi o fiel Sumo Sacerdote, porque ele fez e executou a vontade do Pai em tudo. Quando o Messias prometido nasceu no planeta terra ele já sabia dos projetos e planejamentos que o Pai tinha para ele executar, e o Filho de Deus não fez a sua própria vontade, mas se esforçou em tudo para agradar ao Deus eterno. Cristo é um modelo de obediência em tudo.

TIRA O PRIMEIRO. Este primeiro, diz respeito ao pacto ou aliança estabelecida entre Deus e os filhos de Israel, por meio da legislação de Moisés, e diz respeito a tudo que envolvia as determinações da velha dispensação da lei, principalmente no que diz respeito aos rituais e cerimônias que envolviam os sacrifícios de animais. Tirar o primeiro era remover a antiga dispensação, porque ela já havia cumprido os seus propósitos para com Israel.

PARA ESTABELECER O SEGUNDO. Já este segundo, diz respeito ao segundo pacto ou nova aliança de Deus com a sua igreja remida, por meio do evangelho das boas novas de Cristo e as doutrinas cristãs. Estabelecer o segundo é a mesma coisa que Deus tratar com a humanidade sob um novo prisma, em que a redenção de Cristo criou um vínculo perfeito de comunhão do Criador com suas criaturas, isso porque, a expiação realizada por Cristo e a propiciação do Cordeiro de Deus, criou um ambiente de reconciliação.

NA QUAL VONTADE. Esta vontade é tudo que Cristo realizou em sua vida e ministério, quanto ao programa de Deus em redimir a humanidade dos seus pecados. Todo ser humano que vem a terra é como uma carta branca a ser escrita. Todavia com Cristo foi deferente, porque havia muitas profecias a seu respeito, sinalizando a vontade de Deus para sua história. Profecias estas que demarcaram sua vida e ministério na terra.

TEMOS SIDO SANTIFICADOS. Os sacrifícios feitos de animais na antiga dispensação tinham efeitos purificadores dos pecados já praticados pelos hebreus. No entanto, a expiação realizada pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, tem efeitos santificadores, o que implica em perdão dos erros já praticados, mas principalmente de transformação de vida, pelo poder regenerador do Espírito Santo de Deus.

PELA OBLAÇÃO DO CORPO DE JESUS CRISTO, FEITA UMA VEZ. O escritor nos ensina sobre a encarnação do Verbo de Deus ou Logos Divino, em que ele levou sobre seu corpo as nossas dores e as nossas transgressões levou sobre si, porque o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados. Uma só vez, porque foi a propiciação perfeita e suficiente para estabelecer a reconciliação do homem com Deus.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Hebreus 10:8

Hebreus 10:8 - Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei).
COMO ACIMA DIZ. Este texto é uma repetição exata do que o autor já tinha escrito antes, e isso ele faz para segurança dos seus leitores, a fim de que fique bem clara sua opinião sobre estes assuntos. Efetivamente para os leitores desta carta, estes assuntos eram por demais fortes, e faz cair por terra todo um sistema de celebrações e rituais que os judeus ainda persistiam em praticar, mesmo dentro do tempo da nova dispensação.

SACRIFÍCIO E OFERTA. Já nos tempos dos profetas, Deus não suportava mais sacrifícios e ofertas. Oséias 6:6 - Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. Deus estava enjoado com aquela hipocrisia religiosa, Amos 5:22 - E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos.

E HOLOCAUSTO E OBLAÇÕES. Os holocaustos que eram ofertas de manjares queimados, já não agradavam ao coração de Deus. As oblações enjoavam as narinas do Todo-poderoso. As celebrações dos filhos de Israel não passavam de rituais vazios sem efeitos de purificação. O Senhor exigia algo mais verdadeiro e não sobra ou símbolo. Os holocaustos e oblações representava a gratidão do povo, mas nem isso mais agradava a Deus. O Senhor não mais recebia de bom grado, nem mesmo o que determinava a lei.

PELO PECADO. Certamente que, conforme se sabe, pelo pecado eram oferecidos os sacrifícios sangrentos, como o sacrifício de um bezerro para purificação dos sumos sacerdotes, bem como de seus familiares. E por fim, o sacrifício de um cordeiro para remissão dos pecados do povo. Há quem diga que, no tempo em que esta carta foi escrita, as coisas estavam sendo misturadas na ministração no templo em Jerusalém e que não mais se fazia como determinava a lei, até porque os tempos já eram outros.

NÃO QUISESTE. Deus estava dando as costas para os sacrifícios de animais, ele não aceitava as ofertas de manjares que no princípio eram oferecidos pelos sacerdotes no lugar santo. Não adiantava fazer festa para se oferecer os holocaustos de cereais queimados no altar nem as oblações, porque isso em vez de agradar a Deus, lhe provocava fastio, até porque o Senhor já havia implantado a nova dispensação da graça.

NEM TE AGRADARAM. Durante o tempo em que durou o tabernáculo sobre a terra, é provável que os sacrifícios, as ofertas de manjares, os holocaustos e as oblações fossem aceitos diante do coração de Deus. Mas, os hebreus tinham que entender que, agora, com a vida do Messias de Deus, nada disto agradava mais ao Criador, até porque o que estava funcionando era a graça de Deus e a fé no poderoso nome de Cristo Jesus.

OS QUAIS SE OFERECEM SEGUNDO A LEI. Observa-se que, estas coisas até que funcionavam, mas somente no tempo da lei. Porque Moisés escreveu sobre estas coisas e que enquanto durasse a velha dispensação da lei, que fossem celebradas. Porem, já não mais estava no tempo da lei, mas sim no tempo da graça. E neste mesmo tempo da graça, o que foi aceito e bem agradável diante de Deus, foi à redenção feita por Cristo Jesus.

Hebreus 10:5-7

Hebreus 10:5-7 - Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste. Mas corpo me preparaste. Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (no rolo do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade.
POR ISSO, ENTRANDO NO MUNDO, DIZ. Esta é uma citação extraída de Salmos 40:6-8 - Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. Os hebreus consideravam esta parte do salmos como uma profecia messiânica.

SACRIFÍCIOS E OFERTAS NÃO QUISESTES. Já nos tempos dos profetas, Deus não suportava mais sacrifícios e ofertas. Oséias 6:6 - Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. Deus estava enjoado, Amos 5:22 - E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos.

MAS CORPO ME PREPARASTE. Certamente a profecia se refere à humanidade do Filho de Deus, porque ele se fez homem. Filipenses 5:6-8 - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. O Verbo se fez carne.

HOLOCAUSTOS E OBLAÇÕES PELO PECADO NÃO TE AGRADARAM. Os holocaustos que eram ofertas de manjares queimados já não agradavam ao coração de Deus. As oblações enjoavam as narinas do Todo-poderoso. As celebrações dos filhos de Israel não passavam de rituais vazios sem efeitos de purificação. O Senhor exigia algo mais verdadeiro e não sobra ou símbolo. Tinha que ser um único sacrifício perfeito, o de Cristo Jesus.

EIS AQUI VENHO. Esta é uma palavra que encontra paralelo em Isaías 6:8 - Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Já era prometido por Deus e pelo próprio Cristo, mediante o Espirito Santo, que o Messias de Deus haveria de vir ao mundo, e essa promessa se cumpriu na pessoa bendita de Cristo Jesus, ele que era o enviado de Deus.

NO ROLO DO LIVRO ESTÁ ESCRITO DE MIM. É certo dizer que esta expressão se refere às Escrituras dos hebreus, contendo todas as profecias messiânicas que prometiam a vinda do Messias de Deus. Provavelmente os hebreus, leitores desta carta se lembravam das muitas citações do Velho Testamento sobre estas benditas palavras. Tudo que aconteceu com a vida e ministério do Senhor Jesus já estava no cronograma de Deus.

PARA FAZER Ó DEUS A TUA VONTADE. Por isso que, o evangelho diz que Cristo foi o fiel Sumo Sacerdote, porque ele fez e executou a vontade do Pai em tudo. Quando o Messias prometido nasceu no planeta terra ele já sabia dos projetos e planejamentos que o Pai tinha para ele executar, e o Filho de Deus não fez a sua própria vontade, mas se esforçou em tudo para agradar ao Deus eterno. Cristo é um modelo de obediência em tudo.

Hebreus 10:3-4

Hebreus 10:3-4 - Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados. Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.
NESSES SACRIFÍCIOS. O autor esta se reportando aos sacrifícios sangrentos de animais que os sumos sacerdotes tinham que praticar para executar os serviços concernentes ao dia da expiação, em que um bezerro era sacrificado, e com seu sangue ele entrava no santo dos santos para fazer expiação pelos seus próprios pecados e de seus familiares, bem como um cordeiro também era sacrificado para que o sumo sacerdote oferecesse seu sangue no propiciatório, esse sim, pelos pecados dos filhos de Israel e pela nação.

POREM, CADA ANO. Quando se fala uma vez no ano, se refere ao dia da expiação, mas isso não quer dizer que neste dia o sumo sacerdote só entrava uma vez no santo dos santos. Segundo as tradições judaicas, pelo menos quatro vezes neste dia o sumo sacerdote adentrava no santo dos santos para realizar os seus serviços naquele lugar, isso com relação ao tabernáculo, porque no templo feito por Herodes tudo mudou.

SE FAZ COMEMORAÇÃO DOS PECADOS. A finalidade das celebrações concernente ao dia da expiação, que se comemorava no dia dez do sétimo mês, conforme o calendário judaico, era justamente para se comemorar o dia de expiação ou dia de perdão da parte de Deus aos pecados do seu povo. Quanto mais o povo hebreu pecava contra Deus e a sua lei, mais se fazia necessário o ritual deste dia, para aliviar a consciência do povo.

PORQUE É IMPOSSÍVEL QUE. No entanto, chegou-se à um tempo em que, os sacrifícios não mais aliviava o peso da consciência dos hebreus, porque os seus pecados mais e mais se multiplicavam. Quando não mais o tabernáculo estava de pé, e as celebrações começaram a ser realizadas no templo de Jerusalém, as coisas foram mais e mais piorando, e os cativeiros foram provas cabais de que o povo estava longe de Deus.

O SANGUE. Quando se fala de sangue está se falando da própria vida, porque desde tempos antigos que se acreditava que a vida estava no sangue. No tocante ao envolvimento de sangue em rituais de religiosidade, os pagãos sempre se utilizaram de sangue de animais e até de gente em suas celebrações. No judaísmo não foi diferente, e até certo ponto, as cerimônias envolvendo o tabernáculo se assemelhava aos outros povos, com o uso de sacrifícios sangrentos e matanças de animais em holocaustos.

DOS TOUROS E DOS BODES. O escritor se refere aos serviços concernentes ao dia da expiação, em que um bezerro era sacrificado, e com seu sangue o sumo sacerdote entrava no santo dos santos para fazer expiação pelos seus próprios pecados e de seus familiares, bem como um cordeiro também era sacrificado para que ele oferecesse seu sangue no propiciatório, esse sim, pelos pecados dos filhos de Israel e pela nação.

TIRE OS PECADOS. É impossível que o sangue de touros e de bodes tire os pecados do povo, é isso que o nosso escritor aos Hebreus tem a dizer aos seus leitores. Eis a razão porque Deus enviou seu Filho, o Messias, que é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, para que com o sacrifício de si mesmo, executando a expiação e a propiciação fizesse o resgate da humanidade com o seu preciosa sangue, que ele deu pala sua igreja.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Hebreus 10:2

Hebreus 10:2 - Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.
DOUTRA MANEIRA. Os sacrifícios de animais, as ofertas de manjares, os rituais, as celebrações, os objetos sagrados, os próprios ministrantes, os serviços por eles realizados e o próprio tabernáculo, não resolviam o problema do pecado do povo. Até porque tudo isso era apenas sombra das realidades futuras, em que apontavam para Cristo e sua expiação, que resultou na redenção da humanidade, bem como nos efeitos de sua propiciação, em que por meio dela, Deus estava reconciliando consigo todas as coisas.

TERIAM DEIXADO DE OFERECER. Para nós, os gentios convertidos do paganismo ao cristianismo, todos estes assuntos que o autor persiste em explicar em seus detalhes, parece um tanto sem sentido. Mas para o próprio escritor, que certamente era um seguidor do judaísmo que se converteu ao cristianismo, tinha uma importância fundamental, bem como para seus leitores que eram hebreus, e que agora eram cristãos.

PORQUE, PURIFICADOS. Se a consciência dos participantes dos rituais de purificação se sentisse melhor, com o alívio de seus pensamentos e não sentissem mais peso em suas consciências, certamente teriam cessado de oferecer os mesmos sacrifícios. Porque uma vez purificados, não sentiriam mais remorso dos seus pecados praticados, como que precisando de contínuas repetições dos mesmos sacrifícios ano após ano no tabernáculo.

UMA VEZ. A repetição dos mesmos sacrifícios todos os anos, no dia da propiciação, pelos sumos sacerdotes já sinalizava de que, os participantes destes rituais e celebrações não estavam libertos da culpa dos seus pecados. Diferente do que acontece com os remidos de Cristo, que são conscientes de que, o sacrifício perfeito de Cristo, como ato de expiação é suficiente para alcançarmos o perdão de Deus e o acesso a ele com confiança.

OS MINISTRANTES. Os historiadores nos contam de que houve tempo em Israel que a ofertas de manjares e o sacrifício de animais eram tantos, que os sacerdotes e principalmente o sumo sacerdote não davam conta de suas atividades. E isso foi assim, porque o povo se sentia tão culpado, e o peso na consciência era tão grande, que os hebreus lutavam para se livrarem de seus remorsos. O livro de lamentações representa muito bem este tempo de angustia do povo judeu, por conta dos seus muitos pecados.

NUNCA MAIS. Na realidade os sacrifícios de animais pelo derramamento de muito sangue eram apenas rituais religiosos, que em determinado momento não chegavam como cheiro suave diante das narinas de Deus. Se os rituais resolvessem o problema do pecado do povo, nunca mais seria necessário se repetir os mesos sacrifícios, isso porque, o povo estaria com suas mentes aliviadas de qualquer culpa, e não sentiriam mais remorso.

TERIAM CONSCIÊNCIA DE PECADOS. Desde o começo, quando Adão e Eva pecaram contra o Senhor, que o pecado passou a ser um espinho no calcanhar dos seres humanos. Porque quando o homem peca contra o seu Criador, sua consciência é prontamente afetada. Assim sendo, o ser humano sente o desejo de aliviar o peso de sua consciência, o que os sacrifícios de animais impostos pela legislação de Moisés não pode resolver.

sábado, 13 de maio de 2017

Hebreus 10:1

Hebreus 10:1 - Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.
PORQUE TENDO A LEI. É claro que o autor se refere à lei de Moisés, que fora dada pelo Senhor e escrita pelo grande legislador Moisés para os filhos de Israel. Deus prometeu ao patriarca Abraão que de seus descendentes faria uma grande nação, no momento certo os introduzindo em uma terra que manava leite e mel, Canaã. Assim fez o Senhor, e para que Israel fosse uma nação independente, precisava de leis boas para que o povo convivesse em sociedade. A lei de Moisés não era só religiosa, mas ela era cível também.

A SOMBRA DOS BENS FUTUROS. Prevendo Deus coisas melhores e bênçãos maiores para o seu povo, ele enviou a lei de Moisés que serviu de aio, aos verdadeiros herdeiros das promessas do Deus eterno, a igreja de Cristo. Entende-se com isso que, a lei não representava o plano total de Deus para os filhos dos homens, mas que ela apenas era uma sombra das realidades melhores, e do que o Criador planejava para a humanidade.

E NÃO A IMAGEM EXATA DAS COISAS. As Escrituras falam sobre a lei, já dentro das páginas do Novo Testamento, como algo que representa apenas uma sombra daquilo que vinha a ser real, o evangelho, como também chama apenas de imagem da realidade. E ainda como algo que se tornou velho e que logo haveria de passar, coisa obsoleta que não mais tinha validade, isso porque o evangelho suplantou a legislação de Moisés.

NUNCA, PELOS MESMOS SACRIFÍCIOS. De forma que, as celebrações feitas pelos filhos de Israel, os serviços prestados pelos sacerdotes e pelos próprios sumos sacerdotes, os holocaustos e sacrifícios de animais, as ofertas de manjares, o dia da expiação e o próprio tabernáculo não representavam a verdade última sobre os projetos de Deus para o homem. Tudo isso eram apenas representações simbólicas do que haveria de vir depois.

QUE CONTINUAMENTE SE OFERECEM CADA ANO. Neste ponto, o escritor se reporta ao dia da expiação que era celebrado no dia dez do sétimo mês, do calendário dos judeus. Este dia era importante para o povo judeu, porque nem mesmo a rigidez da legislação de Moisés tinha aperfeiçoado os filhos de Israel para que não pecasse. E por conta dos muitos erros e transgressões dos judeus, havia a necessidade da expiação pelo pecado.

PODEM APERFEIÇOAR. A própria lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel com o objetivo de corrigir as imperfeições dos hebreus, o que não ocorreu. Portanto, a expiação surgiu com o intuito de purificar o povo, que se encontrava manchado, por causa dos seus muitos pecados. Não demorou muito, até que o próprio tabernáculo desaparecesse da face da terra, sendo substituído pelos templos, totalmente diferentes do tabernáculo.

OS QUE A ELES SE CHEGAM. Quanto mais o tempo avançava, mais o povo se tornava cheio de falhas, sendo levado pela desobediência, a legislação de Moisés, isso porque, os muitos sacrifícios não aperfeiçoava o povo. Os sacerdotes da tribo de Levi viviam de forma frenética oferecendo sacrifícios e não se aperfeiçoavam quanto à lei. Os próprios sumos sacerdotes iam de mal a pior. Ninguém conseguia a santificação pelos rituais.